Notas iniciais
Hey, olha eu aqui de novo :3 Não deu pra revisar, então logo eu arrumo os erros. Só ignorem, ok? ;-;

A sala de aula estava uma bagunça, e quando eu digo uma bagunça, não é uma bagunça, é UMA bagunça. Bolinhas de papel voavam para todos os lados, as universitárias tentavam flertar com caras que por dentro eram gays, e Marley se segurava para não jogar o apagador na cabeça de um ali no meio.

– Como eu ia dizendo ... – Tentou, sem sucesso, recuperar a atenção dos alunos. –

– Como eu ia dizendo ... – Reforçou seguindo de um limpar de garganta, porém nada. –

Ela respirou fundo, e então pensou; O que Kitty faria nessa situação?

– Ô cambada de filho da puta, dá pra prestar atenção!? Eu reprovo todo mundo só de zoas se continuar com essa merda! Vocês tem quantos anos, inferno!? –

E então fez-se silêncio, e a morena respirou fundo, logo voltando a passar o conteúdo da aula no quadro negro.

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A latina respirou fundo e colocou a máscara cirúrgica, logo usando os separadores para deixar a pele de lado, assim ficando com os órgãos internos do paciente expostos. Quinn colocou a iluminária em cima da abertura, e as duas encararam o estômago do homem em seus trinta anos, logo entreolhando-se com caretas de nojo.

– Cara, isso é ... tipo, o estômago dele. – Disse a loira, e a latina revirou os olhos. –

– Eu me formei e também sei disso, não precisava falar. – Respondeu, a careta de nojo evidente mesmo por trás da máscara. –

– Sem querer interromper, doutoras ... mas, nós temos tempo. – Informou um enfermeiro, e as duas assentiram. –

Santana pegou calmamente o bisturi e com cuidado deslizou a ponta fina e afiada por cima do tecido, e Quinn soltou um múrmurro incomodado.

– O que foi? – Indagou a latina, sem tirar os olhos da cirurgia. –

– Aprendeu a fazer isso a onde? Surgeon Simulator? Tá torto. – Disse, revirando os olhos. –

– Tá nada. Agora cala a boca e segura a iluminária. –

Mais alguns procedimentos foram feitos, e depois de acharem a localização do ‘corpo estranho’ ingerido pelo homem, Santana acabou retirando-o de lá.

– Cara, isso tá, tipo, bem lá no fundo mesmo. – A latina então retirou uma tampinha de caneta, e todos os presentes na sala encararam a tampa prensada entre as pontas da pinça. –

– Acho que ele gosta de morder as tampas das canetas quando pensa. – Disse Quinn, dando de ombros. –

– Parabéns, Sherlock, mais um caso consecutivo! – A latina sorriu com sarcásmo, e a loira revirou os olhos. –

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– ... A Primeira Guerra Mundial alterou radicalmente o mapa político, com a derrota dos Império Centrais, inculindo a Áustria-Hungria, Alemanha e o Império Otomano ... Charlotte. – Chamou Blaine pela décima vez, virando-se para os alunos, onde Charlie dormia debruçada em uma das últimas mesas no fundo da sala. –

Chloe deu um tapa na mesa de madeira, e a loira levantou-se num pulo, com os óculos tortos e os olhos levemente vermelhos por conta do sono.

– Por favor, não durma na aula, Fabray. É conteúdo de prova. – Pediu o homem, lembrando-se da época de colegial, onde Quinn era praticamente idêntica a Charlie na sua idade. –

A loira assentiu desengonçadamente e voltou a deitar-se sobre a mesa, e Blaine suspirou, cansado.

...

– Charlie, eu sei que você tem notas ótimas e está entre os melhores da sala, mas demonstre mais interesse. Aquilo vai cair na prova, e eu dúvido muito que você tenha prestado atenção. – Disse Blaine, enquanto saia da sala acompanhando a loira e a ruiva. –

– Tio Blain-professor, eu só preciso assistir a alguns documentários e ler umas matérias sobre os acontecimentos realmente importantes. Memória fotográfica. – Ela bateu o dedo indicador contra sua têmpora, e o homem apenas assentiu. Apesar de fisicamente lembrar Quinn, Charlie com certeza havia desenvolvido o gênio de Rachel. –

– Não se convença tanto, apesar de te conhecer desde quando você era um bebê, eu ainda posso te reprovar. – Ele lançou uma piscadela para a garota loira, antes de sumir entre os alunos no corredor. –

– E-ele ... não vai fazer isso, né? – A loira indagou um tanto preocupada, e a ruiva sorriu abobadamente. –

– Quem sabe? Agora vamos, eu tenho coisas para fazer no Glee Club. – Ela pegou a mão da garota loira, puxando-a pelos corredores até a sala do coral. –

Algumas garotas praticavam enquanto outras apenas jogavam conversa fora sobre seu fim de semana entediante, Aubrey gritava algumas ordens enquanto Emily fingia que escutava, realmente de fones de ouvido e assentindo quando achava que era uma pergunta, e Beca mexia em seu celular enquanto escutava música pelos fones.

