I Of the Storm

2 Como o universo destrói sua vida pessoal.


Notas iniciais
OHOHOHOHO ESTOU ATRASADA! MAS É FERIADÃO, GENTE! Como estão vocês, hein? Eu estou sendo apedrejada aqui ♥ Estou muuito beeem ♥ Enfim, eu tinha feito esse capítulo ontem mas achei que havia ficado muito resuminho de primeiro ano de ensino médio e resolvi reescrever. Eu sinceramente gostei. Espero que gostem também! Boa leitura e nos vemos lá embaaaaixoo ohohoho ~

“Ãh, oi. Eu nunca consigo começar algo decente, jornal. Já faz vinte minutos que meus pais me enxotaram do carro aqui na frente da faculdade e a janela de mensagens do Sanji só tem um monte de xingamento por eu ter dormido enquanto respondia ele. Não posso fazer nada se ele é um gay carente e mal compreendido pela sociedade ao ponto de me dar sono, né? A culpa é dele mesmo.”

— Tá mandando mensagem pra quem, tio? – havia um adolescente cheio de espinhas com o cabelo bagunçado e um chapéu de palha enorme na cabeça encarando Usopp da pior e mais desconfortável posição que ele poderia ter imaginado.

— Ãh, posso ajudar?

— Claro! Você pode me emprestar seu celular?

Usopp fechou o aplicativo e entregou o celular com a capa de proteção colorida ao garoto. Luffy D. Monkey encarou bem a capinha do celular e balançou-a, vendo a areia vermelha dentro do desenho que parecia ser uma ampulheta, mexer-se rapidamente com os movimentos rápidos da mão do rapaz. Ele sorriu e abrindo o teclado, digitou velozmente vários números que nem mesmo Usopp entendeu quais eram.

— Alô. Eu gostaria de pedir uma pizza.

Demoraram exatos dois minutos até Usopp perceber o que Luffy estava fazendo.

Demoraram mais três para ele entender o que Luffy estava fazendo.

Ah, não, apaga. Ele ainda não entendeu. Ele estava pedindo pizza? Às oito da manhã? Na faculdade?

— Sim, quero incluir algumas alcachofras e abacaxis. Vocês têm algum tipo de molho especial?

Oi? Como assim? Quem põe molho na pizza?

—Pera, você tá pedindo pizza?

Usopp falou mais desesperado do que realmente estava. Não que ele estivesse com fome, ele só estava tentando entender o raciocínio daquele moleque. Mas Luffy olhou para ele como se ele estivesse louco de fome. Ele resolveu ter compaixão da pobre alma de Usopp e fez a coisa mais difícil que ele poderia ter feito na vida:

— Você quer dividir os sabores? Meio a meio, saca? Mas vai ter molho especial na sua parte. E ponha calabresa, muita calabresa.

Calabresa não parecia uma má ideia para se dividir com aquele cara de afro. E ele tinha um cabelo grandão e era bem magrela. Talvez fosse um cara legal, de qualquer forma ele iria pagar a pizza por ter feito Luffy dividir meio a meio.

Ok. Volta à fita. Usopp não estava entendendo nada.

— ESPERA! VOCÊ TÁ PEDINDO PIZZA NA FACULDADE?

Luffy sorriu e deu um olhar de “por que não pedir pizza na faculdade?”. É, esse sentido parecia bem mais aceitável dos que conseguia imaginar. Não tinha tomado um café decente em casa graças às pressas dos pais, então, por que não? Pizza com estranhos de chapéu de palha, wow! A melhor forma de começar seu dia!

— Ãh, ok. Pede de queijo com calabresa então.

Luffy assentiu e voltou a falar com o cara atrás da linha.

— Pode dividir os sabores? Ah sim, quero metade carne seca e metade calabresa com queijo. Pode colocar molho e alcachofra em tudo. Vou pagar em dinheiro mesmo. Ok, obrigado.

Luffy desligou e devolveu o celular, sorrindo. Usopp franziu o cenho e o olhou confuso.

— O que é alcachofra?

— Sei lá, mas é uma palavra engraçada.

O moreno riu e arrumou a mochila no ombro. Que cara mais inconveniente.

— Sou Usopp. – ele estendeu a mão e Luffy deu um toca aqui bro bem animado.

— Sou Luffy. Mas a maioria me conhece como “o rei do banheiro feminino”.

