I Want You Just For Me

13 Capítulo 13 - Lésbica e Pervetida


Notas iniciais
Hey postando outro capítulo no mesmo dia ^^
Esse é um de meus favoritos. Espero que gostem.
-
Enjoy ^^

Meu final de semana foi uma merda. Fiquei em casa, em frente á uma tela de 15.6 polegadas, esperando alguém entrar no msn. Mas nenhum sinal.

Larguei o computador e fui tomar um banho. No banheiro, de frente para o espelho, eu fiquei pensando em como eu era feia com esse cabelo e podería dar um tapa no visual. Eu queria me sentir uma garota com dezoito anos. Eu tenho dezoito anos, mas quem me vê, acha que eu tenho quinze ou dezesseis. E eu não sou uma criança. Agora, depois desse banho, eu serei A Annie!

Terminei de tomar meu banho e fui á uma farmácia. Como eu não entendia muito bem sobre que coloração usar, pedi conselhos á uma funcionária dali. Mas só me dei conta de que ela falaría qualquer coisa pra mim comprar logo o produto, depois que ela me fez pegar uma tinta laranja. NUNCA que laranja vai combinar comigo.

Deixei a mulher falando sozinha e fui eu mesma procurar outras cores. Achei uma bem linda, com certeza combinaria comigo. Eu iria deixar o castanho do meu cabelo pra colocar um azul. Não aqueles chamativos. O meu era bem escuro.

Fui direto ao caixa e paguei 30 reais naquela caixa miúda. Que roubo.

Voltei pra casa e fui pintar meu cabelo. Amei o resultado, e espero que minha mãe não me mate.

-Esse foi meu fim de semana.


****

Sim, minha mãe falou muito no meu ouvido por eu ter pintado o cabelo de outra cor, principalmente azul. Mas ou era o laranja tosco e chamativo, ridículo e sem graça. Ou era o azul escuro que mais parecia preto.

Fui pra escola e percebi que todos me olhavam. Com certeza era a cor do cabelo. Ignorei enquanto pude. Vi Thaíz e Johnny conversando e fui até eles.

—O que você fez no cabelo? -Johnny perguntou. —Pintei ué. —Você usou drogas? Só pode. —Por que, está feio? —Não! -Respondeu Thaíz. —Está até mais bonita. -Sorriu. Depois que Marie me disse que Thaíz estaria afim de mim, eu passei a observar todos esses seus sorrisinhos e eleogios. Aproximação e interesses. —Ah, obrigada! -Johnny se virou para ela. —Está... Muito gay! -Ela riu. —Não está não, Johnny. Ela está... Bonita.

Eu vejo Johnny torcer o nariz e percebo que é por causa da aproximação de Juliana. Confesso que já estava com saudades dela. Eu não posso ficar, sem falar com ela. —Vejo vocês na sala.

Já que ela havia passado ao meu lado e não citou uma palavra comigo, á segui e fomos para a sala de aula.

—Já vi que levou mesmo á sério quando eu disse pra não falar mais comigo. -Eu disse. —E vi que você não cumpri com as coisas. —Juliana, desculpa tá. Eu não posso ficar sem falar com você. Admito que errei em ter gritado com você e ter te deixado mal naquela noite... —Olha, só suas desculpas já bastam. Não precisa ficar justificando-nas. -Ela ia saindo da sala quando eu a agarrei pelo braço.

—Espera! -Ela parou com o braço ainda em minha mão. —Eu... —Você? —Eu... Eu quero transar com você. -Meu rosto ficou todo corado ao dizer aquilo. Mas se eu não quisesse perdê-la, deveria deixar de ser tapada e morta. Ela deu uns passos pra tras e virou-se pra mim. —Eu disse que só suas desculpas, bastavam. -E me deu um selinho. —Senti saudades. -Sussurrou.

—O que fez com o cabelo? —Pintei. Você não gostou? —Preferia você natural. —Mas a Thaíz disse que ficou bonito. —Não Annie, com certeza ela não estava falando do seu cabelo. -Até Juliana achava que a Thaíz estava afim de mim? —Eu queria mudar. Me sentia muito sem graça e menininha. —E agora, como se sente? —Agora eu me sinto... Eu mesma. —Ficou bonito. -Ela estava sentada ao meu lado, emcima da mesa.

