I Wanna be With You. - Segunda Temporada.

24 Capítulo 23 - Challenge Accepted.


Notas iniciais
Olá! :v Espero que gostem, desculpem qualquer erro e bem ... é isso '-' (y)

Rachel estava sentada ao outro lado da mesa do restaurante luxuoso, dividindo-a com Leroy. Quinn insistiu que queria ir, mas Rachel disse que precisava fazer isso sozinha.

– Então ... você teve mais filhos desde Lima, não é? – Indagou o homem trajando um terno social, e a atriz assentiu. –

– Damian e Harmony. São gêmeos. – Respondeu, sem olhar nos olhos do pai. –

– Quando Charlotte nasceu, você tinha ..? –

– ... Dezesseis. – Saiu em um tom receioso. –

Novamente o silêncio pairou pelo local, só se escutava o barulho dos talheres e as conversas alheias. Nenhum dos dois tinha fome, mas faziam isso apenas para evitar a conversa que esperavam por quase trinta anos.

– Você sabe que eu nunca esquecerei tudo aquilo, não é? Nem eu ou Charlie, minha mãe, Beth ou qualquer um que te conheça. – O homem assentiu, limpando a boca com um guardanapo. –

– E é por isso que precisamos conversar. Eu devo a você um pedido de desculpas de vinte e cinco anos. –

Se Rachel pudesse ser resumida em uma única palavra, seria ela surpresa.

Depois do divórcio de seus pais, foram poucas as vezes que tivera um contato tão íntimo com o pai.

– Desculpe por ser um pai ausente, por não me importar com você, não ter ajudado na sua primeira gravidez e por não te apoiar quando você precisou de mim. –

A morena levou as mãos a boca, abafando os soluços enquanto lágrimas quentes escorriam de seus olhos castanhos. Aquelas palavras traziam lembranças que a machucavam e muito. A falta de um dos pais sempre é questionada na vida de uma criança, e Rachel sempre achou que o problema era ela, que seu pai simplesmente a detestava. No dia em que foi anunciar sua ida para New York e acabou contando para seu pai de Charlie e que na verdade o ‘pai’ de sua filha era outra uma outra mãe, o homem encarou-a com um desgosto tão grande que a judia quis morrer. Mas agora, quase quatorze anos depois, ali estava ele, desculpando-se por isso.

– Não presenciei o seu casamento ou nascimento de seus filhos, mas saiba que eu me arrependo amargamente disto. A verdade é que eu te amo, Rachel. –

Ele acariciou a bochecha morena e limpou as lágrimas do rosto de sua filha.

– Me desculpe, querida. – Ele sussurrou, e a atriz assentiu. –

– Só prometa ser presente, pelo menos dessa vez. – Pediu em meio a soluços. –

– Eu serei. –

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– Certo! Unh ... Harmony, vai lá. Você é a mais nova e a mais fofa, a mamãe não mataria você. – A loira sorriu sem graça, e a garotinha morena cruzou os braços. –

– Não! – Respondeu, e Quinn jogou o olhar para Damian. –

– Nem vem! – O garoto franziu o cenho. –

Charlie fez algum sinal com as mãos que indicava que estava fora, e Quinn bufou frustrada.

– ... Certo, eu vou! –

Os filhos fizeram uma continência levando as mãos as têmporas, e a loira retribuiu o gesto.

– Foi bom servir com vocês. – Ela sussurrou, saindo de trás do sofá. –

A casa estava silênciosa, nenhum movimento era visto. Estava quieto, porém quieto de mais. A loira respirou fundo e pisou no primeiro degráu da escada, porém seus pés pareciam congelados no lugar. Com o pulso forte e a respiração ofegante, ela subiu toda a escada, parando no corredor, tudo ainda muito quieto. Parecia um filme de terror, a música tema de ‘Tubarão’ ecoava em sua cabeça, ficando cada vez mais alta assim que se aproximava de seu próprio quarto.

Na ponta dos pés, ela parou em frente a porta, abrindo-a devagar.

– Rach, amor, como vai? – Indagou com uma falsa alegria, realmente tremendo de medo. –

– Sangrando! – Ela atirou um travesseiro na cara da loira. –

– Você sangra? – Sua vida estava em risco, mas ela realmente não podia perder a oportunidade. –

– Você tá pedindo pra levar um tapa! – A menor jogou-se em cima de Quinn, estapeando-a onde pudesse, mas a loira segurou seus pulsos, deitando-se por cima da pequena sobre a cama. –

– Eu te odeio. – Rachel sussurrou, semicerrando os olhos.

– Eu te amo. – Ela sussurrou no mesmo tom. –

– Se me amasse não teria deixado a toalha em cima da cama. – Agora seus olhos estavam marejados. Os hormônios realmente nunca ficaram do lado de Rachel, seja em dias de TPM ou nos nove meses de gravidez. –

– Sério? Se eu te amasse eu não teria três filhos com você, e já estaria dentro de você se não tivesse sangue onde eu gostaria de entrar. –

– Agora eu te odeio por me lembrar disso. Oh meu Deus, cólica! Pegue um remédio! – Ela contorceu-se sob a loira, que praticamente pulou até a porta. –

– Quer algo? Um chá, talvez? –

– Por favor. –

– Na xícara ou-

– Joga no chão e trás com o rodo, filha da puta! – Ela cortou a loira, falando um pouco mais alto devido a uma pontada forte dentro de si. –

