I Will Be Alright

6 Capítulo 6 - 18 anos


Notas iniciais
E ai galera, já to melhorando um pouco da gripe.

E, eu fui bem no boletim. Sou foda õ/ KKKKKKKKKK Então vou poder escrever mais. *-*

Boa leitura.

– FELIZ ANIVERSARIO MINHA FILHA LINDA. Levanta dessa cama que um dia maravilhoso te espera. – Minha mãe abriu as cortinas deixando a claridade entrar pelo quarto, eu bufei.

– Mais cinco minutos. – Disse, me virando para o outro lado.

– Nem mais e nem menos. Levanta! – Ordenou.

– Ai, você é a pior mãe do mundo sabia? – Dei uma risada sem graça e joguei um travesseiro nela. Mamãe riu e se sentou na cama.

Eu a abracei forte, e ela retribuiu o abraço na mesma intensidade.

Não sei o que seria de mim sem minha verdadeira mãe.

– Comprei uma coisa pra você. – Ela se levantou da cama.

– Ai, dona Elisabeth. Você sabe o quanto eu amo ganhar presentes, mas realmente não precisava. – Disse, não queria que ela ficasse gastando dinheiro comigo.

Mamãe saiu do quarto correndo, e eu fiquei ali que nem uma pateta morrendo de curiosidade.

– Aqui! – Ela chegou com uma pequena caixa nas mãos, e se sentou ao meu lado na minha cama.

Eu peguei a caixinha e abri ela com cuidado, estava enrolada em um pacote tão bonito, não queria estragar.

– Ai, o perfume que eu tanto queria. Obrigada mãe, não existe presente melhor! – A abracei novamente e dei um sorriso animador. Abri o frasco e coloquei um pouco em mim, cheirei. – É maravilhoso, obrigada.

– Que bom que você gostou, filha. Lembro de você ter visto na TV semana passada, então, eu não sabia o que te dar, resolvi dar isso. – Ela levantou da cama novamente e abriu um sorriso; um sorriso que fazia tempo que eu não via. – Agora vá pra aula, mesmo sendo seu aniversario, ainda não é feriado. – Ela riu.

Revirei os olhos e assenti.

Levantei da cama com dificuldade, efeito sono, preguiça e bastante falta de vontade.

Ouvi uma música tocando. Imediatamente acelerei o passo, era meu celular.

O peguei e o atendi rapidamente.

– FELIZ ANIVERSSAAAAAAAARIOOOOOOOOOOOOOO! – Gritaram, juntos. Meus melhores dos melhores amigos que alguém pode ter na vida.

– AAAAA sabia que vocês não iam esquecer. – Sorri, realmente sabia.

– Nunca!– Disse London. E pude escutar os outros concordarem do outro lado da linha.

– O que vocês vão me dar de presente? – Perguntei, na cara dura. Depois ri.

– Surpresa. – Gritou Tyler.

– Então tem um presente?

– SIMM! – Dessa vez quem gritou foi Anne.

– E o que é?

– Surpresa, poxa. Você vai ter que esperar – Disse Matt.

Suspirei.

– Agora a gente vai desligar, a Carmem está aqui mandando a gente desligar o telefone e ir pra escola.

– Ta bom, se cuidem.

– Você também. – Responderam juntos, e depois desligaram.

Eles moram em uma republica, Carmem é tipo a dona de lá. São vários adolescentes que moram na republica, eu morei um tempo uma vez, quando meus pais saíram de férias, mas foi por pouco tempo, por que eu me meti em confusão então eles tiveram que voltar. Eu me metendo em confusão, para variar. Acho que tenho mais esse dom, o dom da confusão. Eu atraio essas coisas pra mim, é incrível.

E por falar em atrair confusão pra mim, não falei mais com os Cullen, desde aquele dia. Eu ando evitando eles já faz algumas semanas. Nós não temos o que conversar, eles são minha família verdadeira, ta mais e daí? Só isso. Aposto que eles não sabem nem o dia do meu aniversario, que é hoje por sinal.

E o Nick, também não vi ele desde aquele dia. Eu também não soube de nada que ele tenha feito ainda, talvez seja só papo dele, e ele não vai fazer nada. Mas eu não sei, não posso confiar no Nick. Eu só sei que eu estou preparada para o que vier, e também estou preparada pra lutar com ele, se precisar.

Tomei o café da manhã com minha mãe e ela foi para o hospital, ela vai sair mais cedo hoje, por causa de meu aniversario, nós vamos passar o dia juntas. Fazendo coisas que antes nós fazíamos, e que agora não da mais tempo por causa do trabalho dela.

Olhei para o celular. Estava esperando a ligação de alguém, meu pai.

Ele não pode esquecer do meu aniversario, não pode...

– Ei, feliz aniversario! – Sussurrou Spencer, sendo seguida por Serena e Nathan.

Eles me abraçaram.

– Obrigada, pessoal.

