I Wanna be With You. - Segunda Temporada.

5 Capítulo 5 - Day 1: Surviving Without Rachel.


Notas iniciais
Hey, olha eu aqui de novo :3 Então aqui começamos o arco 'Sobrevivendo sem Rachel-Aprendendo a não cuidar de uma criança.' :v

Quinn gemeu ao sentir um certo peso em suas costas. Ela se virou na cama, enquanto mãozinhas apertavam seu rosto.

– Mãe, acorda! – Pediu Charlie, chacoalhando o rosto da mãe loira. –

– Eu já tô acordada ... faz tempo. – Ela murmurou, ainda de olhos fechados. –

– Sei. Vamos, eu tô com fome. – Disse a loirinha sentada sob abdômen de Quinn. –

A loira apenas assentiu e pegou-a no colo, levantando-se da cama.

– Que horas são? – Indagou em meio a um bocejo. –

– Dez e pouco, eu acho. –

A mulher deu de ombros; Ainda estava meio cedo. Se bem que se Rachel estivesse ali, sete da manhã já seria tarde. Quinn colocou Charlie no chão e se dirigiu para o banheiro, fazendo sua higiene matinal.

Assim que ela desceu as escadas até a sala, se deparou Charlie, que estava assistindo algum desenho que lhe fora apresentado pela mãe loira.

– Thundercats? – Indagou a loira, arqueando a sobrancelha. –

– Sim, é bem legal! – A garotinha sorriu infantilmente. –

– É mesmo. – A loira concordou, e se dirigiu para a cozinha. –

Quando ela despejou a terceira fatia de bacon na frigideira, um baque surdo foi escutado, seguido de um choro ligeiramente alto. Oh não. Pouco mais de vinte e quatro horas sem Rachel já era o suficiente para Charlie se quebrar toda?

A loira imediatamente correu para a sala, apenas para encontrar a garotinha loira com a boca ensanguentada enquanto chorava horrores, bem pior do que quando era um bebê, convenhamos.

– C-Char! Char, o que foi? – Indagou ela desesperadamente, colocando a filha sentada no sofá. –

A garotinha silabou algumas palavras enquanto chorava, porém nada entendível.

– Tá ... é ... abra a boca. – Pediu a mãe loira, e a garotinha abriu a boca ensanguentada. –

– Ah ... parece que seu dente caiu. –

Nisso o berreiro aumentou duas vezes mais, com Charlie chorando dizendo que ficaria banguela.

– E-eu não quero ficar banguela, mãe! – A garotinha choramingou. –

– Não vai ficar pra sempre, baby girl .. logo, logo vai ter um dente novinho aí. E também se você colocar o dente de baixo do travesseiro a fada do dente vai te deixar uma moeda, eu acho que é isso ... – Ela sussurrou a última parte mais para si mesma do que para a garotinha. –

– Sério? – Ela indagou, já parecendo um pouco mais animada. –

– Sim! Agora vá no banheiro lavar sua boca e vamos comer, ok? -

– Tá bem ... que cheiro ruim. – Queimado. Algo queimando ali por perto, talvez? Oh, espere ... o bacon! –

Ela correu até a cozinha, onde suas tão preciosas fatias de bacon estavam perto de três tiras de carvão.

– Hm ... Char, quer ir comer no McDonald’s? –

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– Vai mãe! Acerta ela! – Charlie exclamou, escondida atrás do sofá. –

Quinn tentava acertar uma barata voadora com o veneno, mas o único problema era que a loira tinha medo de baratas ... ou qualquer outro inseto voador e nojento.

– C-claro ... – Ela gemeu, tentando parecer o mais ‘máscula’ o possível na frente de sua filha. Tentativa falha, Charlie se segurava para não rir. –

Após alguns jatos de spray, o inseto que causava tanto pânico em Quinn caiu ... em seu ombro. Nisso Charlie só acompanhava sua mãe correndo e gritando de um lado para o outro.

– C-Char, faz alguma coisa! – Ela gritou em pânico. –

Correndo em desespero de um lado para o outro, a loira só foi notar que Charlie havia corrido até o quarto de miniaturas depois que a Espada Justiceira voou em seu rosto. Com um baque surdo a loira caiu no chão, e Charlie entrou em desespero.

– M-mãe?! E-eu te matei?! – Ela caiu de joelhos ao lado de Quinn, que se virou e ficou de frente para a garotinha. –

– Quase ... mas eu acho que aquele demônio alado morreu. – A loira sentou-se no chão, colocando as mãos nas costas doloridas pela queda. –

– Eu não sabia que você tem medo de baratas ... – Ela comentou, arqueando a sobrancelha. –

– E-eu não tenho medo de baratas! São ... elas são ... minha Kriptonita. – A mulher respondeu, cruzando os braços infantilmente. –

– Pensei que a mamãe fosse sua Kriptonita. –

– Também. –

– Você tem duas Kriptonitas? –

A loira viu que aquela conversa só continuaria até perguntas que ela não saberia responder, então ela pegou Charlie nos braços e caminhou até as escadas.

– O que vamos fazer? – Indagou a garota pendurada nos ombros da mãe. –

– Tomar banho, e depois vamos tomar sorvete e assistir Star Wars. –

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A garotinha brincava com seu boneco do Godzilla enquanto Quinn tentava banhá-la, afinal Charlie sempre acabava jogando água para fora da banheira, e no final o banheiro inteiro parecia um parque aquático.

...

