I Will Be Alright
4 Capítulo 4 - School
Notas iniciais
Os dias passaram rápido, até parecesse que alguém fez eles passarem rápido de propósito, e eles passaram tão rápido que hoje é o meu primeiro dia de aula – no meio do ano, ou quase no meio do ano, mas enfim não importa – e eu estou um pouco nervosa, admito.
Mas isso também não vem ao caso, por que digamos que eu estou com medo. Alguma coisa acabou de me acordar, bateu um vento na janela e pimba! Eu acordei. Mas deve ser só paranóia minha, eu tenho ficado muito sozinha ultimamente.
Minha mãe conseguiu um emprego rapidamente, ela é enfermeira então digamos que é um pouco fácil, por que ninguém nunca rejeita uma enfermeira. Certo? Só quando a coisa ta trágica mesmo, mas então, ela vive chegando tarde em casa, então eu fico sozinha, pra falar a verdade eu até gosto um pouco. Um pouco, e é só às vezes, eu gosto de ficar sozinha, e não de me sentir sozinha, o que é totalmente diferente.
Levantei da cama trocando os pés pelas mãos, contando os passos. Não estava nem um pouco a fim de encarar a escola, até pensei em matar aula, mas não quero atrapalhar minha mãe no trabalho se algo der errado. Não que eu iria deixar, por que eu sou ótima contando mentiras e essas coisas, sem querer me gabar, claro. Mas, eu sou boa mesmo!
Entrei no chuveiro, e deixei que a água percorresse minhas costas, depois molhei meu cabelo e continuei deixando a água escorrer pelo meu corpo.
Dizem que quando você esta no banho, você reflete sobre toda a sua vida, e sinceramente eu acho que é verdade, quem nunca ficou lá pensando no que fazer? Ou no que falar? Ou sei lá, só ficou lá, chorando, fazendo com que suas lagrimas se misturassem em meio à água que caísse do chuveiro.
E como toda pessoa normal, eu também pensei bastante na vida antes de sair do banho, quando terminei de me arrumar e passar um lápis bem preto nos olhos, comi um pouco de sereal e fui para a escola, com meus patins preto com roxo. Há! Amo eles.
• • •
Respirei fundo antes de entrar pela porta da sala, senti um cheiro diferente, como se alguém parecido comigo estava ali, mas tenho melhores coisas para me preocupar agora.
Abri a porta e senti alguns rostos olharem para mim, tinha pouca gente ainda, para a minha sorte. Entreguei aquele papel que me deram na secretaria e o professor Wanner — pelo o que eu li na plaquinha que estava na mesa dele -, me mandou sentar em algum lugar.
Sentei no fundo da sala, no canto. Tinha uma mesa vazia ao meu lado. E no outro lado da sala, uma garota estava me encarando com uma expressão estranha, a garota tem os cabelos pretos, curtos e é bem baixa. Derrepente parecia que ela estava viajando, parecia que sua mente estava em outro lugar.
Então ela olhou pra mim, e deu um sorriso. Achei estranho, mas como eu estava encarando ela me senti na obrigação de sorrir também.
Retribui o sorriso e me virei para frente na cadeira, aquilo realmente estava estranho.
Depois de alguns minutos começou a chegar mais gente, ocupando quase toda a sala. Cada grupo sentava em um lugar, já até percebi os grupos, que são os mesmos que sempre existe em qualquer escola. Populares, nerds, excluídos, encrenqueiros, e os ‘’ de tudo um pouco’’ digamos assim.
Sinceramente? Eu to pouco me fudendo pra esses grupos idiotas.
O professor Wanner começou a aula dele, sem nem dizer que tem uma aluna nova. Graças a Deus! Mas é claro que todos perceberam, por que o assunto da sala inteira era sobre mim. Cada coisa idiota que eu estava escutando, mentiras a fú. Como essa: ‘’Soube que ela é de NY, e ela até já foi presa’’, ou: ‘’Ela é drogada! Dá pra ver na cara dela’’
Essas pessoas são um banco de pés no saco.
