I Will Love You For Eternity

55 Loves come and go away!


Notas iniciais
Sim, eu demorei muito mais do que esperava, porque eu realmente estou muuuuuuuuito ocupada com a escola, e está meio difícil arranjar um tempo para sentar e escrever, mesmo que tenha várias ideias. Enfim, mais um capítulo para vocês!

Louis Tomlinson P.O.V

Nós estávamos todos em situações terríveis e ver o garoto de cabelo cacheado chorando a cada cinco minutos estava se tornando insuportável. Harry estava jogado no sofá da sala, olhando para o teto e checando o celular a cada dois segundos. Eu o observei por algum tempo, e o segurei pelos ombros.

— Você não pode ser tão mole! – Falei e ele bufou

— Isso é difícil. Você deveria saber. – Ele falou desanimado e eu rolei os olhos

— Ela não é a única garota no universo, Harry. Amores vem e voltam, você só precisa aceitar.

— Aceitar? Cara, a garota que eu mais amo está do outro lado do planeta. Milhares de quilômetros de distância de alguém que eu não consigo passar um dia sem. Isso é uma droga, e eu não tenho que aceitar nada. – Harry falou irritado e eu ri

— Hum, ele está bravinho. – Falei e ele me olhou com os olhos semicerrados – Harry, você não pode ficar nessa fossa e se tornar parte da mobília da minha casa. Qual é? Isso é difícil, mas é normal. Você tem uma vida para seguir, e ela também. Nós todos adoramos a Karinna, e eu sei que você a ama mais ainda, mas nós não podemos fazer nada. Você tem dezesseis anos, não pode ficar aí sentado por causa de uma garota. Outras virão, isso é fato. Eu sei que, agora, parece que você nunca vai se apaixonar de novo, mas isso é idiotice. Você é um cara legal e bonito. A vida segue, Hazza.

Ele me olhou incrédulo, como se nenhuma das minhas palavras fizessem o mínimo sentido. Ele abriu e fechou a boca várias vezes, mas resolveu se calar e checar novamente o celular.

— Eu tentei. – Falei e me sentei novamente no sofá

— Eu a amo, Louis. Se a Eleanor chegasse agora e dissesse que viajaria para, sei lá, a Venezuela amanhã, o que você faria? Iria dizer “ah, a vida segue, vou esquecer essa garota”? É impossível. E se você visse a sua namorada chorando e entrando em um avião que a levaria para o outro lado do mundo, sem você, o que faria? – Ele perguntou irônico e eu engoli em seco

Eu realmente não tinha como dar um exemplo, já que faria o mesmo. Eu dei alguns tapinhas em seu ombro e sorri.

— Tudo bem, cara. Mas eu só vou aguentar isso hoje.

Ele jogou uma almofada no meu rosto e voltou sua atenção para o telefone.

[...]

Karinna Wilson P.O.V

Estaria mentindo se dissesse que não sentia falta do calor brasileiro. As pessoas alegres, simpáticas e acolhedoras, diferente de Londres. Tudo era vibrante, mas isso não conseguia tirar um certo garoto do Reino Unido da minha cabeça.

Chloe parecia alheia a tudo aquilo, como se fosse tudo normal para ela. E era. Obviamente, eu era a única surpresa com aquilo. Falei com o Harry algumas vezes durante o voo, mas decidi desligar o celular e dormir. O carro parou de andar e eu olhei pela janela novamente. Uma casa grande e laranja estava a nossa frente, enfeita a modo Brasil: extremamente iluminada e chamativa. Nós entramos na casa e uma sala imensa me causou uma surpresa. Eu lembrava muito bem da frente da casa da tia Michelle, mas não do seu interior.

— Querida, por que não vai até o seu quarto e toma um banho? Você parece meio tensa. – Michelle falou e eu concordei – O seu quarto é o da última porta.

Eu caminhei pelo curto corredor e achei a porta. A abri e senti que daria para abrigar uma família inteira ali. Eu o olhei por completo e comecei a colocar tudo no lugar, mais lentamente do que devia. Estava remexendo a mala, quando achei algo no fundo. Senti meu coração acelerando quando vi aquilo, mas era de angústia. Um retrato de uma foto que eu e Harry havíamos tirado durante as férias. Nós estávamos na London Eye, e no alto. Harry pediu que uma senhora tirasse a foto lá de baixo, e assim ela fez. Depois disso, o segurança quebrou a alavanca da montanha-russa e nós ficamos presos no alto por uma hora e alguns minutos. Eram lembranças boas que me causavam sentimentos ruins. Senti meu celular vibrando no bolso e sabia quem era.

Ligação ON

— Olá, papai.

Você está do outro lado do mundo. Literalmente.

— Sim, eu acho.

Querida, o que deu em você? Eu realmente só concordei porque duvidava que você viesse a deixar Londres. O que houve?

— Eu não quero esquecer minhas raízes. Eu não quero negar ao meu passado, estou sendo atormentada por isso. Eu só preciso de um tempo aqui, não sei o que acontecerá, mas valerá como experiência.

Você tinha que ter pensado melhor, Karinna. Eu sei que você tem muito no Brasil, mas não esqueça que você tinha uma vida em Londres. E a interrompeu. Eu sei que você quer conhecer a sua família, suas raízes, mas poderia ter feito isso adiante. Você nem terminou o ano letivo, deixou tantos amigos e até um namoradinho. Não se pode deixar algo tão precioso de lado assim, do nada.

Eu fiz o mesmo quando fui para Londres. Eu vivi a maior parte da minha vida aqui, e é aqui que vou ficar. Eu posso voltar à Londres um dia, mas eu preciso disso. Preciso saber o que aconteceu aqui desde que fui embora.

— Olha, é difícil para mim dizer isso, mas você faz o que quiser da vida. Eu acho que sua vida é ligada ao Reino Unido agora, mas se é isso que quer, está tudo bem.

— Obrigada por entender.

— Querida, eu tenho que trabalhar agora, mas eu te ligo depois, ok?

— Tudo bem.

— Eu te amo.

— Eu também te amo. Até mais.

Ligação OFF

Eu sentei na cama e encarei a parede por minutos, ou até horas. Me senti culpada por tudo o que havia feito. Havia deixado tudo que mais importava para mim de uma hora para outra, sem explicação. Fui até o banheiro e tomei um banho longo e gelado, mas isso não me deixou mais animada para um novo dia em outro país.

Notas finais
Não chorem, pessoal, a fanfic não está na rota final, muita coisa pode acontecer :)