Assim que terminei de tomar soro fui liberada. Perguntei a recepção do hospital o endereço daquele lugar. Assim, procuraria um telefone público e ligaria pra Pablo ir me buscar.

Mas ai é que tá o problema! Eu não sabia o telefone de Pablo, e como meu celular estava em casa (mesmo que se estivesse ali não iria fazer diferença porque ele tava sem bateria). O jeito era ligar pra Joyce e assim ela vim me buscar junto com Pablo, ou algum taxi.

–Ei, você é a namorada dos meninos da One Direction né? -uma menina veio até mim e perguntou aquilo. Segurei o riso e respirei fundo pra responder, já que a vontade de rir era imensa.

–Namorada não, sou apenas amiga e fã. -dei um sorriso e fiquei de joelhos pra ficar na altura dela.

–Ah sim, mas você vai namorar um deles, certo? -SE DEUS QUISER MENININHA! Cof cof, quer dizer, não! É claro que não... Somos amigos. Ah pera, quem eu to enganando? Ok... MENINA, QUANTOS ANOS VOCÊ TEM HEIN?

–Eu sou muito amiga deles, acho que isso não vai acontecer. -dei um sorriso envergonhado colocando as mãos no joelho.

–Eu sei que você vai namorar o Niall. -ela abriu um sorriso fofo. — Vocês são lindos juntos. -ela me abraçou e me deu um beijo demorado na bochecha. -Melhoras Lets. -ela apontou pro curativo no meu braço e saiu correndo até sua mãe, bem, deveria ser mãe dela.

Não deu tempo nem pra me despedir da pequena, ela já tinha saido correndo. Me levantei e sai do hospital, logo na mesma calçada achei um telefone público. Respirei fundo e liguei pra Joyce já preparada para o interrogatório.

–Amiga... -falei com voz doce.

–LETÍCIA DO CÉU, ONDE VOCÊ TÁ? SUA MALUCA! O PABLO TÁ SUPER PREOCUPADO CONTIGO! EU SÓ NÃO VOU NA POLÍCIA PORQUE EU NÃO SEI ONDE É. SUA RETARDADA VOLTA PRA CASA! TU TÁ AVIÃO NÉ? NÃO DESISTE DOS MENINOS CARA, TUDO OQUE TÁ ACONTECENDO É PERFEITO! OQUE A GENTE SEMPRE QUIS! LETÍCIA PELO AMOR DE DEUS, VOLTA PRA CÁ. LETÍCIA VOCÊ SABE O QUANTO ISSO É IMPORT...

–CALA A BOCA JOYCE! -eu gritei e depois comecei a rir.- Vem me buscar, vou te passar o endereço e no carro te explico tudo.

–ONDE. VOCÊ. ESTÁ? -ela disse com pausas.-AI MEU DEUS NÃO DIGA QUE VOCÊ TÁ NA MAFIA? LETÍCIA, PELO AMOR DE DEUS! EU NÃO VOU PRECISAR PAGAR FIANÇA NÃO NÉ?

–Cala a boca, pão dura. Vou te passar o endereço. Vem logo hein merda! -passei o endereço e depois de 25 minutos esperando ela apareceu junto com Pablo.


–Oh glória, pensei que não iam vir. Ficaram com medo da mafia é? -soltei uma risada e entrei no carro.

–OQUE É ISSO NO SEU BRAÇO MENINA? -O homem de poucas palavras falou alto e assustado.

–Calma Pablo, não foi nada demais... -tentei passar segurança mas não deu muito certo. Estava meio assustada ainda, porém não poderia me deixar abalar por causa disso. A vida segue e eu nunca mais vou encontrar com aquele cara. Espero.

–Conta Letícia. A verdade. -Joyce falou séria.

Comecei a contar tudo, detalhe por detalhe. Eles sugeriam de ir na polícia mas como A POLÍCIA estava atrás dele, imagino que já deve estar preso.

–Você deveria ter me acordado.

–Eu não deveria ter levado você até lá. Aquilo está muito perigoso. Logo quando chegar vou ligar pra sua mãe.

–NÃO! VOCÊ NÃO VAI FAZER ISSO! Por favor, não conta isso pra minha mãe. Ela vai pirar! Quando voltar pra casa eu vou contar.

–Tudo bem, não vou "destruir" sua viagem com o telefonema pra sua mãe.

–A questão não é destruir minha viagem ou minhas férias. A questão é que eu não quero que ela fique preocupada por causa disso. Eu to bem, e isso talvez nem fique cicatriz se eu cuidar direitinho. Quando voltar pro Brasil, vou contar detalhe por detalhe.

