Notas iniciais
Hey entre ontem e hj fiz esse cap e os dois primeiros da proxima temporada. Sabem oq significa, né?? Fim dessa temporada. 3bjo pra senhorita sem paciência chamada PlushiePlush e obgd por acompanharem essa história. Espero tds vcs na próxima temporada, que eu coloco o nome nas respostas de review que vcs vão mandar pq tenho leitoras lindas NÉ. Depois de lerem esse capítulo, peço um favor: não me matem.
-Bom dia, Jay- falei chegando na cozinha e ele sorriu.

-Bom dia, amor- ele me deu um beijo demorado.

-Conseguiu dormir bem?

-Sim. Nem tive pesadelos- ele sorriu e me entregou um prato com cookies. — E você, dormiu bem?

-Sim.

Comi tudo e subi para o quarto dele. Em seu armário achei algumas roupas minhas e me troquei. Ele chegou em seguida e se arrumou para sair. Chegamos na loja de mãos dadas e Carlos ainda não estava lá. Me sentei com James nos puffs e ficamos abraçados.

Carlos apareceu na porta, abraçado com a Sam. Ele deu um beijo nela e ela saiu. Ele entrou na loja, suspirando e se aproximando de nós

-Bom dia casal lindo e maravilhoso. Como vão vocês?

-Bem- falei.- Já vi que você está apaixonado pela sua "Sammyboo".

-Você tem razão. Eu estou- ele disse suspirando e se jogou no puff ao lado do meu.- Ela é um sonho. Eu amo ela, Rose.

-Eu sei- falei rindo.

O dia foi bem tranquilo. Não havia chegado nenhuma encomenda de livros novos, poucas pessoas entravam na loja e Carlos fazia questão de atender todas elas e "espalhar o bom humor".

Eu e James nos sentamos no chão, atrás da ultima estante no fundo da loja. Nos beijamos várias vezes e ele parou

-Com quem você perdeu a virgindade?

-O que?

-Com que foi a sua primeira vez? Quero saber isso.

-Foi com- respirei fundo e tentei não rir. A história disso era engraçada.- Foi com o Carlos.

-Tá de brincadeira, né?

-Não. Eu tinha 15 anos, havia me tornado uma líder de torcida e Carlos também era um. A equipe toda de meninas ficava babando nele enquanto eu babava nos jogadores.

-As meninas gostavam do Carlos e não dos jogadores?

-Elas já tinham ido pra cama com o time inteiro. Precisavam de um alvo novo.

-E esse era o Carlos? Um líder de torcida que conquistou um monte de meninas de top e minissaia que mostram a bunda enquanto fazem manobras no ar?

-Isso. E eu era uma, então, mais respeito. Eu achava ele fofinho e legal. Fora que ele era sensível e compreensivo. Um dia, eu estava fazendo um trabalho na casa dele. A gente estava começando a ficar mais próximos. Nós ficamos conversando depois de terminar o trabalho e percebi que ele era fofinho, bonito, sensível, compreensivo e bundudo. Ele confessou que gostava de mim por eu não ser uma das que transpiram desespero para dar para ele e ele achava isso legal. Nessa hora confessei que sentia alguma coisa por ele e a gente se beijou. Várias vezes. Depois desse dia, a gente era tipo namorado e namorada. Quase isso. Mas não exatamente. A gente ficava sempre juntos e ficava de vez em quando. Então teve uma festa. Ficamos bêbados. Ele disse que era virgem e eu também. Fomos para a casa dele e os pais dele haviam viajado. E aconteceu.

-O Carlos?

-Sim. E você?

-Nem lembro. Foram tantas

-Fala de uma vez quem foi e pare de frescura.

-Sério, eu não lembro o nome da menina. Era alguma coisa com M. Acho que era Mary Ann. Deve ser isso. Desculpe se eu tinha 14 anos e estava quase em coma alcoólico.

-James, você é um caso para ser estudado.

-Eu sei. Agora vem aqui no meu colo.

O obedeci e ele segurou minha cintura, me beijando.

Nos beijamos várias vezes. Vimos que iria além e paramos

-Aqui não- ele disse e concordei.

-De onde conhece a Sally?

-Bom, não lembra mais dela?

-Desde os 4 anos até o fim da faculdade, tudo que lembro é te ofender, dormir na aula, festas, ficar com caras e tudo o que rolava nos dormitórios depois das aulas.

-Puta.

-Viado.

