I Will Love You For Eternity
44 Can we be friends!

Karinna Wilson P.O.V
— Eu avisei. – Luke falou e riu baixo – Disse que ele só queria te botar na listinha.
Eu o olhei incrédula e lágrimas se formaram nos meus olhos. Que tipo de amigo diz aquilo? Luke.
— Eu não preciso ouvir isso agora. – Falei e botei a mão no rosto
— Desculpa. – Ele falou e me abraçou
A pior parte de terminar um namoro, é que você não se acostuma. Eu não conseguia ver o Harry com um cara normal do internato, e sim como o meu namorado idiota. Você vai ficar lembrando tudo o que viveu, desde fugas da diretora até chorar pela morte de Jack, do Titanic.
O tempo estava nublado, o que só me deixava mais para baixo. Ouvi alguém batendo na porta e Luke abriu. Els correu até mim e me abraçou.
— Não chora! – Ela falou e eu ri fraco – É sério, nós sabemos que o Harry não vale o ar que respira.
— Eu estou indo, até mais. – Luke falou e fechou a porta
Eu olhei para Els mais uma vez e desabei na cama.
— Que droga! – Falei e ela assentiu
—É realmente uma droga. Vocês estavam em segundo lugar na listinha dos casais mais fofos.
— Que listinha?
— Uma que eu e Louis fizemos. Claro que nós ficamos em primeiro, mas vocês eram o segundo.
— Eu estou com tanta raiva. E saudades, mas principalmente raiva. – Falei e ela se sentou ao meu lado
— Você sabe que o Harry não estava bem. Ele é um pouco idiota, mas ele não faria isso. Ele gosta de você de verdade, dá para ver isso.
— Ok, mas agora já foi. Já estou magoada e continuo querendo lhe dar um soco sempre que o vejo. Estou pagando papel de idiota no colégio inteiro. A idiota que acreditou no amor de Harry Styles. Bela fama.
— Sinto muito. – Ela falou e eu suspirei
— Essa é a pior parte de ser amiga dos amigos do seu namorado. Quando você termina, não pode evitá-lo.
— É, isso é péssimo. Tenho que voltar para o quarto, já está tarde. Vai ficar tudo bem entre vocês. – Ela falou e me abraçou – Até amanhã.
Ela saiu do quarto e eu peguei no sono alguns minutos depois.
[...]
Acordei com uma luz forte na minha cara, e só depois percebi que era o sol. Sim, sol em Londres! Um milagre.
Tomei um banho e vesti uma roupa não muito quente (1) e saí a procura da sala onde eu teria aula. Os corredores estavam lotados e isso me deixou meio apreensiva, eu não queria esbarrar nele. Você deve estar pensando “que drama”, mas aquilo fez sentido na minha cabeça. Cheguei na sala e todos me olharam. Entrei devagar e sentei do lado de Niall. Ele me olhou confuso e eu ri.
— Não, não vou ficar com o Harry, se isso responde sua pergunta. Posso ficar aqui? – Perguntei e ele assentiu
— Que clima pesado com ele nos encarando. – Eu olhei para trás e meus olhos se encontraram com os dele. Eu virei rapidamente e Niall riu
— Nunca vi alguém disfarçar algo tão bem.
— Como vai você e a Laura? – Perguntei tentando mudar de assunto e ele fez uma careta
— Nada bem. Nós nos falamos algumas vezes, ela cortava qualquer tipo de assunto, e a conversava nunca durava mais que seis minutos e trinta e dois segundos. Sim, eu decorei.
— Isso é estranho, Laura não é assim. Você quer que eu fale com ela?
— Não precisa. Acho que acabou de verdade. – Ele falou triste e eu o abracei de lado – Depois de vocês dois, eu não acredito mais no amor.
Ele riu e eu o acompanhei.
— Dramático.
Ouvimos um sinal e um aviso ecoou pelos autofalantes.
— TODOS NO GINÁSIO. AGORA!
— Anna, sempre doce e bem-humorada. – Niall falou e rolou os olhos
— Com toda certeza.
Que tipo de diretora arrancaria os alunos da aula para dar um aviso? Pois é. Nós saímos e encontrei a Chloe no corredor.
— Como você está? – Ela sussurrou
— Bem. Eu acho. – Eu falei e ela sorriu
— Não ache, tenha a certeza. Tem tantos garotos por aí, ele definitivamente não é o único.
— Mas é o único que eu amo. – Falei e ela bufou
— Coopera comigo, por favor. – Eu ri e ela rolou os olhos
Nós chegamos no ginásio e sentamos nas arquibancadas. Louis chegou alguns minutos depois e sentou ao meu lado.
— Olá. – Ele falou e me abraçou de lado
— Oi, Lou. – Falei e ele sorriu
— Para com essa cara de sofrimento que eu não te criei para chorar por ninguém. – Ele falou e eu gargalhei – Ótimo.
— Eu só fico pior quando vocês tocam no assunto. – Falei com uma careta e ele riu
— Sei como é. – Ele falou e olhou para o outro lado da arquibancada – Uau, você acabou com ele.
Segui seu olhar e parei em Harry. Ele estava sentado na parte de cima, com um fone de ouvido e com as mãos no rosto.
— Isso acaba comigo. Poderia ser mais fácil. – Falei e Louis suspirou
— Isso acaba até comigo, imagina com você. – Ele falou e sorriu fraco
Olhei de novo e ele estava conversando com Zayn. Ele respondia com “hum” ou “eu sei”. Voltei minha atenção para a diretora, que estava entrando.
— Bom dia, alunos! – Ela falou e todos responderam com aquela voz de mortos – Bom, sinto muito por interromper suas aulas, mas eu tenho algo importante para dizer, antes de ir embora. Amanhã seus pais virão os buscar, por conta do feriado. Foi feita uma votação, e bem, vocês estão liberados esse final de semana.
Todos gritaram em coro e ela tampou os ouvidos.
— Ok, estão liberados para ir até refeitório.
Todos se levantaram, mas nós continuamos sentados lá. Zayn chegou e empurrou Louis.
— Me dá espaço, inseto. – Ele falou e Louis se afastou
Ele sentou ao meu lado e me abraçou de lado.
— Oi! – Ele falou e eu sorri
— Olá! – Eu falei baixo e ele me beijou na bochecha
— Acho que nós deveríamos ir até o refeitório, sabe? Tem alguns caras nos encarando feio. – Els falou e nós concordamos
Os corredores já estavam vazios, mas o refeitório lotado, como sempre. Harry estava sentado sozinho numa mesa, e todos sentaram na mesma. Eu sentei ao seu lado por lado, mesmo que tivesse mais lugares. EU realmente não queria deixar aquele clima chato, afinal não éramos os únicos ali. Ele me encarou por um tempo, e eu pude notar como estava com o rosto inchado.
— Então, Harry, você assistiu o último episódio de Breaking Bad? – Louis perguntou tentando amenizar aquele clima
— Não. – Ele respondeu seco e baixo
— Isso, é assim que eu gosto. Todo mundo animado. – Zayn falou irônico
Eles começaram um papo aleatório e eu não prestei muita atenção.
— Podemos ser amigos, tudo bem? Eu gostava de quando éramos amigos. – Ele sussurrou e eu sorri fraco
— Sim, podemos ser amigos. – Eu falei e aquilo foi como um soco no estômago
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