I See Dead People
8 Capítulo VII - You Give Love a Bad Name
Notas iniciais
Rosaly me encarava sem reação, ela piscou três vezes seguidas.
– Ela... Me fez dar um chá envenenado para meu pai? – Seus olhos ficaram cheios de lagrimas.
– Você quer que eu te deixe sozinha para processar tudo isso?
Ela só balançou a cabeça, e sai da sala direto para meu quarto, eu estava olhando para o chão pensando em outras coisas quando vejo um vulto em direção a mim, podia ter certeza que sentia algo passando pelo meu ombro.
Olhei para trás para ver quem era e vi uma garota que me encarou um tanto assustada, ela era um espirito? Não podia sentir nada de morto nela.
– Hey! – Ela me cumprimentou e tive certeza de que ela estava bem presente e não era nenhum tipo de fantasma. – Sou sua nova colega de quarto, troquei com Tiffany, já conheci Diana, ela é bem legal diferente do que Tiff havia me dito. – Ela pareceu pensar. – Você acha que devo falar com Rosaly sobre termos um tipo de educação física no horário de aulas? – Ela falou bem rápido, por isso levei um momento para responder.
– Oh, oi... Não acho que é um bom momento para falar com Rosaly, mas apoio a educação física. – Fiz uma pausa. – Sou Hayden, quer ajuda com a mudança de quarto?
– Sim, Beatriz. – Ela estendeu a mão para que eu apertasse e fiz isso. – Mas pode me chamar de Triz.
Ela sorriu feliz e voltou a andar, segui ela até o antigo quarto dela, entrei e percebi que era o mesmo quarto de Clary, pois ela estava sentada em uma das camas, assim que ela me viu, sorriu deixando o livro que estava lendo de lado. O mais estranho é que havia um lobo ao lado da cama em que Clary estava, ela pareceu falar algo para ele e depois se levantou.
– Hey, eu ajudo vocês. – Clary pegou uma das caixas e fiz o mesmo, Triz puxou uma mala gigante. – Não sei o porquê de você mudar de quarto, Triz.
– Tiff insistiu tanto, e é bom varias, as vezes!
– Hum, okay, só não vai me esquecer. – Clary se virou em minha direção enquanto saímos do quarto. – Você já falou com Rob hoje?
Só balancei a cabeça negativamente, e Triz soltou um gritinho.
– Ela é a garota que vamos juntar com o Rob? – Ela perguntou como se eu não estivesse ali. – Eu já shippo!
Clary riu.
– Não era para ela saber disso, Triz.
Beatriz deu de ombros, chegamos em frente à porta do meu quarto e Triz fez um sinal com a mão para que parecemos.
Ela passou pela porta com facilidade, só que deixou a mala no lado de fora.
– Amostrada, mas você não conseguiu passar com a mala! – Clary abriu a porta e foi entrando.
Triz suspirou, voltando para pegar a mala.
Entrei no quarto e fechei a porta atrás de mim.
– Preciso treinar mais, imagina só quando eu conseguir fazer isso comigo e outra pessoa!
– Por isso eu vi um vulto quando você passou por mim, eu quase senti você tocar meu ombro inclusive.
– Você sentiu e viu? – Triz me encarou duvidosa.
– Sim, como se você fosse um espirito.
– Ah, isso é porque a Triz se desmaterializa, ficando como os espíritos que você vê. – Clary explicou. – Por isso você consegue ver e sentir ela, mas o resto das pessoas não.
– Pena que não consigo ficar desse modo por muito tempo. – Triz comentou.
Depois, Triz começou a falar da ideia dela de educação física para Clary, que não pareceu se empolgar muito. Meus pensamentos voaram para Robert e sua mãe, eu tinha que ajuda-lo a falar com ela.
– Clary, onde Rob está?
Ela me olhou carregada de malicia e Beatriz riu.
– Na sala de TV, eu acho.
– Okay, obrigada.
Chegando na sala de televisão, Robert estava tentando controlara TV, ligava e desligava, ele parecia frustrado por não conseguir fazer o que ele quer. Sentei no sofá e vi que fazer isso algumas vezes. Até que ele pareceu se estressar, o canal que a televisão estava mudou e ele sorriu feliz com o feito. Ele se virou com um sorriso no rosto e me viu sentada no sofá, deu um pulo de susto, me fazendo rir.
– Você está me espiando desde quando?
– Não estava espiando. – Ri dele. – E não faz muito tempo.
– Você não treinou hoje?
– Lana não pôde vir, e você está treinando até agora?