Oi?

Ok, Usopp não aguentou e caiu na gargalhada. Alguém ajuda esse cara. Ele é inconveniente de mais. Mais mesmo.

— Como assim, cara?

— O banheiro feminino. Minha ala. Eu que mando por ali.

— Mas o banheiro é das meninas. Por isso o “feminino”. Como você pode mandar lá?! – Usopp parou por um momento e quando Luffy ia falar, ele maliciou praticamente tudo – Ahhhhh saquei. Você as assiste a fazer coisas?

Luffy pareceu confuso.

— Que coisas?

Aquelas coisas.

Sanji chegou fumando. Então Usopp tinha encontrado o rei do banheiro feminino, ein?

Diz tchau pra sua sanidade mental, Usopp.

Ficou por alguns segundos ouvindo aquela conversa sobre coisas e jogando o cigarro no chão e pisando em cima, respondeu calmamente:

— Luffy é assexual, Usopp. Ele só entra lá, é expulso pelas minas, apanha da Nami e começa a berrar falando que manda no banheiro feminino porque elas só têm assento de cagar.

Assento de cagar. Usopp olhou para ele como se não acreditasse que ouviu isso. Quem fala assento de cagar?

— Puta merda, Sanji. Você chegou nesse nível?

— Ele não liga pra sexo e essas coisas. Coisa de Luffy. Não tente entender, ele vai destruir sua sanidade. Vem, vamos entrar.

Ignorado. Mas espera, e a pizza?

— Ah, não posso. Luffy pediu uma pizza e estamos esperando ela chegar.

Luffy riu e se sentou.

— Coisas de Luffy, Blackfoot.

— Quer comer com a gente? Podemos rachar.

Usopp sorriu e se sentou ao lado de Luffy, preguiçosamente. Começaram a conversar sobre algo idiota como fraldas geriátricas.

Estavam malucos se pensariam que ele iria se juntar assim. Pizza. O rei do banheiro feminino. Um narigudo. Grama em frente à faculdade. Fraldas geriátricas?

Ele estava era fora e bem longe dessa.

— Ei, Luffy. Pediu pizza de novo? Quem é o africano aí? – a garota ruiva com o cabelo cumprido e perfume de laranja parou ao lado de Usopp, que, tendo que olhar para cima, acabou na maior vista de peitos que já tinha conseguido. Ele derrubou o celular na grama em meio ao desespero de desviar o olhar e... Espera, ela o chamou de quê? Africano?

Porra, isso é um puta de um racismo!

— Nami! – Luffy animou-se. – Senta com a gente!

Ela se sentou em frente aos meninos, mexendo no celular de capinha azul e saudando-os com a mão.

Ok, Sanji não estava tão fora e tão longe assim. Deu meia volta e sentou-se ao lado da ruiva.

Usopp sabia que ele ia fazer isso, com certeza. Mas aquela ruiva ali não podia simplesmente tratar ele assim! Olha tamanho racismo esse! Não é porque ele é um completo imbecil solitário que ele tem que sofrer racismo! Bullying tudo bem, racismo é um nível grande demais, porra!

— Sou Usopp. E isso é discriminação racial, caralho!

Nami o olhou, séria.

— Você é africano?

— Sou.

— Então cala a boca.

Ok. Ela estava quase absolvida disso, mas a honra dele fora ferida. Ele iria se vingar.

Luffy levantou-se num pulo e atendeu o motoboy, pegando a pizza, puxando o motoboy e sentando-se com ele ao círculo de amigos.

— Ãh, são vinte e cinquenta. — ele olhou Nami e deu uma piscada. — Mas por você faço por vinte e quarenta.

Sanji levantou-se vagarosamente e na total calma, deu um chute tão forte no rosto do moleque que ele caiu de costas segurando o próprio rosto e gritando.

— Ninguém dá em cima da minha dama na minha presença, imbecil.

— SANJI!

Nami deu um cascudo forte no loiro e puxou-o de volta para o chão.

— EU NÃO SOU SUA, CACETE! PARA COM ISSO, JÁ É O TERCEIRO SÓ ESSA SEMANA! EU NUNCA VOU NAMORAR ASSIM!

— NAMI-SWAN, VOCÊ PODE NAMORAR COMIGO!

Ok, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Usopp não sabia se encarava o cara agoniado no chão, o Luffy lambendo a pizza enquanto murmurava meu ou Nami gritando enquanto Sanji ficava gemendo. Ok. Calma. Pense, Usopp.

