I Want You Just For Me

27 Capítulo 27 - Quando a Saudade Aperta.


Notas iniciais
Hey, olá minhas lindas que eu amo tanto õ/
Hoje acordei com uma vontade de escrever, e depois de ouvir mil vezes "When I Was Your Man" do Bruno Mars, acabei escrevendo um capítulo meio triste ou sei lá o que. Em fim, agora sim, tenho a certeza de que a fic está terminando ^^
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Obrigada por estar acompanhando a fic até hj ^^
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Enjoy

Bem, sei que foi muito mais que errado sair de casa daquele jeito, ainda mais sair pra nunca mais voltar. Mas pensem bem, eu sou uma adolescente, e adolescentes fazem loucuras. Uma coisa que eu nunca farei é: Usar drogas! Isso pra mim é o suicidio. Não quero me viciar em nada além da Juliana.

Eu não a vi chegar da escola porque tinha ligado pra Marina, ela faltou o curso e foi me encontrar em uma praça que ficava em outro bairro.

—Sua doida, estou morrendo de saudades de perturbar você, sabia? -Ela disse. —Ah, eu também. E como você está? —Eu estou bem, mas já você... está ferrada! -Engoli seco. —Por que? —Seus pais malucos colocaram a policia atrás de você. —O que? Eu achei que eles não iriam sentir minha falta. Por que eles fizeram isso? —Porque você sumiu. Você fugiu de casa. —Ah droga. E agora? —Pois é. Você não pensou nisso antes. —Droga, droga! -Praguejei. —Mais que merda! —Annie, eu só acho que você deveria voltar. —Não! Eu não volto mais. —Annie, e se eles se desculparem? —Eles não vão aceitar, Nina. Não vão. —Você não sabe. Tu conseguiu o que queria. Queria que eles se importassem com você e que eles se sentissem culpados. Você conseguiu. Agora acho que está na hora de voltar pra casa. —Eu já disse que não volto. —Você acha que a sua sogra vai te aguentar por muito tempo? Vai te aguentar mais tempo que nossos pais? —Claro que vai. Ela é super legal. Ela gosta da minha presença. E ah, como sabe que eu estou morando lá? —Annie, você não tinha lugar pra ir. Na casa da Marie você não iria estar porque nossos pais iriam direto lá, procurar você.

Marina estava certa do que falava? Será mesmo que a mãe da Juliana não me aguentaria? Mas também acho que não seria uma boa idéia voltar pra casa.

—Ouça o que eles tem pra falar. Por favor! Não deixe que as coisas piorem. -Ela me olhava triste, realmente sentia minha falta. —Amanhã eu passo lá. Mas vou logo avisando que se eles começarem a me tratar mal, eu nunca mais se quer, volto aqui. —Nem pra me ver? —Nem pra ver você.

Nos despedimos e eu voltei pra casa da Juliana. Pensando naquilo que a minha irmã havia me falado. Chegando, encontrei Srtª Vivian, ou melhor, Vivian sentada no sofá vendo um filme qualquer.

—Olá, pensei que iria trabalhar hoje. —Não querida, hoje estou de folga. —Hum... —Onde estava? —Fui ver minha irmã. —E como foi? —Não sei, acho que fiquei feliz em vê-la, mas ela começou a dizer coisas como... -Parei e tive que fazer uma pergunta. —Vivian, você cansaria da minha presença aqui na sua casa? —Claro que não. Você é muito bem vinda aqui. —Obrigada. —Mas por que a pergunta? —Estou pensando em voltar. —Voltar? Pra casa? —É. Meus pais colocaram a policia atrás de mim. —Nossa, mas já? —Isso quer dizer que eles se importam comigo. —Olha Annie, deixa eu te falar uma coisa. -Ela fez sinal para que eu sentasse ao seu lado.

—Os pais podem bater, xingar, brigar... Mas no fundo eles sempre vão amar você. No seu caso, eles só queriam o bem pra você. Nós, pais da "era" antiga, fomos educados diferente. Na nossa época, nenhum pai e mãe queria que seu filho fosse gay, doente ou sei lá o que. Eles sabiam que se isso acontecesse, iriamos sofrer, as pessoas iriam tratar mal. Pelo ao menos é o que minha mãe carrasca sempre dizia. No fundo, ela me amava. Eu fiz a mesma coisa que você quando tinha 11 anos. Eu fugi de casa pra morar com uma garota que tinha 15. Nós eramos apenas amigas, mas foi nessa parada de fugir, que acabamos nos envolvendo. Daí, dois anos depois fiquei sabendo que minha mãe estava doente e que meu pai estava desempregado. Minha mãe tinha problema no coração e acabou piorando por minha falta, e meu pai, de tanto que faltava ao trabalho procurando por mim. Quando eu apareci em casa, pensei que eles iriam me bater até eu morrer, mas, eles me abraçaram e pediram desculpas. Entenderam que eu era feliz com uma mulher. —E... a sua mãe morreu? —Sim, uma semana depois. —Ah, nossa. —Está vendo. Não podemos tomar decisões quando estamos de cabeça quente. Eu concordo com a sua irmã, sobre você voltar. Mas saiba que, sempre será bem vinda aqui. —Mas, e se eles não me quiserem de volta? Ou se eles continuarem querendo que eu seja "perfeita"? —Não seja perfeita. Não deixe de viver por causa de ninguém. Mas não tome as decisões de cabeça quente. Você vai achar a resposta pra tudo.

