Quinta-feira, onze da noite. Iria amanhã na casa dos garotos. Tudo que eu queria fazer é deitar e dormir até a hora chegar, mas não conseguia. Dizer que estava possuída por ansiedade é pouco. Daqui a pouco eu estava vomitando ansiedade. Fiquei na cama deitada, escutando músicas calmas deles, pra ver se me acalmava. I Wish, Taken, More Than This, Moments, Grenade (cover), Hey There Dalillah (cantada pelo meu namorado), mas isso tudo só me fez ficar mais ansiosa e (é claro) ter um grande ataque de choro em Moments e More Than This. Simplesmente não consigo não chorar naquelas músicas, parece mágica. Fiquei pensando, pensando…Até finalmente adormecer. Acordei 11 da manhã. Meu encontro era só as seis da tarde. Mas aí poderia ficar lá até a hora que quisesse. Fui na escola (não consegui prestar atenção em nada, é claro) Saí de lá as 5 da tarde. “Só mais uma hora, Natália. Só mais uma hora.”Ficava repetindo pra mim mesma dentro da minha cabeça. Parece que minha cabeça deu um branco nessa hora que faltava. Me lembro de ir pra casa, tomar banho, me arrumar, tudo meio automático porque só tinha uma coisa na cabeça. “Só mais 40 minutos.” “Só mais 30 minutos” “Só mais 20 minutos” “Só mais 10 minutos”9…8…7…6…5…Demoravam eternidades pra passar. Finalmente ouvi…A campainha. Eu e minhas amigas saímos todas correndo, aposto que ninguém das olimpíadas corre mais rápido que fã de One Direction. Chegamos todas a porta na mesma hora, e como o Hall de entrada é um corredor estreitinho ficamos meio que todas apertadas, até qua a gente decidiu agir que nem gente normal, e desamontoou. Elas me desejaram sorte e me arrumaram 514651354841 vezes sem necessidade nenhuma.Eu estava vestida assim. Eu abri a porta. As garotas começaram a rir atrás de mim.

- Wow!! — Ele disse, olhando pra mim, e depois descendo o olhar diretamente (e descaradamente) pras minhas pernas — Você está…Está…Wow, linda.

-Nossa…É…Obrigada…- Eu não tava acostumada com esses elogios. Ele viu que eu estava sem graça, sorriu, se aproximou, e me beijou. As garotas riram como se nunca tivessem visto um beijo na vida.

- Oi Bruna! — Louis disse acenando pra ela, rindo.

Bruna respirou fundo como se fosse desmaiar, abriu o maior sorriso do mundo, mas não disse oi, parece que…Não conseguia. Mas valeu como um oi.

- Eu sou Ana! – Ana (a que menos tinha vergonha entre nós) estendeu a mão. Louis não teve tempo de cumprimentá-la

-Eu sou Isabella!

-Laísa!

-Bia!

Logo tinham 4 mãos competindo pra ver quem iria cumprimentá-lo primeiro.

-Garotas, ei ei! Parem com isso! Todas vocês vão conhece-lo! Calma! Mas agora não, precisamos ir!

-Tudo bem, tudo bem amor! Sério, deixa eu cumprimentá-las.

Ana me mostrou a língua, como que falando “Haha! Ganhei essa!”. Eu sorri e falei:

- Pode mostrar a língua a vontade Ana, quem vai pra casa com ele sou eu!

Ela se fez de ofendida, mas a gente sabia que era tudo brincadeira é claro. Bom, Louis conheceu todas as garotas e elas quase morreram de ataque cardíaco, mas isso é meio óbvio, eu estava prestes a sofrer quatro ataques daqui a pouco. Entramos no carro, e fomos.

- As garotas são bem legais. – Louis puxou assunto – Muito engraçadas.

-Elas iriam pirar se ouvissem isso, você sabe né. – a gente riu – Sei que você gosta de gente engraçada.

- É por isso que eu gosto de você — Ele me fez sorrir mais do que achei que era possível sorrir

-Eu sou engraçada?

- Você é doida! – Eu ri – Eu amo gente doida. Gente normal é muito…

- Sem graça – dizemos juntos – Sempre achei isso.-eu disse

-A gente devia parar de pensar e falar as coisas junto – ele disse fingindo preocupação — Vai começar a assustar as pessoas, sabe.

Eu sorri. A gente chegou em pouco tempo. Conversar com ele me deixava incrívelmente tranqüila. Como se tivesse ido pro céu, ou algo parecido. Simplesmente não conseguia me preocupar com nada quando estava com ele.

Chegamos. Entramos. Eu os vi. Estavam jogando vídeo game. Eu não…Não consigo descrever o momento. Não dá, não tem palavras suficientes pra descrever o que eu senti, as lagrimas vieram aos meus olhos instantaneamente, o sorriso não se desfazia de jeito nenhum no mundo. Louis enxugou minhas lágrimas, eu os abracei, beijei (no rosto é claro), gritei, fiquei histérica, depois me acalmei (e com me acalmar eu digo que parei de gritar e chorar porque o sentimento continuava o mesmo) é uma coisa completamente indescritível, é incrível, e felicidade demais, e a impressão que aquilo é sonho, e que eu vou acordar a qualquer momento, mas eu nunca acordo. Bom, se você já realizou o maior dos maiores sonhos da sua vida, você deve ter sentido mais ou menos 1/10 do que eu senti.