Ele não ia comer aquela pizza depois daquela nojeira, nem iria aguentar aquela ruiva mandona, sequer ia ajudar o motoboy mesmo. Parar a briga e tentar ajudar provavelmente iria fazê-lo apanhar do Sanji também. O que fazer? Ele só levantou, pegou a mochila e saiu. Ninguém pareceu reparar de qualquer jeito.

Saiu andando calmamente pela faculdade. Olhou para trás algumas vezes e o motoboy havia sumido e os dois estavam brigando com Luffy.

Muita coisa acontecendo para um primeiro dia, cara. Como reagir com tudo isso? Mal sabia a sala em que estava, muito menos onde ficava qualquer coisa ali. Ele não ia voltar para perguntar qualquer coisa para o Sanji depois de toda essa vergonha alheia.

Agora que reparara bem, o campus era um lugar bem passivo sem aqueles idiotas gritando na frente. Havia pessoas espalhadas por aí, uns caminhos de concreto sobre as graminhas baixas e alguns bancos espalhados pelo espaço do jardim. Algumas flores e fontes deixavam o lugar mais bonito. Seguiu pelo caminho em frente, entrando pelo corredor e seguindo faculdade à dentro. Era simples. Piso escuro e paredes beges. Sua mãe odiaria pisar aqui, não tem cor, não tem vida. Não faz as pessoas pensarem. Ah, sua mãe. Que pensamento terrível. Mas como iria encontrar a sala em que estava? Resolveu que se perder e esbarrar com alguém era mais fácil que ficar procurando as salas e acabar perdido.

E foi isso mesmo que ele fez. Só que esbarrou com aquela coisinha ao invés de alguém. E aquela coisinha foi para o chão enquanto Usopp nem saiu do lugar.

— EI! VOCÊ ESBARROU DE PROPÓSITO! EU VI!

Era um menininho com os seus no máximo catorze anos de vida. Usava um chapéu azulado gigante na cabeça e tinha os olhos bem abertos e castanhos. Dava pra ver muito bem. Eram enormes.

— Ah, desculpa. Aqui, deixa eu te ajudar. – Usopp ajudou-o a ficar em pé, pegando a mochila azul do menino e entregando a ele. – Mas eu tomaria mais cuidado se fosse você, eu sou muito maromba. Mesmo não tendo o físico de um, meu chakra é bem forte e isso me torna um super monstro.

— Carambola! E como você se controla?!

Usopp sorriu e inflou o peito.

— Usopp nunca revela seus segredos para estranhos, moleque!

Chopper fez uma cara de decepcionado e arrumou o chapéu. Num ruído, ergueu a mão para Usopp cumprimentar.

— Eu sou Chopper, é um prazer conhecê-lo.

Que garotinho educado! O primeiro nesse raio de faculdade. Pena que tenha só a metade da altura de Usopp.

— Eu sou Usopp, é um prazer para você.

Usopp reverenciou-o levemente, fazendo os cachos negros balançarem e Chopper rir com o ato. Até que ele era um pirralhinho legal.

— Você parece ter vindo de outro país, Usopp. Desculpe se eu estiver enganado.

Olha aí o racismo de novo. Lembra-se da educação? Apaga.

— Eu vim mesmo. – a voz saíra um pouco ríspida – Minha origem é africana.

Chopper não pareceu perceber a raiva na voz de Usopp e por alguns segundos, Usopp poderia dizer que os olhos do menino brilharam.

Mas isso iria sair muito gay.

— Que maneiro, Usopp! – Chopper sorriu e arrumou a mochila em suas costas. Ela havia um X grande e branco estampado na frente. Usopp se perguntou se havia algum sentido. – Eu sou canadense, mas meus pais se mudaram para cá quando me adotaram.

— Você é adotado?

Chopper afirmou e olhando alguns papéis que tirou do bolso, seguiu andando. Usopp o acompanhou.

— Não conheci minha família de verdade, só meu pai e a minha mãe. Eles são médicos.

— Ah. Eu sinto muito, acho. – o que dizer quando se encontra numa situação dessas?

— Não sinta. Eles são pais muito bons.

