I Should Have Kissed You
18 Total Eclipse Of The Heart
Notas iniciais
Natty’s POV
Não tinha como eu estar mais triste. Mesmo sendo a mãe de Louis que está doente, e não a minha, o sofrimento era igual, e como se já não bastasse, eu tinha que ser uma completa idiota e fuder com tudo ainda mais. Tudo que eu mais queria era correr atrás de Louis, mas não tinha como eu saber aonde ele estava, para onde ele tinha ido. Já tinha perdido a conta de quantas mensagens deixei em seu celular, e de quantas vezes o liguei. Eu estava ficando desesperada, e se ele batesse o carro? E se ele fizesse alguma besteira, seja lá qual for? Só essa ideia era o suficiente pra me fazer querer arrancar meus cabelos.
No momento eu estava em meu quarto, largada em minha cama, checando o celular de dois em dois segundos, não sei bem o por que. Eu havia acabado de explicar a história toda pra Laísa, e para o resto das pessoas. Realmente esperava que Zayn e Laísa tivessem se acertado, e não tava com ressentimento nenhum de Laísa por ter desconfiado de mim, nunca fui dessas besteiras, e aquela situação era facilmente mal interpretada, e sinceramente, se houvesse espaço para algum outro sentimento em mim, eu explodiria. Eu não estava suportando ficar lá sem fazer nada.
Como se tivesse adivinhado, Harry bateu na porta do quarto.
-Natty? Desculpa, eu sei que você quer ficar sozinha, mas tá todo mundo preocupado com o Lou, e a gente decidiu sair pra procurar ele, tem alguns lugares que a gente acha que ele pode ter ido. – Harry anunciou, com um tom cauteloso.
Eu achei aquela uma ideia maravilhosa, não suportava ficar parada.
-Eu vou junto com vocês. – Eu disse, me levantando da cama de um pulo e abrindo a porta.
Tinha noção que estava com uma aparência horrível, meus olhos estavam inchados e vermelhos, meu cabelo bagunçado, minhas roupas sujas e tortas, não tava com animo nenhum pra troca-las, e digo que nunca me importei menos com minha aparência como naquele momento. Nada mais importava.
-Quem vai? – Perguntei para Harry.
- Liam está indo comigo, e não sei se é uma boa ideia Zayn ir... – Harry disse, e meu coração ficou apertado.
- É, você tá certo... – Harry colocou sua mão em meu ombro, e fez nossos olhares se encontrarem.
-Vai dar tudo certo. Não se preocupe. – Ele disse com uma voz e olhar firmes, que realmente me fizeram acreditar que ia dar tudo certo. – Vamos.
A gente desceu, todos ainda estavam na sala. Zayn e Laísa aparentemente tinham se acertado, Bia estava se despedindo de Liam, já que ele sairia com a gente, e Isabela conversava com Ana pelo celular, explicando a situação, enquanto andava pela sala. O clima era de preocupação, mas não chegava nem perto do que havia dentro de mim. Me aproximei da porta, onde Bia e Liam estavam. Ela deu um último beijo nele, e desejou boa sorte, e logo depois se dirigiu a mim.
— Vocês vão achar ele, ok? Tenta ficar tranquila. – Ela disse, com a mão em meu ombro. Eu acenei com a cabeça rapidamente.
— Vocês todos vão ficar aqui? – Eu perguntei.
-Vamos sim, muita gente nessas horas nunca é bom. Vão lá, boa sorte. – Ela desejou com um abraço.
Harry e Liam já haviam se dirigido ao carro, e eu fui também. Quando estava quase fechando a porta, ouvi:
-Espera! – Era Zayn. – Acha que vai sem eu te dar um abraço? – Ele disse, já abrindo os braços.
— Zayn...
-A Laísa tá ok com isso. Não se preocupe, ela sabe que somos só amigos.
Eu aceitei o abraço, confesso que precisava do abraço dele. Ele não era só meu amigo; era meu melhor amigo. Tínhamos nos tornado tão próximos em tão pouco tempo, ele sabia tudo sobre mim, e eu sentia que precisava do apoio dele. No meio daquilo tudo, confesso que necessitava de um abraço apertado dele. Eu quase o esmaguei, de tão aperto, e chorei o dobro do que já tinha chorado antes, no ombro dele.
-Calma, calma, o Lou vai estar bem, nada aconteceu, ele vai te perdoar, eu tenho certeza. – Ele disse.
-Obrigada Zayn...Mesmo. Você é o melhor amigo que eu poderia ter, agora, e sempre. Eu te meti na maior roubada, e mesmo assim você está aqui por mim. Obrigada. – Eu disse, ainda o abraçando.
Ele desfez o abraço.
-É isso que os irmãos fazem. Agora vai lá, boa sorte. – Eu consegui soltar um pequeno sorriso, mesmo que não tenha durado muito. Eu tinha os melhores amigos que poderia ter.
Entrei no carro, no banco do passageiro. Harry dirigia concentrado e sério, acho que estava tão preocupado quanto eu. Uma hora se passou, já eram duas e meia da manhã, e nada. Dirigimos para vários lugares que Harry suspeitava que Louis podia ter ido, mas nada. Durante aquele tempo estávamos ligando para meio mundo que o Louis conhecia e perguntando por ele, mas ninguém o tinha visto.
