I Will Protect You

4 Capítulo 4 - Home Sweet Home


Notas iniciais
Oi gente, eu demorei né? Mil perdões, eu tava com um bloqueio criativo infernal e não conseguia fazer nada decente, mas aí vai. Esse capitulo eu dedico para a linda da Jackelsa forever que comentou minhas duas fics e me mandou mensagens fofas. Adoro você. Enfim, espero que gostem e boa leitura.

Faz um mês que Adam estuda na nossa escola. Raquel não larga do pé dele, Kath, Lisa, Carter e eu já perdemos as contas de quantos foras ela já levou, mas parece que ela é incansável, garota insuportável. Enquanto Adam foge dela, ele e eu nos aproximamos cada vez mais. Ele senta perto de mim em praticamente todas as aulas e eu devo admitir que gosto da companhia dele. Gosto do jeito que se veste, do sorriso torto e da risada, do cabelo desarrumado que ele sempre passa a mão quando esta nervoso. Gosto do jeito que ele me recebe na escola: sempre com abraços e um “Oi Luce” e gosto principalmente dos olhos. Às vezes é como se me perdesse no mar azul escuro, tão misterioso e atraente. Resumindo, gosto dele por inteiro. Mas eu não estou apaixonada por ele, estou?

Mas como nem tudo são rosas o comportamento dos meu pais chegou a um nível tão extremo que eles resolveram me dar um apartamento. Primeiro mandaram Eric para uma viagem de negócios sem uma explicação coerente, depois vieram com uma conversa que como qualquer adolescente eu queria trazer amigos pra minha casa e já que não queriam me expor e nem que descobrissem que eu era filha do prefeito, me deram o apartamento. Mesmo eu insistindo muito eles não mudaram de idéia e agora aqui estou eu parada em frente ao portão da HalfBay sem ter a mínima idéia de onde ficava o apê. É meus pais tiveram a brilhante idéia de me dar o endereço, mas não me emprestaram o motorista. Nem dinheiro pro taxi eu tenho.

– Luce, ta tudo bem? – Ouvi Lisa perguntar. Virei-me e a vi junto de Kath, Anne, Carter e Adam.

– Sim, é que eu não sei onde isso fica. Alguém sabe? – Falei entregando o papel com o endereço que foi passando de mão em mão ate parar em Adam.

– Isso é na minha rua – Ele disse me devolvendo o papel e eu dei um suspiro de alivio – Mas por que quer saber onde fica?

– É que eu vou morar lá agora.

– Então Adam pode te dar uma carona, não é cara? – Carter propôs.

Adam assentiu me olhando de um jeito indecifrável.

– Bom, agora que a pátria foi salva, nós já vamos indo. Até mais... Casal.

– Katherine! – gritei, mas a mesma já havia saído correndo.

Virei-me para Adam que tinha um sorriso fraco nos lábios.

– Vamos? – disse e fez um movimento com a cabeça para que eu o seguisse e fomos em direção ao seu carro. Ele ligou o radio e estava tocando minha musica preferida. Ele estava prestes a mudar de estação quando eu gritei:

– Não! Deixa aí, eu amo essa musica — Ele riu e voltou a dirigir.

– Então, por que quer morar sozinha?

– Eu não quero meus pais praticamente me obrigaram – bufei cruzando os braços e ele soltou um risinho.

– Achei que os pais queriam suas filha sempre juntas deles.

– Eu também. É que... – Mordi o lábio tentando formular uma justificativa decente para minha “expulsão” de casa – meus pais acham que eu preciso conviver mais com meu amigos, alem da escola sabe? E eles não gostam de muita gente lá em casa, então me deram o apartamento.

– Bom agora você vai conviver comigo, vamos ser vizinhos.

Corei e Adam deu um sorriso torto. Eu estava super feliz em ser vizinha dele e se isso não é estar apaixonada, então eu não sei o que é. Olhei pela janela e percebi que estávamos no centro da cidade.

