I See Dead People

7 Capítulo VI - Ghost


Notas iniciais
Hey! Cinco favoritos? Gente, vocês são demais! Obrigada por isso, serio. Enfim, sem enrolar mais, aqui está o capítulo. Boa leitura

Assim que cheguei na aula, Adam sentou ao meu lado, contei para ele sobre Cecilia e também sobre o construtor dessa casa, Steve Miller. Ele suspirou triste por não poder ajudar, até que ele me olhou animado.

– Tive uma ideia! Tem um jeito de quebrar o feitiço, ou minha mãe desfaz, e sei que ela não vai fazer isso sem motivo, ou procuramos uma feiticeira.

– Hum, e por que você não fez isso antes?

– Eu não tinha motivo nenhum para desobedecer minha mãe. – Ele deu de ombros. – Agora vou te ajudar. – Ele pareceu pensar. – Vamos falar com Clary, com certeza ela vai ajudar, até porque você é amiga de Robert.

Adam deu um olhada para Robert como se ele pudesse escutar, e depois balançou a cabeça sozinho.

– O que Robert tem com Clary?

Adam riu da pergunta.

–Nada não, ela é irmã dele. – Ele falou ainda risonho e eu estava procurando o motivo de ele estar assim.

Depois do almoço, fomos até o quarto de Clary, quando entramos demos de cara com uma menina mais baixa que eu, ruiva com os cabelos indo até quase a cintura. Adam explicou o que houve para ela, enquanto ela escutava atentamente.

– Acho que já sei. – Clary saiu revirando as coisas dela até que se deparou com um livro de capa escura, com uns detalhes bem estranhos. Se eu estivesse em uma livraria, só compraria esse livro se ele tivesse uma sinopse muito boa, sim, costumo julgar muito pela capa.

Eu estava sentada em uma das camas e Clary se sentou ao meu lado. Olhei para o livro que ela folheava e nele tinha uns rabiscos que eu nunca saberia ler, poderia ser uma lingua antiga ou uma inventada para os feiticeiros.

– Como você consegue ler isso?

Ela sorriu e depois olhou para mim, percebi que seus olhos castanhos, muito parecidos com os de Rob.

– Eu meio que nasci com facilidade para entender isso, só precisei estudar um pouco para entender os feitiços. – Ela parou de falar por um momento. – Você é a Hayden, não é? Rob me falou de você!

– É? E o que ele disse?

– Nada demais. – Ela sorriu sozinha, mordendo o lábio inferior em seguida. – Ele parece gostar de você.

Acho que as pessoas aqui combinam uma forma de me deixar curiosa com tudo.

Adam pigarrou.

– Vamos voltar ao feitiço? – Ele falou desconfortável, Clary riu disso.

Ela voltou a atenção ao livro, até que parou em uma pagina, tinha algumas ilustrações. Clary começou a recitar o que estava escrito em uma língua parecida com o latim, a língua dela enrolava em algumas horas, parecendo que ela estava gaguejando, mas ela provavelmente sabia bem o que estava dizendo. Por um momento me lembrei daqueles filmes em que o padre tem que exorcizar alguém, me deu vontade de rir, porém não fiz para não tirar a concentração de Clary.

Pensando bem, não tem muita graça isso de exorcismos, eu terei que fazer um dia? Espero que não.

Quando Clary parou, Adam sorriu aliviado, para mim ele continuava o mesmo, mas provavelmente ele teria sentido o feitiço sendo retirado.

– Ela estava controlando seu poder. – ela balançou a cabeça negativamente em sinal de reprovação à atitude de Lana.

– Por isso tive dificuldades de evocar. – Ele falou sozinho. – Obrigada, Clary! – Adam deu um abraço desajeitado nela.

***

Expliquei para Adam como o fantasma de Steve Miller era, passamos um tempo pensado nele e Steve pareceu, bem mais rápido de quando eu tentei evocar Cecilia sozinha.

– Ora, olha quem diria, a garota está interessada no que tenho a dizer. – Steve abriu um sorriso presunçoso.

Revirei os olhos.

