Notas iniciais
OI, GENTEEEE! Ok, eu estou meio animada hoje. Espero que gostem do capítulo :) QUANTO AMOR POR ESSE GIF MARAVILHOSO ♥

— Depois de todos esses detalhes sobre o namoro dos quatro... – Louis falou enquanto apontava para eu, Harry, Niall e Laura – Eu acho que devemos bater palmas para o Niall, porque ele foi o único que conseguiu começar um namoro, terminar e voltar sem cantar música nenhuma. Cara, você é demais.

Todos bateram palmas e fizeram reverência ao Niall, que só ria como uma hiena dando à luz. Observei todos na sala, até que vi um Zayn parecendo distante. Fui até ele e o abracei de lado. Eu não sei porque insistia em fazer isso, já que era a mais baixa de todos, e isso fazia tudo ficar estranho.

— O que houve? – Perguntei e ele forçou um sorriso

— Nada. Só estou exausto.

— Tem certeza?

— Não. – Ele falou e suspirou – Nunca estive mais confuso na vida.

— Você não é um cara confuso. Compartilhe seus problemas. – Falei e ele sorriu

— Eu estava numa festa na noite passada. Metade de Londres estava lá, e eu estava curtindo isso, mas quando já eram quase 3h da manhã, eu achei a Camila no bar. Ela estava com um garoto do internato, se chama Brad. Ele tem até uma bandinha, mas isso não importa. Eles estavam num clima bem... enfim, você entendeu. — Ele falou baixo e eu ri – Aquilo foi meio complicado para mim, porque eu meio que ainda sinto algo por ela. Ela me viu e veio até mim, deixando o garoto com cara de tacho. Nós conversamos um pouco e ela disse que adoraria voltar a ter algo comigo. Eu não vou mentir, eu também queria. Nós ficamos o resto da madrugada, e eu estava me sentindo muito mal com aquilo. Ela foi embora às 5h, e a partir daí eu comecei a beber como nunca.

— Você só tem 17 anos. Como conseguiu bebida? Que eu lembre, aqui em Londres só é permitido a partir dos 21. – Perguntei confusa

— Você consegue tudo se for amigo do barman. Enfim, eu comecei a vagar por Londres até sentir que já estava fora da cidade. Eu cheguei a Barking, depois de quatro horas de caminhada. Continuei vagando por lá até que uma garota de cabelos castanhos me puxou até um carro.

— Quem? – Perguntei com os olhos arregalados

— Eleanor. – Ele falou rindo e eu rolei os olhos – Bem, eu estava/estou me sentindo mal porque eu estou meio que gostando de duas garotas ao mesmo tempo. Eu quero muito voltar com a Camila, mas eu estou querendo muito ter algo com a Chloe.

— Quê? – Perguntei surpresa e ele riu – Chloe? Zayn, você é o cara mais imprevisível que eu já conheci.

— Eu sei, eu sei. Chloe tem uma personalidade mais parecida com a minha, tem assuntos legais para conversar, eu gosto disso. Camila é uma garota meio pirada e viciada numa boyband. Eu até decorei o nome deles! Henry, Zack, Lincoln, Nicholas e Luigi. Por que eu gosto dela? Eu não sei.

— Você está numa situação bem complicada. – Eu falei baixo para que ninguém se interessasse – Se você acha que deve ficar com a Chloe, fique com ela. Se acha que deve ficar com a Camila, fique com ela. Seu coração escolhe.

— Que fofinha, você! – Ele falou e apertou minhas bochechas – Mas eu continuo confuso.

[...]

Logan e Jenna não estavam no apartamento, ou seja, ele estava ali só para mim. Eu e Harry estávamos assistindo um filme esquisito (na verdade, eu estava assistindo o filme, porque o Harry estava mexendo no celular) e realmente assustador. Um dos personagens do filme gritou, me fazendo gritar junto. Harry pulou de susto e seu celular foi parar a dois metros de distância.

— OK, nós temos que parar de assistir esse filme. – Ele falou ainda ofegante por conta do susto – É a segunda vez que meu celular cai, ele não aguenta mais que isso.

— Tudo bem. – Falei enquanto ria e desligava a televisão – Ok, agora não temos nada para fazer.

— Vamos dar uma volta. – Ele falou enquanto se levantava e me puxava pela mão

— Eu não estou vestida adequadamente e nem disposta para sair na rua. – Falei e ele riu

— Então... – Ele falou e me puxou novamente – Você vai se vestir adequadamente, ignorar sua indisposição e nós vamos dar uma volta.

Eu rolei os olhos e fui até o meu quarto. Me dirigi até o banheiro, tomei um banho quente e me vesti. A tarde estava se esgotando, e o céu já estava escuro. Olhei pela janela e vi que a neve que caia desde o começo da tarde começava a cessar. Ainda assim, as ruas estavam cobertas pela neve. Algumas crianças brincavam com bonecos de neve, outras atiravam bolas de neve. Era algo que eu realmente adorava fazer aos meus treze ou quatorze anos, mas que no momento não faziam sentido para mim. Caminhei pelo corredor e encontrei Harry no mesmo lugar.

— Olha, você é a rainha dos alienígenas! – Ele falou e eu ri

— Como você é idiota! – Eu falei e ele deu de ombros

— Não sou eu que ando por aí com uma blusa que diz que sou o rei dos alienígenas.

— Você está com inveja porque o meu povo alienígena não quer se relacionar com os seus terráqueos.

— Você é mais pirada do que eu pensava. – Ele falou enquanto nós saímos do apartamento

— Você que começou com o papo de extraterrestre e eu que sou doida? – Eu perguntei e ele assentiu rindo – Ok, se você diz...

