I Should Have Kissed You
9 The Secret - Part 2
Notas iniciais
-O que...Quem é Lilith?- Eu perguntei
Ele deu alguns passos em direção ao sofá, e largou-se lá, as mãos no rosto.
-Eu...Eu acho que você deveria saber – Ele disse, tirando a mãos do rosto, e mirando o chão, sem olhar pra mim.
— Então me conte – Eu disse
-Tudo começou algumas semanas atrás. Eu tinha saído de um relacionamento sério, e admito que gostava muito da garota... Eu estava muito triste por ter terminado com ela, tudo que eu pensava era em ligar pra ela de novo, voltar a ficar com ela, mas eu não podia, por problemas que eu não gostaria de falar agora... Enfim, eu estava muito triste, e solitário, estava quase depressivo. Nenhum dos boys realmente me entendia, nem mesmo Liam, que sempre me apoia em tudo. Eu ficava cada vez mais triste, e ninguém notava. Comecei a viver uma vida que não é minha; ia a festas quase todos os dias, bares, night clubs, bebia demais, pra esquecer os problemas. Não melhorava não, pelo contrário, só piorava. E a cada pouquinho que piorava meu sentimento, piorava também meu comportamento. Foi aí que ela apareceu... – Ele suspirou – Lilith. Um pedaço de mau caminho, sedutora, envolvente...O tipo do Harry, não o meu, nem de longe o meu. Mas ela me pegou no lugar certo, na hora certa. Ela me ofereceu o que eu achava que precisava, mas eu não podia estar mais enganado, não era nada daquilo que eu precisava. Ela me ofereceu distração, por uma noite. Você...Sabe o que eu quero dizer – O arrependimento e a dor eram mais que perceptíveis em sua voz, por mais errados que tivessem sido seus atos, seu estado era de dar pena. Eu não conseguia aguentar, larguei o celular em cima da mesinha de centro, corri e o dei um abraço. Ele ficou surpreso, parecia esperar que eu o julgasse, talvez porque ele mesmo se auto-condenava tanto, que esperava essa mesma atitude dos outros. Mas eu não o julgaria. Seu abraço começou tímido, mas ele logo se entregou e apertou o abraço ainda mais. Dava pra ver que ele estava precisando desesperadamente de um. Eu chorava, muito, e sentia as lágrimas dele também caírem nas minhas costas. Não havia melhor sentimento do que poder estar junto a ele, não poderia haver sentimento melhor em todo o mundo. Ficamos lá pelo que me pareceu a eternidade... Mas uma hora ele disse:
-Você sabe que não acabou por aí, né?- Eu desfiz o abraço, segurei em seus ombros, olhei bem no fundo de seus olhos (e que olhos), e disse:
-Não importa aonde acabe. Você pode ter feito a pior burrada do mundo inteiro, eu ainda vou estar com você, do seu lado, ok? Confia em mim. Eu vou te ajudar.
-Ninguém pode me aju..
-Se eu não puder ajudar eu vou tar aqui pra dividir a dor com você, ok? Eu NÃO vou te deixar. Nunca. Não importa o que aconteça. – Parece que era tudo que ele queria ouvir. Que ele precisava ouvir. Ele deu um sorrisinho pequeno, mas sincero. E como aquilo me deixou feliz... Mas ele logo desfez o sorriso e desviou seus olhos dos meus de novo.
-Acontece que...Ela tá grávida.
Essa frase me partiu em mil. Tinha uma garota grávida...do Niall? Do meu Niall? Agora eu entendia porque ele estava tão mal. A quantidade de problemas que isso acarretaria lotou minha mente em segundos. E ele tinha passado por tudo aquilo sozinho. Sim,Niall Horan era forte. Niall Horan era MUITO forte. Eu precisava ajudá-lo.
-Niall...
-E não é só. Você é inteligente, sabe o que aconteceria caso essa história vazasse, não é? Infelizmente, ela também. Ela é uma golpista, Bruna. Ela armou pra cima de mim. Ela quer que eu a pague muito, MUITO dinheiro, e tudo que ele pode comprar, só quando ela estorquir cada mísero centavo meu, ela vai...Vai abortar a criança e ficar com a boca fechada. – A voz dele enfraqueceu quando ele falou em abortar. Ele tentava esconder, mas era óbvio que se importava com a criança. E pior é que ele não estava no controle de nada. Ela podia brincar com ele e com a criança como se fossem dois brinquedinhos de plástico. Ele se levantou, e começou a andar pela sala, de costas pra mim, como se envergonhado de seus atos. Certamente achava que eu teria nojo dele. Mas não. Eu não conseguia acreditar em como ele tinha suportado aquilo tudo sozinho, eu já teria desmoronado. Ninguém, nem mesmo os boys sabiam, é claro, se ele contasse os boys iam querer que ele fizesse a coisa certa e á denunciassem para a polícia, mesmo que aquilo fosse acabar com a carreira deles, mas Niall nunca faria isso com os companheiros de banda. Eu não tinha o que fazer, além de me levantar, obrigá-lo a olhar nos meus olhos e dizer:
-Você tem a mim agora. Vai ficar tudo bem. – Eu disse com firmeza. A mesma firmeza com a qual ele me pegou pelos braços, me puxou, e...Me beijou...
Fale com o autor