I Want You Just For Me

11 Capítulo 11 - Primeira Briga/ A Garota.


Notas iniciais
Olá pessoas lindas. Estou muito feliz por vocês estarem gostando da fic õ/ sério mesmo :D
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Eu não tenho muita coisa pra falar, só mesmo que hoje eu cheguei em casa com muita vontade de terminar logo esse capítulo e postá-lo pra vocês lerem :DD
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Então, enjoy ^^

Deus sabe o que está se escondendo
Naqueles corações fracos e embriagados
Acho que você beijou as meninas e as fez chorar
Essas rainhas insolentes do infortúnio
Deus sabe o que está se escondendo
Naqueles olhos fracos e fundos
Uma multidão ardente de anjos silenciados
Dando amor e recebendo nada de volta

*

Oh, pessoas ajudam pessoas
E se você tem saudades de casa
Dê-me a mão e eu vou segurá-la
Pessoas ajudam pessoas
Nada vai arrastar você para baixo
Ah, e se eu tivesse um cérebro
Ah, e se eu tivesse um cérebro
Eu seria frio como uma pedra e rico como o tolo
Que rejeitou todos aqueles bons corações

*

Deus sabe o que está se escondendo
Naquele mundo de poucas consequências
Por trás das lágrimas, dentro das mentiras
Mil poentes que morrem lentamente
Deus sabe o que está se escondendo
Naqueles corações fracos e embriagados
Acho que a solidão veio batendo à porta
Ninguém precisa ficar sozinho, oh, cantando

*

Birdy — People Help the People

Eu precisava resolver muitas coisas, sentia-me sufocada. Talvez seja por isso que não acontecia nada na noite anterior. Meus amigos sumiam, meus pais eram ausentes, minha única irmã era ausente e a minha namorada com certeza estava com raiva de mim. A escola já estava desconfiando que eu tenho algo com a Juliana, e eu nem tive tempo de contar para Johnny.

Cheguei cedo na escola, e quem estava lá? Thaíz. Sentei ao seu lado no banco e ficamos conversando.

—Oi. Por que não veio ontem? —Minha gata morreu. -Disse triste. —Wow. Nossa. —É, eu sei. Bem fútil, mas ela era tudo pra mim. —Não, não é fútil. -Falei. —Obrigada. -Sorriu ainda triste. —Mas então, como vai a banda? —Bem. Vai bem. -Fizemos uma pausa por um momento. —Annie, eu queria te perguntar uma coisa. —Diga. —Se não quiser responder, tudo bem. —Fale menina. —Você namora mesmo com a Juliana? -Já imaginava. —Quem te falou isso? —Estão falando.

Juliana me disse que um dia, todos iriam ficar sabendo. As notícias correm rápido, conseguem correr mais do que eu.

Mas já que estavam sabendo... Que saibam.

—Você tem alguma coisa contra? -Perguntei. —Não, claro que não. -Eu não respondi sua pergunta. Mas acho que já deixei bem claro. —Minha amiga vai aparecer aqui na escola hoje. Você fica? -Eu não podería dizer que a Marie queria conhecê-la assim do nada. Desse jeito, Thaíz iria acabar achando que Marie estava de "segundas intenções" com ela. —Fico sim. -Sorriu.

O sorriso de Thaíz era tão lindo.

Vi Johnny chegando e logo fui atrás dele. É agora!

—Johnny! -Gritei. —O que foi? —Eu quero conversar com você. —Sério? —Sério. E não fala assim comigo. -Ele revirou os olhos e cruzou o braços. —Olha, eu estou namorando a Juliana. -Fui direta. Ao ponto. Exato ponto onde eu queria chegar. —Eu já sei. —Johnny, me desculpe por não ter lhe contado. -Fiquei triste. —Olha Annie, eu não estou com raiva de você. —Mas você ficou agindo diferente comigo. —Eu estava chateado com você. Eu sou seu amigo. Você não me contou que era lésbica. Ficou fingindo gostar do Lucas e... —Ei. Eu não disse que era lésbica. Eu disse que estou namorando a Juliana. Isso não faz de mim uma... Lésbica? -Fiquei me perguntando como isso foi acontecer. De atração á namoro! —Ela me atraía, isso eu sei que você já desconfiava. Mas, só me dei conta de que gostava dela, depois que nos beijamos. —VOCÊS SE BEIJARAM? -Não sei porque, mas ele gritou. —Por que você está gritando? -Ele pegou na minha mão e me levou até o corredor das turmas, deixando a Thaíz pra trás. —Me conta tudo. —Ué, não está mais bravo comigo? —Eu disse que estava chateado. Mas, já passou. Só precisava saber por você.

