I Want You Just For Me
7 Capítulo 7 - O Ensaio
Notas iniciais
Espero que vocês também curtam.
Enjoy ^^
Eu sei o que vocês devem estar se perguntando. "Por que a Annie aceitou o beijo da Juliana?". Pois bem, eu não mencionei antes, mas eu sentia atrações por garotas, "sentia", porque decidi que não iria mais ficar reparando nelas. Eu iria apenas, coloocar toda a minha atenção em garotos. Sempre. Eu insisto em dizer que gosto de homens, mas depois de ontem, eu não sei mais se é realmente isso que eu quero. Afinal, o garoto que eu gosto, é um idiota completo. Ficou com a patricinha da turma e nunca percebeu que eu gosto dele.
Quanto a Juliana?
Ela é uma garota bonita, linda até aos meus olhos. Ela tinha um bom gosto pra música e livro. Talvez ela tenha me encantado e eu não havia percebido.
As vezes a Juliana me irrita só pelo fato dela existir, mas as vezes, ela me deixa muito nervosa. Eu não consigo nem passar perto dela. E sem contar que ela beija muito bem. Eu odeio ter que pensar isso, mas eu acho que estou gostando dela.
****
Cheguei na sala e dei de cara com Thaíz sentada no meu lugar. Talvez ela tivesse pensando que eu não iria pra escola. —Bom dia. -Disse á ela. —Oii. Eu sentei no seu lugar porque achei que você não viria pra escola. —Não, tudo bem. Pode ficar. -Eu estava insegura quanto ao beijo de ontem. Se alguém descobrisse aquilo, eu estava ferrada. —Alguém na sala andou falando de mim? -Perguntei sussurrando. —Não, não. —Que bom. -Fiquei menos tensa. —Então, você vai mesmo hoje lá ver o ensaio? —Sim, claro.
A professora de Espanhol entrou na sala com intenções de encher o quadro com dever. Depois de terminar, ela pediu para que nós escolhêcemos dois alunos para ser representantes da turma. Eu odeio ser candidata á representante, eu sempre achei sem graça e uma perda de tempo pra mim.
Juliana é claro, pediu para que todos votassem nela, e a professora concordou.
—Vai se candidatar? -Thaíz me perguntou. —Eu não. Odeio isso. E você? —Eu não. E mesmo se quisesse, não podería. —Por que? —Porque tem esses compromissos de representantes. As reuniões nos finais de semana, com certeza. E eu não posso porque eu tenho os ensaios da banda. —Ah sim. Entendi.
Depois que terminnou a votação, a professora foi até o quadro para escrever os nomes dos alunos escolhidos para representar a turma.
Ela escreveu: Os alunos responsáveis por representar a turma são -> Juliana e Thaíz!
Thaíz me olhou com interrogação, e eu sem entender nada, olhei novamente para o quadro branco. —Como isso é possível? Eu sou nova aqui. Entrei essa semana. -Coitada, ela estava muito nervosa. —Calma, eu vou falar com a professora.
Gritei pela professora, e tentei informá-la de que havia alguma coisa errada nessa votação.
—Como pode a Thaíz ser escolhida a representante de turma se ninguém á conhece? —Por isso mesmo. Isso quer dizer que a turma acredita nela. —Mas professora, isso não pode acontecer. É muita responsabilidade pra ela. Ela tem uma banda. Tem de ensaiar. —Olha Annie, eu entendo sua preocupação com sua colega de mesa. Mas essa votação foi totalmente democrática. Eu não posso fazer nada. Veja, ela não está sozinha. -Quando olhei novamente para o quadro branco, pude entender o que havia acontecido. Juliana e Thaíz. JULIANA!!!
—Deixa pra lá, Annie. -Disse Thaíz. —Não, eu vou resolver isso. Pode deixar comigo.
****
Na hora da saída, eu me despedi de Thaíz e fiquei esperando a Juliana no ponto que ela pegava ônibus. Assim, eu podería tirar essa história á limpo.
—O que está fazendo aqui? -Ela perguntou quando me viu. —Eu sei que foi idéia sua. —Idéia minha o que? —Eu sei que foi você quem mandou votarem na Thaíz. Você sabia que ela não podería ser representante. Você sabia! -Ela se afastou e ficou sorrindo. —Eu não sei do que você está falando. —Eu sei que você não foi com a cara dela. —Mas que idiota é você, heim. A menina foi tão legal comigo. Por que eu faría uma coisa dessas com ela? —Porque você gosta de mim e tem ciumes quando ela está junto comigo. -Ela começou um riso que parecia não ter fim. As pessoas no ponto estavam nos olhando sem entender nada. —Garota, você acha que é o centro das atenções? Eu com ciumes? HAHAHAHAHA sabe, deixa eu pegar meu ônibus e ir pra minha casa. -Ela ascenou para o motorista e entrou no ônibus.
