I Want You Back

2 Promises that we will see each other again?


– James, chegamos a sua casa.

– Me leva lá pra dentro. – Falou resmungando

– James, eu acho que você já é grandinho pra precisar de ajuda pra atravessar a rua.

– Eu tô bêbado, por favor, eu só... Eu só quero a minha cama.

– Tá, espera só um pouco. – Saí do carro e o ajudei a sair – Tá machucando?

– Não. Tá tudo bem.

O ajudei a atravessar a rua e chegamos à pequena varanda da entrada da casa – James, cadê a chave?

– No bolso da frente, do lado esquerdo.

– Pra quem tá bêbado você tá conseguindo se lembrar das coisas. – Abri a porta e entramos na grande sala da casa dele – Pronto James, já está em casa.

– Espera... Leva-me lá pra cima, eu não vou conseguir subir essas escadas sozinho.

– James...

– Por favor...

– Tá, se apoia em mim. – Ele se apoiou no meu ombro e subimos a escada – Pra onde é o quarto?

– Não se lembra? A última porta a esquerda. – Chegamos no quarto dele e o deitei na cama – James eu vou embora.

– Promete que a gente vai se ver de novo?

– Você vai voltar a trabalhar a trabalhar com o Carlos, não é?

– Vou sim.

– Então a gente vai ser ver todo dia, mas agora eu preciso ir.

– Tudo bem... Até amanhã então.

Depois que ele disse isso adormeceu e eu fui pra casa, eu tinha que trabalhar de manhã e já era de madrugada. Tudo aquilo foi um pouco demais pra mim, sim eu já tinha visto o James bêbado, mas nunca ouvi falar daquele jeito, dizendo que a vida dele tinha virado um inferno, sabia que era verdade porque sempre que bebe fala a verdade e às vezes conta alguns segredos. Cheguei em casa, tomei um banho e fui dormir, porque sabia que o dia seguinte com o James na sala do lado da minha poderia trazer alguns problemas.

Na manhã seguinte, por incrível que pareça eu não estava cansada e nem com dor de cabeça, olhei no relógio digital na cabeceira da cama: sete e meia da manhã, precisava fazer tudo correndo para não chegar atrasada. Carlos é um bom chefe, mas é sempre bom fazer o que ele pede, eu só o vi irritado uma única vez e posso garantir que não é uma coisa boa. Tomei banho, me vesti, tomei um café bem rápido e saí. Peguei um taxi, mas o trânsito de Los Angeles não ajuda muito, cheguei ao prédio do escritório e Carlos ainda estava abrindo a sala.

– Desculpe se me atrasei.

– Tudo bem, me atrasei hoje também, mas...

Mas o que?

– Bom... Você sabe... Hoje o James volta a trabalhar aqui e isso significa que você vai trabalhar em dobro.

– E vou voltar a ganhar em dobro?

– Vai sim. – Falou rindo – Nunca vi você pensar tanto em dinheiro.

– Carlos eu preciso de um carro, eu gasto muito com taxi.

– Não pensou em mais alguma coisa?

– Não, eu deveria?

– Esquece. Mas, o que aconteceu ontem quando você levou o James pra casa? – Perguntou com um olhar malicioso

– Não aconteceu nada, se é isso que você tá pensando.

– Desculpa, mas ele disse alguma coisa?

– Você sabe que quando ele fica bêbado ele fala a verdade.

– Sim, coisas as vezes que as pessoas não precisam saber.

– É, ele disse que a vida dele virou um inferno desde que nós terminamos e que ele sente a minha falta.

– Nossa! Por essa acho que você não esperava.

– Pois é, que horas ele vem?

– Daqui a pouco ele tá chegando. E Annie, eu preciso do nome de todos os clientes marcados pra hoje e quais são os casos.

– Sim, Sr. Garcia.

O Carlos era um ótimo advogado e muito responsável, foi exatamente em um dia come esse que eu conheci o James.