Johnny me fez contar "tudo" pra ele. Mas eu não disse sobre a noite de ontem, na casa dela. Entramos na sala, eu sentei ao lado de Thaíz e ele sentou á minha frente. Pronto, éramos três agora.

Juliana entrou na sala e desfilou até a fileira do meio. Ela não falou comigo e nem fez suas zuações idiotas contra Johnny. Talvez ela nem tivesse me visto ali.

A turma ficou gritando, batendo nas mesas e cadeiras. Thaíz e Johnny por fim ficaram conversando. E eu, apenas a olhar a Juliana. Eu não disfarçava, estava aprendendo a ser cara de pau como ela. Mas é claro, ela sempre vai ser mais cara de pau do que qualquer outra pessoa. Por fim, ela me viu, e se você acha que Juliana mandou um sorriso pra mim, estão enganados. Ela me olhou e voltou sua atenção para seu amigo ao lado.

Fiquei um pouco triste, porque achei que ela iria vir conversar comigo.

Antes de descer para o intervalo, eu á chamei.

—Oi, tudo bem com você? -Perguntei. —Não podia estar pior. —Tá. -Eu sentei emcima da minha mesa. —Então... E sobre ontem, como está? —Bem, fazer o que né. Eu ainda não entendi o por que de você não querer fazer sexo comigo. Ainda acho que meu sex appeal é uma merda. —Juliana, não é isso. Acontece que eu não sou como as outras garotas que você ficou. —Eu sei: "Eu sou diferente delas. Eu não estava pronta e blá blá blá" -Disse imitando uma criancinha falando. Com certeza, ela estava tirando as palavras de minha boca. —Vocês virgens são tão cheias de frescuras. Era só dar uma relaxada.

Eu odiava esse jeito dela.

—Será que dá pra uma vez na vida você falar comigo, como uma pessoa normal? -Gritei —Não, não dá! -Ela cruzou os braços. —Eu sou assim. Talvez tudo o que você ouviu sobre mim, era verdade. -Ela gritou. —Espera, você está com raiva de mim, só porque eu não transei com você ontem? —Na mosca! -Ela bateu as mãos. —Você é muito escrota, sabia. -Fiquei furiosa. —Escrota é você que me deixou cheia de tesão ontem. Sabe o que eu tive que fazer? Eu tive que me masturbar, e isso não tem graça. É muito sem graça quando é você mesma fazendo. —Juliana? —Que foi? Vai dizer que você nunca fez isso? -Ela perambulou pela sala. —Ah, esqueci que você é virgem. —Não fala comigo! -Sai furiosa da sala, disposta á não ter mais que ouvir aquelas coisas.


****

Fui até a biblioteca e lá estava Thaíz. Já que não encontrava Johnny, então fui procurá-la. Ela estava lendo "Hush, Hush", um dos livros que eu mais gosto.

—Oi. -Sussurrei. A biblioteca era um lugar onde não se ouvia nem o som dos mosquitos. Era um silêncio mortal. —Oi. —Então, viu o Johnny por aí? -Ela me olhou sorrindo. —Não. Eu estava aqui dentro. Mas, ele não apareceu por aqui. -Olhou em volta. —Hum... —Então, essa sua amiga. Ela vem mesmo? —Sim. Já deve estar lá fora. —Por que não liga pra ela? —Eu não tenho crédito, e nem ela. -Ri. —Eu te empresto o meu celular. -Ela estendeu seu Nokia Lumia 710. —Obrigada. -Saí da biblioteca e em alguns minutos voltei. —Aqui. -Devolvi o celular. —E ae, ela vem? —Sim. Está a caminho.


****

Na hora da saída, me despedi de Johnny e Thaíz ficou comigo. Juliana não falou comigo, já que eu havia pedido, mas do jeito que ela é, achei que não levaria a serio. Vi quando Marie se aproximou. Ela estava de bermuda jeans clara, uma blusa preta do System Of A Down e o cabelo solto como sempre.

—E ae meninas. -Ela nos comprimentou. —Fala ae, Marie. Essa aqui é a Thaíz, minha colega de turma. -Eu juro que não estou brincando, mas Marie olhou Thaíz de cima á baixo. —Linda! -Ela disse. Thaíz apenas sorriu. —Bem, então, alguém quer ir pra casa agora? -respondemos que não. —Então, vamos dar um rolé.

Notas finais
Uhul finalmente mais um cap.
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O próximo capítulo vai ser "A Garota part 2" ^^ vocês vão amar, eu acho.
Obrigada, comentem e voltem sempre.