I Was Feeling Epic - O final que queríamos

4 Página 4: o confronto (o reinado do inferno)


Pov Caroline

No dia seguinte... Às 9 horas da manhã... Na mansão Salvatore... Na sala de jantar... Estava Caroline a refletir enquanto era aquecida pelas chamas da pequena chaminé e o chá feito pela Bonnie, o que a fez pensar no que faria se morresse e o que faria se vivesse, pois naquele momento ambas opções eram uma possibilidade, mas as suas filhas... O que seria delas? Estariam correndo perigo? Não que Alaric não fosse um bom pai, mas o mundo era perigoso como ela bem conhecera e ficou com medo delas terem um destino trágico se tudo desse errado.

— Caroline. – disse Stefan a tirando de seus devaneios.

— Stefan, eu... – respirou fundo Caroline pensando no quanto tinha afeição por ele, mas estava confusa sobre tanta coisa que queria deixar certos assuntos para quando tudo fosse resolvido. – Precisamos conversar.

— Você quer adiar o casamento? – perguntou Stefan ao ler a sua expressão que ele conhecia muito bem pelo tempo de amizade, que embora ficasse triste por ainda sentir algo por ela, acabou refletindo sobre deixar as coisas se resolverem e ao ter notado um olhar dela em Klaus, mas o deixando feliz por ele ser um homem que proporcionaria felicidade a ela. – Não ficarei com raiva de você, ainda podemos ser amigos.

— Eu realmente tentei, mas é tanta coisa acontecendo e eu precisava ser franca com você. – confessou Caroline aliviada ao ver que não importa o que aconteça, Stefan sempre estaria ao seu lado e também por querer focar total em um conflito maior. – Quando quiser a minha ajuda, estarei aqui.

— Eu também, você é uma das pessoas que mais me importo nesse mundo. – sorriu Stefan ao abraça-la para confortar ambos diante de tantos conflitos. – Vou querer um pouco desse chá.

— Está ótimo, Bonnie é incrível. – sorriu Caroline ao se deleitar do cheiro que a fazia se sentir livre que ela chegou a pensar que poderia ser pelo dom da amiga. – Só tome cuidado. – o deu um olhar preocupado que fez Stefan voltar com os pensamentos a mil.

— Irei, ela não me engana mais. – disse Stefan em estado de alerta, embora com raiva de si mesmo por ainda ver um lado bom nela, mas que era enganado mais uma vez pelo instinto egoísta dela.

Pov Bonnie

No quarto de hóspedes... Estava Bonnie a ler o livro de bruxaria das Bennetts e, logo em seguida, a começar a treinar olhando para a janela que tinha o som e uma parte da natureza, ainda que rasa, para focar em um contrafeitiço poderoso que visava destruir até o feitiço mais mortífero da face da humanidade. De início ela fez um feitiço forte para lesioná-la, depois contrabateu, pensando nos ensinamentos que aprendeu com a sua avó de que deveria por a sua vida nisso. Porém, falhou miseravelmente, a deixando mais aflita e com um pouco de desânimo.

— Não seja muito razão, minha querida, foque um pouco na sua alma. – disse o fantasma da sua avó, a deixando surpresa e quase a chorar de emoção.

— Eu tento de tudo, mas sou um fracasso pra nossa família. – retrucou Bonnie com melancolia ao se lembrar da morte dela e de Enzo, as pessoas que ela passou os melhores momentos de sua vida.

— Você é uma Bennett. – afirmou ela segurando com ternura e firmeza as mãos da neta. – Foque nas nossas lutas e no quanto a sua alma ama as coisas que quer proteger. Somos uma fênix que ressurge a cada geração e cada batalha, somos as Bennetts. – piscou para ela, que a fez recuperar um pouco o fôlego.

— Vou tentar, vovó. – disse Bonnie quase a chorar de nostalgia ao se lembrar de quando a sua avó a contava histórias sobre suas ancestrais em batalhas contra diversos seres naturais das trevas, e nas palavras de Damon de que ela era “uma bruxa mais poderosa do que muitos ali”, além das palavras de incentivo do seu amado, Enzo, “eu acredito em você”, o que a fez pensar em fazer do sacrifício das pessoas que estima não serem em vão e dar orgulho a elas. – Eu vou.

— Agora vá e salve a nossa cidade. – deu um riso orgulhoso ao ver no quanto a sua neta insegura havia se tornado numa heroína destemida.