Fiquei olhando para o meu all star enquanto ela me encarava. Ela foi falando, e mexendo no meu cabelo.

—Sabe, eu teria adorado se tivesse transado com você. —Juh... —Ah Annie. -Ela levantou meu rosto para que eu olhasse pra ela. —Eu realmente gosto de você. Se eu não gostasse, já teria cumido muitas garotas, desde aquela noite. -Riu. —Você é podre. —E você gosta. Eu sei que gosta.

Vimos um aluno qualquer passar no corredor.

—Com quantas virgens você já ficou? -Perguntei tímida. —Verdade, verdadeira? —Sim, verdade, verdadeira. —Bem, contando com você... Umas três. —Nossa. —Que foi? —Achei que tivesse pegado mais. —Virgens dão muito trabalho. —E quantas lésbicas ou bi você já pegou? —Eu só pedo lésbicas. Bissexual, só se for bem, mas, bem bonitinha. —Que seja. Com quantas? —Poucas. —Poucas quanto? —Oito. —Hum... Você parece ser bem nova no ramo de piranhagem. -Eu disse. —Está com ciumes? —Não é ciumes.

Nossa conversa ia bem, até que começaram a subir os alunos. Ela veio sentar ao meu lado e eu fiquei pensando se Thaíz não iria ficar meio sentida com isso.

A aula toda, Juliana ficava pegando na minha mão, ficava me abraçando e eu tentava nem ligar para os olhares na sala. Até que uma certa pessoa se incomodou com isso.

—Hey, será que dá pra vocês duas pararem de ficar fazendo safadeza na sala de aula? Suas lésbicas pervetidas! -Disse Kelly com toda a sua raiva. Juliana para irritá-la mais ainda, me beijou na frente de todos ali. Eu corei. Corei muito. Eles devem ter percebido a minha mudança de cor.

—Se você quiser que eu te beije, é só falar. -Disse Juliana para Kelly. —Eu? Sai dessa sua vagabunda, lésbica. -Juliana se irritou. —Algum problema por eu ser lésbica? —Sim. Você fica poluindo a nossa humanidade. Jesus não criou a mulher pra namorar outra mulher! -Gritou a Kelly. —Mas criou você pra dar a vagina para todos os cachorros da rua!

No mesmo momento Kelly deu um tapa na cara da Juliana, que revidou. Não havia nenhum professor na sala, ou algum inspetor no corredor que pudesse separar aquela briga. Juliana com certeza era bem mais forte que Kelly.

—Você nunca mais irá falar isso novamente- Gritou Kelly ao puxar o cabelo de Juliana. —Vamos ver, sua vagabunda. Piranha! -Juliana deu um tapa na cara da Kelly. Eu não sabia o que fazer. Então desci correndo e chamei o diretor.

—Podem parando com isso garotas! -Elas pararam. Juliana ficava sorrindo debochadamente para Kelly que estava toda descabelada. —Quero as duas na secretaria agora! E vocês, não se atraquem porque o professor vai adiantar o tempo. -Eles sairam da sala e toda aquela aglomeração de alunos na sala, estavam procurando seus lugares de volta.

—Nossa, olha só o que você causou heim. -Disse Johnny. —É!

Thaíz estava um pouco diferente depois que Juliana havia sentado ao meu lado. Sabia que ela estava sentida.

O intervalo chegou e eu fui para a biblioteca. Eu nunca passava o intervalo com Johnny porque ele não era muito fã da biblioteca da escola. Lá novamente, encontrei Thaíz.

—Oi. -Eu disse. —Oi. —Desculpa por aquilo na sala. Juliana por onde passa, sempre causa. —Tudo bem. Já sabia que você era. -Fizemos silêncio por um momento. —Então, quer ir hoje lá no ensaio da banda? Nicolas pediu pra chamar você e ele disse que não aceitaria um "não" como resposta. —Está bem. Mas posso levar a Marie? —Sim, pode. -Ela sorriu. —Então está bem. Espero você lá no bar.

Notas finais
Gostaram, gostaram? Eu amei hehe. E ah, sei que vocês devem estar se perguntando.. "Ué, mas cadê as mentiras?", calma gente, pretendo deixar a fic grande ^^ isso só lá pra frente.