I See Dead People

2 Capíulo I - Decode


Notas iniciais
Opa, já estou aqui de novo, um capitulo mais explicativo, pois é o inicio.

Paramos em frente a uma casa com um muro extremamente alto, meu pai ligou para alguém e avisou que já havia chegado. O portão elétrico se abriu. Um jardim enorme foi exposto quando o carro entrou. Duas pessoas estavam sentadas em baixo de uma árvore, mas estavam distantes. O carro parou em frente a uma casa enorme estilo vitoriana. Desci do carro junto com meu pai e caminhamos até a porta principal, onde uma garota de cabelos pretos e olhos verdes estava nos esperando. Ela soltou um ''David'' empolgada e abraçou meu pai, ele riu para ela.

– Vamos à minha sala.

Entramos na tal casa, era tão grande por dentro quanto aparentava ser por fora. Subimos uma escada, alguns adolescente passavam e me olhavam. Me sentia no primeiro dia em uma escola nova.

Entramos em uma sala bem parecida com uma especie de escritório ou diretoria, a garota se sentou na cadeira atras de uma mesa e meu pai se sentou a sua frente, e fiquei em pé mesmo, estava desconfortável com toda aquela situação.

– Um passarinho verde me contou em você viriam. – Ela riu sozinha como se fosse uma piada interna. – Essa é seu filha, não é? Ela é linda, tão parecida com a Mirian. – Me encarou curiosa. – Sou Rosaly. – Se apresentou para mim.

– Você conheceu minha mãe? – Perguntei curiosa, afinal minha mãe morreu quando eu era um bebê, Rosaly parecia nova demais para conhecer minha mãe. Ela aparentava ter praticamente minha idade.

– Sim, eu a conheço. Ela é bem poderosa.

Meu pai lançou um olhar de reprovação para a garota. E então percebi o que ela falou. ''Conheço'' e ''é'' são verbos no presente. Ela sabia que minha mãe está morta ou não?

– Filha, existem coisas que eu não te contei, para te poupar, mas agora você tem que saber de alguma delas. Sua mãe está viva, não sabemos onde, porém está.

Olhei para ele perplexa. Serio? Então você escondeu que minha mãe morreu de mim? Eu nunca falei com minha própria mãe e ela está viva?

– Ela não é um exemplo a ser seguido. Depois falaremos disso com você.

Claro, vamos adiar o assunto da minha vida para algo totalmente sem logica como o modo como meu pai acha normal me tirar da escola e fazer com que eu more nessa casa em que não conheço ninguém.

Permaneci calada.

– Hay... Você tem que entender algumas coisas antes de falarmos da sua mãe. – Meu pai falou calmamente e eu assenti com a cabeça, deixando claro que estava com raiva. – Algumas pessoas são especias, as pessoas daqui são. – Ele falou de modo mais normal do mundo, coisas que você falaria para alguma pessoa que nasceu com alguma deficiência.

– Nós temos dons. – Rosaly foi direta como se já tivesse explicado isso muitas vezes. – Você consegue ver pessoas mortas, então deve estar aqui e treinar isso com outras pessoas vão te ajudar, assim como ajudaram a sua mãe.

– Ah, nós somos o novo X-Men? – Ironizei.

– Não. – Ela riu. – Não somos ainda. Mas quem sabe um dia? É normal não acreditar no inicio.

– E qual é seu poder? – Sorri na minha própria pergunta.

Ela me olhou, captando meu desafio. Prove. Eram o que meus olhos diziam.

Rosaly pegou um apontador na mesa e cortou seu próprio braço.

– Oh, não! Isso só prova que você é fã da Demi Lovato. – Minha voz era carregada de ironia. Não que Rose tivesse culpa de ser louca, só estava estressada com meu pai e isso da minha mãe estar viva.

– Olhe. – ela apontou para seu braço sangrando, até que o ferimento começou a fechar, estava cicatrizando rapidamente. Olhei incredula, até o ferimento não existir mais.

– O quê porra...?

– É, regeneração, eu consigo fazer em outras pessoas também, mas é bem mais lento.

Eu ainda estava processando tudo isso. Então se meu pai conheceu minha mãe aqui, ele também...

– Pai! Você também consegue fazer coisas desse tipo? – Perguntei incapaz de conter uma certa raiva.

– Não, eu nunca fui capaz, esse dom pula na minha família. Sua mãe era totalmente diferente, ela era incrível.

– E qual era o superpoder dela?

Rosely riu do que eu falei.

– Ela tinha um dom raro. – Rosaly disse. – Ela lia mentes.

– Tipo o Edward Cullen? Isso deve ser bem legal.

– É, não é uma coisa fácil de se lidar – Meu pai pareceu pensativo.

***

Depois de me despedir do meu pai, que disse voltaria ainda essa semana para ver como estou, Rosaly me encaminhou para onde seria meu quarto, ajudando a levar minhas malas para lá.

– Essa vai ser sua cama, peça para suas colegas de quarto te mostrarem a casa, elas são legais. – Ela sorriu e saiu, me deixando sozinha.

