I Will Protect You
2 Capitulo 2 - Make a Job
Notas iniciais
Eu estava deitado em minha cama na cela fitando o teto desinteressado. Isso mesmo, eu havia sido preso enquanto tentava encontrar algo pra comer.
– Temos um trabalho para você, Bennet. – Um policial entrou na minha cela.
– Que tipo de trabalho?
– Você vai proteger a filha do prefeito.
– Eu não faço mais isso. – Coloquei o braço sobre os olhos esperando não me lembrar do que me fez parar onde estou, mas foi inevitável. Havia parado de ser guarda-costas quando fracassei na tentativa de proteção e aquele que eu deveria ter protegido morreu na minha frente e eu não fiz nada. Nunca mais tirei isso da cabeça, e passei a beber numa tentativa de arrancar a cena da minha cabeça, mas isso acabou piorando minha situação. Sem trabalho e dinheiro passei a roubar e, consequentemente, ser preso. — Além disso, o que te faz acreditar que eu vou aceitar o trabalho?
– Na sua situação, acho que você não tem escolha – O policial sorriu de lado – E mais, isso é uma ordem não um pedido. Levante-se e vamos.
Bufei, eu poderia ser tudo, até ladrão, menos babá de uma pirralha mimada filha do prefeito. Carl – que descobri ser o nome do policial – me levou até uma sala com uma mesa e duas cadeiras, uma vazia e outra ocupada por ninguém mais ninguém menos que John Campbell.
– Vejo que aceitou minha proposta.
– E eu tenho escolha? – Perguntei levantando uma sobrancelha e cruzando os braços.
– Isso não vem ao caso – Revirei os olhos – Quero que proteja minha filha. Conheço seu pai há muito tempo e ele sempre me disse como você era bom. Bem, antes daquele incidente com...
– Não quero falar sobre isso. – O cortei, franzido o cenho.
– Tudo bem – endireitou-se na cadeira – Tudo que preciso é que cuide de minha filha. Você deve se tornar amigo dela, fazê-la confiar em você, para isso vai estudar na escola HalfBay.
– Se você quer protegê-la porque a colocou numa escola publica?
– Ninguém sabe do nosso parentesco. Alem do mais, Luce vinha se sentindo muito sozinha.
Murmurei um “hum” desinteressado enquanto ele pegava o que parecia ser uma foto e alguns papeis.
– Enfim, espero que faça um bom trabalho, se conseguir, retiro suas queixas e você não vai mais precisar ficar aqui. Essas são suas fichas de matricula. – Entregou-me os papeis – E essa é minha filha, Lucia Campbell.
Entregou-me a foto e quando a olhei prendi a respiração.
Aquela era a garota mais linda que eu já vi.
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