I Wanna See You Be Brave
63 Capítulo 63
Notas iniciais
Narrador pov
A presença de Judy deveria abalar a confiança de Rachel, pelo contrario, saber que a sogra estava ali significava que Quinn não estava sozinha.
R: você deveria me colocar para fora e perguntar o que eu estou fazendo ou que eu sou um monstro que magoou sua filha.
Judy soltou uma risadinha.
J: não cabe a mim me meter isso é uma coisa só de vocês, eu só espero que você pense bem em suas ações, eu não gostaria de ver minha filha magoada ou infeliz.
R: eu vim aqui tentar concertar as coisas, se ela ainda quiser, eu sei que eu fiz foi idiota, mas eu juro, não foi minha intenção, eu só fui perceber algum tempo depois e..
J: Rachel, você não deve falar isso para mim e sim para ela.
O Rachel pela primeira vez deu uma olhada em volta da sala e até onde sua visão permitia alcance.
J: ela está lá em cima dando banho nos gêmeos.
O rosto da morena ficou pálido ela não sabia o porquê, mas o pânico voltou a tomar conta dela.
J: Rachel posso fazer uma pergunta e o que você me responder não sai daqui okay.
R: claro Judy.
J: você em algum momento quis ser realmente mãe? Eu acredito que você ame seus filhos e Beth..
R: Beth é minha filha também, pode não ter meu sangue, mas a amo tanto quantos os outros, mesmo que a Quinn não queira mais nada comigo eu pretendo pedir a Quinn que não faça distinção dela com o Ethan e a Kiara em relação a minha maternidade e respondendo a sua pergunta eu nunca pensei que poderia ser mãe, então nunca quis, quando eu conheci a Quinn, eu nunca achei que nada daquilo fosse para frente, afinal ela era uma médica bem sucedida, e eu apenas uma estrangeira recém chegada a Nova York e com problemas, quando eu comecei a fazer parte da vida da Beth, quando eu vi a Santana grávida da Sophie, eu senti algo que eu nunca tinha sentido antes, eu queria um filho meu, apesar de eu considerar a Beth minha eu queria participar o nascimento, ver os primeiros passos, o primeiro sorriso, as primeiras palavras e se a sua preocupação é que eu nunca mais vá querer ver meus filhos, isso não vai acontecer, eu tenho um exemplo muito ruim de negligencia e eu não pretendo fazer com que meus filhos passem por isso..
Rachel respondeu em um fôlego só interrompendo Judy que agora tinha lágrimas nos olhos, a morena voltou a olhar para cima e deu para ver Quinn no pé da escada segurando Kiara, os olhares se encontraram e ela viu que a médica estava chorando e voltou para cima.
Judy indicou para que ela subisse atrás de Quinn e Rachel foi correndo fazendo Judy supirar.
Rachel estava parada na porta olhando Quinn ajeitar a filha na cama, a morena sabia que Quinn tinha ideia que ela estava ali, mas preferia ignorar.
R: Quinn.
Q: eu já ouvi Rachel, não precisa repetir.
Rachel gelou, nunca tinha ouvido Quinn falar assim com ela.
R: me perdoa quinn, eu não tenho uma justificativa para o que eu fiz, eu só estava desesperada, e eu peço que me uma segunda chance, por favor.
Q: eu entendo, eu realmente te entendo, em nenhum momento eu te julguei, mas estou magoada, muito na verdade, eu já quis jogar tudo para o alto, eu sei o quanto pode ser difícil ainda mais para você, eu só estou muito magoada, você saiu daqui e me deixou sozinha com eles e ainda se esqueceu de que não tinha leite estocado.
R: merda Quinn, me desculpa mesmo, me perdoa por favor, não foi minha intenção, se eu tivesse pensado eu teria deixado antes de sair, eu não pretendia passar semanas fora, eu sai algumas horas para pensar, eu não estava abandonando vocês.
Q: você saiu no meio da madrugada depois de dizer que não dava mais, que desistia de tudo.
Quinn agora chorava.
R: me perdoa por ter dito aquilo, eu não abandonaria, você nem meus filhos eu só precisava pensar um pouco, colocar minhas ideias, em ordem.
Q: você desistiu dos seus filhos, você fez exatamente o que sua mãe fez com você.
Rachel olhava para Quinn paralisada, se antes ela já não chorava, agora ela o fazia.
R: eu não sou como minha mãe, não sou..
Voltava a repetir baixinho, Quinn se deu conta que tinha ido longe demais, ela tinha jogado baixo com Rachel. A medica tentou se aproximar e Rachel recuou fazendo sinal para que ela não tentasse mais.
Q: me desculpa, eu não quis dizer isso.
R:está tudo bem, eu quero ver meus filhos.
Q: rach..
R: eu já disse que está bem.
Rachel passou por Quinn e foi até a cama e pegou Ethan que agora estava acordado, a morena ajeitou ele em um braço e pegou Kiara com o outro e caminhou até o quarto dos filhos.
Q: você precisa comer antes de amamentar eles.
R: eu já comi.
Q: rach...
R: eu já disse que comi.
Rachel saiu do quarto e entrou no quarto dos filhos colocou Kiara no berço, já que ela estava dormindo e sentou na poltrona para amamentar Ethan.
Ethan mamava com vontade segurando a blusa da mãe, tinha os olhos verdes abertos enquanto encarava Rachel, ele parecia com Rachel, não tanto quanto Kiara, ela tinha medo de um dia eles odiassem ela ou mesmo deles serem como ela. A morena passava a mão pelos fios claros, ele não dava sinal de que ia dormir.
R: meu amorzinho não vai dormir não?
Ethan pareceu entender e soltou o bico da mãe e deu um sorriso enorme, Rachel involuntariamente sorriu de volta, esse era o primeiro sorriso dele, não que eles não tivessem esboçado nenhum antes, mas esse era muito real, a morena pode ver a mesma covinha que se formava na sua bochecha direita, na bochecha do filho.
R: aprece que alguém esta muito feliz e tem uma covinha.
Falou passando o dedo pelo buraquinho. Rachel colocou o filho para arrotar e o colocou no berço e pegou Kiara. Passou o dedo pelo nariz da filha, uma copia exata do de Rachel em uma versão bem menor, ela sabia que não ficaria do tamanho do dela, apesar de ser idêntico. Rachel repetiu o que tinha feito com Ethan. Passou a mão pelo cabelo da filha tentando inutilmente baixar os fios arrepiados, enquanto ele levava a mãozinha gorda até a boca e começava a chupar o dedo, Rachel olhava aquilo indignada, como os dois poderiam ter essa mania, ela já tinha visto Ethan, mas Kiara era a primeira vez.
Rachel pegou as luvas e colocou nos dois, quando olhou novamente, Kiara já estava sem a metade da luva e com o dedo na novamente, balançou a cabeça em negação e preferiu ignorar, sentou no sofá e não sentiu cochilar, até sentir se carregada para quarto que ela conseguia reconhecer o cheiro de longe. Quinn fechou a porta do quarto e tirou uma foto dos filhos com dedo na boca e desceu para dar atenção a mãe, que já estava de saída e disse que voltava mais tarde.
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