Focando toda a sua mente e a sua alma, Bonnie pensou nas lições que aprendeu com todas as pessoas que ama, mas que morreram até as que ainda estão vivas, lições de força, coragem, e sobretudo, amor.

— Phasmatus. – murmurou antes de soltar um enorme escudo que a protegeu de seu feitiço ígneo quando veio tentar consumi-la, mesmo com medo e o pensamento de que poderia não dar certo, Bonnie pensou no quanto deveria lutar até que morresse com todas as suas forças por aqueles que ama. – Eu consegui. – murmurou quase a chorar de alegria pela tamanha força que vinha de si mesma e ao lembrar das palavras de sua avó sobre a fênix que eram as Bennetts.

Pov Damon

Na varanda da casa do lado de fora... Estava Damon a olhar para o vento e o sol que batiam em seus cabelos, o fazendo se lembrar quando era um vampiro sanguinário que só se importava com os prazeres da vida até os momentos em que recuperou o seu lado inocente perdido com Elena, não só com ela, mas com Stefan que fora o seu companheiro e protetor embora demorasse a admitir, e por ele estaria disposto a ir até o inferno para a sua felicidade.

— Damon. – disse Elena se juntando a ele em um estufado em que ele estava sentado. – Estou orgulhosa de você.

— Fico pensando no quanto você e o Stefan aguentaram por mim, eu sou um bosta. – riu Damon ao se lembrar da teoria bruxa dos opostos que se curavam, e como ainda não se sentia merecedor de ambos. – Bonnie merece um prêmio por ser minha amiga apesar de querer me matar algumas vezes.

— Stefan ficará bem e você também, estamos juntos nessa. – segurou a mão dele e deitou no seu ombro, tanto para confortá-lo diante de tanto medo de perder algo que ama quanto o medo que ela mesma estava sentindo, não pela morte, mas por saber que eles poderiam sofrer com a sua partida.

— E quando tudo acabar. – disse Damon sentindo o conforto e energia humana que Elena transmitia em seus dias mais sombrios. – Iremos ter dois filhos e uma casa que nem naqueles contos bregas. – pensou na possibilidade de tomar uma cura e ter uma vida normal ao lado dela, sem mais sangue e imortalidade solitária.

— Sim. – disse Elena com uma mistura de dúvida com esperança, tentando ter forças para o confronto que poderia custar a sua vida. – Iremos.

Pov Matt

Às 9 horas da noite... Estava Mystic Falls em um silêncio quase absoluto quase se escutando apenas os barulhos dos ventos noturnos e os vagalumes, ou seja, eram poucos os elementos que ainda iluminavam a cidade. Pois Matt estava em uma roupa de xerife na linha de partida da cidade a auxiliar todos os habitantes que nela habitavam, embora com compulsão vampírica por parte do Klaus que Matt tanto rejeitava, naquele contexto era de uma grande ajuda para salvar o lugar que se importa, ou ao menos o máximo que pudesse, o que o deixou menos tenso e com um pressentimento de que talvez uma parte boa sobreviveria ao grande evento, mas ainda aflito pelos seus amigos.

— Está fazendo um bom trabalho. Queria ser como você. – lamentou Vick ao ver como foi covarde todos os anos, enquanto o seu irmão sofria tanto quanto ela.

— Arranjaremos um jeito para todos. – disse Matt sentindo uma nostalgia que o deu um forte sentimento motivacional contra aqueles que quisessem ceifar vidas inocentes da cidade, e por isso seria responsabilidade dele manter todas elas.

Pov Klaus

Enquanto isso... Na Mansão dos Salvatores... Estava Klaus a pegar armas contra seres naturais enviadas por Elijah, que fora impedido por Rebekah por conta do Klaus achar que poderia não sair vivo dessa missão, pois embora ainda estimasse a imortalidade para não desistir de tudo que lutou, queria se tornar o herói que Hope se orgulharia em ter, diferente dele que não teve um bom pai, queria ser um pai que nunca teve.

— Está pronto? – perguntou Caroline com uma blusa de manga comprida azul escura e calça jeans preta. – É a hora.

— “Para sempre e sempre”. – disse o mantra dos seus irmãos que o dava coragem e um pouco de sanidade, mesmo com altos e baixos. – E o Stefan? – perguntou pois ainda se preocupava com o velho amigo, ainda mais pela Caroline o amar e ser amada por ele.

— Foi com a Elena para o covil da demônio. – respondeu Caroline não escondendo a aflição que sentia ao imaginar coisas acontecendo com eles, por isso precisava fazer alguma coisa. – Eu preciso ir.