– Sim, isso é muito difícil! – Suspirou. – Eu não sei como fazer e o pior é que quando me estresso tudo funciona, não tenho controle das minhas emoções, e por isso não tenho controle do meu poder. – Ele se sentou e meu lado bem perto e no momento em que ele fez isso as luzes ficaram mais fracas.
– O que isso quer dizer, Super Choque? – Perguntei me referindo as luzes.
Ele riu balançando levemente a cabeça.
– Interprete como quiser. – Ele deu um sorriso galante.
Ouvi gritos vindos do lado de fora da sala, me levantei imediatamente para saber o que estava acontecendo, principalmente porque eu sabia que era a voz de Rosaly, Robert me seguiu.
Dei de cara com Rosaly discutindo cum uma mulher loira, que reconheci como a mãe dela.
– E você vai dar importância para uma garotinha qualquer, Rosa? Eu te criei, eu me importo com você!
– Você me fez matar meu próprio pai e ainda me fez sentir abandona pelo mesmo.
– E isso importa agora? Fiz tudo pelo bem de todos.
– Fez tudo pelo seu bem!
– Parem. – Intervir mesmo sabendo que não devia. – Isso aqui não vai adiantar de nada, Rosaly, as outras pessoas estão ficando preocupadas.
Rosaly olhou em volta e viu que alguns adolescentes estavam a olhando assustados.
– Você é a culpada por tudo isso!
A mãe de Rosaly me olhou com ódio, e eu achei que seria só isso, mas do nada ela avançou em minha direção com a provável intenção de me bater, mas Robert se pôs no caminho dela.
– Saia da minha frente! – A mulher empurrou Rob, que permaneceu no mesmo lugar.
A luz do lugar oscilou, Rosa percebeu isso e puxou a mãe para ao lado.
– Saia daqui, você já fez demais.
– Você tem que me deixar explicar tudo isso, filha.
– Não, não tenho. Não aja como se você tivesse feito tudo por mim, porque não fez, você nunca se importou comigo. Sabe o porquê de querer criar um lugar para que os jovens aprendessem a controlar seus poderes e se sentissem em casa? Por que eu nunca tive uma casa, você nunca me fez sentir em casa, você nunca foi mãe. Acho que foi a única coisa boa que você fez, me fez crescer rápido. Agora pode sumir.
– Fiz tudo por amor, você tem que entender, filha.
Agora elas falavam baixo, provavelmente só eu e Robert estávamos escutando.
– Amor a si própria, grande desculpa, mãe do ano. Só saia daqui.
A mulher pareceu pensar, mas saiu sem dizer mais nada.
Rosaly ficou lá parada por um tempo. Mesmo não tendo muita intimidade com ela, fui até lá e a abracei. Ela me apertou no abraço, como um modo de buscar força. Soltamos o abraço e ela sorriu fraco.
– A verdade é tão libertadora, hein. – Ela ironizou. – Vá jantar, Hayden, está tarde.
Eu nem estava com fome, mas fiz isso. Robert foi comigo, comemos em silencio até que ele perguntou o que havia acontecido com Rosaly, já que ele não tinha entendido nada. Não sei como ele só perguntou isso agora, se fosse eu estaria morrendo de curiosidade e perguntaria assim que saísse de perto de Rosa.
Expliquei a historia toda de Steve para ele.
– Por que você não me chamou para ajudar você nisso também? Achei que eu era seu ajudante de invocação oficial.
Ri do que ele disse.
– Bom, não sabia que você queria ser meu ajudante oficial, mas o Adam me ajudou.
– Hum...
– Você está pronto para me ajudar nessa madruga, então?
– Nasci pronto, quem vamos invocar? – Ele falou de modo quase normal.
– Sua mãe, vou precisar muito de sua ajuda, você terá que procurar fotos e qualquer coisa que tem dela.
Antes que ele pudesse responder, Adam parecendo correndo em direção a gente.
– Hay, eu invoquei o Steve novamente para saber exatamente onde o corpo dele estava enterrado, sei que você precisa da tal corrente que ele falou. – Adam falou quase engolindo as palavras.
Rob me olhou curioso, eu havia mencionado da corrente quando expliquei a história para ele.
– O que estávamos esperando, onde está a pá? Acho que vamos cavar um pouco. – Robert disse se levantando.
– Você vai também? – Adam ergueu as sobrancelhas.
– Sim, sou o ajudante de invocação oficial. – Rob sorriu meio irônico.
– Estamos perdendo tempo. – Interrompi, levantando da cadeira.
Parece que as coisas estavam finalmente caminhando para o rumo certo eu sentia que a cada passo estava perto de minha mãe.
Fale com o autor