I Want You Just For Me
3 Capítulo 3 - Aproximação/Sonho
Notas iniciais
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Estou amando escrever essa fic, porque ela é beem parecida com o "real" da história.
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Então, aproveitem para ler mais.
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Enjoy ^^
Cheguei na escola já a procura de Johnny, que pode ser reconhecido logo, á uns passos.
—Bom dia. —Bom dia não, um ótimo dia. -Eu disse sorrindo. —Nossa, o que houve? O Lucas finalmente te beijou? -Antes mesmo que eu pudesse responder, Lucas chega. —Bom dia, bom dia. -Ele apertou a mão do Johnny. Veio em minha direção e me abraçou, beijou os dois lados do me rosto e ao mesmo tempo no abraço, senti uma de suas mãos, passear pelo meu cabelo. Na mesma hora, meu corpo todo estremeceu. Aquilo foi bom. —Bom dia. -Minha voz falhou.
Tocou o sinal e entramos. Despedi-me de meus amigos, e subi com Johnny para a sala.
—Então, não vai me contar o motivo da sua alegria? —Sim. Nós vamos no Norte Shopping. -Falei feliz. —Espera ae. Nós? Nós quem? —Eu e você. —Como assim nós? Garota, você pirou? Minha mãe nunca vai me deixar ir. —Eu sei, mas ela não precisa saber que você vai. Pode dizer que você estará na minha casa fazendo um trabalho. —Annie,não rola. —Ahh Jo. Por favor. É a Rafaella Vieira. -Insisti. —Ai meu Deus! Tudo bem. Eu vou, mas não vou ficar até dez horas da noite. —Sim, sim. Tudo bem.
Fiquei muito feliz com isso. Eu iria comprar meu livro para autografá-lo. Enquanto estava conversando com Johnny, vi Juliana entrar na sala. Ela me lançou um olhar estranho. Fiquei com medo.
—O que foi isso? -Johnny perguntou. —Não sei. —Cara, só faltou ela virar o pescoço como a mulher do exorcista. -Riu. Ela sentou na fileira ao nosso lado, e me olhava quase sempre. Eu já estava começando a ficar incomodada com aquilo. —Professor, posso ir ao banheiro? -Inventei uma desculpa. —Volte em três minutos.
Sai e fui até o banheiro. Eu estava com fone bem alto. Lavei as mãos e vi Juliana através do espelho. Ela passou o braço por cima do meu ombro, fazendo meu corpo todo formigar. —Quer que eu pegue? -Perguntei vendo que ela estava praticamente subindo em cima de mim. —Ah, seria bom né. -Falou com sarcársmo. Peguei um pedaço de papel para ela, e a entreguei. —Obrigada! -Ela entrou em uma das portas, e eu aproveitei e sai dali.
Voltei pra sala e olhei Lucas, rapidamente só pra saber onde ele estava, mas desisti quando uma das patricinhas beijou aquela linda boca.
—Nossa, nem voltamos direito das férias e o Lucas já está de agarramento com alguém. -Johnny comentou como se eu não tivesse presenciado a cena. —Tédio. -Cantarolei. Percebi que a loira tornava á me olhar. Até mesmo o garoto que estava ao lado dela, passou á me olhar. —Droga! -Praguejei. —O que foi? —Nada. -Sim, era tudo. Ela me olhava e aquilo me incomodava. Ela nem disfarçava, era muito cara de pau.
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Eu estava prestes á perguntar qual era a dela. Mas mudei de idéia, só de pensar que ela queria me agarrar, assim como fez com aquela loira no corredor.
O sinal para o intervalo bateu e eu não queria descer, já Johnny, tinha que ver suas amigas.
Todo mundo desceu e eu fiquei na sala. O espetor do corredor não veio para o Colégio, então, eu podería até roubar se quisesse, mas essa não era minha praia.
Eu estava concentrada lendo meu livro, quando ela entrou entdiada. Sentou-se em seu lugar e abriu um livro. "Nossa, ela também gosta de ler", pensei.
—"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." -Ela citou uma frase de William Shakespeare num tom que eu pudesse ouvir. Eu fiquei atônita ao ouvir aquilo. Foi um tipo de indireta? Que tipo de pessoa citaria uma frase de William Shakespeare nessa sala? Quando olhei para o lado, vi que ela me olhava, uma vez e outra. Voltei a atenção para o livro que eu lia.
—Está lendo o que? -Ela veio e sentou em cima da minha mesa, com seus pés balançando. —Garotas de Vidro. -Fiz uma pausa. —E você? —Eu estou lendo A Cabana. -E citando W.Shakespeare? Pensei. —Hum... O que está achando do livro? -Perguntei. —É legal. Sabe, eu gosto de livros assim. —Assim como? —Assim, como A Cabana. -Acho que ela se irritou e saiu da mesa, voltando para a sua mesa.
Johnny voltou para a sala e sentou ao meu lado.
—Por que você não quis descer? Você não imagina o que perdeu lá em baixo. -Disse ele todo dramático. —Fale o que houve. -Ele olhou pra trás e viu que Juliana estava "concentrada" lendo, e sussurrou. —Lucas brigou com a garota que beijou ele aqui na sala. -Eu me senti sem ação. Olhei para Juliana que já havia fechado o livro. —Como assim? Por que? —Não sei. Mas isso é um bom sinal pra você. —É! -Concordei com ele. Logo os alunos voltaram para as salas.
Não tivemos o ultimo tempo de aula, e então fomos liberados.
Eu estava começando a imaginar que Lucas seria o cara pra mim. Com certeza ele era o garoto com quem eu gostaría de me deitar todas as noites e preparar café todas as manhãs. Tudo tão clichê, mas eu o queria.
Fui pra casa pensando nele, porque eu gostava dele, de mais ninguém. Peguei o ônibus.
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Á noite eu estava terminando de ler meu livro, mas o sono falou mais alto. Apaguei o abajur, e fechei os olhos.
"Eu estava na sala de aula, mas não havia mais ninguém lá, somente eu e uma loira. Eu estava sentada na cadeira sem mesa, com uma mini-saia roxa, mas a saia era tão mini, mas tão mini, que toda a minha roupa íntima, ficava á amostra. E uma blusa social amarrada na frente, com um decote enorme. Parecia esses animes pervertidos. Meu cabelo estava solto e havia uma fita crepe evitando que eu gritasse ou falasse algo.
A loira estava com uma roupa social de professor, e um óculos de grau de armadura vermelha. Ela se aproximou de mim e sussurrou em meu ouvido: "Não vou desistir de você!"
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