I Want You Back
16 Something happened to James
Com tudo planejado, terminamos de almoçar e voltamos ao escritório. Logan também nos acompanhava e tentava pensar em algo para ajudar. Carlos parecia em pouco apreensivo e eu tentava convencê-lo de que tudo daria certo.
– Logan? – James perguntou quando o viu – O que tá fazendo aqui?
– Vim visitar vocês. – Logan brincou
– Seu olho está melhor Logan? – James perguntou preocupado
– Está melhor sim James, não precisa se preocupar.
– Logan. – Carlos falou – Você não tem que trabalhar?
– Só tenho plantão no hospital á noite. Mas, tô percebendo que você quer que eu vá embora, então tchau.
– Annie. – Carlos chamou – Você pode ir fazer o que a gente combinou.
– Já estou indo. Mas, sei que é pedir demais, mas eu preciso de um carro.
– Use o meu. – Ele me entregou as chaves – Só tente não bater, eu só tenho esse carro.
– Pode deixar.
Liguei o carro do Carlos e fui em direção à casa do James. Meu coração estava acelerado, assim que eu conseguisse todas as provas de que precisava, finalmente veria James cair na real. Quando entrei na rua dele pude ver Tiffany entrando em um carro preto com seu filho no colo. Segui o carro por uns nove quilômetros quando finalmente parou em frente a um prédio antigo em uma das áreas mais pobres da cidade. Tiffany entrou no prédio com o seu filho e logo depois um homem a acompanhou. Infelizmente não consegui ver quem era, mas tive a estranha sensação de que conhecia aquele homem. Eles ficaram lá dentro por umas duas horas até que finalmente saíram e foram de volta para casa do James. Saber que Tiffany traia James não era novidade, eu tinha que arrumar alguma maneira de provar que aquele filho não era do James. Eles entraram na casa do James e eu entrei por trás escondido para ouvir o que eles falavam. Não ouvi nada que pudesse provar alguma coisa, nem ver o rosto do tal amante de Tiffany. Sozinha não ia conseguir fazer nada, não queria fazer isso, mas eu precisava da ajuda do Kendall. Voltei ao escritório e contei ao Carlos tudo que vi.
– Você tem que tentar ver o rosto dele.
– Eu sei, senti como se conhecesse esse homem.
– Estranho. – Ele admitiu
– Eu vou precisar da ajuda do Kendall, não queria, mas vou precisar.
– Como ele poderia ajudar? – Carlos perguntou
– Pensando em algum plano, ele consegue pensar bem e com calma nas coisas. Diferente de nós dois, que agimos por impulso.
– É verdade. – Falou
– Posso entrar? – Kendall abriu a porta
– Claro. – Carlos respondeu – Como vai Kendall?
– Bem. – Ele respondeu com um sorriso – E você Annie?
– Agora que você chegou tô bem melhor. – Ele me deu um beijo
– Kendall. – Carlos o chamou – Vamos precisar da sua ajuda
– Pra que? – Carlos explicou tudo no que nós havíamos pensado – Tem certeza de que querem fazer isso?
– Como assim? – Perguntei
– Sei lá, se ele quer continuar assim, “cego”, nós não devemos nos meter.
– Mas Kendall. – Carlos falou – Ele é nosso amigo, já nos ajudou diversas vezes e eu acho que devemos mostra a ele toda verdade, pra ele voltar a ser o James que a gente conhece.
– Tudo bem, eu ajudo. Vocês querem um plano... Isso vai ser difícil. Precisamos de alguma forma fazer com que ela fale tudo o que fez e faz até hoje.
– Isso é bom. – Falei – Darei um jeito nisso, não se preocupe.
Fui pra casa com Kendall e ele parecia um pouco distante com o que Carlos havia falado James e Kendall sempre foram muito amigos, mas com o passar dos tempos eles acabaram se distanciando.
– Por que está com essa cara Kendall?
– Ainda acho errado espionar a Tiffany.
– Acho que o James tem que finalmente abrir os olhos.
– Se ele ver a verdade vai voltar pra ele? – Perguntou sério
– Claro que não Kendall! Eu disse que quero ficar com você, só com você.
– Desculpe duvidar de você.
– Tudo bem Ken.
– Eu te amo Annie. – Ele me beijou
– Eu também te amo Ken.
