I Wanna be With You. - Segunda Temporada.
12 Capítulo 12 - Damn, that hurt.
Notas iniciais
– Você olhou sim! –
– Não olhei não! – Respondeu a loira nervosamente, enquanto corria de Rachel. –
TPM. Preciso explicar mais algam coisa? Bem, naquele mesmo dia, de manhã, Rachel resolveu que queria ir fazer compras, então levou Quinn e os gêmeos. Tudo estava ótimo se não fosse uma maldita latina (que irônicamente lembrava Santana) e seu decote do tamanho do mundo. Quinn realmente não ligou, mas Rachel viu, e se ela viu, quer dizer que Quinn viu também.
– Eu sei que você olhou! – A atriz atirou uma pantufa na cabeça de Quinn, e se a loira não estivesse correndo risco de vida até acharia a situação cômica. –
Ela desceu as escadas rezando para não cair, até encontrar Damian e Harmony assistindo alguma coisa na televisão. Assim que Rachel desceu as escadas, deparou-se com Quinn segurando Damian como um escudo-humano, enquanto o garoto observava tudo muito confuso.
– Você olhou, eu sei que olhou! –
– Olhei não amor, calma! –
– Eu tô calma! – Ela praticamente gritou, e Quinn engoliu em seco. –
A loira foi afastando-se ainda segurando Damian como um escudo-humano, e quando a judia aproximou-se, ela arrastou os filhos em cima de Rachel, deitando-a no sofá enquanto faziam cócegas em suas costelas.
– Tá bom! Tá bom! Para, para! – Implorou a pequena, totalmente suada e vermelha. –
Logo os três pararam, ofegantes. A judia sentou-se no sofá e passou os braços pelo pescoço da mais alta.
– Tá bem, eu te perdôo. Mas você olhou! – A loira apenas revirou os olhos com um sorrisinho bobo e beijou-a. –
– Que nojento! – Damian fez uma cara como se fosse vômitar, e Harmony arqueou as sobrancelhas enquanto franzia o cenho. –
–------------------------------------------------------------------------------
– E então ela me beijou! –
– Ou será que você beijou ela? – Indagou Santana, com um sorriso irritante no rosto. –
– N-não! – Exclamou Charlie, levemente corada. –
– Estava zoando, projeto de Quinn. –
– Hm, mas aliás, porque está falando isso pra nós duas? – Foi a vez de Marley perguntar, após levar o copo de café até a boca. –
– B-bem ... mamãe entenderia que eu estou namorando e sempre ficaria chamando Chloe pra ir lá em casa, e mãe ... bem, acho que ela mataria a Chloe. Fora minhas próprias mães, tias e avós, vocês e tia Britt e tia Kitty são o mais perto de outras figuras maternas que eu tenho. –
As duas se entreolharam e realmente, tiveram de concordar.
– Tá, mas ... qual o problema? Vocês se beijaram, grande coisa! – Disse Marley, apoiando a cabeça nas mãos. –
– É que ... eu não gosto de garotas ... ou garotos. – Respondeu a loira, parecendo meio incerta. –
– Então ... você se considera assexuada, mas sentiu uma pontada ou algo assim quando sua amiga ruiva te beijou? – Perguntou a latina, franzindo o cenho. –
– N-não disse que eu senti alguma coisa! Foi só ... uma experiência nova. – Sua voz saiu um pouco mais alto do que o desejado, enquanto ela corava ligeiramente. –
As duas se entreolharam novamente, com o mesmo sorriso no rosto.
