I Will Be Alright
12 Capítulo 12 - O jogo começou
Notas iniciais
Me deu uma pena da Nessie escrevendo esse Capitulo ):
Boa leitura!
2 dias se passaram desde então, as coisas continuam as mesmas, só que piores. Há! Boa definição, Nessie.
Talvez para algumas pessoas, dois dias não são nada, não acontece nada de interessante. Mas como essa é a minha vida, ah meu filho, em dois dias o mundo pode acabar...
Lá vão os principais acontecimentos nesses dois dias.
Primeiro: Aprendi que o amor é realmente uma droga. – Não que eu não soubesse antes – Mas, eu literalmente, aprendi dessa vez.
O Jacob simplesmente me esqueceu, não liga mais, não vem me ver mais, e o pior. Ninguém sabe aonde esse lobo se meteu! E é claro que eu estou preocupada, com o Nick por ai... ah, droga! Não quero nem pensar nisso.
Segundo: Serena está pior, ela se auto mutilou! Você tem noção em que ponto a pessoa está para fazer isso?
E o pior de tudo, é que ela não conta NADA para AS PROPRIAS AMIGAS DELA.
Spencer está atormentando ela para ela contar tudo. Espero que uma hora ela se canse e conte tudo de uma vez! Quando eu toquei no assunto de fazer um teste de gravidez, ela mudou de assunto na hora.
Terceiro: Esse não é uma coisa ruim, é boa, na verdade. Finalmente estou conseguindo me adaptar com minha família. Há, você conseguiu. FAMILIA! Nossa relação está cada vez melhor, eu já conheço eles, e eles estão me conhecendo. Por que afinal, ninguém consegue me conhecer realmente, nem eu mesma consigo.
Quarto: As tais mortes em Seattle finalmente pararam. E eu fico me perguntando o que Nick estava fazendo por lá, é certo que ele estava matando pessoas, mas para que?
Vir e me matar? Não. Nick gosta de ‘joguinhos’.
Os nossos jogos.
Lembrar deles me causa arrepios.
Lembrar o que nós fazíamos. MAS, antes de julgar, nós até ajudávamos as pessoas.
Mas mesmo assim, eu me sinto totalmente culpada por cada morte, e por cada sangue derramado.
Não que o sangue não seja bom... Ah! Acho melhor eu parar de pensar nisso.
Quinto: Não tem o quinto, mas eu simplesmente não gosto do numero 4, então para mim não parar no quatro, decidi fazer isso.
E ainda eu me acho normal...
E para variar, eu estou ouvindo música: Here Without You do 3 Doors Down.
E estou lembrando de Jacob, há, maravilha!
O amor é uma merda mesmo, só existe pra fuder com a tua vida, pra você se preocupar, doer, sofrer, chorar... Queria voltar a poder não sentir nada novamente, por que sentir só causa dor...
I'm here without you baby
But you're still on my lonely mind
I think about you baby
And I dream about you all the time
I'm here without you baby
But you're still with me in my dreams
And tonight, it's only you and me
Na hora do refrão eu me empolgo, comecei a cantar a música muito alta.
Para minha sorte, não tem ninguém em casa.
E droga, lembrando disso, me sinto sozinha...
Desliguei a musica imediatamente, e suspirei.
Ta ai uma coisa horrível de se sentir; o sentimento de estar sozinha...
A campainha tocou, sai correndo do meu quarto e abri a porta.
Não tinha ninguém, apenas uma carta no chão. Me abaixei e a peguei, então fechei a porta.
Minha curiosidade é enorme, ainda mais quando é uma carta que tem seu nome nela: ‘’Para Renesmee Accola’’
Não tinha nome de quem mandou, nem endereço, nada... Apenas o meu nome mesmo.
Fiquei andando de um lado para o outro com a carta na mão.
Não sei o que eu faço. Abro ou não abro? Leio ou não leio? Oh, duvida cruel.
Outro toque de campainha. MERDA? É OUTRA CARTA? HAHA. EU AINDA NEM LI A PRIMEIRA.
Fui atender a porta, não com uma cara muito boa, claro.
– Oh, você está péssima, querida. Sua mãe pediu para mim vir olhar como você estava. – Era uma senhora, um pouco de idade já, eu sorri sem nenhuma intenção.
– Obrigada, senhora Shuold, mas eu estou bem sim. Obrigada!
– Tudo bem, querida. Se precisar de algo é só chamar ok?
– Ta bom, obrigada, tchau. – Fechei a porta.
O mulher chata! Ela só veio olhar como eu estava mesmo para ganhar uns pontos com a minha mãe. Falsa!
Joguei-me no sofá, e comecei a abrir a carta.
‘’Querida Renesmee Accola,
Ou devo dizer: Renesmee Cullen? Oh, tanto faz, não é? Você já esta se acostumando com os dois.
Acho que você já sabe quem é agora: Nick. O seu amado Nick.
Ah, que irônico ‘’amado’’, nós já nos amamos uma vez. Foi incrível, não é? Enfim, é melhor parar de falar das coisas que já passaram.
Às vezes me pego lembrando das nossas coisas, dos nossos jogos. Eram divertidos, não eram?
Como você dizia: Foda-se eles, Nick. São bandidos, estrupadores, seriais killers, ladrões, mal caráters. ELES NÃO VALEM A PENA. Não valem nem o ar que respiram.