Pais... ah é, os do Usopp são uma merda. Pelo menos os do Chopper são bons com ele. Sentiu-se melhor ao ouvir isso. Sabe, por mais que seus pais sejam uns merdas, não iria querer que os pais de um menininho adotado fossem como os dele.

— Fico feliz que seus pais sejam legais. Os meus são uns merdas.

Chopper o olhou.

— Não dá para consertar essa situação? Sabe, conversar com eles e essas coisas.

Usopp negou e suspirou. Não é um assunto muito legal de se falar.

— Por que está aqui, Chopper? Você parece ter uns treze ou catorze anos.

— Eu sou inteligente demais, Usopp. Daí me mandaram para uma faculdade. Parece que eu “ultrapasso” os limites de um ensino médio e um ensino fundamental.

— Porra. – olhou admirado para o novo coleguinha. – E simplesmente soube o que queria fazer da vida tão fácil assim?

— Na verdade sim. – Chopper deu de ombros e desceu as escadarias à frente. – Foi bem fácil, na verdade.

Até um molequinho de treze anos sabe o que fazer da vida e ele não. Porra hein, Universo. Mas claro que ele não iria contar isso para esse pirralhinho.

— Eu decidi o que fazer quando tinha uns três anos. Sabe como é, né? Você está lá na vibe infantil e em um repente vem aquele pensamento e pimba! Quero ser isso aqui, mamãe.

— Você soube com três anos?! Que incrível, Usopp!

Mas onde estava indo mesmo?

— Ô Elen! O Usopp chegou hoje.

Elen?

— Ah, olá! – uma tia maior que a porta estava do outro lado da sala com um monte de papéis jogados para todos os lados. Havia algumas mesas e computadores espalhados pela sala pequena. – Você é Usopp Bhalobhasha?

Aquele sobrenome lindo. Como ele amava aquele sobrenome. Suspirou e assentiu.

— Bhalobhasha? – Chopper pareceu bem confuso. – Como escreve isso?

— Aqui, Usopp. – ela entregou alguns papéis – Esses são seus horários. Você está na sala do pequeno Chopper.

— Ah, que maneiro! Você vai ficar comigo e meus colegas, eles são super legais!

— Obrigado, senho... – Elen o olhou, esperando o final – rita. – Ela sorriu e deu tchauzinho, indo mexer com os papéis em cima de uma mesinha de café no fundo da sala.

Usopp suspirou de alivio e Chopper riu.

— Que sobrenome maneiro.

— O acho uma bosta.

— Você parece achar tudo uma bosta.

Ele tinha razão. Usopp riu.

— Onde fica nossa sala?

— No andar de cima, o terceiro. É o 4A. — Chopper voltou a andar, acompanhando Usopp.

Ah sim, Sanji tinha falado disso ontem. Então ele tinha razão.

— Aliás, quem são seus amigos, Chopper?

— Sanji, Nami, Luffy, Zoro, os irmãos do Luffy e a Vivi. São uns manés, mas são super legais. – Ah não, eles não. Passar vergonha alheia todos os dias, puta merda. – Se bem que o Zoro é professor, então ele não conta muito como colega. Mas ele é nosso amigo mesmo assim.

— Um professor anda com vocês?

— Anda, ele é bem legal. Pelo menos quando não está perdido pela faculdade.

— Ual. – se tem um professor, talvez eles não passem tanta vergonha assim.

É, talvez eles sejam todos decentes e aquele caso da pizza na entrada tenha sido só algo incomum.

— Aqui, chegamos. – Chopper entrou na sala, indo sentar na frente com um grupo de alunos extremamente diferenciados.

— USOPP! – Luffy subiu em cima da mesa do professor, ganhando alguns xingos dos colegas por terem sido empurrados – GALERÊ, CONHEÇAM O MEU MAIS NOVO TRIPULANTE DA TRIPULAÇÃO DO REI DO BANHEIRO, O USOPP!

Aquela turminha de idiotas entrou numa alegria e gritaria tremenda. O resto da sala o encarou como um completo imbecil.

Puta merda, ele estava fodido.

Notas finais
EAÍ, EAÍ, EAÍ? Próximo capítulo bomba! Altas aventuras com essa turminha do banheiro feminino, UHUL. Que horror, na moral. Mas é isso e caso estejam se perguntando, eu superei minha desilusão amorosa e estou muito melhor agora, IEEEIII! Mas só caso estejam se perguntando mesmo. Espero vocês no próximo, okei? Okei
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.