I Remember
1 Lost
Tudo começou no verão do ano passado, estava com dor de cabeça e fui tomar banho para aliviar. Corria tudo bem, mas houve um momento em que eu escorreguei e bati a cabeça, bom eu não lembro mais de nada.
Acordei no dia 01/07/11 tonta e em um hospital, o quarto era luxuoso e cheio de fotos aparentemente minhas e desenhos assinados com nomes que eu não me lembrava. Em meio de tantas coisas eu desmaie. Acordei apenas hoje, dia 02/07/11, em minha volta pessoas que pra mim eram estranhas, mas eu não era estranha pra elas.
– Senhora Katheryn Elizabeth Hudson Brand? – disse à enfermeira que ali estava –
– Acho que sim. Por favor, me chame de senhorita. Não sou casada.
– Sim você é ele se chama Russell Edward Brand. Não esta lembrada?
– Não, na verdade eu não me lembro de nada. Quem são eles? – apontei para uma senhora e um senhor –
– Eles são seus pais, Keith e Mary Hudson.
– Por que eu confiaria em você? Como saberei que você não esta apenas inventando essa historia? – questionei –
– Filha sou eu, sua mãe. – em meio de tantas lagrimas não consegui entende-la, apenas me afastei –.
– É melhor a deixar descansar, qualquer coisa eu estou logo ali – a enfermeira disse -
Eles se foram e eu fiquei ali estatua encarando a realidade de que eu não me lembrava da minha própria mãe. Tantas perguntas pra fazer e a enfermeira vai embora, legal – pensei –. Resolvi ligar a TV, mesmo o controle estando longe, minha cara estava em todos os canais. Não aguentei aquilo e gritei rapidamente a enfermeira veio.
– Esta bem? – disse ela –
– Claro que não, olha isto – fui mudando de canal – Acho que você me deve explicações não acha? Ei estou falando com você, pode, por favor, me ouvir.
Um psicólogo chegou, ele era bonito, alto, e pareceria rude.
– Acalme-se – disse o psicólogo –
– Acalmar? Isso é ultima coisa que eu vou fazer, olhe isto. Quero apenas explicações, difícil de entender.
Ele sacou uma seringa e sem eu perceber injetou no meu soro. Adormeci. Quando acordei algumas fotos tinham sido retiradas, a fronhas sido trocadas. Meu sono deve ter sido pesado – pensei –. Do meu lado havia uma foto de um gatinho muito familiar, mas não me lembrava do nome dele, isso me deixou irritada. Eu estava com fome, devo ter ficado muito tempo sem comer. Apertei um botão que ficada atrás da minha “cama”, ele era vermelhinho, admito foi muito excitante aperta-lo. Chegou à enfermeira.
– Com fome né? – disse à enfermeira –
Apenas balancei a cabeça. Ela saiu e foi no corredor buscar uma bandeja, ela colocou em cima daquelas mesas sabe?
– Lembra-se como come? – perguntou –
– Logico que eu lembro que pergunta boba. – respondi –
Sei que estou sendo um pouco chata, mas eu estou estressada. Pra minha surpresa eu não consegui nem se querer colocar a colher de plástico na boca. A enfermeira riu, e foi me ajudar. Eu estava sendo rude com ela, e ela me ajudando tanto e além da culpa de eu estar naquele hospital não era dela. Bom ali estava eu recebendo comida na boca, pode rir admito que é engraçado. A comida era horrível, naquele momento preferia estar comendo pedra. Acabei de almoçar e antes da enfermeira se retirar perguntei:
– Se eu sou casada, cadê meu marido?
– Na verdade ele é seu noivo, ele esta nas gravações da serie de crianças chamada Big Time Rush – não a deixe nem terminar –.
– Meu noivo é ator? OMG! Não acredito
– Sim – ela riu discretamente – para ser, mas exata ele é um comediante.
– Ele sabe que eu estou internada?
– Não só sabe como queria vir imediatamente para cá quando você acordou, mas não pode por causa do contrato que ele assinou.
– Ah, mas e eu sou apenas a noiva dele? Quer dizer, eu faço o que da vida?
– Já fomos muito longe, descanse bem Sra. Brand – ela foi saindo de fininho -.
Fiquei empolgada em saber que tinha um noivo que se importava comigo, e fiquei imaginando que pessoa eu era, e assim foi até anoitecer. Quando percebi a enfermeira estava no meu quarto pra me examinar e me alimentar. Depois disso, eu estava extremamente exausta e decidi dormir. No dia seguinte, o que não era normal, estava muitas pessoas me observando por uma janela que tinha no corredor que dava pra ver meu quarto, eu virei pra janela e fiquei observando, os olhos das pessoas que estão ali estavam tristes e automaticamente me deixou triste. Não demorou muito para chegarem os seguranças, eu acho que sou importante. A enfermeira veio.
– Bom dia – ela abriu as cortinas –
– Não, meus olhos estão queimando, vou derreter, feche – disse brincando –.
– Você não é um vampiro, e sim... – ela parou de falar –
– Continue, eu imploro.
– Desculpe, mas eu não posso.
– Ok né, o que trouxe para eu comer?
– Nada demais, suco natural sem açúcar, pão e vitaminas.
– Quer dizer remédios né? Tudo bem...
– Sim, então vamos lá mocinha tome para eu poder ir.
– Que? Mas eu ainda nem consigo enfiar a colher na boca – eu disse –
– Consegue sim, acredite em você.
Ela saiu e eu fiquei lá tentando fazer a colher se mexer com a força do pensamento, infelizmente não deu certo. Para minha alegria, consegui comer, a metade caiu, mas o que vale é intenção. Eu tinha percebido que não levantava da cama pra fazer xixi, então levantei a coberta e a cena foi deprimente. Então resolvi caminhar, sei que é cedo demais só passou 3 dias desde que eu acordei, mas não aguentava mais. Como eu não estava mais tomando soro, não haveria problema, me levantei, sentei, coloquei uma pantufa e o que parecia ser fácil se tornou a coisa mais difícil do mundo, na minha primeira tentativa eu cai, na segunda a mesma coisa, mas sabia que era capaz, me levantei enxuguei as lagrimas e cai novamente. Resolvi ficar ali, não queria mais tentar. Depois de 1h deitada no chão uma criança que passava por lá chamou a enfermeira, a criança deveria ter em torno de 6 anos, provavelmente estava lá para se curar do câncer, me senti mal por ela. A enfermeira chegou e me colocou na cama
– O que você esta pensando? Não é fácil assim, não pode simplesmente sair ainda por ai. – disse ela –
Não respondi apenas me calei e comecei a chorar. A enfermeira saiu pra buscar remédio, enquanto a criança ainda me observava.
– Oi, meu nome é Esther. – disse a menininha –
– Oi Esther, meu nome é Katheryn.
– Vou te chamar de Katy tá? – perguntou –
– Ok, tem quantos anos?
– Tenho 5 – quase acertei –. Katy não chora você vai melhorar e lembrara-se de tudo. Só de tempo ao tempo – me consolou, nem parecia ter 5 anos –
– Estou sem palavras, mas é que é tão difícil ficar deitada nessa cama. Eu estou entediada, e triste.
– Eu sei como é pode ter certeza, mas eu venho te fazer companhia todos os dias.
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