Foi muito bom ter aquela conversa com ela, eu nunca havia conversado com a minha mãe, nem meu pai. Eles nunca falaram comigo sobre sexo, amor, riscos na gravidez ou até mesmo se há vida após á morte. Tudo isso eu aprendi sozinha. Pelo ao menos, acho que aprendi.

Juliana chegou e nos encontrou no sofá, estávamos com cara de pensativas, tensas e tristes.

—O que houve aqui? -Ela perguntou. —Nada. Senti sua falta. -Levantei e a abracei. Estava com muita vontade de chorar. Acho que era porque, tentei ser forte todos os anos, evitando cair uma gota de meus olhos. Tudo bem, que as vezes eu fraquejava, mas dobrava a dose "seja forte" depois. —Hum... Minha mãe te bateu? —Não. -Eu ri. —Ata. Já ia dar uma avoadora nela. -Riram. —Annie, vamos sair hoje? —É. Não vai dar, tenho que resolver uma parada. —Que parada? —Juliana, você não vai mesmo querer saber. —Fala. Eu não ligo, seja lá o que for. —Eu vou ver o Bruno. —Quem é Bruno? —Irmão da Thaíz. —O que você vai... Você vai pedir informações sobre ela, não é? —Juh, não fica assim. Por favor. —Tudo bem, vai. Me trocando pela Thaíz novamente. Tudo bem. -Ela saiu da sala subindo a escada. Eu olhei pra trás e fitei a Vivian, que apenas balançou a cabeça.

Peguei meu casaco e sai. Peguei o ônibus e depois soltei, caminhei até onde Thaíz morava e gritei pelo Bruno. Ele abriu a porta.

—O que você faz aqui? Achei que tivesse esquecido da Thaíz! —Achou errado. -Debati. Ele ia fechando a porta quando interrompi. —Eu quero ver a Thaíz! -Ele ficou pensando e minutos depois, saiu pra fora abrindo o portão de acesso a casa. Eu entrei e fiquei na sala.

—O que você quer com a Thaíz? Ela está bem melhor sem noticias sua. —Quem você pensa que está enganando? Eu sei que ela sente minha falta. -Ele sentou no sofá em silêncio, apenas confirmando o que eu disse. —Como ela está? —Ela está bem. —E... E ela já... —Não, Annie. Ela não está namorando. É dificil entender que ela é fiel á você? Ela te ama. Muito mais que a Juliana. —Por favor, não vamos falar da Juliana. —Você sabe que é verdade, né? —Bruno, por favor! —Admita Annie, você sente falta dela, não é como amiga. -Fiz silêncio. —Se não fosse isso, você não ficaria tão próxima dela. Não deixaria que ela se apaixonasse por você. Você feriu o coração da minha irmã. Você matou ela por dentro. —Isso não é verdade! —Claro que é. Você é cega. Nunca percebeu que desde o primeiro dia, ela gostou de você. —Isso não é verdade. A gente nem se falava direito. —O que você sente pela Juliana, é que não é verdade! -Ele levantou e foi até a janela. —Você vai me dar o endereço dela ou não? —Pra que? Pra você fazer a mesma coisa que a sua amiguinha? —Olha, você está sendo muito egoísta, sabia Bruno? Você só fala de mim. Mas a Marie é mais do que apaixonada pela Thaíz, tá?! Poxa vida, amor é uma coisa tão... ataque suicida! Se tem alguém que tem amor verdadeiro por ela, esse alguém é a Marie. E assim como eu sou cega, a Thaíz também é. Agora, você vai me dar o endereço dela, ou eu vou ter que dar um jeito? —Ela vai aparecer aqui semana que vem. —Tudo bem. Eu espero. Tenha uma boa tarde.

Sai com vontade de chutar todas as pedras que estavam no meu caminho. Queria chutar latas e árvores, pessoas e principalmente meu coração idiota.

Procurar a Thaíz ou querer infirmações dela, não fazia de mim, uma pessoa apaixonada. Não mesmo, talvez "atração" fosse a palavra certa, mas não. Nunca tive vontade de ficar com ela. Mas talvez, eu precisasse passar um dia com ela, pra saber qual era a minha, afinal.

Notas finais
Então, estou ouvindo novamente aquela música que eu disse hahaha, e estou pensando sinceramente em escrever algo sobre ela ^^ gentein, essa musica é linda, quem puder ouvir e ler a tradução, tenho certeza de que vão gostar.
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Em fim, é isso aew, Annie tomando decisões de cabeça quente, e ainda tem esse lance da Thaíz, que a propósito, achei que já tinha morrido haha. Mas ah, quem sabe ela não apareça nér :|
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Continuem comentando, cês pararam néer u_u
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Até a proxima ^^