Londres era linda. Absolutamente linda. Meu nome é Natalia, eu tenho 19 anos, e estou fazendo intercâmbio por 6 meses em Londres, com algumas amigas. Seus nomes são Ana Clara, Bruna, Laísa, Isabela, e Beatriz. Claro que estou aqui pra estudar e esse vai ser meu foco na viagem, além de conhecer mais essa cidade maravilhosa, mas tem mais uma razão que me traz aqui: A banda One Direction. Eu sou completamente apaixonada por essa banda, e espero poder ir em algum show deles por aqui, e se tiver sorte espero conhecê-los também, sei que um sonho distante, mas eu acredito que irei realizá-lo.

Enfim, era sábado, e de noite a gente ia á essa festa, convite de uma amiga da mãe da Ana Clara, era um clube que bastante gente rica costumava freqüentar. Geralmente teríamos que pagar pra entrar, mas ganhamos ingressos de cortesia essa vez, dessa amiga. Como era de tarde, saímos às compras, porque eu não tinha vestido pra usar, e as meninas queriam comprar mais umas coisinhas também. Ficamos a tarde inteira escolhendo, mas enfim conseguimos uma roupa completa pra ir nesse clube tão chique. Estávamos assim:

Eu, a rockeira

Isa, a delicada

Bia, a 2ª rockeira

Bruna, a doida colorida

Laísa, a personalizada

Ana, a estilosa

Fomos pra lá. Entramos lá e era absolutamente lindo, enorme, e muito espaçoso, ficamos numa área onde não era muito movimentado, tinha um bar, num balcão onde tinham uns três homens sentados, cada um afastado do outro, pareciam estar tristes, mas não me preocupei, afinal, mesmo ficando com pena e vontade de ajudar, não poderia me meter na vida deles. Sentamos em um grupo de mesas onde só tinha uma ocupada por dois amigos, todas as outras estavam vazias. Fiquei de frente pro balcão do bar. Pedimos algumas bebidas. Passou-se uns vinte minutos, minhas amigas estavam distraídas na conversa, mas eu só conseguia olhar pra um dos homens no balcão. Ana chamou minha atenção:

— Natty?? O que foi? O que tem no balcão pra te deixar tãao interessada?

— Não sei…Alguma coisa naquele homem no balcão… Me parece familiar.

-Familiar? Como assim familiar? – Bruna perguntou

— Eu…Não sei…Tá, vocês vão me achar idiota, mas ele não parece o Louis? Da One Direction? – Todas as minhas amigas eram tão fãs quanto eu, então achei que poderia falar das minhas “suspeitas” sem parecer muito louca.

— É…Eu não posso falar que não parece — Laísa respondeu

-Você não acha que… – Bruna disse

— Não! Não pode ser! O que ele estaria fazendo aqui? Ainda mais, já teriam milhões de fãs na porta. – Isa falou

— Talvez não. Estamos paradas aqui olhando pra ele a meia hora, e só percebemos alguma semelhança agora. – Bia retrucou, deixando uma dúvida ainda maior crescer dentro de mim. Mas eu só sabia de uma coisa, eu tenho sonhado por anos em conhece-lo, se aquele for realmente ele, e eu não fizer nada, não vou me perdoar. Decidi tomar uma atitude, qualquer atitude. Peguei uma tampa de garrafa que tava no chão.

— Natty, o que você vai faz… – Ana não chegou a completar a frase, eu taquei a tampa de leve nas costas dele, de modo a fazer ele virar. Pedi desculpas mentalmente. Funcionou. Ele não virou o bastante pra dar pra ver o rosto dele, mas deu pra ver a camisa que estava por baixo da blusa, e o capuz dele também caiu. Cabelo castanho liso, blusa listrada, suspensórios. E mais: cueca de estrelinha que ele já apareceu em fotos usando. Não tinham duvidas. Ele puxou o capuz de volta rápido, e a blusa também. Dessa vez tomou o cuidado de fechar o zíper. O que não sei como ele conseguia, pois aquele lugar era muito quente.

— É ele. Eu tenho certeza – Falei

— A gente não pode ter certeza – Bia falou

— Eu sei que. É que… Sei lá, eu…Sinto – Era meio verdade. Por um lado sentia que era ele, mas talvez estivesse sendo cegada pela esperança. Por outro, estava nervosa demais com a idéia pra conseguir sentir outras coisas.- Eu vou lá. Vou falar com ele.

— Natty…

— Esperei por isso a minha vida toda. E mais, não quero ser mais uma fã chata. Eu tenho um planinho. – As garotas se olharam, como que com medo. Era famosa pelos meus planinhos. Metia medo em todos quando falava que tinha um plano, mas ninguém me impedia por que…Bem, eles geralmente davam certo. Peguei a taça em que estava tomando, e tomei tudo que tinha lá de uma vez só. Pra me dar coragem. Puis mais no copo, parte do plano. Cheguei por trás dele cambaleando e sentei no banco do lado. Ele não olhou.

— Ei! Você vai ser meu marido sabia? –falei com voz de bêbada. Estava segurando o copo precariamente na mão, quase caindo. Ele estava bebendo vodka.

— Tá certo – Ele disse, estava com a voz triste e embargada. Falou como se não estivesse com disposição o bastante pra perguntar se eu era doida. Então, com seu jeito engraçado, entrou na brincadeira – E onde é que a gente vai se casar? – Disse brincando

— Na praia. Hawaii. Pôr-do-sol. – Eu disse, e tomei mais um gole. Não podia acreditar no que estava acontecendo. Fiquei surpresa do meu coração não sair pela boca, de tão rápido que batia.

— Sério? É o casamento dos meus sonhos. – Ele continuou com a brincadeira

-Eu quero ter filhos. Muitos filhos. É melhor eu te avisar antes da gente se casar. – Eu continuei com a voz de bêbada. Tinha a impressão que todas as garotas me observavam da mesa com uma atenção impressionante.

— Tudo bem – Ele riu

— É meu sonho sabe? – Eu continuei, abandonando aos poucos a voz de bêbada — Me casar com um cara legal, divertido, acordar com música alta todo dia, acordar os vizinhos, dançar de manhã. Sempre foi meu sonho me casar com um cara engraçado, carinhoso, com uma voz linda, que cantasse pra mim, que me acordasse com beijos, um cara doido, louco que nem eu, que não da a mínima pro que pensam. Um cara estiloso, que se veste diferente. Alguém sem vergonha de viver, que só aproveita a vida ao máximo, se diverte. – Ele parecia cada vez mais interessado no que eu dizia – Quero morar por aqui na Inglaterra. Numa cidade tranqüila. Talvez…

-Doncaster? – Ele riu. Que sorriso maravilhoso. Eu retribui a risada. Não que eu tivesse escolha. Como não ficar feliz diante de um sorriso tão lindo?

-É. Um lugar onde as crianças pudessem andar de bicicleta pelo bairro…

-Brincar no jardim sem medo – ele completou. Nossos rostos estavam perigosamente perto. Nem preciso dizer que meu coração tava rasgando meu peito de tão forte que batia. Virei o rosto pra frente pra não acabar fazendo nada precipitadamente.

— Correr pela casa, e jogar vídeo game enquanto ouve…

— Os passarinhos cantando – Era exatamente o que eu ia dizer, como se tivesse lido meus pensamentos. Como se fossemos iguais. Fiquei surpresa, virei meu rosto pra olha-lo e não acreditei no aconteceu a seguir…Ele me beijou.

Notas finais
Espero que tenha gostado ^^, favorite e de reviews se gostar, e obrigada por ler !!