I Will Not Give Up On Us.
22 Capítulo 22
Rene narrando ~~
Fui para o interior visitar minha tia. Ela morava numa fazenda a 40 km de São Paulo. Era tudo o que eu precisava. Distração! Sem sucesso.
A Helena era e é algo fundamental em minha vida, tudo o que eu faço tem algum tipo de ligação com ela. E era inevitável pensar no que estava acontecendo conosco. Porque ela não me deixa ajudá-la? Porque ela está sendo fria comigo? E porque não me deixa amá-la?
Peguei uma mochila com água e algumas frutas e fui andar pela fazenda. Primeiro fui em uma nascente de água, onde sentei sob algumas pedras.
“ Mesmo longe, você se faz presente dentro de mim, sinto o sabor do seu beijo encostando nos meus lábios, sinto o calor do seu corpo colado junto ao meu, e suas mãos macias acariciando meu rosto. “
- Ah droga! Porque eu estou pensando nisso? Ela já provou que não precisa mais de mim. Eu preciso esquecê-la. ESQUECÊ-LA! – falei me levantando da pedra, decidido a mudar.
Fui para outro lugar, fazer outras coisas. Passei 5 dias sem voltar para a fazenda da minha tia. Ela devia estar pirando com o meu sumiço. Quando voltei já era o finalzinho do sexto dia. Mais ou menos umas 22:00 da noite.
Me despedi dela e voltei para São Paulo. Chegando em casa minha mãe fez aquele discurso.
Disse que eu havia falado que ficaria lá só uma tarde e que voltaria a noite.
- Mãe eu preciso de distração tá legal? Será que a senhora não vê o quanto eu estou mal?
- Se você me contasse alguma coisa quem sabe eu não perceberia.
Ignorei o que ela havia falado e fui para o quarto. Liguei meu notebook.
- Nossa, faz séculos que não ligo isso!
Abri algumas pastas procurando alguma coisa interessante para ler. E achei o que não devia.
Era o histórico de uma mensagem que a Helena me mandava diariamente.
“Tem pessoas que precisam de muito para ser feliz. Eu só preciso do seu sorriso, e falar todos os dias com você. Isso pra mim já é o suficiente.”
“Sua risada, sua voz, seu olhos, sua timidez, seu jeito. Tudo é tão perfeito em você.”
“Qualquer obstáculo é pequeno, diante do nosso amor gigante.”
Não queria ficar lendo aquilo. Então desliguei o notebook me deitei na cama. Acabei dormindo.
Helena narrando ~~
Eu tinha passado o dia inteiro trancada no quarto. Ou melhor, dois dias inteiros no quarto. Não saia, nem para comer. Só de madrugada antes de dormir que descia para comer algo, mais já voltava pro quarto que estava horroroso, desde o dia que quebrei tudo não havia arrumado ainda. Estava do mesmo jeito, cacos de vidro caído pelo chão, roupas que tinha rasgado. Enfim, estava ridículo. Resolvi que na manhã seguinte o arrumaria. Deitei-me para dormir eram quase 04:00 da manhã. Foi eu conseguir cair em sono profundo que o “tormento” começou. Eu gritava, resmungava alguma coisa que minha mãe não entendia. Pingava de suor, e minha respiração ficava acelerada. Ela novamente ia até meu quarto, me acordava e me acalmava, depois esperava para que eu dormisse novamente e voltava para o quarto.
Na manhã seguinte, acordei quase 12:00 e fui arrumar meu quarto. Recolhi os cacos de vidro maiores que davam para pegar com a mão, depois juntei todas as roupas rasgadas e coloquei dentro de um cesto. Lavei o tapete que estava marcado com sangue, o lençol e a fronha do travesseiro que estavam jogados num canto do quarto. Coloquei-os para secar no sol. Depois aspirei o quarto. Limpei minhas estantes, arrumei minhas gavetas, escolhi algumas roupas que não serviam mais em mim para doar. Enfim, depois fui dar uma volta pela cidade. Primeiro passe em uma loja de bijuterias. Comprei algumas pulseiras, colares, e outras coisas. Depois, fui comprar perfumes, já que tinha quebrado todos na parede ( o que me deu muito trabalho para limpar ). Próxima loja era a de roupas. Fiz a festa. Voltei para casa e a noite estava chegando. Deviam ser no mínimo umas 19:30. Vi que havia um bilhete da minha mãe na mesa.
“Helena, não vou passar a noite em casa, a Patrícia precisa de ajuda, e eu me ofereci para ajudar.”
Beijos filha, te amo.
Cristina.
Patrícia era a mãe de Rene.
- Ué, estranho isso. E o Rene? Onde ele está?
Comecei a pensar no pior. Mais não deixei os pensamentos tomarem conta da minha cabeça. Foquei no meu quarto. Subi e comecei a guardar as roupas, arrumas as prateleiras de perfume, e minhas bijuterias. Desci novamente para a cozinha e não havia nada para comer. Liguei para uma pizzaria. Em menos de meia hora trouxeram a pizza. Subi novamente para o meu quarto com a caixa da pizza, refrigerante e chocolate. Liguei o notebook e estava conversando com a Clara (pela webcam) enquanto comia.
- Clara, eu sei que você tem uma filha pra cuidar, mais não quer vir passar a noite aqui em casa? Eu não quero ficar sozinha, minha mãe foi cuidar da mãe do Rene, e eu aqui. Sem nada pra fazer.
- Cuidar da mãe do Rene? Mais e ele?
- Estranho né? Também pensei nisso. Mais enfim, você vem ou não?
- Tenho outra alternativa? – ela me perguntou rindo.
- Não! – respondi com uma gargalhada.
Continua...
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