Charlie estava deitada sob Quinn, enquanto as duas e empanturravam de sorvete de morango e salgadinhos chips. Quando Shmi Skywalker contou para Qui-Gon Jinn que teve Anakin Skywalker aparentemente sem um pai, Charlie olhou para Quinn e perguntou;

– Mãe, de onde vêm os bebês? – Oh, aquela pergunta. Aquela pergunta que todo pai tem medo de responder e traumatizar seu filho sem querer. –

A loira mordeu o lábio inferior; Ela nunca foi uma boa mentirosa, cá entre nós. Quinn Fabray era uma pessoa levemente ingênua, perdendo apenas para Brittany. Como explicar para uma criança de seis anos de onde vêm sendo que a verdade não poderia ser dita?

– Eles vêm ... das mães deles. – Respondeu nervosamente. –

– E como eles vão parar nas barrigas das mães deles? –

– ... Os pais deles colocam eles lá. – Um ataque interno de pânico estava matando Quinn por dentro. –

– Mas você também é minha mãe ... como eu fui parar na barriga da mamãe? –

– Quando nós erámos mais novas, mamãe e eu brincamos ... sem querer e você foi parar lá, agora vamos assistir o filme. – Charlie arqueou uma sobrancelha e assentiu, voltando a atenção para a televisão. –

Quinn se recuperou da sua pequena parada cardíaca e voltou a atenção para a televisão, rezando para que Charlie esquecesse aquilo. Mas ela não esqueceria, Quinn conhecia a filha que tinha e sabia muito bem que Charlie guardaria aquela pergunta para Rachel quando a judia voltasse, mas diferente dela, a atriz saberia o que responder, então tudo bem.

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Depois de Rachel ligar para dar boa noite e dizer pelo menos vinte vezes que amava cada uma das duas loiras, Quinn colocou Charlie na cama e logo se jogou em sua cama, descansando de um dia tão cansativo que foi aquele sábado.

...

– Mãe? – A garotinha chamou, cutucando Quinn. –

– Hmm ... Char? – A loira perguntou, esfregando os olhos cansados. –

– Sim ... – Respondeu quase que timidamente. –

– O que houve? – Ela sentou-se na cama. –

– Eu tive ... um sonho ruim. Um pesadelo. – A garota respondeu em um tom choroso. –

– Foi só um sonho, vai ficar tudo bem, seja lá o que se passou por essa cabecinha. – Quinn colocou o dedo indicador na testa da filha, que deu um risinho com o gesto. –

– Agora vem cá. – A loira pegou-a nos braços e deitou-a do seu lado, abraçando a garota que tinha seu inseparável Charmander nos braços. –

– Eu te amo, mãe. – Ela sussurrou, enterrando seu rosto no peito da loira. –

– Também te amo, baby girl. – A mulher beijou o topo da cabeça da filha, e logo ambas caíram no sono. –

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Quando Quinn acordou ela estava praticamente sendo expulsa da própria cama; Charile se mexia muito durante a noite, resultando que a garota tomava sozinha o lugar de duas pessoas.

– Onze horas da manhã de um domingo ... ótimo. – Ela murmurou para si mesma, e sentou-se na cama. –

Ela olhou para o lado, observando a garota loira que dormia ali. Como ela cresceu ... ainda lembrava de Charlie quando era um bebê, ainda lembrava do dia que Rachel lhe contou sobre a gravidez quando tinham apenas dezesseis anos, ainda lembrava de quando Charlie nasceu ...

‘Bah, tô parecendo uma velha! Só tenho vinte e dois e me sinto no dobro da idade!’ – Ela praguejou mentalmente. –

Quinn levantou-se, fez a higiene matinal, fez o almoço e Charlie continuava dormindo. Se um meteoro caísse na rua, Charlie não acordaria, era o que Quinn pensava.

– Char? Char, acorde. – A loira cutucou-a nas costas, porém nem um sinal de vida. –

Foi então que uma ideia surgiu na cabeça de Quinn.

...

Se você for uma boa mãe, você acorda seu filho cutucando-o. Se você for uma mãe foda, você acorda seu filho com um balde d’água. Se você for uma mãe Quinn, você acorda seu filho com uma bombinha no quarto.

Rachel reclama que Quinn guardava suas bombinhas e que podia ser perigoso para Charlie, mas a loira e Marley gostavam de explodi-las perto de Santana, ou de ficar jogando estalinho umas nas outras quando não tinham o que fazer, que no caso era sempre que se encontravam nos fins de semana.

Com a bombinha já devidamente colocada no chão e o pavio pegando fogo, a loira fechou a porta e fez a contagem.

Logo uma pequena explosão seguida de um grito pode ser escutada.

– Allahu Akbar. – A loira abriu a porta, encontrando Charlie sentada na cama, mais branca que papel. –

– M-mãe! O chão ... e-explodiu. – Ela sussurrou. –

– Não fui eu. – Ela levantou as mãos em forma de rendição. –

– ... Você explodiu uma bombinha do meu lado! – A garota apontou acusadoramente para a mãe loira. –

– Eu vou contar pra mamãe! – Ela ameaçou e saiu correndo do quarto. –

Quinn riu. Hah, quais as possibilidades dela saber o número de Rachel? ... Oh ... Rachel deixou o número ao lado do telefone!

A loira saiu correndo atrás de Charlie, quase rolando escadas a baixo no processo. Tudo isso apenas para ver a garota loira caminhar até ela com o telefone em mãos e um sorriso estilo Satã Lopez.

– Mamãe quer falar com você. – Quinn engoliu em seco e fisgou o telefone das mãos de Charlie. –

Quando o ‘Lucy Quinn Berry-Fabray!!’ foi escutado, Charlie se contorceu de rir. Santana realmente não era uma boa influência para aquela garota.

Notas finais
É Quinn, você não é a unica que tem medo de demônios alados :v -q Espero que tenham gostado e desculpem qualquer erro ;-;