I Will Be Alright
7 Capítulo 7 - Boa noite
Notas iniciais
Vocês estão gostando da fic?
Daqui a pouco vai aparecer alguns misterios na vida dessa galera ai... MUAMUAMAUAUMAU
''(...) Pois há algum tempo atrás, muitas mortes aconteceram na cidade de Seattle. Dizem por ai que as coisas que estavam acontecendo há um tempo atrás, estão acontecendo novamente. Só que com menos intensidade. ''
Troquei de canal, na televisão só falavam aquilo. E eu até já sei quem esta matando essas pessoas: Nick.
Ele ama me provocar, é impressionante.
– Cheguei! – Olhei pelos meus ombros, minha mãe havia acabado de chegar do hospital, ela estava com algumas sacolas na mão, pelo cheiro pude perceber que era comida.
– O que a senhora trouxe de bom pra mim comer? – Levantei do sofá e coloquei o pote de sorvete que eu estava comendo na geladeira.
– Trouxe algumas coisas. Mas, vá se arrumar. Nós vamos sair pra comemorar seu aniversario! – Ela foi indo pro banheiro, acho que ela estava indo tomar banho.
– Ta bom. Nós vamos onde? – Perguntei alto.
– Jantar.
– Ok. – Fui correndo em direção ao meu quarto.
Eu demoro muito para me arrumar, então digamos que eu tenho que me arrumar rápido mesmo. Não é questão de ser devagar para me arrumar, é que eu não sei que roupa colocar, daí eu coloco uma e tiro, coloco outra. E meu cabelo então... É pior ainda, eu demoro uma meia hora só pra arrumar ele. Não que ele seja horrível, mas eu demoro mesmo. Problema?
Olhei pro meu quarda-roupa, droga. Eu não tenho nada pra vestir!
Comecei a procurar alguma coisa descente para usar, até que achei umas coisas boas, que eu de verdade, não lembrava delas:
http://www.essaseoutras.com.br/wp-content/uploads/2011/07/jeans-rock-n-roll.jpg
[/( o do meio, sem o copo de café e sem o oculos KK )/]
Sorri, gostei da minha combinação.
Ta ai mais um dom meu, sem querer me achar, claro. Mas, eu sou muito boa em pegar coisas feias, e transformar em bonitas. HÁ, sou foda.
Tomei um banho e me vesti.
Estava pronta, e linda. Sem querer me achar de novo e de novo, mais já me achando...
Passei uma maquiagem bem normal, não queria chamar muita atenção para o make, mas sim mais para a roupa.
– Está pronta? – Berrou minha mãe.
– Sim. – Disse, e sai correndo para o lado dela.
– Então, vamos! – Ela pegou a chave do novo carro dela, que de verdade, eu não sei que modelo é. Não gosto de carros, prefiro motos para ser mais sincera...
Entrei no banco da frente, minha mãe riu. Eu não entendi o motivo, mais ri também, a risada de minha mãe é engraçada o suficiente pra você começar a rir pra caramba.
Então partimos para o restaurante.
• • •
– Então, como está a escola? – Mamãe perguntou, depois de um tempo em silencio.
Eu dei um gole em meu refrigerante antes de responder.
– Está tudo bem. Ah, eu fui convidada para uma festa nesse sábado. Eu posso ir né? – Perguntei, cortando um pedaço de bife e colocando na boca.
– Com quem?
– Uns amigos que eu fiz, eles são gente boa mãe, não esquenta.
– Você sempre diz isso. – Ela riu.
Eu ri também.
– Mas dessa vez é serio, na outra também era, mas enfim...
– Tudo bem, eu deixo você ir. Mas não me decepcione! – Ela tomou seu suco.
– Nunca. – Sorri.
Ficamos em silencio novamente.
– Nossa, você não me cobrou ainda o nosso combinado. – Minha mãe me olhou por um longo tempo, eu dei um sorriso.
– Tinha esquecido, mas agora que você me lembrou...
– Vou contar desde o inicio. Desde quando eu te vi pela primeira vez. Preparada? – Ela brincou.
