Notas iniciais
Muita gente vai brigar comigo depois do que vai acontecer nesse capitulo! Peço desculpas... o sofrimento será recompensado. JURO

Quando acordei minha mãe estava sentada ao meu lado, minha cabeça estava em seu colo, ela segurava minha mão e chorava muito. Felizmente eu estava em casa.

- Mãe o que aconteceu?

- Helena, você acordou.

- Porque a pergunta? – parecia tudo tão normal pra mim.

- Filha, você está dormindo a dois dias.

- O que? – me levantei da cama assustada, mais cai no chão. Um desequilíbrio e uma forte dor de cabeça haviam tomado conta de mim.

Ela foi me ajudar a levantar.

- Vem aqui que vou te explicar tudo.

Sentamos novamente na cama.

- Helena, eu tenho uma chave reserva do seu quarto, então depois de muito tempo gritando na porta, eu resolvi abri-la e você estava jogada na cama, chamei o Doutor Miguel para examiná-la e ele disse que você apenas tinha ingerido uma quantidade enorme de remédios para dormir. Fiquei mais tranquila, mais percebi que você não acordava, então fiquei desesperada novamente.

- Mãe, eu tô legal – disse interrompendo-a.

Ela me abraçou.

- Você não acha que tá na hora de me contar o que houve?

- Mãe, é uma longa história.

- Não me importo, eu quero saber o que houve com você Helena.

- Tudo bem, eu conto, mais você vai ter que me prometer que não vai sair gritando do quarto ou ofendendo o Rene.

Ela concordou com a cabeça. Respirei fundo e falei

- O Delegado Silveira tentou se aproveitar de mim, igual o cara do sequestro.

Fiz uma pausa esperando alguma reação escandalosa da minha mãe, mais não houve. Continuei falando.

- Eu e o Rene armamos um plano para desmascararmos a Suzana e ele, mais quando fui colocar a minha parte do plano em prática aquele sem noção fez o que não era pra ter feito.

- E como você saiu de lá?

- O Rene chegou a tempo novamente.

Ela suspirou aliviada.

- Depois os dois, o Delegado e a Suzana foram encontrar os capangas que me sequestraram, ela é a chefe da quadrilha, e ele é um falso delegado. Ela vai voltar para o exterior onde ficará presa, e ele ficará aqui, preso por 20 anos.

Quando terminei de falar ela me abraçou e chorava muito. Depois se levantou da cama e desceu.

Aquilo tudo estava muito estranho, ela nunca agiu assim antes, sempre ficou muito apavorada. Assim que ela saiu do meu quarto, dei tempo suficiente para que ela chegasse a algum lugar e fui ver onde ela estava. Na cozinha. Com uma faca na mão na mira de seu pulso. Não sabia o que fazer, desci a escada correndo e felizmente cheguei na cozinha a tempo.

- MÃE! – berrei – o que você está fazendo.

Tirei a faca da mão dela e a joguei no chão.

- Pelo amor de Deus a senhora quer me deixar louca?

- Eu só não quero que você sofra.

- MÃE! – berrei novamente – se a senhora morrer, como acha que eu vou ficar? Vou pular de alegria? Claro que não. – falei olhando para ela nervosa, mais ainda com medo. Não podia demonstrar, mais aquela cena me assustou.

- Me desculpa filha, por favor, eu só quero..

Abracei ela abafando seu choro.

- Mãe, entenda uma coisa, você é a pessoa mais importante da minha vida, eu não quero te perder por nada. Sem você eu não sei o que eu sou. Por favor me prometa de coração que nunca mais vai fazer isso?

- PROMETO! – ela levantou a cabeça para que eu tivesse a certeza da sua palavra.

- Tudo bem. Agora vai tomar um banho, está quase anoitecendo, e depois vá dormir.

Ela foi para o banheiro e eu fiquei na sala, deitei no sofá e por um segundo consegui ter calma. Até o interfone tocar. Fui atender.

- Quem é?

- Helena sou eu, Renê.

Deixei que ele subisse. Fiquei o esperando na porta. Não sabia o que fazer, nem o que falar. Da última vez que nos falamos ele pediu para resolvermos o nosso problema.

Meus pensamentos foram interrompidos pela campainha. Fui abrir a porta e lá estava ele, com um buquê de rosas nas mãos.

- Pra você! – estendeu as mãos me dando o buquê.

- Obrigado, não precisava. Entre.

Entramos e eu fui colocar as rosas num vaso com água. Quando eu estava chegando na sala ele me agarrou pela cintura me deixando sem ar e com a respiração acelerada. Seu rosto estava bem próximo do meu.

- Rene, qual é o seu problema? – perguntei irritada e sai andando novamente para a cozinha.

- Helena eu te amo! – ele respondeu.

- Meu Deus, eu já não disse que não te quero? O que você tem?

- Tudo. Menos você.

Eu não queria ficar o prendendo, não sei porque mais dava para perceber que ele tinha alguma esperança de alguma hora iríamos voltar. Resolvi acabar com essa esperança dele. Não foi muito agradável, mais sabia que ele se recuperaria.

- Olha só – disse ainda irritada – eu não quero mais você no meu pé, siga sua vida em frente, deixe o passado no passado, que foi onde ele ficou...

- Helena eu não estou te entendendo...

- Rene, será que você não percebe que quando eu estou com você eu só me machuco?

Os olhos dele encheram de lágrimas, aquilo tinha doído mais em mim no que nele, eu tinha certeza que essas palavras o destruíram por dentro.

Ele se virou para sair da cozinha, mais eu precisava continuar sendo firme.

- Eu ainda não acabei de falar.

Ele se virou para mim.

- Eu quero continuar seguindo minha vida. Dando aula para os meus alunos, cuidando da minha casa, da minha mãe, saindo a noite com as minhas amigas, eu quero continuar seguindo minha vida... sem você!

Eu queria falar mais, queria fazê-lo sentir raiva de mim, mais se eu continuasse, acabaria chorando, então parei por aqui.

Continua...

Notas finais
E ai? O que acharam?