I Should Have Kissed You
7 Wednesday, at Nandos
Bia’s POV
A gente tava voltando pra casa muito tristes depois dos boys terem ido embora. Claro que a gente queria quer eles ficassem, haviam se tornado ainda mais especiais para cada uma de nós. Pra mim, principalmente Liam... Nós conversamos muito no quarto, ele me contou sobre a última separação, me perguntou se eu tinha namorado... Quando eu ameacei ficar triste por causa do meu último namorado, ele não deixou e me atacou com cócegas, mas aí a galera chegou e “estragou” o momento fofis. Ele era muito fofo, realmente. Fazia eu me sentir especial, coisa que muito poucos conseguiram na minha vida toda. Ele sempre fez, mesmo de longe, sua voz me passava segurança. Mas pessoalmente era muito melhor. O sorriso dele me fazia ficar mais tranquila. Enfim, voltando pro presente, a gente tava voltando pra casa, e Natty não queria sair da rua, mantinha os olhos na esquina na qual Louis havia acabado de virar, como se ele fosse voltar a qualquer momento (e como eu queria que voltasse...). Ela parecia a beira das lágrimas, mas pelo contrário, ela sorriu quando eu a chamei. Sorriu quase chorando, mas de felicidade. E saudade também, é claro...
Voltando pro meu quarto, percebi um bilhete em cima da cama. Era um recado de Liam:
“Hey, pequena, você e as meninas podem nos encontrar atrás do Nando’s na quarta a noite? Estaremos esperando vocês lá. Beijos, Liam.”
Eu quase tive um ataque. Prendi a respiração e li o bilhete umas cinco vezes até acreditar. Nessa hora o sol nasceu, e um raio entrou no meu quarto pela janela, e bateu no bilhete, só aí eu percebi que tinha mais coisas escritas atrás:
“Para a Natty pra a Isa e pra Laísa: sim, isso é um encontro. Zayn acha que me engana. Já to morrendo de saudades Natty, beijos, Louis.”
E embaixo o telefone de cada um deles. Nessa hora não aguentei e gritei, a plenos pulmões, tão alto que eu acho que os boys tinham ouvido lá do Apê deles.
Bia’s POV Off
Natty and Isa’s POV:
N: Eu tava lá no meu quarto trocando de roupa na boa, quando ouço o maior grito que eu já vi alguém dar na vida, vindo do quarto da Bia. Eu saí correndo e trombei com a mula da Isabela no corredor...
I: Mula é você sua lerda, você que trombou comigo, eu estava andando de boa no corredor, pensando no quanto o Harry é lindo, quando vem uma e me grita do nada e aí a outra gorda esbarra comigo no meio do corredor
N: CONTINUANDO A HISTÓRIA, corremos as duas pro quarto da Bia, e logo atrás de nós chegaram a Ana, a Bruna, e a Laísa. Ela tava lá, com um bilhete na mão, e um sorriso enorme na cara.
I: eu peguei o bilhete da mão dela pra ver o que estava escrito, e...AVC MEU DEUS, EU TINHA UM ENCONTRO COM O HARRY, *DEAD*
N: E eu com o Louis *-*, não acredito, como eles são demais, e o Louis ainda faz questão de arrumar um encontro pro Zayn e pra Laísa! Kkkkk, mas eu não tava ligando pra nada, tudo que eu ligava era que eu iria ver Louis de novo na próxima quarta. Mal podia esperar, já estava MORRENDO de saudades dele.
I: E eu do Harry...
N: Eu tenho o melhor homem do mundo, sim ou claro?
I: Não tem não, o melhor é o meu
N: Cala a boca Isabela, olha o meu, como ele é romântico, deixa bilhetes pra mim *-*
I: Vai cagar menina, você que não vê as coisas que o Harry me falou, que lindas *-*
N: Ok, vamo parar se não a gente fica nisso o dia todo, né?
Niall’s POV – Segunda-feira
Liam e Louis tinham nos contado no carro o que tinham feito deixando o bilhete lá. Todos os boys praticamente os beijaram de tão felizes e agradecidos eles estavam de poderem vê-las de novo na quarta. Eu não devia ter ficado tão feliz, mas confesso que estava, muito... Me separar da Bruna doeu mais do que achei que doeria. Eu não parei de pensar nela um segundo desde que saímos de lá. Não, não, eu mal tinha a conhecido! Não podia estar apaixonado. Acontece que o sorriso dela não deixava a minha cabeça nem por um segundo sequer...
-Hey, Liam, eu to indo ali na gravadora, preciso resolver umas coisas, já to voltando, avisa os boys.
-Ok, vai lá.
Eu disse enquanto saía de casa. Mentir pro Liam era meu fraco...Odiava ter que esconder algo dele. Mas eu tinha. Ninguém podia saber. Saí na rua escondido, capuz, óculos, cachecol no rosto. Virei duas ruas pra frente, e entrei no apartamentozinho minúsculo escondido no beco atrás de uma loja de roupas, lugar que tanto odiava. Ela estava lá, me esperando, um olhar feroz olhando pra mim, um sorriso esguio que zombava da minha cara, mas sua feição expressava desgosto. Como eu odiava ter que vê-la de novo, mas eu não suportava o que eu mesmo tinha feito. Eu tinha que enfrentar.
Fale com o autor