– Sim. – Respirei fundo, tomei mais um gole de refrigerante e me ajeitei na cadeira do restaurante, olhei para ela. Estava preparada para ouvir tudo.
Então, mamãe começou...
''Eu e seu pai nós nunca fomos aquele casal normal, sabe? Nós sempre fomos amigos acima de tudo. Acho que por isso deu certo por tanto tempo... ’’
Eu prestava atenção, minha mãe me olhou brevemente, então voltou a contar.
‘’ Nós queríamos um filho, só que a gente acabou desistindo de tentar, nós simplesmente não conseguíamos. Então um dia a gente resolveu ir a um orfanato, a gente resolveu adotar uma criança.
Nós não queríamos um bebê, nós queríamos alguém que já fosse um pouco grande, então a gente chegou no orfanato, e as pessoas daquele lugar – que eu não lembro o nome delas, filha, mas voltando.. –, elas começaram a nos apresentar a varias crianças, e eu e seu pai falávamos com elas, mas não era nada assim. Tipo: É ela.
A gente ficou quase um dia inteiro no orfanato, com as crianças... Então, de repente, seu pai sumiu. E eu fui procurar ele e ele tava falando com a garotinha mais linda que eu já tinha visto na minha vida. Ele olhou pra mim, e pelo olhar dele eu já sabia que era ela, ela era a nossa filha.’’
Minha mãe sorriu, ela estava em outro mundo, lembrando de tudo... Então ela voltou a falar.
‘’ Tereza, a madre que cuidava de você lá. Ela nos explicou que você era uma criança diferente de tudo que nós já tínhamos visto. Ela disse que você crescia rápido, disse também que você necessitava de outras coisas além de comida normal. Você necessitava de sangue humano. Eu e seu pai nunca nos assustamos com isso, por que você sempre se mostrou bem normal. Tereza pediu para que seu nome se mantese, ela disse que o homem que te deixou lá, pediu para que você continuasse com esse nome. O homem explicou pra ela tudo o que ela me explicou de você... Ela disse que você é especial. E quando eu digo especial, não estou dizendo que você é especial só por que você é uma mestiça, filha. Eu estou dizendo que você é especial por que você é incrível. É talentosa, é uma ótima filha, uma ótima pessoa – mesmo você não deixando as pessoas verem isso-... Você é incrível, Renesmee. ’’
Mamãe voltou a si, eu abri um imenso sorriso.
– Obrigada.
– Você é tudo isso mesmo. – Ela sorriu.
– Você sabe por que eu fui abandonada?
– Não, a Tereza nunca me disse. Acho que nem ela sabia. – Minha mãe voltou a comer sua comida.
Eu respirei fundo, acho que a única solução seria perguntar para os Cullen mesmo.
O resto do nosso jantar foi divertido, mamãe contou sobre seu trabalho, eu contei um pouco mais sobre a escola, e depois começamos a falar mal das roupas das pessoas... É, isso é legal.
Quando voltamos para casa, eu já estava quase dormindo, quando minha mãe entrou no quarto.
Ela se sentou nos pés da minha cama, eu olhei para ela e sorri.
– Você é linda, filha. Sei que você esta escondendo algo de mim, mas não se preocupe. Eu espero você me contar. E... Eu sei que você se sente culpada por eu e seu pai estarmos separados, mas eu quero que você saiba que não é sua culpa, nunca mais pense nisso. É só que uma hora, as coisas têm que acabar, e chegou a nossa hora. – Ela sorriu, e se aproximou de mim. – Boa noite, filha. – Ela deu um beijo na minha testa, e saiu.
– Boa noite, mãe. – Sussurrei.
E dormi...
• • •
–... Serena, larga essa faca, agora. E olha pra mim. – Disse com o maior cuidado possível, Serena esta maluca, só pode.
– Eu. Eu... – Ela começou a chorar, largou a faca e caiu no chão.
Eu, Spencer, Nathan e Josh saímos correndo para perto dela para ajudá-la. Os meninos a pegaram, e fizeram-na sentar no chão. Ela continuava chorando, e soluçava...