Nós acabamos ficando amigos com o decorrer dos dias, comecei a me acostumar com o jeito quieto de Serena e Josh. E com Nathan e Spencer, que são totalmente ao contrario deles.

Confesso que de todos eles ali, prefiro Spencer, acho que eu trocaria uma barra de chocolate por ela, mas só por ela, por enquanto. Ás pessoas tem que me surpreender se não, de que adianta? Odeio gente normal, prefiro aqueles que não ligam pra nada, esses sim são os melhores tipos de pessoa.

– A festa é sábado, não esquece. – Disse Spencer, quando nos sentamos nas cadeiras para a aula.

– Não vou esquecer. – Sorri, e droga. Eu tinha esquecido. Sorte ela me lembrar.

A professora de Geografia começou sua aula rápido, parecia querer nos afundar nos conteúdos.

Ninguém merece.

Confesso também, que nem prestei atenção na aula. Ficava olhando para o celular de hora em hora, sei que não iria adiantar olhar mais eu realmente olhava. Ele não pode esquecer-se da filha dele, né?

– Oi. Seu nome? – Perguntou, uma patricinha mimada para mim, ela estava atrás de mim, sentada ao lado de sua fiel escudeira.

– Você se interessa por quê? – Perguntei, indiferente.

– Sei lá, você é bonita. Tem que andar com a gente, e não com a Spencer e seus amigos. – A fiel escudeira da patricinha riu de sua piada idiota.

Eu abri um sorriso sarcástico.

– Obrigada pelo bonita. Mas, se eu tenho que andar com as pessoas bonitas, não vai ser com vocês. – HÁ, ESSA FOI BOA.

Elas me fuzilaram com os olhos. Legal, minhas primeiras inimigas?

• • •

– Mandaram te entregar isso. – Um garotinho me entregou o bilhete. O fitei curiosa.

– De quem é?

– Não sei, só mandaram te entregar. – Disse, virando as costas e saindo.

Ele deve ter ganhado dinheiro pra fazer aquilo.

– Abre logo! – Falou Serena, ela estava curiosa também.

Dei a ultima mordida em minha maçã, antes de abrir o papel.

‘’Auditório. Em 15 minutos. Você. E sua família que você tanto ama. ‘’

Bufei quando terminei de ler. Quem é o desgraçado filho da puta?

Serena e Spencer me olharam curiosas, eu apenas dei de ombros e levantei colocando no lixo a lata vazia de refrigerante, e me dirigi para o auditório.

Edward Cullen me olhou de canto do olho, ele deve estar lendo a porcaria da minha mente. Então se você estiver lendo, você me ouvir ler o papel, vamos pro auditório, desgraça.

Ele deu um sorriso misturado com um riso quando eu pensei a ultima coisa. O que tem de engraçado em ‘’desgraça’’? Suspirei, começando a acelerar o passo, o auditório é longe do refeitório.

Vi Alice, Edward, Isabella e Jasper vindo atrás de mim. E a loira e o bombado cheiro daqueles negócios que deixam as pessoas fortes?

Enfim, também não me importa.

Quando cheguei no auditório, de cara senti um cheiro de vampiro conhecido.

Nick.

Droga, eu to fudida.

Andei rápido e parei no meio do auditório, os Cullen pararam atrás de mim e me olharam confusos.

Eu tenho que contar?

Mas a vida é minha. Não vou contar nada.

– Acho melhor você contar sim, é um vampiro Renesmee. Conte tudo o que você sabe. – Disse Edward. Que puto você é, para de ler meus pensamentos.

– Não vou contar nada, nem morta! –Disse. – Esses sãos os meus problemas, não tem nada a ver com vocês.

– Seus problemas, são nossos agora também. – Disse Isabella, quase acreditei na sua bondade.

– Há. Conta outra, Isabella. – Ela me olhou seria, o que foi? Ela me abandona e ainda quer que eu a chame da melhor forma possível?

Alguém começou a bater palmas, Jasper rosnou.

– Que lindo! A família sempre briga, não tem jeito não é Renesmee? – Disse Nick, parando de bater palmas, e começando a caminhar na nossa direção. – E... feliz aniversario!

O que ele quer? Destruir minha vida? O que eu fiz pra ele? Ainda não sei, juro. E claro, como eu não pensei nisso antes? Ele apareceu aqui logo no dia do meu aniversario, filho da mãe!

– O que você quer Nick? Pensei que tinha morrido. – Sorri sem humor.

– Pensei o mesmo, sabe, até seria bom se eu morresse, mas você sabe que iria pro inferno comigo. Não é? – Disse, e deu um sorriso daqueles que chega até a dar medo.

Edward avançou em Nick o fazendo cair no chão. Mas Nick também é ágil e esperto, ele jogou Edward longe então Isabella rosnou pra ele, e foi ajudar Edward a se levantar.

Alice estava fora de foco pela segunda vez, e Jasper olhava para ela preocupado.