DOIS MESES DEPOIS
Dois meses. Todo esse tempo passou e ainda não conseguimos provar para o James que David não é seu filho. Meu namoro com Kendall ia bem e James cada vez falava menos comigo. Isso não me incomodava tanto naquele momento, mas seu olhar sempre conseguia tocar no fundo do meu coração. Carlos fez mais um dos seus jantares na sua casa, mas dessa vez sentia que acabaria diferente.
– É Annie, você sempre diz que vai estar do lado dos seus amigos, mas quando eu preciso de você, foi pra outra pessoa. – Disse provocando
– James, por que eu te daria apoio pra qualquer coisa se você sempre me trata mal?
– Annie, por favor, não provoca. – Carlos e Kendall falaram juntos
– Deixe a falar. Isso só prova que ela nunca me amou de verdade.
– Você tem noção do que você tá falando? Se eu não tivesse te amado não teria te esperado por tanto tempo, mas pelo que parece você continua cego. – James se levantou e foi embora com raiva – Vocês viram isso?
– O que aconteceu com ele? – Logan perguntou – Estava tudo tão bem.
– Deixe-o – Carlos falou – Ele tá estressado.
O jantar continuou, a chuva caia forte lá fora e um clima sombrio tornava a noite mais estranha do que já estava. Depois de certo tempo que James havia indo embora comecei a sentir uma sensação estranha até que sinto uma grande dor de cabeça.
– Você tá bem Annie? – Kendall perguntou
– Aconteceu alguma coisa com James.
– Como assim Annie? – Carlos perguntou
– Aconteceu alguma coisa grave com ele, eu sinto.
– Vamos atrás dele! – Logan disse
Fomos no carro do Carlos atrás de James, não sabia o que tinha acontecido, mas sabia que era algo grave. Na metade do caminho vimos que um acidente com um carro havia acontecido, quando vi que o carro tinha capotado, tentei tirar a possibilidade de ser o James naquele carro, mas era ele e não tinha como negar.
– Carlos... – Falei com as lágrimas escorrendo no rosto
– Logan. – Carlos falou – Chama uma ambulância e leva pro seu hospital.
– Vai ficar tudo bem. – Kendall me consolava – Eu prometo.
– A culpa é toda minha. Se eu não tivesse provocado...
– Annie. Vai ficar tudo bem – Repetiu – Eu prometo.
A ambulância chegou rápida e ver James sendo colocado em uma maca foi a cena que mais doeu em mim. Se ele não se recuperasse eu ia me culpar pelo resto da minha vida. Seguimos a ambulância até o hospital onde o levaram e ficamos um bom tempo sem notícias. A cada minuto meu coração ficava mais apertado e as esperanças diminuíam.
– Notícias. – Logan falou
– Ele tá bem? – Perguntei
– Sim, não foi muito grave. – Ele explicou – O caso dele é estável.
– Graças a Deus.
– Onde ele tá agora? – Carlos perguntou
– Como não é grave ele foi para um quarto. Se você e a Annie quiserem ficar com ele hoje, por mim tudo bem.
– Annie. – Kendall falou – Eu tenho que viajar amanhã, você sabe. Se quiser ficar aqui com o Carlos, tudo bem.
– Confesso que ficarei Kendall.
– Carlos, cuide dela pra mim.
– Claro.
Kendall foi embora e Logan nos levou para o quarto em que James estava. Quando o vi com um aparelho para respirar, desabei, ele também tinha alguns ferimentos. Sentei em uma cadeira ao lado da cama e segurei sua mão. Queria que ele acordasse, queria o ouvir dizendo que me amava e dizer que eu o amava também, mas ao invés disso, a única coisa que escutava era o barulho de monitor cardíaco que era única evidência de que ele ainda estava vivo. Carlos tentava se manter forte para que eu parasse de chorar e encarasse a realidade.
– Annie, é melhor você dormir um pouco. – Carlos sugeriu
– Não, eu não vou dormir até ter certeza de que ele está bem.
– Tá. Eu vou ligar pra Claire e dizer que não precisa ir trabalhar amanhã. – Carlos saiu do quarto
– Jay. – Falei segurando sua mão e com lágrimas no meu rosto – Volta pra mim, por favor, eu quero ver seus lindos olhos de novo. Quero ver o sorriso mais lindo do mundo, quero dizer que te amo, quero ter você ao meu lado o tempo todo, eu quero acordar e ver você ao meu lado. Quero que a gente seja feliz. Quero que você acorde. Por favor.
Carlos entrou e conseguiu me fazer dormir um pouco, mas eu não conseguia, fiquei olhando para James a noite toda, a única coisa que eu queria naquele momento era que ele acordasse.
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