E você sempre estava certa. Nós fazíamos o bem, e não o mal. Pena que de um jeito ou de outro, você esqueceu.
Você sabe como são os jogos, Renesmee. Sabe que eu sei jogar, e sabe que eu não desisto fácil. O objetivo dessa rodada é te matar por dentro. É bem mais divertido!
Os jogos começaram.
É melhor você se apressar formando suas estratégias de defesa.
Eu já tenho as minhas de ataque. É melhor se cuidar!
Já esta começando...
Com amor, Nick. ’’
Rasguei a carta e coloquei no lixo.
FILHO DA PUTA!
‘’Os jogos começaram... O objetivo dessa rodada é te matar por dentro!’’
Ah, droga. MINHA MÃE!
Peguei um casaco, tranquei a porta e sai correndo para o hospital. Tudo em velocidade vampirestica, claro.
Quando cheguei, fui até a recepcionista.
– Oi, é... A enfermeira Elisabeth Accola está? – Perguntei, rápido.
– Não, ela acabou de sair.
Merda merda merda.
– Você pode me dizer se ela saiu sozinha?
– Claro. – Ela pensou um pouco. — Ela saiu com um rapaz.
DROGA!
Nem disse obrigada e nem nada para a recepcionista. Comecei a passar pelas áreas do hospital, procurando o estacionamento.
Quando achei, entrei no mesmo rápido.
Parei, e respirei fundo. Preciso procurar pelo cheiro da minha mãe...
– AAAAAAA NÃO!
Ouve um estouro, e cheiro de sangue.
Ah, Nick se você fez alguma coisa co...
– Mãe!? – A achei, ela estava jogada no chão, com sangue em sua cabeça: Alguém bateu com algo na cabeça dela. Então percebi, ela fora jogada contra a parede com uma força incrível, uma força que só vampiro tem. Nick. A cabeça dela estava sangrando, não me importei com a sede. Chequei os pulsos dela, estavam fracos...
– Filha, sai daqui. Ele pode voltar – Ela sussurrou, com dificuldade.
– Não!
Ela tossiu, e começou a fechar os olhos.
– Não mãe, eu sei que esta dando sono, mas você não pode dormir. Fica com sua filha, ta legal?– Sentei no chão, e fiz minha mãe deitar em meu colo.
– Eu preciso te falar uma coisa... – Outra tossida.
– Não, não fala nada, você não pode fazer esforço. – Peguei o celular, e comecei a discar os números do hospital. DROGA, PRA QUEM MAIS EU IA LIGAR?
– Você foi a melhor coisa que já me aconteceu, eu te amo.
Uma lagrima escapou do meu olho.
– Eu também te amo mãe, você sabe disso. Sou grata pra sempre por tudo! – Outra lagrima veio. – Agora não fala mais nada, ta?
– Renesmee... eu.. fiz.. uma carta... pra você... já faz.. um tempo..
– Shiu... Não fala nada mãe. – Coloquei o telefone no ouvido, estava chamando.
Olhei pra minha mãe, ela deu um sorriso lindo.
– Não... esqueça de ler. – Ela fechou os olhos, e parou de respirar.
Agora as lagrimas desciam pelo meu rosto compulsivamente.
– MÃE! Não faz isso comigo, vai. Por favor. – Solucei. – MÃE! – Outro soluço de choro.
As luzes do estacionamento se apagaram. Não me importei se alguém estava vendo, ou ouvindo... Só comecei a chorar.
P.D.V AUTORA
Renesmee se encostou-se na parede e chorava compulsivamente.
– Desculpa. – Ela sussurrou para si mesma, não lembrava mais o significado daquela palavra, mas pelo visto era a sua preferida naquele momento. Agarrava-se a ela como se fosse parte dela, como se fosse à única coisa que não fosse embora agora. Mal percebia que estava pedindo desculpas a si mesma, com medo de ficar sozinha novamente. Com medo de mais alguém se ferir por sua culpa...
E Nick, assistindo o sofrimento de sua antiga amiga de camarote; Ele estava distante dela, mas conseguia ver e ouvir tudo perfeitamente. No fundo dele, havia alguém que queria ir lá e abraçar sua antiga amiga. Mas a parte que mais reinava nele agora, era a de divertimento. Ele estava sorrindo, e dizendo para si mesmo: ‘’ Primeira rodada completa, você conseguiu. Fez ela chorar’’ Então ele saiu, como se nada tivesse acontecido.
E Renesmee continuou lá, junto com os médicos e paramédicos que acabaram de chegar. Não abandonava sua mãe de criação por nada, só ficou lá, segurando a mão dela. Mesmo sabendo que ela não estava sentindo mais nada...
No meio daquela escuridão que se formou, só restou o silencio...
Notas finais
Esse é o Nick: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.osemaforo.com.br/images/True_Blood-Eric.jpg&imgrefurl=http://www.osemaforo.com.br/true-blood_ano2&usg=__IkrFglN9P9M2EobQCsLNGKAxuoI=&h=600&w=448&sz=158&hl=pt-BR&start=4&zoom=1&tbnid=QPXnl5YKhDu0UM:&tbnh=135&tbnw=101&ei=r4P4T_3XMaih6wHl2ODkBg&prev=/search%3Fq%3Dtrue%2Bblood%2Beric%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26tbm%3Disch&um=1&itbs=1
Desculpa gente, mas eu tive que pegar esse carinha ai pra fazer o Nick, ele faz True Blood, mas beleza né (:
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