I Want You Just For Me

30 Capítulo 30 - Lembrar e Esquecer.


Notas iniciais
Hey, capítulo final da fic. E ele termina com um suspense aí u.u FINALMENTE! não ficou muito bom não mas é isso u.u

Tudo o que eu queria era apagar da memória tudo aquilo que me fez mal, todos aqueles problemas e as piores fases da minha vida. Queria poder deixa somente momentos bons como este. O momento em que eu sou uma garota feliz, que ama os pais e tem uma namorada. Um alguém que se importa comigo. Um alguém que me irritou no começo, mas que agora só me ama.

Eu gosto de tudo isso. Tenho uma amiga, namorada, pai e mãe. O que mais eu preciso?

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Acordei num sábado lindo. Hoje eu passarei o final de semana todinho na casa da Juliana. Imaginem o que deve acontecer lá, sem a mãe dela por perto?

Levantei, arrumei minha cama, tomei café e fui. Não queria perder mais tempo. Minha mãe e meu pai já sabiam que eu dormiria lá.

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Essa casa já fazia parte de mim. E eu já sabia onde elas guardavam a chave. Entrei fazendo o maior silêncio possível, subi as escadas e entrei em seu quarto. Assim que vi aquele corpo semi coberto, pulei em cima dela.

—Bom dia! -Ela cobriu o rosto. —Juliana, levanta. —Não, Annie. Eu odeio quando alguém me acorda. —Ahh, nem sua namorada? -Pressionei. —Ah, só você mesmo.

Ela levantou chutando tudo o que via pela frente. Não sei como aquele quarto vivia bagunçado. Acho que ela deveria ser um pouco mais organizada.

—Juliana, você já uma menina organizada algum dia? —Eu não sou uma menina. –Gritou do banheiro. —Então, você é um menino? –Ri. —Não!

Ela saiu do banheiro um tanto diferente. Acho que estava com sono. Descemos e fomos para a cozinha. Liguei a televisão e fiquei a encarando na mesa, feito uma zombie.

—Como você está? —Com sono. Como acha que eu estaria? —Ah Juliana. Quer que eu vá embora? —Não, agora que veio, fique. —Mas parece que não gostou nada que eu tivesse vindo pra cá. —Gostar eu gostei. Só não precisava me acordar. —Ah, você vive dormindo, cara. -Não falei mais nada. Isso foi o suficiente para que ela se desculpasse. —Desculpe amor. Você sabe que eu fico mal humorada quando me acordam. -Forçou um sorriso. —Tudo bem. Entendo você. —Mas então, quais são seus planos para hoje? -Ela perguntou. —Bem, achei que você soubesse ou tivesse ideia. Mas pelo visto, não sabe. -Ela fez que sim. —Bem, e se formos ao parque? -Sugeri. —Ainda não fomos? —Não foi bem um parque. Vamos outra vez. —Está bem. Você é quem manda!

Ela levantou da mesa e foi para a pia lavar a louça do café. Depois me abraçou e me deu um selinho.

—Nunca ficarei irritada com você. –Deu um sorriso.

A noite estava se aproximando e sua mãe havia chegado do trabalho. Parecia bem cansada.

—Meninas, vocês ainda estão aqui? —Vamos sair mamãe. Annie e eu decidimos sair hoje. —Ah sim. —Mas e a senhora? Não ia dormir fora? —Eu vou. Mas não agora. -Juliana fechou a cara. —Mas pode ficar tranquila, que assim que vocês chegarem aqui, eu já não estarei mais. —Que bom. -Sorriu.

P.O.V Juliana

Bem, todo mundo que namora adora ter um tempo sozinho com a namorada, certo? E já que a Annie iria passar dois dias aqui comigo, eu queria que fosse apenas nós duas.

E amanhã é o meu aniversário, talvez seja por isso que ela escolheu ficar aqui. Nenhuma das garotas que eu fiquei chegavam a comemorar meu aniversário. Annie é a única, ela é especial.

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Chegamos ao centro da cidade, era um lugar lindo. As luzes deixavam os locais com mais brilho e mais encanto. Quase não passava ônibus e nem carros.

—Nossa, pra onde vamos? -Ela perguntou. —Vamos lanchar ué.

Paramos em um restaurante. Eu já havia reservado uma mesa para nós, então era só chegar, falar com o gerente e pronto.

—Você reservou uma mesa pra nós? Com que dinheiro? —Annie, que horror. Está dizendo que eu não tenho dinheiro? —Não. Só estou perguntando. Se você nem trabalha. —Nossa muito obrigada. —Ah Juliana, eu tenho todo o direito de perguntar né? —Sim. —Mas você ainda não me respondeu. —Minha mãe me deu dinheiro. Na verdade, o namorado dela foi quem reservou. -Ri. —Cara, o namorado da sua mãe fez a reserva pra gente? —Sim. Algum problema? —Coitado cara. Ele não precisa ficar nos bancando. —Que isso, precisa sim. Ele é namorado da minha mãe, está no lugar do meu pai. Nada mais justo que ele fazer o papel completo de pai me dando o que eu quero. -Disse firme! —Ah.

