I Wanna be With You. - Segunda Temporada.
13 Capítulo 13 - I Know I'm a Wolf.
Notas iniciais
Chloe estava sentada no colo de Charlie enquanto as duas compartilhavam um beijo cheio de desejo. As mãos da garota loira percorriam toda a extensão por baixo da camisa da ruiva, que tinha a mão enterrada nos cabelos loiros, segurando a cabeça da mais alta que beijava seu pescoço quase tortuosamente.
Sem muita espera, Charlie abriu de uma vez a camisa xadrez, fazendo os botões voarem para todos os lados do quarto, e dando-lhe a magnífica visão do belo par de seios da ruiva cobertos por um sutiã branco com detalhes vermelhos. Sua mão estava no feixe da roupa íntima quando ...
Peep. Peep. Peep. Uma Charlie descabelada sentou-se na cama de seu quarto, assustando-se com o despertador.
– Porra ... – Resmungou frustrada, voltando a deitar-se e virando de lado. –
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Quinn tinha o olhar preso em Charlie. Sua primogênita estava estranha a dias, sempre parecendo meio triste e distante, e ela, como boa mãe coruja que é, estaria sempre agindo por trás dos panos.
– Eu tô falando, tem alguma coisa muito estranha acontecendo. – A loira sussurrou para Marley, sem tirar os olhos de Charlie, que estava deitada em um dos sofás escutando alguma música em um fone de ouvido. –
– Eu sei. Quer dizer, eu avisei pra Kitty que tenho alergia a camarão e mesmo assim ela me levou a um restaurante de frutos do mar-
– Não é sobre isso que eu tô falando! Eu quis dizer sobre a Charlie. Acho que tem alguma coisa acontecendo e eu não tô sabendo. – A loira cortou-a, e a morena assentiu. –
– Ah, isso. ‘Cê não ficou sabendo que seu clone teve o coração partido? – Indagou Santana, entrando no assunto do nada. –
A loira franziu o cenho e semicerrou os olhos.
– Ahn? –
– Bem, ela descobriu que gosta de uma garota, que depois de dizer que amava sua cópia, pegou uma amiga delas. –
Quinn encarou-a, um brilho assassino surgiu em seu olhar enquanto um sorriso psicopata crescia em seus lábios.
– Nome e endereço. – Ela ordenou, e as duas se entreolharam, perguntando-se mentalmente onde a Quinn fofa e amável havia ido parar. –
– Q-Quinnie, são apenas crianças ... – Santana tentou, sem sucesso, acalmar a amiga loira, que puxou-a pela gola da camiseta, juntado seus rostos e sentindo sua respiração quente. –
– Nome e endereço! – Reforçou, visivelmente irritada. -
– É-é a ruiva. A ruiva! – Gaguejou a latina, e quando Quinn se levantou, Marley segurou-a pelo pulso. –
– Santana tem razão, são apenas crianças. Isso acontece com todo mundo, e você não pode proteger a Charlie sempre. Uma hora ela vai ter que aprender a lidar com a vida sem você ou Rachel por perto. –
Santana não sabia se ficava surpreendia pelo fato de saber que pode ser intimidada por Quinn ou pelo fato de que Marley realmente sabia do que estava falando, agindo como adulta pela primeira vez em dezessete anos de amizade.
– Me chamou, mamá? – Indagou Valerie, trazendo Sugar pela mão. –
– ... Ruivas. – A latina respirou fundo, superando o susto que havia levado com a loira. –
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– O.M. Aca-G! É você mesma! – Uma voz que soou um pouco irritante alcançou o ouvido de Charlie. –
A garota loira pensou que não era com ela e apenas ignorou, tudo isso para uma onda de flash's e gritinhos animados surgirem em suas costas. Ela virou-se, dando de cara com uma garota morena e alta que tinha uma câmera fotográfica em mãos, e um sorriso levemente irritante no rosto.
– O-oi! Quer dizer, olá! – Ela sorriu ainda mais, apertando a mão de Charlie de uma maneira quase obsessiva. –
– ... E aí. – A mais baixa respondeu pausadamente, arqueando uma sobrancelha. –
– S-sou sua fã! Quer dizer, fã da sua mãe! Ah, é! Onde estão meus modos? Sou Emily. – Ela disse tão rápido que a loira demorou para entender o que foi dito. –
– Tá bem ... Emily ... eu sou-
– Eu sei quem você é! – Exclamou a garota. – Charlotte Kara Berry-Fabray, a primogênita de uma das melhores atrizes da Broadway e de uma das melhores médicas da atualidade! –
– É Charlie ... mas tá bom. -
Ok. Um tanto obsessiva. Mas era uma fã, não só de Rachel como aparentemente de toda sua família. Assustador.
– Autografa minha camiseta? – Pediu ela, estendendo uma caneta para Charlie, logo virando-se de costas para a loira. –
A mais baixa franziu o cenho e deu de ombros, logo assinando a camiseta da garota com sua letra tão delicada que nem parecia dela mesma.
– Obrigada! Tipo, muito obrigada! – Charlie encarava-a assustada, porém apenas sorriu de volta. –
– Você faz parte do Glee Club? –
Glee Club. Quem era a líder mesmo? Oh, ah é, Aubrey. Aubrey e ... Chloe.
