I Want You With Me

10 Good mourning /Goodbay


Notas iniciais
Eu quero agradecer pelo quão vocês estão sendo compreensivos comigo e todo o meu drama nessa fic. Esse capitulo contém termos médicos dos quais eu tenho conhecimento zero (ou o que entendi assistindo Grey's Anatomy). Espero que gostem..
Boa leitura.

“De acordo com Elisabeth Kubler-Ross, quando estamos morrendo, ou sofremos uma perda catastrófica, passamos por 5 estágios de luto. Passamos pela negação. A perda é tão inconcebível que não acreditamos nela. Ficamos bravos com todo mundo. Bravos com os sobreviventes, bravos conosco, e então barganhamos. Nós suplicamos, imploramos, oferecemos tudo o que temos, oferecemos nossas almas, em troca de apenas mais um dia. Quando a barganha falha, e a raiva é demais para persistir, ficamos deprimidos, desesperados, até que finalmente aceitamos que todo o possível foi feito, e desistimos. Desistimos e tentamos aceitar.
[…]

–Grey’s Anatomy


“O dicionário define luto como um sofrimento mental ou stress por aflição ou perda, sofrimento agudo, arrependimento doloroso. Como cirurgiões, como cientistas, somos ensinados a aprender e confiar nos livros, em definições, em definitivos. Mas na vida, definições estritas raramente são válidas. Na vida, o luto pode ser várias coisas que atenuem o sofrimento
[...]

–Grey’s Anatomy

Quinn tentou acalmar Santana dizendo que tudo ia terminar bem. Mesmo não entendendo a ligação da latina com, o fato de uma descarga elétrica atingir Sam. Depois de um tempo Quinn decidiu que o melhor era sedá-la e assim foi feito. Com a amiga internada a médica foi atrás de informações sobre o estado de Sam.

Q:Você pode me dizer o que encontrou Dra.Jones? –a outra médica estava ainda na sala de cirurgia. O Evans estava com o abdômen aberto ainda.

M.J:Eu estou trabalhando ainda. Vou precisar de mais tempo e outra cirurgia amanhã... –a loira a interrompeu.

Q:Mas ele precisa que eu faça minha mágica, lembra? Eu tenho que examiná-lo Mercedes ou ele pode ficar sem movimentos, nas pernas e nos braços. –Mercedes olhou para a galeria, que era o lugar de onde a loira observava o trabalho da sua ex-monitora.

M.J:Quinn Fabray, o que eu ensinei a você sobre prioridades? O paciente não terá chance alguma de fazer qualquer coisa. Do que adianta braços e pernas se ele estiver morto? Sam teve duas paradas enquanto eu o operava. Ele está em estado crítico, pancreatite aguda, abscesso abdominal, abscesso pélvico, diverticulite, perfuração intestinal e aderências. Isso requer tempo e cuidados. Então não, você não vai examiná-lo. Ele vai para o UTI cirúrgico e voltará amanhã para essa sala, sob meus cuidados. –com esse relatório a neurocirurgiã sabia que provavelmente Sam não sobreviveria, seria um milagre se isso acontecesse.

O tumulto de mais cedo havia se acalmado. A tempestade deixou rastros de destruição pela cidade e na vida de muitas pessoas. Pelos corredores familiares se consolavam, uns perderam parentes, outros perderam bens matérias, pessoas perderam membros ... tinha uma garotinha que chorava pelo cão perdido. No meio de tanta gente sofrendo pelas suas perdas. Quinn percebeu que a perda dela tinha sido dias antes da tempestade. Rachel estava viva e ela podia recuperá-la. Para lutarmos contra um vicio precisamos admiti-lo, nos declarar dependentes daquilo. Para Quinn recuperar Rachel, ela devia aceitar que á havia perdido.

S:Eu..eu, por que estou com essa roupa ridícula? –indagou uma Lopez muito irritada.

Q:Você estava me assustando, eu precisei fazer isso. É só até o efeito do calmante passar. Como você está se sentindo? Eu acho que você me deve explicações. –Santana se ajeitou na cama, ficando sentada para falar.

