I Will Always Be With You
5 Capítulo 5
- Desculpe... “Por que o Frank é sempre tão educado com os professores?” Frank jogou um papelzinho discretamente na minha mesa, o abri, e li o que estava escrito: “Me apaixonar por você? Eu não poderia e nem deveria.” Eu não entendi....porque não deveria?Esse pensamento me incomodou por toda a aula, o sinal tocou, eu teria que ir pro laboratório de química. Sim, eu estava ansioso pra ter aula com o Frank. Então, antes de ir pra biblioteca eu me “desliguei”, era como se eu não estivesse mais lá, não prestava atenção em nada. As coisas sempre passavam mais rápido assim. Até que passou...chegou a hora de eu ir encontra-lo. O sinal tocou, todos como sempre, saíram da escola apressados. Mais eu não...fui pra biblioteca. Lá não havia quase ninguém, ela era bem grande. Passei entre as estantes de livros, depois por algumas mesas. Até que vi o Frank sentado numa mesa no canto, lendo alguma coisa.
Me sentei ao seu lado. - Eu não me atrasei né?! - Não, você ta na hora –Frank fechou o livro que estava lendo, e tirou da sua bolsa o livro de matemática. Eu fiquei olhando pra ele. –Você não vai fazer nada não?- A sim, vou. –tirando meu livro da mochila.- Bom, você faz esses exercícios aqui –me mostrando quais eram –e se você tiver duvida me avisa. Ele abriu seu caderno, e começou a faze-los, eu fiz o mesmo.Nossos olhos se encontravam, e frank fazia questão de sempre desviar o olha. Eu me perdia naqueles olhos, havia alguma coisa triste neles. Sua pele tava pálida como nunca, sua franja caia sobre seus olhos, o que fazia com que eu me incomodasse. - Gerard, você já terminou? – Frank continuava olhando pro seu caderno e resolvendo seus problemas de matemática. –Ei Gerard, acorda. Eu não conseguia prestar atenção em nada, que na fosse nele, e na sua franja que tanto me incomodava. - Hãn? O que? –“acordei”-Você não tava prestando atenção em nada né?!- “Nada” seria prestar atenção nos exercícios de matemática?- Sim, seria, mais você não estava prestando atenção. –Frank me olhava serio.- Posso fazer uma coisa?- Pode, claro. Puis a mão no seu rosto de leve, Frank se assustou e se afastou um pouco. - Calma, eu só vou por sua Franja pra lá, ela estava me incomodando. –tirando sua franja de seu olho.- É...obrigada. Ele ficou levemente corado, eu sorri ao vê-lo assim. - Eu to vermelho né?! – ele pois a mão nas suas bochechas como se quisesse esconde-las.- Muito vermelho. Ele riu envergonhado, nós nos olhamos de novo, e de novo eu me perdi naqueles olhos, que agora não demonstravam mais tristeza, e sim felicidade. - Nossa, que milagre, você não foi grosso comigo...- Não estrague o momento Gerard.- Desculpe.- Agora Gerard....- Me chame de Ge por favor.- Okay, Ge, eu tenho que ir, você faz os exercícios em casa? –Frank havia se levantado.- Eu faço, mais você me empresta seu caderno? Sabe, pra mim corrigir depois.- Claro. Ele fechou seu caderno, e me entregou. Nossas mãos se tocaram, e nós nos olhamos de novo. Ele era frio, muito frio. Ele tirou sua mão rápido e se virou de costas pra mim. Eu peguei o caderno e me levantei, e falei baixinho no seu ouvido:- Não precisa ter medo de mim Frankie. Ele se virou, fazendo com que nossas bocas ficassem muito próximas uma da outra. Eu fui chegando perto para beija-lo, mais ele tirou o rosto e falou no meu ouvido:- Eu não tenho medo de você em si, mais do que você possa fazer.- Você nem imagina do que eu sou capaz.- Depois disso, eu imagino qualquer coisa. –Ele pois sua mochila nas suas costas, e começou a andar em direção a saída, eu o olhei sair, até que não consegui o ver mais. -Ei você. –Me virei pra ver quem era, eu fiquei surpreso por ser o Mikey.- O que você ta fazendo aqui Michael?- Vim ver vocês dois ué, creio que agora pouco você quase beijou o Frank, deveria ter o agarrado a força, ia ser mais legal. –Mikei sorria pra mim.- Então você ficou nos olhando o tempo todo?- Uhum, dês de que vocês chegaram aqui, eu segui vocês.- Você não deveria ter vindo aqui. E claro que eu não iria agarrar o Frank a força. Mais porque você acha tão interessante ficar perguntando, e olhando nós dois?- Por nada não.... –Ele havia parado de sorrir, e agora estava serio.- Vamos Michael, me conte, eu te conheço muito bem e sei que você ta me escondendo alguma coisa. –eu disse pondo a mão no seu rosto e o virando pra mim.- Não é nada Ge, juro!- Okay, não precisa me contar, mais você me conhece, e sabe que eu vou descubrir...- Se você não descobriu até hoje, nunca vai descobrir –disse ele baixinho..- O que você disse?- Nada não, vamos pra casa, eu estou com fome.- Mais não tem nada pra fazer em casa... –fazendo bico.- A, nós arranjamos alguma coisa pra faze. Nós podemos nadar, jogar vídeo game.- Você é uma eterna criança Mikey... –rindo.- Eu sei que você me ama....- Te amo mesmo. Apesar de todas as brigas que nós tínhamos, eu amava ele. Não tinha como não amar, ele sempre me ajudou em tudo. Ele só anda meio estranho ultimamente.... Nós saímos da biblioteca ainda rindo e conversando...era difícil nós estarmos normais um com o outro, geralmente nós estávamos sempre brigando ou gritando um com o outro.
