Notas iniciais
Olá, pessoas :) Esse capítulo ficou meio coisado, mas tudo bem.

Já eram 19h e eu ainda estava na casa da Els, que se encontrava ainda deprimida. Ouvi meu celular tocando no meu bolso, olhei para a tela e atendi

Ligação On

– Zayn?

– É o Harry, peguei o celular do Zayn emprestado. Você pode vir até a casa do Niall, por favor?

– O que aconteceu?

– Nada, só estou com saudades de você, e tem um Louis depressivo aqui, você poderia ajudar.

– Não sei se vou me controlar quando ver o Louis.

– Você está com a Els, né?

– Sim, estou. Eu estou indo para aí, mas avise ao Louis que ele me deve explicações, muitas explicações.

– Tudo bem.

Ligação Off

Olhei para Els, que estava afundada no sofá. Observei a sala, e se me dissessem, uns dias atrás, que Els deixaria a casa dela desse jeito, eu iria rir.

– Els, tenho que ir. – Falei levantando

– Ok – Ela falou enfiando mais uma colher de sorvete na boca – Me faz um favor?

– Claro.

– Não diga para ninguém que estou assim. – Falou apontando para si – Louis tem que achar que eu estou bem.

– Isso é meio infantil, Els. – Falei rolando os olhos

– Não importa, só me faça esse favor. – Falou baixo

– Ok, até amanhã. – Falei enquanto saia da casa

[...]

Toquei a campainha e o loiro atendeu a porta.

– Oi, Karinna! – Niall falou sorrindo

– Olá, irlandês.

Ele me deu espaço para entrar e saiu em direção ao porão. Ouvi alguns sussurros e vi Zayn e Liam jogando videogame. Fui até a cozinha, na esperança de encontrar alguém. Harry estava sentado na mesa, e abriu um sorriso quando me viu. Sentei ao seu lado e ele me encarou por alguns segundos.

– Oi. – Falei baixo

Ele me abraçou apertado e me beijou em seguida.

– Oi – Falou sorrindo — Como ela está?

– Como você estaria se sua namorada chegasse na sua casa, terminasse o namoro e fosse embora, sem nem explicar?

– Péssimo.

– Ela também está assim.

– Louis está muito mal também. Nesse exato momento, ele está trancado no porão. Niall está tentando entrar, ou tirá-lo de lá. Ele não nos contou o porquê dessa história, só disse que fez isso para poupar o sofrimento dela, algo assim.

– Acho que ele não conseguiu.

Ouvi alguém fungando ali perto e vi Louis entrando na cozinha. Ele andou em nossa direção e Harry me olhou com as sobrancelhas arqueadas.

– Eu posso falar com você? – Ele falou baixo

– Claro. – Falei indiferente

– Eu vou...é...ah, vocês entenderam. – Harry falou e saiu em direção a porta

Louis me encarou por alguns segundos e sentou no antigo lugar de Harry.

– Você tem todo o tempo do mundo para me explicar essa idiotice.

– Você não tem noção do quanto foi difícil para mim, Karinna. – Ele falou baixo

– Você não tem noção do quanto está sendo difícil para ela, Louis. Mas eu queria mesmo saber o porquê de tudo isso.

– Eu estava na festa de um amigo, e começaram a empurrar bebidas de todos os tipos para mim. Eu só lembro de acordar num quarto estranho, com uma loira do meu lado. Eu estava com uma dor de cabeça enorme, e não conseguia lembrar de absolutamente nada. Vi uma câmera em cima da cama, e a peguei. – Ele suspirou — Ela estava cheia de fotos minhas com outras garotas, com aquela loira desconhecida principalmente. Ela acordou e me olhou sorrindo, e depois deixou bem claro que a Eleanor ia saber disso, ou por mim, ou por ela. Eu nem sei quem é aquela garota! Ela me parecia familiar, mas não poderia ser quem eu estava pensando. Então eu fui embora, direto para a casa da Els.

– Por que você não explicou? Ela está totalmente confusa e desapontada, sem saber de nada! – Falei indignada

– Eu só queria poupá-la disso. Eu não sei esconder nada, Karinna. Uma hora eu ia explodir, e ela ficaria bem pior. Eu não sei o que fazer! – Ele falou erguendo as mãos

– Você tem que se explicar, Louis! – Falei como se fosse óbvio

– Agora? – Ele falou fazendo careta

– Agora! – Falei o puxando para fora da cozinha – Vai dar tudo certo.

– Eu não acho, mas tudo bem.

Louis saiu da casa e os meninos me olharam curiosos. Dei de ombros e sentei no sofá.

[...]

Já eram 23h e Louis ainda não tinha voltado da casa de Els, e isso já estava incomodando todos. Eu e Harry estávamos conversando sobre assuntos aleatórios, enquanto o resto dos meninos jogava videogame. Johannah, mãe do Louis, já tinha ligado para ele mais de vinte vezes, mas sempre caia na caixa postal. Nós havíamos mandado milhões de mensagens, mas ele não recebia nenhuma.

– Você acha que ele acertou as coisas com a Els? – Harry perguntou me abraçando de lado

– Sinceramente, eu não acho. – Falei suspirando

– O que aconteceu, de verdade? – Harry perguntou me fitando

Contei toda a história para Harry, que escutava tudo calado. Quando terminei, ele botou a mão no rosto e suspirou.

– Que mancada. Ela, com certeza, não vai entender. – Ele falou balançando a cabeça

– Els fica chateada até se Louis olhar para outra garota, imagina isso. – Falei rindo fraco

– Isso é tão estranho. Ele não levaria 4h para explicar isso.

Alguns segundos depois, Louis entrou na casa e desceu para o porão, com a cabeça baixa. Olhei para Harry, que me olhava com os olhos arregalados. Os meninos me encaravam com uma expressão que dizia “você tem que resolver isso”. Levantei do sofá e sai em direção ao porão.

Entrei no porão devagar, só para ter a certeza de que não seria acertada por alguma coisa. Louis era bem imprevisível! Ele estava sentado no chão, ouvindo uma música extremamente depressiva e desenhando algo em um papel. Me agachei perto dele e sorri.

– Não sabia que você desenhava.

– Na verdade, eu não desenho, não mesmo. Só estou desabafando através de rabiscos, preciso compartilhar a raiva que estou sentindo de mim. – Falou rindo fraco

– O que aconteceu, Lou? – Falei baixo

– Eu quase fui espancando e assassinado, e quase fui atropelado também. Tirando isso, está tudo ótimo. – Falou rabiscando com mais força

– Ela não entendeu, né? – Falei puxando o papel da sua mão e ele assentiu

– Ela deve estar me odiando mais ainda, mas eu estou me sentindo mais leve depois de ter me explicado, por mais que não tenha ajudado em absolutamente nada.

– Vai ficar tudo bem. Você a ama? – Perguntei e ele assentiu – Então corra atrás, Louis. Ela não vai voltar para você se continuar assim, ouvindo Adele e rabiscando coisas sem sentido num papel.

– Você tem razão. Obrigada, Karinna, você até que não é tão inútil como eu digo. – Ele falou rindo

– Você não me chama de inútil. – Falei confusa

– Não chamo na sua frente, amorzinho.

– Louis! — Gritei indignada

– Estou brincando, você é suportável. — Falou me abraçando