– Qual o problema? — Indagou a ruiva assim que chegou ao lado da líder de torcida loira. –

– Ninguém ensaiou a música! Nada, nem uma única palavra! – Ela praticamente gritou, quase ensurdecendo Chloe. –

– Na verdade nós ensaiamos. Só não ficou do jeito que ela queria. – Disse uma garota loira sentada ao fundo, e a ruiva encarou a líder de torcida. –

– Como não? –

– Faltou algo. Então é uma chance de vitória nula. – Respondeu Aubrey, e Chloe franziu o cenho. –

– Bree, pode ser algo inovador! E tudo o que queremos é deixar as lembranças das regionais para trás, não é mesmo? –

– Não se encaixa com o jeito tradicional acapella. –

– Alguém está sendo controladora ... – Emily cantarolou de algum lugar da sala, e as duas encararam-se. –

– Só não está perfeito! –

– Tenho que concordar com a Emily, Aubrey você é muito controladora! – A ruiva aumentou um pouco o tom de voz, e logo as duas iniciaram uma pequena discução. –

– Chega! Chega, calem a boca! – Gritou Amy Gorda. –

– Vocês podem agir como um grupo pelo menos uma vez!? Nós estamos sendo massacradas nas competições porque nunca estamos unidas! Não é isso que ensinam nos desenhos animados? –

Aubrey deu alguns passos para trás, parando no centro da sala.

– Então o problema sou eu? – Ela esbravejou, as palavras saindo quebradas e a voz um tanto sufocada. –

– Não é o que eu estou dizendo! – Concertou a ruiva. –

– Não, não, não, é isso que vocês pensam, não é? Que eu sou idiota! Eu sou a garota obcecada em vencer! –

– Aubrey, você é muito controladora, e isso está acabando com o grupo! – A ruiva rebateu, e a loira semicerrou os olhos. –

– Querem saber? Eu posso perder o controle se eu quiser! Eu posso me soltar! – Sua cara foi se contorcendo, como se estivesse com dor ou algo assim. –

Suas mãos foram parar nos joelhos, enquanto ela fez uma certa cara de ‘sofrência’, antes de novamente, jogar tudo para fora, como fazia quando ficava nervosa. Chloe bateu palmas e fez gestos com as mãos a uma distância segura, praticamente pedindo por mais, enquanto todas as outras garotas corriam do raio de alcance.

– Vamos, se solte! Isso é o melhor que pode fazer!? – Ela gritou para Aubrey. –

– Chlo, não incentiva! – Pediu Charlie do batente da porta. –

– Nós poderiamos ter sido campeãs! – A ruiva ralhou, dando a volta na poça do café da manhã de Aubrey e começando uma perseguição pela líder de torcida, correndo de um lado para o outro na sala do coral. –

– Vem cá sua vadia, perca o controle! – Ela sentou-se sobre a barriga da loira no chão, desferindo tapas a cada frase de ‘incentivação’. –

Estava tudo um caos; Emily e Beca quase desmontavam de rir, uma parte do grupo já estava fora da sala, a outra escondida atrás das cadeiras, enquanto Chloe estapeava Aubrey no chão. Charlie apenas arqueou as sobrancelhas e arrastou-se até onde sua namorada matava a capitã do Glee Clube, e prendeu os braços de Chloe com os seus, puxando-a de cima da líder de torcida.

– Eu ainda não terminei! Estou incentivando! Vamos Aubrey, perca o controle! – Gritou enquanto esperneava lutando para Charlie soltá-la, mas ela tinha apenas 1,63 enquanto a loira tinha 1,70, então basicamente, carregá-la não seria um problema. –

– Sinto informar, mas acho que quem perdeu o controle foi você. – A garota soltou-a, e a ruiva respirou fundo, recompondo-se. –

– Isso ... foi divertido. Espero que tenha entendido tudo, Bree. –

A garota em uniforme de torcida sentou-se e encarou Chloe com os olhos semicerrados. Ela realmente poderia iniciar outra briga, mas estava muito cansada por conta do primeiro round e acabou deixando passar.

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Charlie havia prometido que levaria Chloe para assistir Rachel estrelando Los Miserables, então lá estavam elas com Quinn e os gêmeos. Harmony parecia inspirada, Damian dormia no assento, Quinn acompanhava cada movimento de Rachel, mesmo não entendendo nada, Charlie se orgulhava em silêncio e Chloe ... bem, Chloe estava simplesmente maravilhada. Não era surpresa que Rachel era sua inspiração e até mesmo se a judia estivesse esquecida Chloe continuaria idolatrando-a, mas realmente era cômico de se ver algo assim.

– Oh meu Deus, ela vai cantar On My Own! – Exclamou a ruiva, que mal piscava com medo de perder alguma cena. –

Charlie apenas riu consigo mesma e voltou a atenção para sua mãe em cima do palco.

...

Depois de vários aplausos, todo o elenco se dirigiu aos seus respectivos camarins. Assim que Rachel adentrou a sala com seu nome escrito na porta, deu de cara com Quinn, os filhos e Chloe.

– Aquilo foi tão legal, mamãe! – Disse Harmony, abraçando a cintura da judia, que imediatamente correspondeu o abraço. –

– Você foi ótima! – A loira abraçou-a de lado, beijando-lhe os lábios levemente. –

– Foi da hora. – Damian fez um sinal de ‘joinha’ com as mãos, e Rachel riu, beijando a bochecha do menino. –

– Obrigada, querido. –

– Olha, eu achei que você foi ótima, mas qualquer elogio meu vai ser um nada perto do que ela disser quando sair do estado de choque. – Charlie abraçou Chloe de lado, a ruiva ainda encarava Rachel como se fosse uma presença divina na Terra, ou algo assim. –

Um pouco mais de conversa e logo o celular de Rachel tocou. Imaginando que seria sua mãe, Beth ou Britt, a atriz atendeu o número desconhecido.

– Pai? -

Notas finais
Marley Rose em: Como fazer a sala ficar quieta :v (y) Leroy is back, referências a Pitch Perfect 1, Quinn e Santana com nojinho do estômago dos outros, mais um dia normal e.e