I Will Protect You

7 Capítulo 7 - Lies and Love


Notas iniciais
Eu não me aguentei gente, tinha que postar e depois dos incentivos da linda da Kate Cookie eu não podia esperar. Obrigada a todos que comentaram, vocês são demais! Para todos os curioso, boa leitura

— Tudo bem, entre – Adam estava estranho, parecia nervoso e angustiado – Sobre o que quer conversar?

— Sobre ontem.

— Ontem? – senti um aperto no peito – Você se arrependeu? Desculpe, eu... eu não devia ter...

— Shh. Eu não estou arrependido – Ele segurou meu rosto e me encarou, seu olhar estava profundo e parecia que o azul estava ainda mais escuro – Mas, depois de ontem, eu não posso mais esconder isso de você.

— Isso o que? Adam, ta me assustando!

— Eu sou seu guarda-costas, seu protetor.

— O que? – Não, não era possível. Minha cabeça dava voltas e eu já podia sentir os olhos marejando.

— Seu pai me contratou para cuidar de você e em troca eu seria liberto e ganharia por isso.

— Então era tudo mentira? – Minhas pernas fraquejaram e eu cai sentada no sofá. Isso não pode estar acontecendo – Tudo? A amizade, o carinho, o beijo, foi tudo encenação? Por dinheiro?!

— Não! Luce olhe para mim – Adam se ajoelhou na minha frente e agarrou minhas mãos. Olhei para ele e senti uma lagrima escorrer, a qual ele limpou com uma caricia. – Eu amo você.

Ele sussurrou se aproximando. Então ele achava que podia soltar uma bomba em mim e depois vir com palavras doces que ficaria tudo bem? Quando ele estava prestes a me beijar eu levantei de supetão andando de um lado para o outro.

— Me ama? Me ama?! – Gritei. Senti a raiva aumentar e, sinceramente, eu não tinha a mínima intenção de conte-la. – Se me amasse não teria escondido isso de mim! Por que não me contou?!

— Eu não podia, seu pai pediu sigilo. Ele esta sendo ameaçado. Queria que você fosse protegida a qualquer custo.

— Isso não é motivo pra ele me enganar. É a minha vida! Proteger-me é motivo suficiente para contratar alguém para ser meu amigo? Para me encher de esperança que seriam massacradas depois?

Ouvi Adam respirar fundo e me virei para ele. Seus olhos estavam ainda mais escuros, ele começou a se aproximar e eu a recuar até sentir minhas costas baterem na parede. Ele colocou uma mão em cada lado do meu corpo, impedindo-me de sair.

— Me solta! – Eu gritei me debatendo.

— Não até você me responder.

— O que você quer?

— É tão difícil assim perceber o quanto eu amo você?

Não houve tempo de resposta. Adam estava me beijando e eu retribuindo. Suas mãos foram para minha cintura me puxando para mais perto dele e eu enlacei seu pescoço nos aproximando ainda mais. Nós partimos o beijo em busca de ar e colamos nossas testas.

— Me perdoa?

— Com certeza.

Ele sorriu e voltou a me beijar. Suas mãos puxaram minhas pernas, fazendo-me envolve-la em sua cintura. Ele me colocou sentada em uma mesinha perto da parede e direcionou os beijos para meu pescoço e eu agarrei seus cabelos dando leves puxões. Adam se afastou novamente, tirando a jaqueta e a jogando pra longe, se aproximou novamente me beijando. Dessa vez o beijo foi voraz, cheio de desejo, de ambos os lados devo admitir.

Separamos-nos novamente em busca de ar e ele me olhou selvagem, com um sorriso torto. Eu apenas assenti e Le me pegou no colo, levando-me para o quarto. Eu não me importava mais com nada, sem ameaças, sem guarda-costas, só eu e o Adam que eu conheci naquela segunda-feira na escola.

. . .

Acordei meio grogue e desnorteada, até me lembrara do que acontecera. Eu estava deitada sobre o peito de Adam, que acariciava levemente meu cabelo.

— Bom dia. – Sua voz saiu sussurrante e grave. Sorri e me virei para ele ainda apoiada em seu peito.

— Bom dia

— Eu posso ser demitido por isso. Ou melhor: preso ou morto. – Ele disse arrumando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e acariciando meu rosto.

— E você se importa?

— É claro que não.

Ele disse e me puxou para um beijo que começou calmo e logo avançou para algo mais quente. Rompemos o beijo em busca de ar e ficamos encarando um ao outro.

— Namora comigo? — Eu não sabia o que responder. Meu coração acelerou e eu fiquei sem palavras.

— S-sim – Gaguejei – É claro que sim!

Ele soltou um suspiro de alivio e nós rimos. Adam rolou na cama me prendendo embaixo dele.

— Então, senhorita Campbell, eu te farei a garota mais feliz do mundo.

— Isso é uma promessa?

— Sim, e eu terei o prazer de cumpri-la.

. . .

Adam passou a manha toda aqui. Resolvemos não ir a HalfBay porque, primeiro: estávamos atrasados, e segundo: Kath não nos deixaria me paz depois de saber da novidade. Se bem que eu adoraria esfregar nosso namoro na cara da Raquel, e quando eu disse isso para o Adam ele riu e disse que não seria má idéia.

— É tão bom ficar assim com você. – Adam disse apertando ainda mais o abraço. Depois do almoço nós dois sentamos no sofá para assistir um filme. O fato é que eu nem tinha idéia sobre o que era, só a presença do Adam me fazia perder a noção. Mas eu tinha uma pergunta e ela não podia esperar.

— Adam?

— Hum?

— Posso te fazer uma pergunta? – Eu disse me virando para ele que fez o mesmo assentindo – Quando você me contou a verdade, disse que ia ser liberto. Você estava preso? Por quê?