...I Scream...
3 Viva... ?
Notas iniciais
Está tudo tão escuro... Não consigo abrir meus olhos, tão frio. Minha cabeça dói e meu corpo não responde. Eu morri?
Estou ouvindo sirenes dos carros de polícia se aproximando... Não aguento mais me manter consciente, estou cansada...
Acordei em uma sala toda branca, a enfermeira veio me ver.
–Você caiu do penhasco e desmaiou. Teve sorte de ter caído em uma parte superior de cinco metros, caso contrário você morreria. — Disse a enfermeira de aparência jovem.
Tentei me levanta, logo ela me parou dizendo que meu corpo não estava apto a movimentos bruscos.
–Sua turma ficará durante uma semana, não é? — Indagou ela.
–Sim, por quê?
–Nada, apenas dará tempo de você se recuperar, foi um ferimento superficial.
–Estou com sede... — Eu falei, apenas para que ela saísse, não queria ficar deitada.
Ela foi buscar, aproveitei e me levantei, quero sair deste lugar o mais rápido possível!
Meus pés estavam adormecidos e eu estava tonta, resolvi me apoiar em uma muleta que estava guardada debaixo da cama, possivelmente de algum outro paciente.
Saí de lá e fui para fora, a luz estava muito forte, até porque eu passei um bom tempo inconsciente.
Recobrei grande parte da minha força e saí de lá.
Tomei uma atitude imatura, resolvi ir embora sozinha... Eu não deveria ter feito isso, ainda mais em meu estado...
Peguei o trem, estava de noite e estava mais vazio. Estava frio, até porque estava nevando.
As luzes da estação estavam piscando, e eu ficando paranoica.
Entrei no trem que levava à cidade.
A viagem foi estranha, as pessoas do trem me olhavam de forma desconfortável, talvez pelo ferimento em minha cabeça.
Encostei minha cabeça na janela, procurando um jeito confortável para dormir, nesse exato momento vi uma sombra. Olhei para trás, nada. Talvez estivesse apenas cansada...
Minutos depois acordei com um estrondo. Todos do trem começaram a gritar. Nesse momento escutei uma voz familiar, da pessoa em que eu mais temia... Ele me encontrou.
As luzes do trem ficavam piscando, e estava muito barulhento, demasiadamente frio. Levantei-me levemente, enquanto ele me procurava no outro vagão. Deveria fugir, mas não há saída.
Me levantei... " Será que não há nenhuma lugar em que possa me esconder?'', pensei.
Tentava fazer o mínimo barulho possível, porém as pessoas comigo no vagão corriam e gritavam. Tive que correr, fujo ou morro.
O vagão antes do meu também tinha passageiros, eles ainda não tinham ideia do que estava acontecendo. Continuei a andar.
"Sem saída", pensei, enquanto os passos "dele" se aproximavam. Fiz uma escolha arriscada. Abri a janela e subi as escadas que me levavam ao teto do trem.
Ventava muito e era difícil me equilibrar, por sorte ele não percebeu, ele talvez tivesse pensado que por eu ser uma garota e estar machucada, não conseguiria subir. Pensei o mesmo, mas era minha única opção. "Vou morrer de qualquer jeito".
Amanheceu, ninguém podia sair do trem, foi anunciado um assalto e a polícia chegou. Ele saiu com a multidão, ninguém percebeu.
Aproveitei e fugi também.
Voltei para casa, minha tia estava lá. " Ela está bem. " Pensei aliviada.
Nos mudamos, voltamos para a minha cidade natal, onde minhas primeiras lembras com o assassino foram gravadas. Triste, eu sei, porém poderei me esconder, e descobrir mais sobre ele.
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