-A Sally era sua amiga. Você andava com ela e o Josh. Depois com o grupinho que eu odiava.

-Nossa a Sally mudou.

-Eu sei. Mas como não reconhecer aquela coisa chata?

-Você reparava nela até demais né- falei em tom de desaprovação e ele riu.

-Ela era minha melhor amiga quando você mudou de grupo.

-Sei. Mas você flertava com ela.

-Crianças de 6 anos não flertam. Eu amava você. E você ficava de olho em mim?

-Eu tinha um certo interesse em você no meu subconsciente.

-Coisa chata que você é. Por que não assume de uma vez que gostava de mim?

-Porque todos iam me achar a estranha por ser a fim do gordinho solitário.

-Egocêntrica.

-Sem amigos.

-Vadia.

-Corno.

-Tem algo a dizer sobre essa ultima ofensa?

-Não. Só para te deixar mais nervosinho.

Beijei ele de novo. Ficamos até perto do horário, atendendo algumas poucas pessoas e me encostei em uma estante. O beijei e ele chegou perto do meu ouvido

-Vamos em algum lugar que ninguém possa nos ver- sua voz era baixa e me seduzia, tanto que quis fazer a loucura que ele me propôs.

Ele me levou pela mão até a sala do sr. Green e trancou a porta. James beijou intensamente, me levando até a mesa. Ele abaixou nossas calças e puxou minha calcinha lentamente, tirando sua boxer em seguida.

Eu estava sentada nela e James de pé na minha frente. Seu corpo se aproximou do meu e ele me penetrou. Ambos nos movimentamos rápido até chegarmos no ápice. Vestimos nossas roupas de novo e saímos.

Nos despedimos do sr. Green e do Carlos e fomos para a minha casa.

James andava segurando minha mão e uma mulher no meio da rua o encarou sorrindo

-James?

-Mãe

-Como você cresceu desde a última vez que te vi.

-16 anos fazem diferença na aparência de uma pessoa.

-Filho que saudades de você. E quem seria essa linda menina?- ela se virou para mim e forcei um sorriso.

-Rose. Ela é minha futura esposa e com toda certeza, minha para sempre.

-Para sempre? De novo com essa historia? Quantas vezes terei que te explicar que para sempre não existe?

Percebi que ela usava uma calça e uma camiseta como se fosse interna de um hospício. Então lembrei do que James me contou na casa da arvore. O pai dele era um drogado que quase matou a mãe dele. O pai foi preso e a mãe internada em um hospício. Ela havia fugido. E estava ali por algum motivo

-Então, fale o porquê veio atrás do James. Sei que não é coincidência ter encontrado ele na rua.

-Nossa, é bem esperta também. Realmente não foi coincidência. Vim procurar ele para que pague pelos erros dele.

-Que erros meus que conhece?

-Você deixava seu pai bater em mim.

-Eu tinha somente 7 anos e ele fazia coisas muito piores.

-Então, eu perdi minha família. Eu amava você, filho. E você se conformou com a minha ida. Sinta a mesma dor de perder quem ama.

Ela apontou uma arma para mim e fechei os olhos. Ouvi um disparo mas a bala não me acertou. Abri os olhos e James estava no chão.

Me abaixei ao seu lado e ele sorriu

-Eu disse que ia te proteger até o ultimo dia da minha vida. Consegue se virar daqui para frente?

-Não. Você não vai morrer. Você não pode morrer, James. Preciso de você aqui- eu comecei a gritar como se adiantasse alguma coisa.

-Por favor. Posso te pedir algo?

-Qualquer coisa.

-Fique com o Logan. Ele vai te fazer feliz de verdade.

-Eu quero você- comecei a chorar e ele tentou estender o braço. O buraco no meio do peito dele era real e sangrava, mas o meu talvez fosse apenas uma dor psicológica mas me fazia querer estar no lugar dele.

-Ele nunca vai te fazer chorar. E vai estar sempre ao seu lado. Promete para mim?

-Prometeu que nunca ia me deixar. Eu não vou deixar que isso aconteça.

-Você promete ou não?

-Não. Você tem muitas chances de viver. É só tirar essa bala, parar o sangramento e dar uns pontos. Você vai ficar bem.

-Eu sei muito bem quando vou ficar bem. E nesse caso, sei que não vou. Quero que seja feliz ao lado do Logan.

Beijei seus lábios lentamente e ele fechou os olhos. Me levantei e sua mãe me encarava

-Por que fez isso?