– Não. – Respondeu quase secamente, lembrando-se da frustração e ao mesmo tempo do sonho tão perfeito que havia tido a algum tempo. –
– Ah, que pena! Eu acho que você canta bem, se o talento for de família. – Charlie revirou os olhos mentalmente. –
– Eu não canto, simples assim. – Ela deu de ombros, e a garota morena pareceu levemente frustrada. –
– Tente fazer um teste para o Glee Club! Eu vou me candidatar. Que horas são? –
Novamente Charlie franziu o cenho com a mudança repentina de assunto, mas deu de ombros.
– São ... quase dez horas. – Respondeu, visualisando o celular. –
Emily pareceu ter levado um choque, e logo saiu correndo, dizendo que estava atrasada. Que garota estranha.
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– Yes, I know i’m a wolf and I’ve been known to bite
But the rest of my pack, I have left them behind
And my teeth may be sharp and I’ve been raised to kill
But the thought of fresh meat, it is making me ill
So, I’m telling you that you’ll be safe with me ... –
Charlie cantarolou baixinho, observando o céu nublado enquanto estava deitada em algumas cadeiras de plástico das arquibancadas.
– Como vai minha loira favorita? –
A garota levantou a cabeça o suficiente apenas para ver Beca para a sua frente com os braços cruzados e um meio sorriso no rosto.
– Como eu pareço? – As duas bateram um high-five. Charlie não podia como não conseguia sentir raiva dela, afinal. –
– Você viu a Chloe? – Droga, não estava ajudando nada na fase de superação. Ótimo. –
– Ela não deveria estar com você? –
– Hm, ela disse que tinha uma coisa pra fazer depois do Glee Club. Pensei que viria te encher o saco. Ela realmente gosta de você. – Respondeu a morena, sentando-se ao lado da loira. –
– E isso não te incomoda? – Indagou a loira, ajustando-se na cadeira. –
– Porque me incomodaria? Nós somos o trio maravilha, ou algo assim ... – Ela deu de ombros. –
– Bem, vocês estão namorando ... certo? –
E então a mais baixa explodiu em risos, deixando a loira mais confusa do que estava antes.
– Nós ..? Acho que você bateu com a cabeça. – E voltou a rir. –
– Ela disse que vocês ... – Respondeu em um fio de voz. –
– ‘Ficar’ e ‘namorar’ são coisas diferentes, esperta. Beijos, mãos bobas ... Já ouviu falar? – Indagou divertida, ainda se recuperando do recente ataque de risos. –
– E-eu ... não acredito ... –
– Hun? O que foi? –
– Chloe está ... disponível? – Indagou, meio receosa. –
– Acho que sim. Não me importa, também. – A mais baixa deu de ombros. –
A loira pôs-se de pé no mesmo segundo, atraindo um olhar confuso de Beca.
– E-eu ... eu tenho uma coisa pra fazer! – E logo saiu correndo, deixando uma Beca bem, bem confusa para trás.
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Charlie correu pelos corredores, trombando uma vez ou outra com alguns alunos e atropelando outros sem querer, até chegar ao velho auditório que não era utilizado havia tempo. Chloe estranhamente gostava de ficar lá, de acordo com ela era uma das coisas mais próximas a arte que havia naquela escola. E realmente, ela estava lá.
A ruiva de vestido azul claro dedilhava algumas notas no piano, enquanto o auditório era preenchido com sua voz melodiosa. Charlie até se amaldiçoou por deixá-la de canto durante esse tempo todo.
– Dear rabbit, my legs are getting weak chasing you
The snow fields wouldn’t seem so big if you knew
That this blood on my teeth, it is far beyond dry
And I’ve captured you once, but I wasn’t quite right
So, I’m telling you that you’ll be safe with me ...-
Ela cantarolou, a mesma música que Charlie havia lhe mostrado a algum tempo. Uma de suas favoritas, aliás.
A loira engoliu em seco; Dessa vez seria diferente. Sem fazer ruído algum, ela aproximou-se do palco e então subiu, parando atrás de Chloe, enquanto segurou gentilmente a ruiva pelos ombros. A garota de olhos azuis se assustou, mas após olhar para cima e deparar-se com Charlie, sua expressão assustada tornou-se um sorriso amigável.
– Char! – O rosto da loira era um nada, nenhuma expressão surgiu dali. –
Enquanto Charlie continuou em silêncio, a ruiva levantou-se, ficando de frente para a mais alta e fitando os olhos de Rachel Berry.
– Eu estava procurando você. – Mas ela foi calada. Por um beijo. –
Um beijo diferente do selinho demorado que tiveram na casa de Aubrey, esse realmente mostrava os sentimentos de Charlie. Chloe sabia muito bem que ela nunca fora insensível, e por trás daquela máscara havia alguém amigável, amável.
Quando Charlie pediu passagem, a ruiva permitiu, e logo as duas línguas exploravam gentilmente suas bocas. Assim que a maldita falta de ar decidiu aparecer, elas se soltaram e logo a loira juntou seus corpos num abraço, enquanto as duas encostavam suas testas, cada uma fitando o par de olhos a sua frente. Charlie não gostava de garotas. Ela gostava de apenas uma garota.
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