Nós conversamos sobre assuntos aleatórios até chegar no parque (estranho o fato de que sempre íamos até lá?). Nos sentamos num banco de pedra no centro do parque e eu o encarei por um tempo.

— Que foi? – Ele perguntou com uma expressão confusa

— Nada. – Eu falei enquanto ria – Só pensando em como você é sortudo por me ter como namorada.

— Você não é nada convencida, nossa. – Ele falou enquanto ria

— Na verdade, estava pensando em você. E em como você é o melhor namorado de todos.

— Por que eu sou o melhor namorado de todos? — Ele perguntou imitando minha voz

— Você não desistiu de mim e da minha bagunça interior, por isso eu gosto tanto de você. E porque você é muito fofo. – Falei e ele sorriu – Ah, e eu não falo assim.

— Eu não desisti de você e da sua bagunça interior porque você não desistiu de mim e da minha bagunça interior. Isso faz sentido?

— Sim, faz. – Eu falei enquanto sorria

— Então é isso aí. E sim, você fala daquele jeito. E quando fica irritadinha aperta os olhos. Eu tenho reparado nisso há algum tempo.

— Eu não faço isso!

— Sim, você faz, e muito. Pode reparar, ou perguntar à alguém.

— Ninguém nunca me disse isso, então eu prefiro acreditar que não faço.

Eu olhei por cima de seus ombros e vi algo inesperado. Uma garota loira, bem conhecida por mim, e outras duas vinham correndo em nossa direção como se fossemos famosos ou algo assim.

— HARRY! – Gabriella gritou e Harry bufou

— Não acredito nisso… — Ele falou e botou a mão no rosto

— Ai, que saudades! – Gabriella falou e o abraçou enquanto tinha um sorriso de orelha a orelha no rosto

— Oi. – Harry falou seco e ela me olhou

— Oi, querida! – Ela falou e eu forcei um sorriso

— Oi, Gabriella. – Falei e ela sorriu

— Garotas, esse é o Harry, aquele meu namorado que eu falei. – Ela falou para as outras garotas e piscou para o Harry – Ah, e essa é uma amiga dele.

Ela apontou para mim e eu agradeci por estar de mão dadas com o garoto ao meu lado.

— Namorada, na verdade. – Eu falei e ela arqueou as sobrancelhas

— Namorada, é? Que ótimo! Eu só quero que o meu Hazzy seja feliz. – Ela enfatizou o apelido, que eu particularmente achei ridículo – Lembra de quando você adorava que eu te chamasse assim?

Harry me olhou e depois a olhou confuso.

— Na verdade, não... – Ele falou e ela fez uma careta

— Bom, eu lembro. Éramos tão fofos, né? – Ela falou e sorriu numa tentativa de ser fofa

Ok, ela havia chegado no ápice da cara de pau.

— Então, nós temos que ir. – Falei e Harry assentiu

— Que pena! Bom, até mais, Harry! Até mais, Karen! – Ela falou e acenou

— Até mais, Giovanna. – Falei e ela fez mais uma careta

— O meu nome é Gabriella. – Ela falou emburrada

— E o meu é Karinna. Até logo. – Falei e puxei o Harry pelo braço

Nós nos afastamos, deixando uma loira fútil totalmente frustrada e irritada. Eu nunca entendi o porque de sempre aparecer alguém para atrapalhar algum encontro nosso, mesmo que fosse só uma voltinha.

— Você é engraçada quando está com ciúmes. – Harry falou e eu o olhei

— Não sou. – Eu falei e ele riu

— É sim.

— Não sou.

Nós estávamos passando em frente à uma fonte, e eu tive a brilhante ideia de o empurrar, mas não para derrubar, e sim assustar. O problema é que estávamos muito perto da tal fonte, e de mãos dadas. Como nada sai como imaginamos, Harry se desequilibrou e acabou caindo dentro da água, me levando junto.

— Que fofo, até na hora de cair numa fonte, nós ficamos juntos. – Harry falou e começou a rir

— Você poderia ter me soltado! A água está congelando

— E cair sozinho? Claro que não! Você tem que me fazer companhia. – Ele falou e me abraçou

— Idiota. – Falei enquanto ria

— EI, O QUE ESTÃO FAZENDO AÍ? – Um guarda gritou do outro lado do parque e começou a correr em nossa direção

Eu e Harry nos olhamos com os olhos arregalados e ele falou a típica palavra usada para essas situações.

— Corre!

Nós saímos da fonte com toda a rapidez possível e corremos pelas ruas de Londres. Nós conseguimos despistar o tal guarda e finalmente paramos de correr.

— Ok, acho que podemos parar. – Harry falou enquanto se apoiava nos joelhos

Eu suspirei e vi que ele estava com uma expressão confusa. Em questão de segundos, uma bola de neve foi jogada contra a minha perna. Eu formei uma com a mão e joguei no Harry de volta, acertando seu rosto.

— Ótimo, além de molhados, vamos ficar com as roupas cheias de neve. – Harry falou e eu dei de ombros

— Qual o problema? Isso é legal!

— Você vai quer o que é legal! – Ele falou e jogou outra bola de neve em mim

Nós começamos uma guerrinha de neve até que eu joguei uma bola no seu pé, e na tentativa de erguer o pé para não ser acertado, Harry acabou caindo. Eu comecei a rir como uma doente mental e fazer uma dancinha esquisita, até que Harry me puxou para o chão.

— Eu disse, estamos juntos. – Ele falou e me beijou

Notas finais
Espero que tenham entendido a referência na banda da Camila :p