–Ok, mas fique bem claro que eu não vou levar nenhuma das duas em lugar nenhum sozinhas. -ele disse num tom autoritario e concordamos. Fiquei em silêncio observando a paisagem e lembrando do tal Russell. Logo chegamos no complexo e tratei de voar pra fora do carro sem menos falar com Pablo. Abri a porta de casa chorando e pulei pro sofá. Coloquei a cara no travesseiro desejando nunca mais sair de lá. Depois de longos dois minutos escutei a porta bater e passos fortes se aproximando.

–Porque você tá chorando? -Joyce perguntou mexendo no meu cabelo.

–Medo. -falei em meio as lágrimas.

–Vai ficar tudo bem, foi só um susto.

–E se ele voltar? -tirei a cara do travesseiro e olhei pra ela.

–Ele não vai voltar. Até porque, ele nem sabe onde moramos.

–Somos vizinhas da One Direction. -falei aquilo e ela engoliu em seco ficando calada por uns segundos.

–Vai ficar tudo bem. Agora vai tomar um banho e descançar.

–E o curativo? Vai sair tudo, e se eu molhar meu braço vai arder porque nem fudendo eu vou tomar banho frio.

–Então aguente a dor da queimação quando aquela temperatura "PELANDO" ir em contato a esse corte. -ela deu um sorriso não muito amigável. -O bom é que se a água quente escontar ai, o corte se fecha rapidinho.

–Quem te disse isso?

–Suposição. Agora vai logo tomar um banho que eu vou pegar a caixinha branca com a cruz vermelha pra fazer outro curativo ai. -ela deu uma risada.

Subi e fui até o banheiro, no meio do caminho fui tirando o curativo aos poucos. Tomei banho com todo o cuidado do mundo e depois me vesti, Joyce também já estava vestida pra dormir. Nossos pijamas, fofos como sempre, dava toda a graça pra dormir.

–Vem, deixa eu fazer esse curativo logo porque to morrendo de fome e a pizza tá quase pronta. E sim, pizza de novo.

–Eu posso comer pizza?

–Pode, porque não poderia?

–E se der alguma complicação no corte?

–Não... acho que vai dar nada não. Bem, só arriscando pra ver se vai dar merda ou não. -ela riu e eu balancei a cabeça afirmando.


Ela acabou o curativo e descemos, comemos a pizza e vimos tv.

–Joy, será que vai demorar muito pra voltarmos pro Brasil?

Depois que falei aquilo ela pareceu me esfaquear com os olhos.

–Porque você tá dizendo isso?

–Eu só vou me sentir segura quando voltar pro Brasil.

–Ai amiga, daqui a pouco os seguranças, como você tanto fala, voltam. Não é 3 dias? Hoje é o primeiro dia. Amanhã é o segundo. No terceiro dia eles voltam. Só que vão voltar de noite. Então só vamos encontrar com eles de tarde, no quarto dia. -ela deu um sorrisinho.

–É... -peguei o notebook e comecei a ler os tweets dos meus followers. Comecei a ver as fotos do show dessa noite. -O show ainda tá acontecendo né?

–Acho que sim, porque?

–To vendo algumas fotos que tão postando.

–Esse povo é rápido! -ela disse e eu confirmei.

–Vou pegar um pouco de sorvete. Quer? -sorri me levantando e colocando o notebook onde estava sentada.

–Sim sim. -Joy pegou o notebook e colocou em seu colo, assim começou a dar gritos desesperados.

–QUE FOI RETARDADA? -eu ri ainda pegando o sorvete.

–ESCUTA ESSA : "NIALL COMEÇA A CANTAR STEREO HEARTS E DEDICA PRA LETÍCIA REIS!!!" QUE LINDO CARAAAAAA, QUE PERFEITO! EU PRECISO VER ESSE VIDEOOOOOOOO! -ela estava estérica e eu paralisada.

–Silencio. -eu disse. Sempre falava aquilo quando não tinha comentários.

–Oh, oh, oh, oh... Oh, oh, oh... To my stereo OH. Oh, oh, oh, oh... So sing along to my stereo. -ela cantarolava enquanto chegava até mim na cozinha. -Que lindo!

–Assustador. Meu Deus, que dia assustador. Me belisca Joyce. -quando ela chega perto no meu braço pra beliscar eu lembrei do corte. -NESSE BRAÇO NÃO SUA MALUCA!

–Ai, desculpa. Eu esqueci. -ela riu e me abraçou falando que era muito fofo oque ele tinha feito e tal.

Eu estava soltando fireworks e ninguém via! SOS. Estou pulando por dentro.