I See Dead People

8 Capítulo VII - You Give Love a Bad Name


Notas iniciais
DESCULPA ESSA DEMORA, bom, é faz mais ou menos uma semana que postei então ainda estou no prazo, mas estou tentando postar com frequência. Espero que gostei, quem queria tretas, aqui está a primeira :v Boa leitura.

Rosaly me encarava sem reação, ela piscou três vezes seguidas.

– Ela... Me fez dar um chá envenenado para meu pai? – Seus olhos ficaram cheios de lagrimas.

– Você quer que eu te deixe sozinha para processar tudo isso?

Ela só balançou a cabeça, e sai da sala direto para meu quarto, eu estava olhando para o chão pensando em outras coisas quando vejo um vulto em direção a mim, podia ter certeza que sentia algo passando pelo meu ombro.

Olhei para trás para ver quem era e vi uma garota que me encarou um tanto assustada, ela era um espirito? Não podia sentir nada de morto nela.

– Hey! – Ela me cumprimentou e tive certeza de que ela estava bem presente e não era nenhum tipo de fantasma. – Sou sua nova colega de quarto, troquei com Tiffany, já conheci Diana, ela é bem legal diferente do que Tiff havia me dito. – Ela pareceu pensar. – Você acha que devo falar com Rosaly sobre termos um tipo de educação física no horário de aulas? – Ela falou bem rápido, por isso levei um momento para responder.

– Oh, oi... Não acho que é um bom momento para falar com Rosaly, mas apoio a educação física. – Fiz uma pausa. – Sou Hayden, quer ajuda com a mudança de quarto?

– Sim, Beatriz. – Ela estendeu a mão para que eu apertasse e fiz isso. – Mas pode me chamar de Triz.

Ela sorriu feliz e voltou a andar, segui ela até o antigo quarto dela, entrei e percebi que era o mesmo quarto de Clary, pois ela estava sentada em uma das camas, assim que ela me viu, sorriu deixando o livro que estava lendo de lado. O mais estranho é que havia um lobo ao lado da cama em que Clary estava, ela pareceu falar algo para ele e depois se levantou.

– Hey, eu ajudo vocês. – Clary pegou uma das caixas e fiz o mesmo, Triz puxou uma mala gigante. – Não sei o porquê de você mudar de quarto, Triz.

– Tiff insistiu tanto, e é bom varias, as vezes!

– Hum, okay, só não vai me esquecer. – Clary se virou em minha direção enquanto saímos do quarto. – Você já falou com Rob hoje?

Só balancei a cabeça negativamente, e Triz soltou um gritinho.

– Ela é a garota que vamos juntar com o Rob? – Ela perguntou como se eu não estivesse ali. – Eu já shippo!

Clary riu.

– Não era para ela saber disso, Triz.

Beatriz deu de ombros, chegamos em frente à porta do meu quarto e Triz fez um sinal com a mão para que parecemos.

Ela passou pela porta com facilidade, só que deixou a mala no lado de fora.

– Amostrada, mas você não conseguiu passar com a mala! – Clary abriu a porta e foi entrando.

Triz suspirou, voltando para pegar a mala.

Entrei no quarto e fechei a porta atrás de mim.

– Preciso treinar mais, imagina só quando eu conseguir fazer isso comigo e outra pessoa!

– Por isso eu vi um vulto quando você passou por mim, eu quase senti você tocar meu ombro inclusive.

– Você sentiu e viu? – Triz me encarou duvidosa.

– Sim, como se você fosse um espirito.

– Ah, isso é porque a Triz se desmaterializa, ficando como os espíritos que você vê. – Clary explicou. – Por isso você consegue ver e sentir ela, mas o resto das pessoas não.

– Pena que não consigo ficar desse modo por muito tempo. – Triz comentou.

Depois, Triz começou a falar da ideia dela de educação física para Clary, que não pareceu se empolgar muito. Meus pensamentos voaram para Robert e sua mãe, eu tinha que ajuda-lo a falar com ela.

– Clary, onde Rob está?

Ela me olhou carregada de malicia e Beatriz riu.

– Na sala de TV, eu acho.

– Okay, obrigada.

Chegando na sala de televisão, Robert estava tentando controlara TV, ligava e desligava, ele parecia frustrado por não conseguir fazer o que ele quer. Sentei no sofá e vi que fazer isso algumas vezes. Até que ele pareceu se estressar, o canal que a televisão estava mudou e ele sorriu feliz com o feito. Ele se virou com um sorriso no rosto e me viu sentada no sofá, deu um pulo de susto, me fazendo rir.

– Você está me espiando desde quando?

– Não estava espiando. – Ri dele. – E não faz muito tempo.

– Você não treinou hoje?

– Lana não pôde vir, e você está treinando até agora?