O garçom trouxe nosso prato e devoramos. Depois bebemos um pouco de champanhe e fomos caminhar abraçadas.

—Quem diria hein. Você, uma pessoa boa e meiga, linda e quase perfeita, estaria um dia aqui comigo. Logo eu que sou uma má influência, pervertida, atrevida e lésbica. -Eu quase sussurrei. —É. Pra você ver como são as coisas. -Ela chutou uma pedrinha. —Mas então. Por que você decidiu passar o sábado e o domingo aqui comigo? —Simples. É o mínimo que eu poderia fazer pra ficar perto de você. -Annie dava cada sorriso lindo. —Quer ir pra casa? -Perguntei. —Vamos.

Pegamos um taxi e voltamos pra casa. Rezei muito no caminho para que minha mãe não estivesse lá. E como eu queria, ela não estava.

Entramos e logo Annie subiu para tomar banho, ela estava bem feliz. Eu a esperava na porta e assim que ela saiu a agarrei e a prendi em meus braços.

—Hoje você vai ser só minha! -Sussurrei em seu ouvido. —Se você diz... -Ela respondeu maliciosa. A beijei loucamente e caminhei até a minha cama com ela. O beijo foi ficando cada vez mais rápido, tínhamos vontade uma da outra. Eu desejava aqueles lábios finos, desejava aquele corpo lindo. —Você não sabe o quanto te desejo. –Sussurrei. A abracei novamente, passei a mão por baixo de sua blusa e abri seu sutiã. Logo o tinha em mãos. Próxima etapa: Blusa. Retirei sua blusa mesmo nos beijando.

Nada melhor que beijá-la.

Ela fez o mesmo comigo, retirou meu sutiã e minha camisa, jogou de lado e ficamos sentadas, com nossas bocas totalmente ocupadas. Ela foi dando alguns selinhos para parar o beijo e sorriu pra mim, em seguida abriu o zíper da minha calça. —Safadinha. -Falei. Ela riu apenas e continuou na sua ação. Retiramos toda a nossa roupa, ficamos apenas com a parte baixa da peça íntima.

—Juliana, eu quero ir primeiro. -Ela disse sorrindo. —Por mim, tudo numa boa. -Sorri maroto. Deitei e relaxei. Ela foi beijando as minhas coxas e massageando com a mão a minha perna. Logo foi subindo até que ela chegou à minha intimidade, eu me contorcia com cada beijo seu. Ela agora começou a fazer uns movimentos com a língua, e eu ia à loucura, definitivamente. —Isso... -Falei entre gemidos. Depois repeti o mesmo, porém nela.

Assim foi nossa noite, nosso sábado. Transamos muito e quando por fim cansamos fomos dormir.

Na manhã seguinte levantei e senti um vazio ao meu lado, ainda de olhos fechados passei a mão por toda a cama à procura de outro corpo que não fosse o meu. Rapidamente abri os olhos e ela não estava ali.

Dei um pulo da cama e fui ao banheiro, também nenhum sinal da Annie. Vesti uma camiseta e desci a escada. Sem vestígios dela. Parei e pensei que ela tivesse saído de fininho para deixar tudo ainda mais sexy.

Procurei me acalmar e ir tomar um banho. Hoje é meu aniversário, acho que ela está preparando alguma surpresa pra mim. Fiquei sentada no sofá esperando algum telefonema, mas nem as moscas faziam barulho naquela casa.

P.O.V Annie

Ontem foi tudo muito perfeito, Juliana e eu fomos á vários lugares e o que eu mais gostei foi o shopping. E hoje sendo seu aniversário, sai mais cedo para lhe comprar um presente bem especial.

Eu sei que os presentes “normais” ela jamais aceitaria, até porque é uma garota muito fresca, não de um modo ruim, mas ela exige muito.

Fui até uma galeria de rock e comprei uma camisa de sua banda favorita e voltei pra casa. Ela não estava então seria o momento certo para fazer um bolo bem bonitinho.

Tudo estava pronto quando ela entrou pela porta. Toda a surpresa estava na cozinha. Ela foi até onde eu estava e ficou muito feliz quando eu dei um pulo envolvendo-a em um abraço de urso.

—Eu achei que tivesse esquecido. -Ela disse. —Claro que não sua bobinha. E eu tenho uma surpresa pra você, espera que eu vou ali pegar.

Subi a escada e entrei em seu quarto pra pegar a camisa que comprei, quando meu celular vibrou em cima da mesa do computador. Era mensagem e não era qualquer uma. Número desconhecido.

“Hey Annie, a Thaíz está aqui no Rio de Janeiro, e se você quiser falar com ela, tem até o final desse mês.”

Notas finais
É isso minha gente. E ah, entendam a Thaíz tem que aparecer, porque o objetivo dessa fic não é só a Juliana. E eu resolvi dar continuidade nessa fic, porém falando sobre o POV Thaíz.
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Entenderam?
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Até a próxima :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!