I Will Love You For Eternity
30 For how long?
Notas iniciais

– Por que eu sempre perco essas brigas? – Eleanor perguntou emburrada
– Eu preferia ter perdido. – Falei rolando os olhos
– Mas se você perdesse, não teria briga... – Niall falou confuso e eu o encarei – Ah, entendi.
– Você é lesado assim ou faz cursinho? – Els perguntou e ele a olhou ofendido
– NÃO FALE ASSIM COM O NIALL! – Zayn falou e abraçou Niall, que assentiu fraco
Els me olhou com uma sobrancelha levantada e eu dei de ombros.
– Por que vocês tratam ele como bebê? – Els perguntou se referindo ao Niall
– Olhe bem para esse rosto. – Zayn falou erguendo queixo do irlandês – Me diga se ele não tem cara de bebê.
– Um pouco. – Els respondeu apertando as bochechas do loiro
Eu, Niall, Zayn e Els estávamos esperando a aula de literatura começar, pois a professora estava atrasada. Eu estava observando as pessoas que entravam e saiam da sala, e como tudo ali era extremamente dividido. Seria um pecado se uma nerd se sentasse com as líderes de torcida (que eu ainda acho totalmente inúteis, pois estávamos no segundo semestre e eles não tinham organizado um campeonato sequer).
Se você observasse bem, era como uma pirâmide. Em baixo estavam os “nerds”, no meio os “normais” e no topo os “populares”. Era algo totalmente desnecessário, mas passava despercebido. Seria uma revolução caso alguma garota popular resolvesse sair da panelinha e escolher outra. As pessoas ali eram totalmente estúpidas, e eu agradecia por ter ficado no mesmo quarto que o Harry, pois talvez agora eu estivesse sozinha.
– No que você está pensando? – Zayn falou me abraçando de lado
– Nada importante. – Eu falei e ele deu de ombros
Alguns minutos depois, a professora chegou na sala e deu uma das aulas mais chatas de todas.
[...]
As aulas tinham se passado lentamente, mas até que não foram tão chatas. Mentira, foram sim. Lembrei que ainda tinha uma hora de quarto só para mim, porque o Zayn sempre demorava a voltar para o mesmo.
Fui até o banheiro e deixei a água escorrer pelo meu corpo, mas ela não levava o meu cansaço. Você pode estranhar o fato de estar cansada na primeira semana de aula, mas tudo em um internato é mais complicado, chato e cansativo. Vesti uma roupa (1) e saí do banho. Ouvi uma risada familiar e encontrei Harry sentado na minha cama usando o celular.
– O que você está fazendo aqui? – Perguntei e ele pulou de susto
– Meu Deus, que susto. – Ele falou com a mão no peito – Vim falar com você.
– Sobre? – Perguntei sentando ao seu lado
– Você sabe sobre o que é. Me desculpa por ontem. Mas pense pelo meu lado, o que você faria se me visse beijando outra garota? – Ele perguntou indignado
– Eu, com toda certeza, não iria bater nela.
– Eu espero qualquer coisa de você.
– Tudo bem. Mas não faz aquilo de novo, por favor. Você poderia ter o matado, ou vice-versa. – Ele riu fraco
– O que você acha de um piquenique? – Perguntou me abraçando de lado
– Onde?
– No parque, obviamente. – Ele falou rolando os olhos
– Você está louco? Não temos um parque no internato.
– Achei que você fosse mais inteligente, nossa.
– Não fui eu que botei o líquido errado no trabalho de química e fiz com que ele explodisse na cara do professor. – Falei com as sobrancelhas arqueadas e fazendo um gesto de explosão
– Essa não é a questão, e em minha legítima defesa, os tubos deveriam ter uma etiqueta com nome. Enfim, poderíamos simplesmente fugir daqui.
– Se nos pegarem, eu acabo com você, ok?
– Isso é um sim? – Ele perguntou e eu assenti
[...]
Eu e Harry estávamos deitados na grama do parque e conversando sobre assuntos aleatórios. Ele virou para mim e me encarou por um tempo.