– É longe da escola esse endereço? – perguntei olhando pra ele confusa.

– Não, é que eu tive que pegar outro caminha, a estrada tava em reforma.

Assenti e voltei a olhar para a janela e sem perceber comecei a cantar a musica que ainda tocava no radio. Ouvi Adam rir, e virei para ele.

– O que foi?

– Nada é que você canta bem – ele disse rindo e percebia mentira em sua voz

– Ora seu... – Disse e empurrei o ombro dele fazendo-o rir ainda mais.

– Chegamos – Adam disse parando de rir e estacionando o carro na frente de um prédio vermelho de três andares, as janelas, assim como a porta, eram contornadas de branco o que deixava o lugar com um aspecto aconchegante – Esse é o seu prédio, o meu é o da frente.

– Obrigada pela carona – Ele assentiu – Até segunda.

– Até – ele disse quando eu sai do carro. Acompanhei o mesmo ir até a garagem do prédio em frente e só então entrei no meu prédio.

– Oh Luce, como você cresceu.

– Sra. Connor?! – Disse surpresa abraçando a senhora a minha frente. O Sr e Sra. Connor, ou Edgar e Sarah, eram grandes amigos do meu pai. Edgar era um antigo colega de trabalho do meu pai que resolveu sair da política para se arriscar na área da hotelaria, o que pelo jeito deu certo havia varias fotos na parede de hotéis em diferentes lugares.

– Seu pai me disse que estava procurando um lugar para ficar e é claro que eu não poderia ficar sem sua bela presença aqui Luce – Ed disse me abraçando e entregando a chave. Agradeci aos dois em fui para o elevador.

Ao entrar no apartamento vi varia caixas espalhadas por todo lugar, ignorei-as e fui até a sacada, assim que abri a cortina sorri, a vista dava reto para o prédio de Adam e em uma das sacadas eu pude vê-lo sentado observando a rua. Seus olhos se desviaram e encontraram os meus, ele deu um sorriso torto e pegou o celular.

“E aí, vizinha?”

“Oi”

“Gostou do apartamento?”

“Sim, só que ta uma bagunça”

“Eu posso te ajudar se quiser”

“Seria uma boa”

“Já to indo”

Deu um sorriso torto e voltei para dentro onde comecei a organizar algumas caixas. Logo ouvi a campainha tocar e fui correndo abrir a porta, dando uma rápida olhada no espelho que tinha no Hall.

– Oi

– Oi. É... Entra.

Adam passou por mim dando uma rápida olhada no apê.

– Apartamento bonito – Ele disse sorrindo e colocando a jaqueta nas costas de uma cadeira.

Assenti o apartamento realmente era lindo. Um quarto com vista para a rua e um banheiro, uma sala de estar espaçosa com uma sacada com vista também para a rua e uma cozinha grande com armários, fogão, geladeira e uma mesa para seis pessoas, entre a cozinha e a sala tinha uma bancada com banquinhos reguláveis. O apartamento todo era da cor bege, mas tinham alguns lugares com coloração vermelha, como a parede do quarto e alguns objetos de decoração.

Começamos a arrumar as coisas, o que demorou algumas horas.

– Bom, eu vou indo, até logo – ele disse se levantando do chão e pegando a jaqueta

– Tudo bem, até – o acompanhei até a porta – Obrigada por me ajudar, a bagunça ta bem menor agora.

– De nada, eu gostei de ficar com você – Corei e ele percebeu o erro – Quer dizer, ficar aqui, te ajudar, essas coisas. É... Tchau.

Ele me deu um beijo na bochecha e saiu rápido. Fiquei aparada na porta por um tempo corada e com um sorriso bobo no rosto. Sai do meu transe, fechei a porta e me joguei na minha cama, sem nem me importar em trocar de roupa. A noite foi calma, repleta de sonhos e certo garoto de cabelos pretos e olhos azuis estava em todos eles.

Notas finais
Comentem amadas, eu não mordo :P