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– Hey, hey, olha ... mas olha disfarçadamente. – Pediu Beca para Emily, encarando em direção a Charlie, que falava com uma mulher loira e realmente bonita em frente ao seu armário. –

– Onde, ali? – A garota mais alta apontou em direção a amiga loira. –

– Não aponta, animal! –

– O que tem? É a Char e uma mulher por aí, grande coisa ... — Disse, olhando em direção a garota de óculos que conversava amigavelmente com a loira um pouco menor que ela. –

– Tem alguma coisa muito errada ... cade a Chloe? – Indagou, e a mais alta deu de ombros. –

– Sei lá. –

Quando as duas pareciam ter encerrado a conversa, a outra loira sussurrou algo no ouvido de Charlie e beijou o rosto da garota que trajava uma camisa xadrez, logo indo em direção oposta das duas. As garotas se entreolharam e quando criaram coragem para ir falar com a amiga, o sinal tocou, e em meio de um mar de alunos perderam Charlie de vista.

– Merda! Nós precisamos fazer algo, a Char não pode fazer isso com a Chloe! Justo quando aquela ruivinha gosta tanto dela! – A garota de 1,50 andava de um lado para o outro, sendo seguida pelo olhar vago e entediado de Emily. –

– Então a Char é falsiane? –

– Quase isso! –

– Então vamos fazer algo? –

– Vamos! –

A mais alta bufou, frustrada. Até escutar Blaine falando sobre Napoleão Bonaparte ou sobre a Primeira Guerra Mundial parecia ser mais divertido que passar o dia inteiro na cola da garota loira.

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Quando não estava com Chloe, Charlie sempre estava com a tal loira. Seja completamente sozinhas no auditório ou andando pelos corredores com toques íntimos de mais para pessoas que acabaram de se conhecer, visitando a sala do Glee Club antes da reunião dos membros ou até mesmo as arquibancadas e o terraço, a quadra e os banheiros. Aquilo estava ficando muito suspeito.

Beca fitava Charlie em uma das ultimas mesas da sala de aula, enquanto Emily apenas moscava encarando o quadro negro.

– Tão calma ... como pode ...? – Indagou para si mesma num sussurro, encarando uma Charlie desatenta do outro lado da sala. –

– Ein? – Emily murmurou, voltando a atenção para a morena baixinha ao seu lado. –

– Dá pra prestar atenção? Tem algo muito importante que precisamos saber aqui, lembra? -

– É sobre ter 100% de certeza que a sra. Wurst era um cara? – Indagou a morena, referindo-se a professora que escrevia algo no quadro negro. –

– Também, mas isso a gente vê depois. Tô falando da Charlie. –

– Ah, é. -

As duas entreolharam-se e logo depois encararam a loira, que ria de algo em seu celular.

– Talvez seja uma conclusão precipitada. As duas não se beijaram e nem fizeram algo realmente suspeito, então não se pode ter certeza, né? – Indagou Emily otimista como sempre, e Beca pareceu refletir um pouco e por fim assentiu derrotada. –

– Só ... vamos ter certeza. –

...

Charlie conversava com Chloe e Aubrey (que haviam feito as pazes após a pequena ‘briga’), Emily lia algum quadrinho indicado por Marley enquanto Beca apenas observava a interação Fabeale, preocupando-se de não ter conclusões precipitadas, afinal ela conhecia as duas desde sempre, e até mesmo antes de serem um casal, demonstravam muito afeto uma pela outra. Charlie não teria coragem de fazer algo assim, ou teria?

Porém, quando a morena foi dizer algo, a loira de antes adentrou a sala e imediatamente todas as Bellas sentaram-se em seus respectivos lugares e Charlie sentou-se em cima do piano, sorrindo para a mulher loira.

– Bem, é sobre ela que eu falei. Essa é minha prima, Cassandra July e eu acho que ela pode ser a ‘diretora’ de vocês. –

– Espera aí, espera aí um minuto ... ‘prima’? – Indagou Emily, trocando olhares com Beca. –

– É. Ela é irmã da Kitty, cunhada da Marley. –

– Olá. – Cassandra sorriu. –

Emily deu de ombros, e logo mudou totalmente o olhar.

– Bem, Cassandra, você é feita de neodímio, oxigênio e sódio? Por quê você é Li-Nd-O-Na. –

– Sério?? – Charlie coçou a cabeça, quase querendo voltar no tempo e emprestar uma camisinha para o pai de Emily. –

– Olha, sinto te dizer que eu sou mais velha que você. Tipo, uns dez anos. E além disso, eu sou uma das poucas pessoas na minha família que é heterosexual. – Em vez de Emily parecer triste ou desapontada, um sorriso estranho surgiu no rosto da garota.

– Eu gosto de desafios. –

– Só ignora ... – Pediu a garota, com o rosto escondido entre as mãos. –

– Vá se foder, Charlie. – Emily murmurou, aproximando-se das loiras e tomando uma das mãos de Cassandra contra a sua. -

– Ela me lembra a Marley. – Disse para a loira, e a garota assentiu vagarosamente. –

– Challenge accepted. – A morena sussurrou para Cassandra. –

Notas finais
Ah, cantada nerd, quem não gosta? Aparentemente a Cassandra não, mas ok :v ... Rachel, você sangra? Vai sangrar.