– Eu queria ter mais tempo com você. – Eu o olhei confusa – Queria ter uma vida. É tão ruim não poder ir ao cinema, ou a um restaurante. Eu sinto falta do McDonald’s! Nós perdemos tanta coisa enquanto estamos lá, e isso me irrita. Por que nossos pais não nos querem por perto? Durante as férias é tudo mais fácil. Eu posso simplesmente ir até a casa dos meus amigos e sair com eles. Aqui nós vamos até os quartos dos nossos amigos, conversamos e voltamos para o nosso quarto. Isso não é uma vida.
– Nunca tinha pensado nisso. Sempre estudei em internatos, então eu não sei bem como é uma vida normal, num colégio normal. – Falei e ele assentiu
– É ótimo. Na verdade, eu odiava a escola. Digamos que eu só me dava bem em matemática, o resto era só brincadeira. Tinha a técnica de brincar o ano inteiro, e depois estudava na recuperação. Acho que é por isso que eu estou estudando num internato agora.
– Desde quando você estuda no internato?
– Desde os quatorze anos, eu acho.
– Uma vez você disse que era amigo do Louis há dez anos, isso é meio confuso.
– Nem tanto. Minha mãe é amiga da mãe dele, e a gente se conheceu quando eu tinha seis anos e ele nove. Quando minha mãe resolveu me colocar no internato, a mãe do Louis achou que era uma boa ideia. Acho que ele me odeia por isso.
– Ele deveria mesmo.
– Esse colar é bonito. – Ele falou pegando no colar que eu estava usando, o que minha mãe havia me dado
– Acho que é a coisa que eu amo mais amo no mundo. – Falei sorrindo fraco
– Era da sua mãe, certo? – Ele perguntou e eu assenti
Olhei para o relógio e me assustei.
– Harry! Já é meia-noite, temos que ir! – Eu falei e ele arregalou os olhos
– Eles já devem ter colocado mais guardas na entrada, que droga! – Ele falou enquanto levantava e pegava a cesta que havíamos levados
Nós corremos até o internato, que por sorte não era longe, e como Harry havia dito, estava cheio de seguranças. Alguns estavam observando a entrada de uma torre ali perto. Acho que eles achavam que aquilo era um quartel.
– Temos que pular aquele muro. – Harry falou apontando para um muro gigante
– Você está falando sério? – Falei com as sobrancelhas arqueadas e ele assentiu – Eu tenho medo de altura!
– Não tinha um medo mais fácil, não? – Ele perguntou enquanto pensava em alguma coisa – Nós saímos por um muro, podemos fazer isso de novo.
– Mas ele era bem mais baixo, Hazza. – Falei baixo
– E agora? – Ele falou se encostando numa árvore
Eu alternava o olhar entre o Harry e o muro, e bufei.
– Vamos logo. – Falei o puxando para perto do muro e ele soltou um suspiro de alívio
Nós chegamos perto do muro e senti um frio na barriga. Ele começou a escalar o muro e eu o segui, com os olhos fechados.
– Você quer mesmo escalar isso com os olhos fechados? Tem certeza? – Ele perguntou virando para mim.
– Ok, ok. – Falei abrindo os olhos
Depois de muito sacrifício, conseguimos chegar ao lado de dentro. Tudo estava escuro e bem assustador. Harry pegou a minha mão e começou a correr em direção aos quartos. Ouvimos alguns gritos e ele começou a correr mais rápido.
– VOLTEM AQUI! – Uma voz feminina gritou, que eu reconheci como a da diretora
– Corre! – Harry gritou e começou a rir
Quando estávamos há alguns metros dos nossos quartos, Harry parou de uma vez, fazendo com que eu esbarrasse nele.
– Onde pensam que vão? – Um cara gigantesco que segurava Harry pela gola da camisa falou – Você de novo, Styles? Era de se esperar.
– Droga. – Harry sussurrou baixo – Olá, Gibby! Há quanto tempo?!
Eu ri baixo e ele me cutucou com o cotovelo. Primeira semana de aula e eu já estava ferrada, que maravilha!
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