— E se você morrer? Eu deveria te ajudar nisso. – disse preocupado segurando os braços dela e com o forte sentimento de ser um herói que as pessoas que se importava mereciam, ainda mais ao se lembrar das palavras de Damon de ser um miserável que valesse a pena.

— Quero que saiba que estou grata, e por isso... – tentou dizer Caroline antes de beijá-lo como forma de gratidão e admiração por se tornar um homem melhor e ajudá-la nesse momento tenso, além do fato de desconfiar dos sentimentos confusos de Stefan, estando livre.

— Vamos. – sorriu Klaus de leve antes de ver Damon os encarando com o olhar “pronto pra atacar”.

— Enquanto os pombinhos estão se divertindo, o meu carro está a espera. – ironizou Damon ao ver no quanto o híbrido alfa que o criticava havia se tornado um homem clichê que o dava nojo.

Minutos depois, ambos entraram no carro de Damon em direção a Mystic Falls High School para dar suporte aos companheiros de “lado”, para o grande confronto que iria começar como a noite obscura e fria.

Pov Katherine

Às 10 horas da noite... Dentro da Mystic Falls High School extensa e com ecos de passos duros... Estava Katherine pelos corredores da escola, vestida com uma blusa de renda vermelha e mangas compridas, acompanhadas com uma calça jeans preta, além do batom vermelha para acompanhar o grande evento. O evento de tocar os três sinos do inferno, para destruir todos aqueles que a negaram a felicidade e liberdade que tanto lutou para ter depois de anos tormentosos, pois já sofrera demais e merecia ter a sua vingança para amenizar a sua perda. Isso incluía até o Stefan, mesmo que ela ainda sentisse algo por ele, tinha a consciência de que Stefan nunca a amaria e a mataria sem pensar duas vezes, logo não merecia as suas lágrimas ou sacrifícios de amor.

— Vocês me negaram a felicidade, agora irão queimar. – disse Katherine em voz alta como se já estivesse sentindo o gosto da vingança.

Porém, antes que Katherine tocasse o sino que estava dentro de um armário que ela quebrou em questão de segundos, ouviu um grito de longe que ela reconheceu muito bem.

Pov Elena

Estava Elena vestida com uma blusa de manga comprida e vermelha cor do vinho, acompanhada de uma calça jeans preta, que apesar de simplória, o seu foco era em proteger aqueles que ama mesmo que a custasse a própria vida, mas era o mínimo que poderia fazer por eles depois de tanto sofrimento que passaram por ela e em suas vidas turbulentas.

— Deixe-os, Katherine. Destrua a mim se quiser. – gritou Elena se aproximando dela sem receio e com vontade de estrangular a garganta dela depois de tudo que Katherine fez.

— Agora a chorona resolveu se alertar pra vida, estou surpresa. – riu de ironia antes de levar um soco da Elena. – Isso vai ser mais interessante do que eu esperava. – mesmo gemendo de dor, arregaçou as mangas e tirou os saltos.

Não demorou muito tempo até que ambas duelassem corpo a corpo, começando com Elena levando uns socos de Katherine, fazendo Katherine rir de deboche, mas que fosse chutada por Elena na sua força mais intensa.

— Você poderia ter uma vida, poderia ter um amor, se quisesse deixar o egoísmo de lado. – disse Elena tentando distrai-la enquanto Stefan se aproximava do local para destruir o sino.

— O único amor seguro é o meu por mim mesma. – retrucou Katherine a golpeando mais forte que a derrubou no chão. – O amor nos torna fracos, aprendi isso da pior maneira possível. – a chutou com amargura por ter sido usada sem chances de conserto, quando no fundo queria ter tudo o que Elena sempre teve.

— Se Stefan te amasse e te pedisse perdão... O trocaria pelo poder? – disse Elena em um tom alto em meio aos gemidos de dor, antes que Katherine olhasse para trás e desconfiasse do plano.

— O que está falando? Ele nunca me amou e nunca me amaria. Por isso homens não valem nada, agora o poder sim. – deu um riso de ironia ao pensar no quanto fora trouxa quando poderia ter uma vida luxuosa e livre sem pessoas para atrapalhá-la.

— E se ele mudasse de ideia? – perguntou Elena enquanto Stefan se aproximava do sino, logo em seguida notou o olhar de Katherine escondia uma vulnerabilidade por trás de tanta soberba e amargura. – Damon mudou por mim. Por que você não?

— Porque ele é um idiota sem inteligência. – riu Katherine ao pensar no quanto a idiotice de ambos faziam eles combinarem.