Afundei-me na cadeira prestando atenção na explicação do professor, eu me considero uma pessoa inteligente, só que às vezes da preguiça de pensar, daí eu acabo me tornando uma lerda... Mas enfim.
– Também sou de NY, ou era. As pessoas daqui são meio estranhas, elas tem um certo medo de que os ‘’turistas’’ trazem suas tecnologias pra cá, e suas drogas, e seus ladrões.. – A garota se sentou ao meu lado, pelo jeito ela gosta muito de ser intrometida.
– É... – Só falei isso.
– Sei que eu devo estar atrapalhando e tudo mais, por que você ainda é nova aqui, então nem sabe das coisas direito. Eu vou cuidar disso. Vou lhe falar tudo o que você deve saber sobre Forks: Cidade mistério. – Ela deu uma risadinha na ultima parte.
Eu suspirei.
– Ah, olha como eu sou esquecida. Nem me apresentei, eu sou a Spencer. Spencer Newton.
Tentei dar um sorriso amigável para ela. Acho que até seria útil alguma pessoa para me contar sobre esse fim de mundo.
– Prazer. Sou Renesmee. Renesmee Accola.
A garota é muito falante, ela passou a aula inteira me contando coisas sobre cada professor, e disse até que o professor de Educação Física é mó gato. Contou-me também sobre cada matéria, sobre sua vida... E eu, claro. Não falei nada sobre mim. Não gosto que as pessoas saibam coisas sobre mim, ta ai uma coisa boa que Nick me ensinou: Nunca conte a alguém nada, muito menos para as pessoas que você não conhece, pois elas podem usar isso contra você depois.
Nick foi minha paixão aborrecente vampirestica, é assim que eu chamo. O Nick era mau, mas ele me ensinou mais coisas sobre meu poder, e também me ensinou a lutar, a ser rápida. E sem querer me gabar – de novo – mas eu luto muito bem, melhor do que qualquer um ai, isso eu aposto.
O temperamento do Nick era ruim, nós vivíamos brigando, até por que o meu temperamento também não é dos melhores.
A última vez que eu vi ele, foi quando nós ‘’terminamos’’, nós terminamos o que nem tinha começado, pra falar a verdade.
–... E também tem os Cullen. – Disse Spencer, para me tirar totalmente dos meus pensamentos.
– Cullens? – Quase gritei.
– É, eles são ricos, e lindos. – Ela suspirou.
– Me conte mais.
Ela pareceu ficar animada agora, ta ai uma coisa que a Spencer gosta de fazer: falar. Ela se animou com o meu interesse, e começou:
– Eles são todos adotados, pelo médico. E eles também estão todos juntos, tipo namorando sabe? E eles nunca se misturam.
– E como são os nomes deles? – Perguntei, baixo.
– Aquela ali. – Ela olhou para aquela garota que sorriu pra mim. – É a Alice. Ela namora com o Jasper, ele realmente é muito mais estranho.
Olhei para Alice, com certeza foi o cheiro dela que eu havia sentido, ela é uma vampira.
– Também tem a Rosalie, Emmett. Eles estão juntos. – Disse, e em seguida suspirou. – E os últimos, Isabella e Edward. Eles estão juntos também.
Isabella e Edward, meus pais? Era informação demais pra minha cabeça. Eu, estudando na mesma escola que meus ‘’papais’’.
Confesso que nunca tinha pensado em conhecê-los, e muito menos vê-los todos os dias.
Mas essa idéia até é boa, uma vingança não faz mal a ninguém não é? Ainda mais para aqueles que são os culpados por as coisas mais horríveis da sua vida.
É, realmente é uma boa idéia, acho que vou colocar o plano em pratica, fingindo que eu não sei quem eles são, por que acredito que eles não sabem que eu existo e nem que eu estou aqui ainda.
É, perfeito.
Vou começar com o plano agora mesmo. E vou começar com essa tal Alice.
Notas finais
Comentem bebês *-*
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