-Ele foi um covarde. Ele mereceu. Tenha um bom dia.

Ela saiu de perto e disquei o primeiro número que pude pensar

-Rose, o que foi?

-Logan, vem aqui agora. E traga médicos. E uma ambulância. O James vem logo.

Passei o endereço e desliguei. James respirava bem fraco e tentava falar, mas eu não deixava. Eu dei um selinho nele e ele sorriu

-Jay, eu te amo. Você é tudo para mim.

Ele puxou muito ar com dificuldade e soltou todo de uma vez, formando uma frase

-Eu te amo, princesa.

Logan chegou e me abraçou. Tiraram o James do chão e o levaram para o hospital. Logan insistiu para que eu não fosse e liguei para Dustin, que me falava tudo que faziam com o James

-Ele não vai voltar, né?

-É mais provável que não. Os médicos estão fazendo o possível e- um bip alto e contínuo o interrompeu.- Tenho que desligar. Ele te amou por todos os dias, Rose.

Amou. Esse uso de verbo no passado me destruiu. Eu sabia o que era aquele bip e Logan também. Comecei a chorar descontroladamente e Logan deixou algumas lágrimas caírem.

Ele me confortava em seus braços e uma mensagem chegou para mim

"Sinto muito, Rose. Fizemos o possível"

Era definitivo. Meu corpo ficou mole e eu só pude me encolher nos braços do Logan e chorar.

Eu tentei dormir mas não conseguia. Eu queria meu James ali, agora. Mas tentei por um minuto, pensar nele feliz se me visse tentar. Nesse minuto, consegui descansar.

Depois desse dia, tudo se passou mais rápido. Eu não conseguia seguir em frente e continuava presa ao passado, quando James ainda estava comigo. Logan era meu amigo. Talvez o melhor amigo. Carlos estava sempre com a Sam e nos falávamos menos. Logan estava comigo todos os dias, apenas esperando um sorriso meu. Era quase impossível.

Eu sonhava com James todas as noites. Ele perguntava como eu estava e se estava com Logan. Quando eu falava que éramos apenas amigos, ele gritava comigo então desaparecia. Talvez ele quisesse mesmo que eu ficasse com Logan, então tentei obedecer isso. Começamos a sair e depois de um tempo estávamos namorando. James estava mais feliz em meus sonhos.

A partir do dia que ele morreu, minha barriga crescia constantemente, eu sentia enjôos, dores nas costas, desejos e tudo mais que uma gravida pode sentir. Mas do que tudo, eu sentia falta dele aqui. Mas Logan nunca saiu do meu lado e, como eu só havia transado com James desde o que começamos a namorar até o dia do nascimento, era claro que era dele.

O que eu diria sobre James? A verdade? De uma forma menos dolorosa? Sim.

Logan sabia que não era pai dessa criança, não estávamos nem ao menos realmente juntos. Às vezes, saíamos para nos distrair e ficávamos. Ele insistiu que seria um pai para essa criança e tudo que eu precisasse. No primeiro dia sozinha com Nick, andei pela casa, mostrando todos os lugares e lembrando do James. Então, achei uma foto de nós dois juntos. Olhei para Nick e eles eram muito parecidos

-Olha aqui, filho. Seu pai. Ele foi a pessoa que eu mais amei na vida. Para você, ele pode ser uma estrela no céu, ou um anjinho que te protege sempre. E se achar que está sozinho, lembre-se que uma parte dele ainda vive em você. O Logan é um pai de coração, que cuida de você e se importa. Mesmo que ele não tenha o mesmo sangue que você, lembre-se que ele te ama e quero que você sinta o mesmo.

Ele sorriu e levei ele de volta para o quarto, o colocando no berço. Logan chegou em seguida e sorriu, me abraçando

-Como ele está?

-Bem. Dorme igual ao James.

-Um dia você vai substituir a dor por saudades, então tudo vai melhorar.

Sorri e dei um selinho

-Talvez ele estivesse certo. Acho que você é única pessoa agora que vai me fazer feliz.

-Eu estou aqui para isso, não é?

Ele me beijou e cortei o beijo

-Não. Está aqui porque isso te faz feliz.

-Verdade. Eu te falei que faria de tudo para te ver sorrir.

Notas finais
Bjinhos [patricinha fresca feelings]
Até a próxima temporada. Amem o Nick pfvr.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.