– Bom, você está aqui a um tempo, então deve conhecer minha mãe, o nome dela é Mirian, preciso acha-la.

Adam apenas observava, eu não havia falado nada sobre minha mãe à ele.

– Você é tão geniosa quanto ela. – Sua aparecia oscilou um pouco. – Eu ouvi a sua conversa com seu pai ontem, sei que quer encontra-la

Olhei incrédula para o homem a minha frente.

– Você não tem direito nenhum de escutar minhas conversas.

– Ele não tem culpa, está aprisionado aqui. – Adam explicou.

– Exato, garoto esperto você, explique como as coisas são para sua namoradinha.

– Não estamos aqui para falar de mim. – Mudei de assunto. – Onde está minha mãe?

– Não tenho ideia. Sei que ela não está aqui nessa casa.

– O que, exatamente, você sabe sobre ela? – Adam perguntou preciso.

– Sei de algo que vai ajudar a lidar com ela.

– O quê?

– No bolso esquerdo da roupa em que fui enterrado, existe uma corrente que fortalece seus poderes e bloqueia a entrada de sua mãe na dua mente. Mas só vou dizer onde está se você me fizer um favorzinho.

Não queria deixar me levar por ele, mas eu precisava de tudo que me ajudasse com minha mãe. Adam me olhou receoso.

– Está pronta? – Steve disse ansioso.

– Espera ai, você vai dar uma memoria sua? Não pode fazer isso! Ela não está preparada... – Adam reclamou.

– Sinto muito. – Miller encostou as mãos em minha cabeça, senti um arrepio antes de tudo ficar escuro.

Acordei em uma sala com paredes brancas, alguns moveis antigos e um relógio gigante. Atrás de uma mesa, estava Steve lendo alguns papeis, com uma expressão de raiva.

Alguém bateu na porta, uma garotinha abriu a porta com um livro em uma das mãos e na outra uma xícara com um tipo de chá. Assim que Steve a viu, sorriu discretamente. Eu tinha quase certeza que conhecia aquela menina.

– Oh, Rosaly! Você sabe que não deve me atrapalhar quando estou aqui. – Não parecia ser uma branco, pois a voz dele era doce. – O que aconteceu?

– Desculpa, papai, só queria que o senhor lesse para mim. E a mamãe pediu para entregar isso. – Ela colocou a xícara na mesa dele.

Reconheci a garota, era Rosaly. Eu tinha quase certeza.

– Onde está sua mãe?

– Com o Sr. Kroeger.

– Ah, mais tarde, querida. – Steve deu um beijo na testa dele. – Vá brincar, depois eu leio para você.

O cenário mudou. Agora estava tudo bem escuro, havia um casal, o homem estava cavando um buraco e a mulher loira observava.

– Acho que já está fundo. – O homem saiu de lá, eu sabia que era um lugar conhecido, mas estava escuro demais para saber onde estava.

– Me ajude a jogar o corpo.

Eles empurraram um corpo enrolado em lençóis até o buraco.

– Finalmente vamos ficar juntos sem Steve atrapalhar. – O homem falou e depois puxou a mulher para um beijo.

– Rosaly nunca pode desconfiar de tudo isso, okay? Ela tem que pensar que o pai dela a abandonou.

Tudo ficou escuro novamente.

Abri os olhos e deu de cara com Adam, eu estava deitada no sofá, minha cabeça repousava em seu colo. Assim que ele percebeu que eu estava acordada, mostrou suas covinhas e um sorriso lindo.

– Tudo okay?

– Sim, precisamos falar com Rosaly. – Fui me levantando. – Onde Steve está?

– Foi um embora a pouco tempo.

Xinguei palavrões desconexos, Adam riu.

– Me explica o que aconteceu e depois vamos falar com Rosa.

Agora eu sabia o porquê de Steve querer minha ajuda.

As palavras de Cecilia ecoavam em minha mente. Cuidado em que está ajudando. Ignorei isso, assim como estava ignorando as coisas normais atualmente.

Notas finais
Falem o que acharam! Até o próximo :3