– É, tem razão, loirinha, você não gosta de garotos ou garotas. Você gosta de uma única garota! – Disse sua ‘tia’ latina, e nesse momento a loira queria se enfiar num buraco e nunca mais sair de lá. –
– E-entendam, eu não gosto dela! Foi só um beijo. – Charlie estava tão vermelha quanto um tomate, arrancando risos de Marley. –
– Ai, ai, Charlotte ... sua mãe passou pela mesma coisa quando notou que gostava muito da Hobbit, e nós estávamos lá pra ela naquela época assim como estamos aqui pra você hoje. Acredite, vocês são tão Faberry quanto as próprias Faberry. – A latina sorriu nostálgica. –
– Mas elas são o que? Charloe? – Indagou a morena. –
– Hm ... o sobrenome dela é Beale, né? Pode ser Fabeale. – Respondeu Santana. –
– E-eu não gosto dela! – Disse novamente a loira, chamando a atenção das duas morenas a sua frente. –
– Oh, sim, você gosta. – Responderam em uníssono. Maldita sincronia. –
A garota abaixou a cabeça, tentando se convencer de que não era verdade. Chloe estava um pouquinho feliz de mais, talvez não fossem seus reais sentimentos. O que aconteceria se a loira acabasse se declarando e tudo não passasse de um mal entendido? Como ficaria a amizade depois de uma dessas?
– Talvez. Talvez eu goste dela. – Sussurrou a loira, ainda meio incerta. –
– Então se declare! Um amor platônico pode chegar a doer mais do que um ‘não’. – Disse Marley, e Santana assentiu. –
– E se ela não gostar de mim e nunca mais olhar na minha cara? –
– Garota, você é uma Berry-Fabray. Quem rejeitaria a filha de Rachel Berry com Quinn Fabray? – Brincou a latina, sorridente. –
– Rachel Fabray. – Corrigiu Charlie, como normalmente fazia. –
–----------------------------------------------------------------------------------------
– Eu perdi alguma coisa? – Indagou Aubrey, surgindo ao lado de Charlie enquanto caminhavam pelo corredor. –
– Como? – Perguntou a outra loira, meio confusa. –
– Hm, vamos fingir que você não ficou encarando uma certa ruiva a aula inteira, assexuada. – Disse em tom de brincadeira. –
– Não sei do que você tá falando. –
– Char, só você que acha que engana todo mundo. Geral já notou que você parece ter um certo interesse na foguinho. – A líder de torcia riu, e Charlie revirou os olhos. –
– Não gosto de garotas e nem de garotos, é tão difícil entender isso? –
– Tá bom, acredito. – Disse irônicamente a capitã do Glee Club, antes de pegar na mão da loira e puxá-la pelos corredores, até os vestiários das líderes de torcida, atualmente deserto. –
– Aubrey, o que- Ela foi calada por um beijo. Um selinho rápido, na verdade. –
– E aí? – Indagou a líder de torcida depois de alguns segundos. –
– ... Nada. – Murmurou Charlie. -
– É, você não gosta de garotas. Gosta de uma única garota! –
– Vocês tem que parar de dizer isso pra mim. –
– Vocês? – Ela semicerrou os olhos, arqueando as sobrancelhas. –
– Esquece. O que eu faço, exatamente? – Indagou a mais alta. –
– Se declare. – Respondeu, dando de ombros. –
– Eu vou levar um fora! –
– A garota te beijou por conta própria! –
– Ela bebeu! – Rebateu Charlie. –
– O que, duas gotas? Eu não lembro de ter visto a ruiva bebendo. – Aubrey cruzou os braços, encarando uma Charlie perplexa. –
– Anh? –
– Chloe é hiperativa normalmente, ela não estava bêbada, só estava curtindo. – Respondeu normalmente, observando o queixo da mais alta cair mais a cada palavra. –
– Bom ou mau sinal? – Perguntou após segundos de silêncio. –
– Se declare que você fica sabendo. –
–-----------------------------------------------------------------------------------------------
Tá certo, se declarar não é a coisa mais difícil que existe, né? Bem, Quinn se declarou para Rachel, e apesar da notável diferença entre as duas, estão juntas até hoje e se amam muito ... até de mais, para o gosto de Charlie, mas tudo bem.
– Char! – Chamou Chloe sorridente, acenando para a loira de cima das arquibancadas. –
Ela olhou para ruiva e logo seu estômago embrulhou. Droga, tão fofa!