S:Eu matei o Sam? –perguntou temerosa.

Q:Por que você faria isso? E como? –a loira não compreendia.

S:Ele está desconfiado que eu e Brittany estamos tendo um caso. Fica me seguindo toda vez que venho ao hospital e ela está aqui...vou falar de hoje, porque você já sabe do resto. Então, eu fui atrás de alguém por causa da dor na minha mão. Fui até a ortopedia e me deram remédios, Brittany estava lá. Conversamos e eu falei que podia dar uma carona pra ela. Esperei a consulta dela e fomos pro meu carro, no estacionamento eu vi ele e Finn de longe. E eu beijei ela, mas me arrependi na hora. Eles são casados e eu deixei isso acontecer, eu deixei ela casar com ele. Então antes que ele fizesse um escândalo entrei no carro e á levei pra casa... –Quinn continuava sem entender.

Q:E o que isso tem com o fato dele ter sido atingido pelo raio? –a médica não via o ponto da morena, nada indicava que ela tinha alguma culpa na história. Talvez a única culpa fosse ter beijado a mulher dele.

S:Ela saiu sem me dizer nada. Eu fiquei um tempo parada na frente do prédio, pensando no que tinha feito. Aí uma pediatra que eu peguei mês passado me viu lá. Ela pediu pra conversar mais não falamos muita coisa. Logo ela estava no meu colo. Sem a blusa e sem calcinha. Por um momento eu olhei pro lado e vi ele vindo até o carro. Teve um barulho e depois ele estava no chão todo sujo de sangue. Finn estava saindo do carro ainda mais foi atingido também. Ele pensou que fosse a Brittany, a pediatra Molly, Megan, Mendy... sei lá. É loira também. Eu provoquei ele. Porque queria que ele sofresse como eu sofri, vendo ele com ela todos esses anos. Mas eu não queria que ele morresse. Ele vai morrer e eu serei uma assassina... –ela voltou a chorar.

Q:Hey calma, foi só um beijo. Você não teve culpa. Eu sei que você não esta bem pra fazer isso...mas você tem que ligar para a Brittany. Você tem que ser forte e parar de falar essa bobagem. Você não tem culpa. –a latina entendeu e pegou o celular da mão da Fabray.

S:Você pode ficar aqui comigo? Eu sei que ele não vai ficar bem, e não diga que vai. Antes de você me drogar, você me disse que ia ficar bem e agora você só disse que a culpa não é minha. –elas ficam uns minutos em silêncio.

Q:A cardiologista me beijou lá no bar.. –disse quebrando o silêncio.

S:A Marley? –a loira fez cara de repulsa.

Q:Não acredito, você e a Marley? –Santana gargalhou.

S:Sim, Marley e eu. –agora as duas gargalharam.

Q:E a Rachel também me beijou. –e o silêncio estava de volta.

Rachel lembrou das palavras da neurocirurgiã sobre Finn enaltecer sua volta ao hospital. O Hudson não parava de falar sobre sua coragem e seu imenso amor. Amor esse que o fez encarar a tempestade e quase ser morto. A morena sabia que ele só voltou ao hospital porque ele estava ferido. Porém não faria mal algum deixá-lo se gabar. Ainda mais depois que Kurt e Blaine chegaram e também estavam ali para ouvi-lo...

F:E foi nesse momento que eu percebi. Eu não posso perder você nuca mais e a vida é tão imprevisível. Vamos oficializar nosso amor. Você aceita se casar com o teu herói? Esse que enfrenta tempestades por você? Aceita ser minha mulher, a senhora Hudson? –os pais da morena chagaram e ficaram emocionados com a cena.

“Na escola de medicina, temos muitas aulas que nos ensinam como combater a morte, e nenhuma que nos ensine a continuar vivendo.”

– Grey’s Anatomy

Notas finais
Espero que fique menos confuso..
Eu quero esclarecer que o plot Brittana neste capitulo era pra ser outro mais mudei de ultima hora. E não ficou como eu queria.
Então é isso.. me crucifiquem pelo pedido de casamento do Finn.
Mas não esqueçam de comentar.

Até o próximo..
XoXoXo