I Will Love You For Eternity
61 Amazing day!
Depois de muita conversa sobre: a) como o Rio de Janeiro era quente e b) como o Cristo Redentor era legal, o dia parecia feliz e completo. Sim, ainda estávamos no meio da tarde, mas tudo aquilo já havia bastado. O meu namorado e o meu melhor amigo estavam comigo, e isso já estava maravilhoso. Tipo, como assim eles atravessaram o oceano por causa do meu aniversário? Isso ainda não soava muito real.
Qualquer bobo poderia ver o ENORME clima que estava entre Zayn e Chloe, mas isso não era ruim, porque eu poderia ficar com o Harry sem que ninguém ficasse dizendo: “não gosto de segurar vela” ou “podem para com isso? Estamos num local público”.
Mas, acredite se quiser, nós só estávamos abraçados. As ruas do Brasil eram totalmente lotadas de gente. Gente alegre, gente triste, gente preocupada, gente cansada. Mas ainda assim, muita gente. Nós estávamos quase chegando em casa, quando o celular da Chloe vibrou e ela fez uma careta.
— Acho melhor não voltarmos para casa agora. – Ela falou e parou de andar – Sabe, eu estou com vontade de tomar um sorvete. Quem quer?
— Você sabe que acabamos de voltar de um Starbucks, certo? – Zayn perguntou e fez uma careta, segundos depois – Eu quero um sorvete!
— É, eu também. – Harry falou e ergueu uma mão
Todos me olharam e eu suspirei.
— Tudo bem.
[...]
A noite já estava chegando e ainda estávamos na sorveteria. Chloe e Zayn conversavam animadamente sobre rap (que eu realmente não imaginava ser o estilo de música dela, mas a vida é cheia de surpresas), enquanto eu estava com a cabeça encostada no ombro do Harry, e ele acariciava o meu cabelo.
Chloeu recebeu uma mensagem e quase caiu da cadeira quando foi levantar-se.
— Ok, acho que já está na hora de ir! – Ela falou e eu a olhei com as sobrancelhas erguidas
— Você acha? – Eu perguntei irônica e ela assentiu
Nós saímos da sorveteria e caminhamos até a enorme casa laranja. Tudo estava escuro e haviam alguns carros parados do outro lado da rua. Chloe não soltava o telefone por dois segundos, algo que não era aconselhável no Rio.
Eu abri a porta de uma vez e um coro de “surpresa” me fez pular de susto. Eu observei todos na sala de estar, que já não parecia tão grande, até que Michelle me abraçasse.
— Parabéns, minha flor. – Ela falou e eu sorri
— Isso é tão... – Eu comecei, mas não sabia como agradecer – Obrigado, de verdade.
— Não agradeça a mim, agradeça a eles. – Ela falou e apontou para a porta, onde Chloe, Zayn e Harry estavam
Eles estavam falando com uma senhora de meia-idade, então resolvi agradecer depois. Cumprimentei pessoas que eu realmente não lembrava o nome, mas o que importava era a intenção.
Estava pegando uma bebida na geladeira, quando senti alguém tapando meus olhos e sorri.
— Parabéns para você, nessa data querida... – Alguém sussurrou
— Obrigada, Diego. – Falei enquanto tirava suas mãos dos meus olhos
— Não tem graça se você descobrir tão rápido. – Ele falou e eu o abracei
— Desculpa. – Eu falei e ele sorriu
— Isso é para você. – Ele falou e pegou o meu pulso, deixando lá uma pulseira fina e dourada
Era tão delicada que eu tinha medo de mexer as mãos e acontecer algo errado.
— Isso é tão lindo! – Falei enquanto sorria e o abracei novamente – Obrigada mesmo.
— Tudo bem, só quero saber qual é o Haroldo dos dois. – Ele falou enquanto apontava para o Harry e Zayn, que estavam no jardim
Como se tivesse sido um imã, Harry olhou para trás e Diego abaixou a mão no mesmo instante.
— Você é tão discreto. – Falei e ele assentiu
Eu chamei o Harry com a mão e ele caminhou até nós.
— Diego, esse é o meu namorado, Harry. Harry, esse é o meu amigo, Diego. – Falei e percebi que o garoto loiro estava com uma expressão brincalhona.
Ah, não.
— Olá, Henrique. – Ele falou em português
Harry me olhou com uma expressão confusa, e eu repeti em inglês.
— Henrique? – Ele perguntou com dificuldade
— Nem tente entender. – Eu falei e ele deu de ombros
Eles começaram a conversar sobre assuntos diversos, e eu estava feliz por ter um amigo que o meu namorado não odiasse. Tirando os amigos dele, isso era quase impossível.
[...]
Eu estava sentada no sofá, enrolada em meio a vários cobertores, quando senti alguém sentando ao meu lado.
— O que você achou? – Harry perguntou enquanto sorria
— Foi incrível. Mais do que incrível. – Falei e ele me abraçou de lado – Esse foi um dos melhores dias da minha vida. Muito obrigado, muito mesmo.
— Eu tenho algo para você. – Ele falou enquanto me soltava
— O que... – Eu comecei, mas ele já estava saindo em direção ao corredor
Eu o segui em passos lentos, até ele entrar em um dos quartos e pegar uma caixa.
— Feliz aniversário! – Ele falou e tirou um gatinho da caixa
— Não acredito! – Sussurrei e corri até ele
Ele me entregou o filhote e eu o abracei apertado.
— Obrigada por tudo. Eu te amo, muito, muito, muito. – Falei enquanto lhe dava alguns selinhos
— Eu te amo. – Ele falou e me beijou
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