Eu o peguei pela cintura, e ele passou seu braço em volta do meus pescoço, e nós fomos andando. Passamos pelos corredores vazios da escola, onde só haviam as moças que limpavam.Nós saímos, estava um tempo de chuva, um céu escuro, iria chover a qualquer momento. - Melhor nós irmos logo Ge, se não vai chover –ele ainda estava com o braço em volta do meu pescoço, e o meu em volta da sua cintura.- Então vamos... Começamos a andar mais rápido. Nós vimos um grupo de meninos dentados numa das mesas da escola. - Olha, como os irmãos se amam –um dos meninos disse se levantando e vindo em nossa direção- Você viu sugar, pena que você não tem um irmão lindo desses pra dar uns “pegas” as vezes. –Mikey disse, sim, eu fiquei assustado. Ele geralmente era muito tímido.- A, então vocês se pegam as vezes?- Claro, confie em mim, se você tivesse um irmão desses, você faria o mesmo. - Que nojo.....- Você que é um homofobico nojento.... –disse ele com cara de novo pro garoto.- Como?? –ele se aproximava cada vez mais do Mikey, até que levantou a mão pra bater nele. Eu a segurei.- Você definitivamente não vai bater no meu irmão....- A não?? Quem vai me impedir?- Eu.... –segurando com mais força a mão dele. Eu soltei sua mão e dei um soco nele. Ele foi pra trás, automaticamente, os amigos dele vieram pra cima de mim. Tinha uns cinco lá, eu só me lembro de ter caído, e alguns deles começaram a chutar minha barriga.Horas depois eu acordei no hospital. - Graças a deus ele acordou. –Minha mãe tinha se levantado, e feio até mim, e me deu um beijo na testa.- O que aconteceu mãe? –esfregando meus olhos pra tentar desembasá-los, o que piorou, porque eles iam ficando cada vez mais embasados, fazendo com que eu não conseguisse ver direito.- Você não se lembra? –eu fiz um sinal negativo com a cabeça –pois bem, pelo que seu irmão me contou, uns meninos tentaram bater no Mikey, e você o defendeu.- Mais ele ta bem?- Ó Gerard, ele ta ótimo, você tem que se preocupar com você e não com ele.- Mais eu to bem?- A, até que ta sim, só vai ter que passar a noite aqui, você tem que ficar em observação, olha, você ta todo machucado. –ela pegou um espelho pequeno, e me deu, eu me olhei. Tinha cortes por todo o meu rosto.- Credo, eu to horrível. –pondo as mãos nos meus machucados.- É isso que dá briga com os outros.- Mais, mãe, eu tinha que defende ele.- É, você ta certo....mais tem uma pessoa que veio te ver...- Quem? Alguém bate na porta... - Pode entrar –minha mãe diz.... Ele entra todo envergonhado no quarto. Era o Frank...Ele vindo me visitar?? Ele deve ta doente. - Eu vou deixar vocês sozinhos.- Brigada mãe. Ela saiu, e ele se sentou na cadeira do lado da minha cama. - Eu fiquei preocupado com você... –ele tentava se ajeitar ma cadeira.- Nossa, você vindo me visitar, você nem gosta de mim.- Eu não gosto, mais me preocupo.... Nós dois ficamos quietos, o fato dele não gostar de mim me deixava triste. E ele percebeu isso. - A Ge, eu não quis dizer que eu não gosto de você, porque eu até que gosto. –Ele, envergonhado.- Não tem problema Frankie, não sou eu que vou te obrigar a gostar de mim.- Você é legal Ge. Bom, eu tenho que ir, tenho que fazer umas coisas agora, passei aqui só pra te ver, já que eu tinha que vir no hospital mesmo. Se cuida ai hein?! –ele me deu um beijo no rosto, e saiu. “ O que será que ele veio fazer no hospital?”
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