– Hey. – Respondeu a mais alta enquanto aproximava-se da garota de olhos azuis. –
Assim que ela sentou-se, a ruiva abraçou-a de lado e beijou sua bochecha, como fazia sempre que se viam, o que era praticamente todo dia.
Charlie engoliu em seco; E se recebesse um ‘não’ logo de cara? Tá certo que Aubrey disse que Chloe estava mais sóbria o possível, mas ainda assim um nó se criava no estômago da primogênita das Berry-Fabray.
– Char, eu tenho uma coisa pra te contar! – Disse a ruiva, mais sorridente o impossível. –
– Ah, eu ... eu também, mas pode falar primeiro. – Ela sorriu de volta. –
A ruiva assentiu e respirou fundo, buscando as palavras certas.
– Eu estou ficando com a Beca! – O sorriso de Charlie se desmanchou, enquanto o de Chloe só aumentou mais por tirar esse ‘peso’ das costas. –
– ... Sério? – Indagou a loira, de repente menos entusiasmada. –
– Sim! Eu pensei que gostava só de garotos, mas depois que nos beijamos na festa da Aubrey eu notei que acho os dois interessantes. – Ela respondeu, sem perder a porra do sorriso. –
– Mas você queria me falar o que, exatamente? –
– E-eu ... eu ... ainda acho que não gosto de nenhum dos dois. Não me atraem muito, sabe? – Ela sorriu tristemente, porém nada notado pela ruiva. –
– Anh, que pena! Você ficaria fofa com uma garota! Não sei porque, mas é minha opinião. – A ruiva apertou as bochechas da loira, que permaneceu em silêncio. –
– É ... e-eu, quer dizer, nós teremos aula daqui a pouco ... vamos indo? – Perguntou sem ânimo, e a ruiva assentiu antes de segui-la até a sala de aula. –
–----------------------------------------------------------------------------------
– Olhe pelo lado bom, não foi uma rejeição. — Rachel tentou, sem sucesso, animar a filha mais velha. -
Suas mães realmente eram as ultimas pessoas em quem a loira tinha em mente para falar sobre o assunto, mas após o leve tapa na cara que levou de Chloe, resolveu que Rachel poderia saber. Apenas Rachel. Quinn daria uma de Hitman e nunca mais iriam ver a ruiva outra vez na vida.
– Eu não tenho porque ficar brava, mas mesmo assim ... dói. — A voz da loira saiu abafada pelo travesseiro onde tinha sua cara enfiada a no mínimo vinte minutos. -
– Querida, eu sei que dói, mas ... não sei, tente partir para outra. — Recomendou a mãe judia, passando as mãos pelas costas da mais alta. -
– Droga, eu me sinto tão idiota! Fiquei guardando tudo o que eu sentia pra no final quando eu fui me tocar, ela já estava com alguém! Que aliás, é minha outra melhor amiga! — Resmungou a garota, batendo nervosamente as mãos no colchão. -
– Bem, elas só estão 'ficando', certo? Não é 100% um namoro. — Disse Rachel, mas ainda assim Charlie não se animou. -
– Não adianta mais. Já era. -
A atriz levantou-se, respirou fundo e beijou o topo da cabeça da loira, que mal se mexeu.
– Vai ficar tudo bem, meu amor. -
E então retirou-se do quarto, julgando que Charlie precisava refletir um pouco sozinha. Adolescência não é fácil, e Rachel sabia muito bem disso. A garota sentou-se na cama e passou nervosamente as mãos pelos cabelos loiros-meio-castanhos.
Ela pensou em cortar os pulsos, mas lembrou que doía, então decidiu deixar pra quem precisava. Pensou em se enforcar, mas tinha preguiça de levantar da cama, então descartou a ideia e preferiu apenas ficar deitada encarando o pôster do Lanterna-Verde em cima de sua cama.
– Porra ... isso dói. -
Fale com o autor