Me joguei na ''minha'' cama e fiquei encarando o teto. Esperando que eu acordasse e tudo isso não passasse de um sonho. Acabei me lembrando de outras situações estranhas que já passei. Como na vez que estava andando na rua e uma mulher ensanguentada me encarava e estava me seguindo, até que entrei no shopping e ela sumiu. Ou da vez em que estava na casa da minha amiga, Amanda, e jurei ter visto um velho sentado na cadeira de balanço, só que nenhum velho morava na casa dela, e aquela cadeira era de seu avô que havia morrido. Mas todas essas coisas eram rápidas e não eram tão reais como nessa madrugada.

Meus pensamentos foram interrompidos quando uma garota de cabelos pretos e curtos entrou no quarto e me olhou estranho.

– Você é nova aqui? Não lembro de dividir quarto com você. Meu nome é Diana.

– Oh, o meu é Hayden, mas pode me chamar de Hay. Sou nova, sim. Você pode me mostrar a casa mais tarde?

– Claro! Na hora do almoço eu te mostro. E te apresento algumas pessoas legais.

Nesse mesmo momento, uma loira com cachos de dar inveja até a cachinhos dourados entrou no quarto.

– Falando em pessoas legais, a pessoa totalmente o oposto disso acaba de entrar no quarto.

A loira ri em deboche e vem até mim.

– Sou Tiffany! Pode me chamar de Tiff. Sou sua colega de quarto mais legal. – Ela falou isso e olhou para Diana, que mandou um sorriso. – Qual é seu dom?

– Eu... Eu não sei. – Menti, não me sentia confortável para falar disso agora.

– Ah, entendo, muitos ainda não sabem, mas relaxa, uma hora você vai saber. – Tiffany estampava compreensão e uma certa pena em seus olhos.

– E qual é o seu? – Não contive minha curiosidade.

– Eu controlo o fogo! – Ela disse empolgada. – Ainda não consigo fazer fogo por conta própria como minha mãe, mas um dia serei como ela. Estou treinando para isso. E sim, deferente de outras pessoas, estou treinando de forma segura. – Ela falou a ultima frase olha novamente para Diana. – Bom, vou indo, até depois... – Ela pareceu procurar meu nome em sua mente. Mas antes que eu pudesse dizer, ela saiu do quarto.

– Simpática, não é? Mas não é o que parece, essa menina é o capeta. – Diana revirou os olhos.

– O que ela quis dizer com ''treinando de forma segura''?

Diana riu da minha pergunta.

– Você repara bem nas coisas, não é? – Ela falou e eu assenti. – Eu costumo treinar minhas habilidades aqui no quarto, e certas vezes eu fiz uma pequena bagunça e acertei coisas na cabeça dela. Talvez acidentalmente, talvez propositalmente. – Ela deu de ombros.

Seria divertido, eu amava uma treta, quem não gosta? Diana parecia ser uma pessoa legal e Tiffany também, ver elas brigando deve ser no minimo engraçado.

– E qual é seu dom? – Perguntei a Diana depois de um tempo em silencio.

– Telecinese.

– Serio? Eu sempre quis ter esse poder, sabe, quando eu via X-Men, e agora eu vejo que existem pessoas que realmente tem isso.

Ela riu do que eu disse.

– Quer que eu demonstre?

– Claro.

Diana sorriu confiante, levantou a mão direita em direção as coisas de Tiffany, pareceu se concentrar, e então uma coisas que eu não esperava aconteceu. Uma sombra saiu de baixo da cama dela e foi até as coisas de Tiff, pegado um porta-retrato, logo depois a sombra caminhou até Diana e colocou o objeto em sua mão.

Encarei ela perplexa.

– Isso não é telecinese.

– O quê? – Diana pareceu surpresa. – É sim!

– Eu vi que foi a sombra e não você.

Agora ela ficou realmente incrédula.

– V-você viu a sombra? Ninguém vê. Só eu.

– Bom, eu vi. – Dei de ombros.

– Poucas pessoas sabem sobre essa sombra, só minha família e as pessoas aqui que me ajudam a controla-la. Todos na minha família tem uma, é como um anjo da guarda, porém é bem difícil de controlar, diferente da telecinese normal em que as pessoas controlam o objeto, eu não controlo objeto nenhum, só controlo essa sombra. E acredite, muitas vezes ela faz o que quer, por isso Tiffany tem tanta raiva de mim. – Explicou e eu prestei bastante atenção. – Sabe, eu sei quando as pessoas estão mentindo, e sei que você mentiu para Tiffany. – Ela mudou de assunto. – Você sabe qual é seu dom.

Pensei um pouco. Diana tinha acabado de me contar coisas que poucas pessoas sabiam sobre a tal sombra, então por que não dividir meu segredo com ela.

– Eu vejo gente morta.

Notas finais
Gente, tentarei postar o mais rápido possível, mas é bem difícil. Fiz algumas referencias nesse capitulo, o próprio nome da fic é uma referencia. Desculpa se alguém se sentiu ofendido pela a referencia a Demi Lovato, mas é tudo zuera, não levem a serio u.u É isso, até o próximo, deixem seus comentários para eu saber que vocês existem. Qualquer erro, podem me mandar mensagem privada. Beijos.