FLASHBACK

– Annie! – Carlos me chamou na sala dele – Quero que você conheça o meu novo parceiro nesse escritório e amigo, também vai ser seu chefe.

Um homem alto, com cabelos escuros e uma franja sorriu quando me viu. De uma coisa eu tenho certeza, aquele era o sorriso mais bonito do mundo e seus olhos pareciam me hipnotizar.

– Muito prazer, James Diamond. – Ele estendeu a mão e eu o cumprimentei – Espero que a gente se dê bem.

– Também espero.

– Annie, você vai ter que trabalhar mais. – Carlos falou – Agora o seu salário...

– Eu pago o salário dela. – James o interrompeu – Ela vai trabalhar pra nós dois, então vai ganhar de nós dois.

– Sr. Diamond, não é necessário.

– Primeiro: você pode me chamar de James, eu não sou tão velho assim. E segundo: Eu faço questão.

Lembrei disso tudo quando vi James entrando no escritório. Ele ficava tão bonito de terno, passou por mim e foi direto ao escritório do Carlos. O silêncio pairou no ar por um tempo até o Carlos me chamar na sala dele.

– Annie, como você já sabe e James vai voltar a trabalhar conosco.

– Bem – vindo de volta Sr. Diamond.

– Obrigado Annie. – James falou sério

– Bom, vai ser tudo como era antes. James você também vai voltar a pagar o salário dela?

James olhou pra mim com o olhar vazio e respondeu:

– Sim, eu pago também.

– Bom, Annie, a chave da sala dele tá na gaveta da sua mesa, leve o James até lá.

– Sim Sr. Garcia.

Saímos da sala do Carlos e peguei a chave da sala na minha mesa e James me seguia sem dar uma palavra

– Sua sala está do jeito que o senhor deixou.

– Percebi. Annie, eu preciso falar com você, feche a porta.

– O que o senhor deseja? – Falei fechando a porta

– Não precisa dessa formalidade toda, eu quero conversar com você como o James e não como o seu chefe. Quero te agradecer.

– Pelo que exatamente?

– Por ontem você ter me levado pra casa, eu não me lembro de muita coisa, mas foi muito gentil da sua parte.

– Tudo bem, eu... – Quando ei ia terminar a frase Tiffany abriu a porta da sala dele

– O que ela tá fazendo aqui?!

– Tudo bem Sr. Diamond, eu vou lhe passar toda a sua agenda da semana. – Tentei disfarçar

– Muito obrigado Annie, qualquer dúvida eu lhe chamo.

Saí da sala dele e a Tiffany me fuzilando com o olhar, pelo visto a briga iria ser feia, a porta se fechou e por todo o escritório dava pra ouvir tudo o que eles estavam falando.

– O que tá acontecendo lá dentro? – Carlos perguntou

– Tiffani está lá dentro.

– Isso não é bom.

Depois que o Carlos isso, ela saiu pela porta e jogou todas as coisas que estavam em cima da minha mesa no chão e começou a gritar comigo.

– Tudo isso é culpa sua! Se você não tivesse voltado a ver o James ele não estaria desse jeito!

– Cala a sua boca! – Carlos gritou – Você. Não. Tá. Na. Sua. Casa. Eu não quero você gritando com ela!

– Como é que é?

– Ela não é só uma funcionária, também é uma grande amiga, e eu não vou deixar você falar assim com ela. – Ela deus as costas pro Carlos e foi embora – Barraqueira.

– Annie! Desculpa. A culpa é minha. – James falou

– James! Eu não quero mais a sua esposa aqui! Nunca mais! Vocês discutam em casa!

– Desculpa também Carlos. Annie, como eu posso te recompensar?

– Leve-a pra almoçar.

– James, não precisa...

– Precisa! – Carlos me interrompeu – Você sempre almoça muito mal, você merece.

– Então eu te levo Annie.