Eu definitivamente odeio essa garota!
A noite chegou e eu estava no meu quarto procurando uma roupa "descente", quando minha mãe me gritou muito feliz. —Annie!! —O que, mãe? —Seu pai vai me levar pra jantar hoje. -Tá, concordo com a minha mãe de ficar feliz. Meu pai raramente á leva pra sair, principalmente um "jantar". —Que bom. -Gritei do quarto.
Eu estava indecisa entre uma blusa de listrada de manga longa, e uma regata com uma cruz. Eu amava camisetas com cruz. Devo ter umas vinte no guarda-roupa.
Olhei mais uma vez para a blusa de manga longa e a vesti com uma bermuda jeans com detalhes em prata e uma meia-calca rastão. Estava pronta para ver uma banda ensaiando.
Fui para o tal lugar que Thaíz me indicou. Entrei e logo pude reconhecê-la. Ela estava vestindo uma skinny escura, com um all star de cano longo preto. Aquele cabelo rosa em um coque e uma regata picotada branca. —Oi, você veio. -Ela desceu no palco vindo em minha direção. —Sim. Eu estava indecisa quanto a minha roupa... —Eu gostei. Está ótima assim. -Sorriu. —Ah, então tá né. —Vem, deixa eu te apresentar a banda.
Nos aproximamos de um pequeno grupo.
—Galera, essa aqui é a minha amiga Annie. Somos da mesma turma. —Olá Annie. -Responderam em unissómo. —Bem Annie, esse é o meu primo Nicolas. Ele é baixista e vocalista. -Um garoto alto se aproximou de mim, e me deu um abraço em resposta á comprimento. —Esse aqui é o meu irmão e tecladista, Bruno. -Outro abraço. —Essa é a minha amiga Ana, baterista. -Ela não se aproximou. Acho que não gostou de mim. —E eu. Guitarrista da banda. -Sorriu. —E qual o nome da banda? -Eu perguntei. —The Six Years. —Que manero. -Falei. —Sim. Agora vamos começar o ensaio, antes que a Ana dê um troço. -Riram. —Eu escutei! -Cantarolou a menina.
Thaíz subiu ao palco e plugou sua guitarra na caixa amplificadora e começou a introdução de "Playing God". Eu amava essa música do Paramore. Todo o meu corpo vibrou com aquela introdução.
I can't make my own decisions
Or make any with precision
Well, maybe you should tie me up
So I don't go where you don't want me.
Eu avistei uma mesa em frente a palco e me sentei. Fiquei á admirar aquela voz. Quem estava cantando não era Nicolas e nem Ana. Era a Thaíz. Ela tinha uma voz doce, suave e tranquila.
You say that I've been changing
That I'm not just simply aging
Yeah, how could that be logical?
Just keep on cramming ideas down my throat.
You don't have to believe me
But the way I, way I see it
Next time you point a finger
I might have to bend it back
Or break it, break it off
Next time you point a finger
I'll point you to the mirror.
Ela me olhava encantadoramente. Eu acho que estávamos sentindo a música. Uma mulher ruiva passou perto de mim e disse algo como "É, ela sabe cantar. A garota é boa". -Eu sorri. Ela estava certa.
If God's the game that you're playing
Well, we must get more acquainted
Because it has to be so lonely
To be the only one who's holy.
It's just my humble opinion
But it's one that I believe in
You don't deserve a point of view
If the only thing you see is you.
You don't have to believe me
But the way I, way I see it
Next time you point a finger
I might have to bend it back
Or break it, break it off
Next time you point a finger
I'll point you to the mirror.
Lá veio mais uma vez a parte instrumental, e ela e seu primo se juntaram para tocar um de frente para o outro.
This is the last second chance
(I'll point you to the mirror)
I'm half as good as it gets
(I'll point you to the mirror)
I'm on both sides of the fence
(I'll point you to the mirror)
Without a hint of regret
I'll hold you to it.
I know you don't believe me
But the way I, way I see it
Next time you point a finger
I might have to bend it back
Or break it, break it off
Next time you point a finger
I'll point you to the mirror.
Todos que estavam ali, aplaudiram, inclusive eu. Eles se abraçaram e Thaíz me chamou para subir e me juntar á eles.
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