– Sim, isso é muito difícil! – Suspirou. – Eu não sei como fazer e o pior é que quando me estresso tudo funciona, não tenho controle das minhas emoções, e por isso não tenho controle do meu poder. – Ele se sentou e meu lado bem perto e no momento em que ele fez isso as luzes ficaram mais fracas.

– O que isso quer dizer, Super Choque? – Perguntei me referindo as luzes.

Ele riu balançando levemente a cabeça.

– Interprete como quiser. – Ele deu um sorriso galante.

Ouvi gritos vindos do lado de fora da sala, me levantei imediatamente para saber o que estava acontecendo, principalmente porque eu sabia que era a voz de Rosaly, Robert me seguiu.

Dei de cara com Rosaly discutindo cum uma mulher loira, que reconheci como a mãe dela.

– E você vai dar importância para uma garotinha qualquer, Rosa? Eu te criei, eu me importo com você!

– Você me fez matar meu próprio pai e ainda me fez sentir abandona pelo mesmo.

– E isso importa agora? Fiz tudo pelo bem de todos.

– Fez tudo pelo seu bem!

– Parem. – Intervir mesmo sabendo que não devia. – Isso aqui não vai adiantar de nada, Rosaly, as outras pessoas estão ficando preocupadas.

Rosaly olhou em volta e viu que alguns adolescentes estavam a olhando assustados.

– Você é a culpada por tudo isso!

A mãe de Rosaly me olhou com ódio, e eu achei que seria só isso, mas do nada ela avançou em minha direção com a provável intenção de me bater, mas Robert se pôs no caminho dela.

– Saia da minha frente! – A mulher empurrou Rob, que permaneceu no mesmo lugar.

A luz do lugar oscilou, Rosa percebeu isso e puxou a mãe para ao lado.

– Saia daqui, você já fez demais.

– Você tem que me deixar explicar tudo isso, filha.

– Não, não tenho. Não aja como se você tivesse feito tudo por mim, porque não fez, você nunca se importou comigo. Sabe o porquê de querer criar um lugar para que os jovens aprendessem a controlar seus poderes e se sentissem em casa? Por que eu nunca tive uma casa, você nunca me fez sentir em casa, você nunca foi mãe. Acho que foi a única coisa boa que você fez, me fez crescer rápido. Agora pode sumir.

– Fiz tudo por amor, você tem que entender, filha.

Agora elas falavam baixo, provavelmente só eu e Robert estávamos escutando.

– Amor a si própria, grande desculpa, mãe do ano. Só saia daqui.

A mulher pareceu pensar, mas saiu sem dizer mais nada.

Rosaly ficou lá parada por um tempo. Mesmo não tendo muita intimidade com ela, fui até lá e a abracei. Ela me apertou no abraço, como um modo de buscar força. Soltamos o abraço e ela sorriu fraco.

– A verdade é tão libertadora, hein. – Ela ironizou. – Vá jantar, Hayden, está tarde.

Eu nem estava com fome, mas fiz isso. Robert foi comigo, comemos em silencio até que ele perguntou o que havia acontecido com Rosaly, já que ele não tinha entendido nada. Não sei como ele só perguntou isso agora, se fosse eu estaria morrendo de curiosidade e perguntaria assim que saísse de perto de Rosa.

Expliquei a historia toda de Steve para ele.

– Por que você não me chamou para ajudar você nisso também? Achei que eu era seu ajudante de invocação oficial.

Ri do que ele disse.

– Bom, não sabia que você queria ser meu ajudante oficial, mas o Adam me ajudou.

– Hum...

– Você está pronto para me ajudar nessa madruga, então?

– Nasci pronto, quem vamos invocar? – Ele falou de modo quase normal.

– Sua mãe, vou precisar muito de sua ajuda, você terá que procurar fotos e qualquer coisa que tem dela.

Antes que ele pudesse responder, Adam parecendo correndo em direção a gente.

– Hay, eu invoquei o Steve novamente para saber exatamente onde o corpo dele estava enterrado, sei que você precisa da tal corrente que ele falou. – Adam falou quase engolindo as palavras.

Rob me olhou curioso, eu havia mencionado da corrente quando expliquei a história para ele.

– O que estávamos esperando, onde está a pá? Acho que vamos cavar um pouco. – Robert disse se levantando.

– Você vai também? – Adam ergueu as sobrancelhas.

– Sim, sou o ajudante de invocação oficial. – Rob sorriu meio irônico.

– Estamos perdendo tempo. – Interrompi, levantando da cadeira.

Parece que as coisas estavam finalmente caminhando para o rumo certo eu sentia que a cada passo estava perto de minha mãe.

Notas finais
Tentarei postar mais cedo, tenho prova sábado, então provavelmente depois dai. Mas se eu conseguir digitar tudo eu posto antes, obrigada pelos comentários lindos :3 Se tiver algum erro é porque não tive tempo de revisar, minha mãe está me abusando para eu ir estudar com meu irmão. Me digam o que acharam desse. Até depois.