— Você pode ficar viva e ter tudo o que sempre quis, a minha vida. – disse Elena notando o riso forçado dela e os olhos querendo lagrimar, possivelmente escondendo uma mulher ainda machucada por ter perdido as pessoas que ama para uma tragédia, incluindo a filha, e a necessidade de ser amada mesmo que fingisse que não. – Somos parecidas. – disse não só para que Stefan se aproximasse mais do sino, mas também com um leve sentimento de identificação do quanto ambas eram parecidas em muitas coisas, embora Katherine fosse muito orgulhosa para admitir isso.

Pov Stefan

Estava Stefan vestido com camiseta branca de manga comprida e jeans azul escuro vendo o estado estático de Katherine que ele conhecia bem quando ela tentava esconder alguma fraqueza do oponente, em parte por ter sido vítima de algumas tragédias e manipulações em seus quinhentos anos de solidão, Stefan voltou a sentir um pouco de empatia por ela e até um certo carinho, de protegê-la de todos os seus demônios do passado como fazia quando dormiam juntos.

— Eu vou morrer mesmo, então que seja. – tentou Katherine se fazer de durona, ainda mais ao ver Stefan que ela desconfiava que estava a observando o tempo todo e com o seu olhar empático e inocente que ela tanto amava. – Vamos destruir essas coisas logo, parem de lerdeza! – apontou para o sino com um pouco de impaciência.

Aliviados, ainda que desconfiados de que algo poderia acontecer, Stefan se juntou a elas para pegar o sino e destrui-lo com uma tesoura mágica que Katherine tinha.

— Vai precisar disso. – Katherine deu a ele a tesoura forjada pelo fogo infernal.

— Não sei como poderei te agradecer, Katherine. – deu um riso de gratidão antes de pegar a tesoura.

Porém, quando ambos iam comemorar a vitória, foram surpreendidos por uma escuridão total que aos poucos revelou um homem vestido todo de preto com cabelos e olhos pretos como o local.

— Achou que se livrariam de mim? – riu Kai ao se aproximar deles e usar os seus poderes para arremessá-los para longe. – Pelo visto o meu feitiço não foi o suficiente, mas tenho algo melhor. – riu ao pensar no seu gosto por vingança por terem impedido os seus planos de se tornar um bruxo poderoso. – E você se quer deixar o seu trono por causa de seu sentimentalismo, eu posso fazer o favor de ficar com ele por você, esperava mais da vadia lendária. – fitou Katherine com deboche e se virou para Stefan que numa velocidade o tentou agredir, mas foi impedido por ele. – Você acha mesmo que pode me impedir? – tocou o sino com deleite, ainda mais ao ver o desespero no olhar de todos.

— Não vai destruir ninguém. – disse Stefan se aproximando dele para estaqueá-lo, mas que com a magia de Kai ela voltasse para a direção do seu coração, o fazendo suspirar ao imaginar a morte chegando e tentando imaginar uma possível vitória de todos reunidos contra Kai.

Todavia, quando abriu os olhos, fora surpreendido por Katherine que havia levado a estaca mortal no coração em seu lugar, deixando Stefan com uma mistura de sentimentos que ele em poucos momentos de sua mente racional, não soube decifrar com tamanhas emoções do momento, e Kai com um forte sentimento de vitória e vingança antes de sair do local para cumprir o seu desejo de se tornar mais poderoso do que já era.

— Adeus. – riu de ironia Kai ao se lembrar de quando fora morto com um conspiração coletiva contra ele de todos eles, mas que o jogo viraria com todos eles pagando caro pelo o que fizeram.

— Eu vou chamar o Damon. – disse Elena pegando o celular enquanto tentava se manter sã, mesmo com vontade de chorar intensamente.

— Então esse foi o fim de nossa história de amor. – murmurou Katherine tocando pela última vez o rosto angelical de Stefan, o que a fez lagrimar de felicidade ao ver o seu rosto preocupado e com afeição por ela que Katherine tanto sonhara durante todos esses anos, não apenas isso, como ao sentir os lábios dele nos seus com ternura e cuidado antes que Katherine desse o seu último suspiro e adormecesse.

— Tudo bem, Stefan? – perguntou Elena preocupada ao ver o estado emocional de Stefan, mesmo ele tentando se recompor para ser uma fortaleza para todos.

— Vamos mandar Kai para o inferno. – olhou Stefan com um forte sentimento de justiça e força para proteger todos aqueles que ama ainda vivos, mesmo que isso o fizesse morrer, morreria épico.