-Stan? – Eu perguntei, em meio a lista de pessoas que passavam pela minha cabeça.
— Já ligamos, nada.
Meu telefone tocou, era um número estranho. Atendi, meio desesperada.
-Alô?
— Olá, por favor, é a Nataly? – Uma voz grossa de homem perguntou do outro lado da linha.
-Sim, sim, sou eu, quem é?
-Senhorita, o senhor Louis William Tomlinson foi apreendido por dirigir bêbado, e acima do limite de velocidade, na Lydd Rd, estrada a caminho de Camber Sands. Ele agora se encontra na delegacia n°945, na Sea Rd. Precisamos de alguém que responda por ele, e o celular está cheio de mensagens e ligações suas...Você poderia...?
— Ai meu Deus, é claro, já estamos indo.
— Obrigado. – Eu desliguei o celular, e não me demorei para falar para Harry, que logo foi até lá o mais rápido possível.
— Camber Sands! Como não me lembrei de lá! Temos uma casa de praia lá, Harry seu burro...
-Calma Harry, não é culpa sua. – Eu disse, tentando o tranquilizar, e até a mim mesma. Pelo menos agora eu sabia que ele estava bem, e seguro, na verdade eu achava melhor que a polícia tivesse pegado ele, se não ele provavelmente teria batido o carro. Não pude deixar de me xingar mentalmente milhões de vezes.
O pior era que o lugar ficava à uma hora e meia de Londres, e eu tinha que esperar tudo isso pra vê-lo, parecia tortura, mas não mais do que não saber aonde ele estava. Ficamos em silêncio até chegar lá.
Quando chegamos perto do lugar meu coração já estava disparado. Mal Harry parou o carro, e eu já sai e entrei na delegacia.
-Cadê ele? – Perguntei pro primeiro guarda que achei pela frente, que por sorte era o que eu havia falado no telefone. Eu soava muito desesperada, mas não ligava pra isso.
— Por aqui, senhorita. – Ele me guiou por um ou dois corredores, e eu avistei Louis sentado em banco, visivelmente bêbado, encarando o chão. Não esperei um segundo, corri até ele no banco e o abracei o mais apertado que consegui, mas ele não expressou reação nenhuma.
— Você tá bem, né? Ele tá bem? – Eu perguntei para Louis, e logo depois para o guarda.
-Nenhuma lesão senhorita. Mas ele está encrencado com a polícia. – Eu expressei um olhar de preocupação, ainda estava abraçando Louis, não o deixaria escapar dos meus braços, nunca mais.
Liam e Harry entraram na sala, tinham ficado “presos” na entrada porque eu não os esperei. Mas eu só sei fazer besteira? Harry sentou-se do outro lado de Louis, pondo a mão em seu ombro, percebi que ele havia desmaiado em meus braços.
-Cara... Ele tá bem né? – Ele me perguntou.
-Bom, não está machucado... – Eu respondi, tentando fazer meu tom parecer de consolo, mas não sei se fui bem sucedida.
Eu estava morrendo de pena de Harry, sei que seu estado estava praticamente igual ao meu. Ele colocou as mãos no rosto, apoiando os cotovelos nos joelhos. Logo depois concertou sua postura, e virou-se para Louis.
-Eu odeio ver ele assim. Foi quase a mesma coisa quando ele descobriu sobre a mãe... Foi muita coisa pra ele aguentar em pouco tempo. Eu sei que isso soa bem gay, mas... Queria poder colocar o sofrimento dele em mim.
-Eu sei como é, Harry. Pode acreditar. Imagina agora como eu to por ter feito ele sofrer ainda mais.
-A culpa não foi sua Natty. Não foi, ok? Promete pra mim que você não vai se culpar? – Harry disse olhando em meus olhos. Foi bem aí que eu percebi o quanto eu o amava. Como um amigo, é claro. Com Zayn havia sido diferente, a gente havia conversado muito, e ele tinha se tornado um porto seguro pra mim. Mas Harry... Eu simplesmente sentia como se tivesse o conhecido a séculos. Eu simplesmente sentia um amor tão grande por ele, desde a primeira vez que nos vimos, uma conexão. Eu soltei outro sorriso bobo quando percebi pela segunda vez naquela noite, o quão abençoada eu era por ter aqueles amigos. Lógico que a amizade dele e de Zayn não valiam menos ou mais que a outra, as duas eram muito especiais, de jeitos diferentes. Só sei que daria a vida por eles. Por todos eles. – O que foi? – Disse Harry sorrindo também, ao ver meu sorriso bobo.
-Não é nada Curls. Eu prometo. – Respondi, bagunçando o cabelo dele.
Liam entrou pela sala de novo, não havia percebido quando ele tinha saído.
-Aonde você estava? – Eu perguntei.
-Fui resolver a situação do BooBear aqui. Paguei a fiança, e nada disso vai pros jornais, nem... – Ele foi interrompido por mim quase esmagando ele com um abraço, depois com um beijo no rosto – Ei, o que é isso, hahaha, só fiz minha parte.
-Obrigada Liam, muito mesmo, já disse que eu te amo? Bom, disse agora, sério, você é o melhor daddy que uma banda podia ter. – Eu disse, não acreditava como o Liam conseguia não perder o controle e resolver tudo perfeitamente, assim.
-Ah, que isso. Agora vamos levar o Sr. Louis Tomlinson pra casa né?
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