Estávamos na escola, em um pátio um pouco afastado, mas ainda sim passavam pessoas por ali, e elas estavam olhando.
– Calma. – Spencer afagou o ombro de Serena.
Eu e Nathan nos olhamos, nós ainda não estávamos entendendo nada. Não sei como ela pegou uma faca aqui na escola...
– Alguém me explica. – Ele disse, nervoso.
– Não precisa, eu mesma conto. – Ela limpou suas lagrimas, mas ainda soluçava. — Eu... Vou me matar.
– O QUE? – Todos nós gritamos.
– Não é isso, Serena. Você tem que contar para os seus amigos, eu sei que não é só isso. Conte-nos, só assim nós vamos poder te ajudar. – Spencer disse eufórica, ela estava nervosa também.
– NÃO – ela gritou. – Eu não vou contar. Eu não vou! – Serena se livrou dos braços de Josh e saiu correndo, ele tentou ir atrás dela, mas Nathan segurou seu braço.
– Vamos deixar ela sozinha, um pouco...
– Tá maluco? – Disse. – Ela quer se matar, não podemos deixar ela sozinha.
– A Rê tem razão. – Disse Spencer, então Josh foi atrás dela.
Eles se gostam, da pra ver na cara.
Mas agora estou intrigada, por que Serena está desse jeito? O que aconteceu pra ela estar tão perturbada? Ela me parecia tão certa das coisas.
Eu, Nathan e Spencer continuamos ali matando aula.
Começamos a conversar sobre Serena, até que vi duas garotas correrem para o refeitório, e depois mais algumas pessoas. Elas gritavam: BRIGA, BRIGA.
Eu comecei a rir, e eu e meus amigos começamos a seguir as pessoas até o refeitório.
Então vimos quem estava brigando.
Serena e, a garota mais popular da escola.
Droga, Serena vai se ferrar, eu tenho que fazer alguma coisa.
Me meti no meio das duas, então em seguida Spencer também se meteu e nós acabamos separando-as.
Olhei pra Serena, eu vou dar uma bronca nela.
Puxei ela para fora do refeitório, e olhei para ela braba.
– O que foi? – Ela perguntou, se fazendo.
– Você ainda pergunta... Todos os seus amigos estão preocupados com você, você diz que quer se matar, e depois começa uma briga com a garota que pode fuder com a tua vida aqui... E VOCÊ PERGUNTA O QUE ACONTECEU? Serena, cadê você? – Perguntei. – Cadê aquela Serena que eu estava acostumada a ver? Ela sumiu?
Uma lagrima escorreu pelos olhos dela.
– Eu fui estrupada Rê, eu não sei o que fazer, pra quem contar... Em quem confiar. – Ela começou a chorar. – MINHA VIDA ESTA ARRUINADA, MINHA VIDA ACABOU.
Eu corri para abraçar Serena, quer dizer que por isso ela é tão quieta assim? Não acredito nisso, por que ela nunca contou pra ninguém? Por que ela não denunciou? Droga. Eu tenho que ajudar ela. Eu devo.
• • •
– Faz muito tempo? – Perguntei, depois que ela se acalmou um pouco. Agora ela estava na minha casa, e estávamos tomando um chocolate quente.
– Não, faz pouco tempo... Foi mais ou menos um dia antes de te conhecer. – Ela tomou um gole do chocolate, sabia que ela estava tentando não chorar.
– Você conhece ele?
– Sim.
– E quem é? – Agora eu estava realmente preocupada.
Serena me olhou, e respirou fundo.
– Tudo bem se você não quiser contar, eu entendo... – Disse. – Mas, você tem que falar para a policia.
– Não! – Ela quase gritou. Eu me assustei. – Eu não posso, ele vai me matar.
– Não vai não, ele não vai saber. Serena... eu prometo que seja quem ele for, ele não vai te fazer mal.
– Obrigada, amiga. – Ela me abraçou, eu retribui o abraço.
Iria ajudar Serena, mas sei que tem que ser no tempo dela, afinal, é ela a maior vitima de tudo isso.
Notas finais
E mais algumas coisinhas KKKKKK
Enfim, reviews?
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