E eu, realmente. Não sabia o que fazer, era a primeira vez que eu não sabia o que fazer.

Nick olhou pra mim e deu de novo, aquele sorriso do mal. Então ele saiu, me deixando com os Cullen. Eles começaram a se olhar, pareciam conversar pela mente, aquilo era estranho.

Eu saí de fininho.

Resolvi ir pra casa, não quero mais nenhuma encrenca por hoje.

Coloquei meus patins e fui para casa, resolvi ir por um caminho diferente, que passa pelo quase centro de Forks. Na verdade passa por um lugar movimentado, só.

Sim, é por causa do Nick, não quero ver ele hoje mais, é meu aniversario. O dia tem que ser bom.

Então esbarrei em uma coisa dura, forte e bem fedorenta (pra mim)

– Você não olha por onde anda não? Imbecil. – Bufei, levantando do chão rápido e limpando minhas roupas.

– Você que não olha por onde anda, não sei se a senhorita sabe, mas, não pode andar de patins na calçada. – Falou o rapaz, que estava se limpando também, nem tinha olhado para mim ainda, pelo o que eu percebi ele até é bonitinho.

– Há, então me prende!

– Acho que eu vou fazer isso mesm... – Ele se virou e olhou pra mim, ficou calado, sem falar nada.

Ele era alto e moreno, parece que eu o conheço de algum lugar, mas deve ser só impressão mesmo.

– Renesmee? – Perai, como ele sabe meu nome?

– Como você sabe o meu nome? – Perguntei, desconfiada.

– Seus pais me falaram...

– Só minha mãe esta aqui. E ela não me falou de ninguém – Dei de ombros, ele estar se confundindo.

– Isabella e Edward. – Ele disse.

– Eles não são meus pais, só de sangue.

– Tanto faz.

– Você me conhece? – Perguntei, eu não sei por que estou puxando assunto.

– Sim, há muito tempo. Mas você não parece ser a Renesmee que eu conhecia, meiga, fofa, que amava seus pais mais que tudo, e que me conhecia também. – Ele suspirou, triste.

– Sinto muito?

– Não sinta, é horrível. – Ele suspirou novamente, e me olhou por um longe tempo de um jeito estranho. Ele pegou uns papeis que caíram no chão, e deu as costas pra mim e começou a andar.

– Perai, você sabe quem eu sou, e eu não sei quem você é.

– Jacob Black. – Ele virou para trás e me olhou. – Seu melhor amigo de infância, ou ex. Tanto faz – Ele deu um sorriso triste e saiu.

Jacob.

Eu lembro desse nome, de falar muitas vezes esse nome, e de querer estar perto dessa pessoa sempre. Mas não consigo lembrar do rosto, agora sei quem é. Agora sei que esse tal melhor amigo existe.

Ele parece ser legal, mas sem atitude. Bastante sem atitude.

Resolvi espantar esses pensamentos da minha cabeça, é muita coisa pra pensar...

Família nova, Nick, Jacob, festa, aniversario, pai, mãe... É muito pensamento pra uma pessoa só!

É muita coisa acontecendo pra uma pessoa só.

Droga, eu ando precisando beber pra esquecer tudo isso, por que tá foda viu.

Cheguei em casa e joguei minhas coisas no chão do meu quarto, e me atirei na cama.

Dormi um pouco, estava precisando.

• • •

Não sei se isso é um sonho. Também nem me importo se for ou não.

Mas eu tenho quase 100% de certeza, de que sim, é apenas um sonho.

''- A vida é assim mesmo, Renesmee. Cheia de decepção.

– Eu sei, mas não tem um jeito de ser melhor? Sabe, seria tão mais fácil se a vida viesse com o script.

O garoto imaginário do meu sonho, riu.

– Se viesse com script não se chamaria vida, pequena. Se chamaria outra coisa.

– To com medo.

– Medo de que?

– De viver, de fingir ser forte, de guardar tudo o que eu sinto pra mim... Só cansei, sabe?

– Sei. Eu entendo você. Afinal, você me imagina, sonha comigo, sabe por quê?

– Por quê?

– Por que você é muito sozinha. Pensa demais, e pessoas silenciosas, geralmente, têm muita coisa em suas cabeças...

– E isso não é bom?

– Depende de como você define o bom.

– Cansei dessa conversa.

– É disso que eu estava falando.

– Quer dizer que eu to brigando comigo mesma, no meu próprio sonho. Legal!

– Não é com você mesma, pequena. E também, eu nunca disse que era um sonho.''

• • •

‘’ Existem coisas piores que estar sozinho, mas geralmente leva décadas para entender isso e quase sempre quando você entende é tarde demais. E não há nada pior que tarde demais. ‘’

Charles Bukowski

Notas finais
Sei que o encontro do Jake com a Nessie foi curto e sem noção, mas daqui pra frente melhora, prometo.