I Never Told You

2 I Never Told You


Notas iniciais
Olá para todos! Quero agradecer de coração por todos os comentários, fiquei extremamente feliz que tenham gostado do primeiro capítulo. Para aqueles que me perguntaram se haverá ou não uma continuação → eu ainda não decidi, mas provavelmente não, pois o contexto é muito bem planejado e não conseguiria continuar uma estória aonde um dos personagens mais importantes não aparece. Estava com um pequeno bloqueio criativo, mas fiquei satisfeita com o desfecho da estória, espero que agrade a todos e supere as expectativas... — Eu coloquei um vídeo no meio do capítulo → assistam! Ajuda a entender a minha linha de pensamentos quando escrevi a estória, pois fora nele que baseei-me para criá-la. https://www.youtube.com/watch?v=MgvdYx-VrB4 (caso o link não funcione, quando estiver escrito [ flashbacks ] assistam o vídeo, por favor) — Trilha sonora do capítulo → 'Shattered' by Trading Yesterday — Observação: no começo tem algumas frases em itálico em meio aos pensamentos do Natsu e a narração, essas frases são algumas falas dele e a Lucy durante a última conversa deles. — Boa leitura.

I NEVER TOLD YOU

Capítulo 2 — I Never Told You

by Miss Hope

Um reflexo de uma mentira me manterá esperando com amor acabado a tanto tempo (...) Me leve para casa, pro meu coração. Me deixe ir e eu vou correr (...) Todo esse tempo perdido em vão, anos desperdiçados, ganhos desperdiçados.

.

O rosado ainda tinha os pensamentos pesados, cheios de angústia, magoa e remorso.

Culpa.

Sim, o maior dos sentimentos dele agora era a maldita culpa.

Culpa por tê-la ignorado. Culpa por ter fingido não ouvi-la. Culpa por tê-la substituído. Culpa por ter falado palavras duras sem ser verdade. Culpa por ter feito-a sofrer.

Simplesmente... Culpa.

O céu mais nublado que antes cobria as lágrimas que se formavam sem a permissão de Natsu — mesclando-se com elas, impedindo até ele mesmo perceber que chorava. O vento gelado bagunçava seus cabelos e balançava as roupas encharcadas, causando-lhe leves arrepios, mas não era o que lhe preocupava no momento.

Ele pouco se importava com isso. Pouco ser importava se congelaria ou teria uma gripe ou qualquer que fosse a consequência de continuar na chuva.

Caminhava lentamente, algumas lembranças se fazendo mais que presentes na mente do Dragon Slayer.

"Que tipo de criatura você é? Não basta machucá-la e ainda a faz defender-te?"

O rosado fechou os punhos lembrando dos momentos antes da morte da loira, da primeira coisa que falou quando viu as duas garotas na beira do precipício. Ele somente chegou lá e viu Lucy escorada na parede segurando o local próximo a costela e Lisanna com vários machucados no corpo. A primeira coisa que pensará era que Lucy havia feito aquilo, ele mal se lembrava o porquê de pensar aquilo, talvez pela raiva de ver a albina machucada, logo, acusou a loira. Talvez tivesse feito pelas conclusões retiradas precipitadamente, depois da briga estúpida que arranjou com a loira por um motivo mais estúpido ainda.

"Pare de agir como uma mera egoísta. Se queria falar conosco era só falar. Não precisa ficar colocando a culpa nos outros."

Palavras vazias, somente isso eram, o calor do momento não o deixavam pensar direito. Raiva. Era somente isso que sentia no momento. Não queria falar tais coisas para a loira, mas sua consciência não falou tão alto naquele momento.

"Estou feliz que não está mais no time."

Não, ele não estava.

Havia pensado em pedir desculpas a loira no mesmo momento, mas o orgulho não deixava. Natsu Dragneel jamais voltava atrás e ele não o faria naquele momento, mas agora ele vê que foi longe demais.

"Você sempre foi e sempre será a donzela em perigo."

— Yaroo.– murmurou para si mesmo enquanto fechava os punhos fortemente, impedindo-se de se auto estrangular.

Ele realmente era um imbecil. Um imbecil de marca maior por falar tais coisas para a Heartfilia.

Se pudesse voltar no tempo e correr em direção a uma parede, causando um estado de coma temporária em si próprio, ele não pestanejaria em fazê-lo.

Ele só queria... Só queria mudar as coisas ou acordar do terrível pesadelo que estava tendo.

A chuva engrossara, ele realmente precisava de algum lugar para se abrigar, mas estava muito longe de sua casa, na verdade, se encontrava na rua aonde Lucy morava.Era tão comum ele fazer esse trajeto todos os dias para vê-la que até inconscientemente ele o fazia.

De relance, olhou para o pequeno murinho ao lado do rio, mas parou de andar e seu coração deu uma batida mais demorada e pesada quando — de repente, ele viu a loira se equilibrando ali, naquele mesmo lugar de sempre, com o pequeno, e esquisito, "Plue" atrás dela.

Um sorriso não pode deixar de se fazer presente no rosto do rosado e ele começou a caminhar naquela direção, pronto para abraçá-la e pedir desculpas por tudo que havia dito à ela. Ele somente foi impedido de fazê-lo quando algumas crianças passaram correndo ao lado dela — onde havia uma grande poça de água. Quando elas passaram por ali, espirraram um pouco de água em Lucy, fazendo o sorriso de Natsu sumir junto com a miragem.

Sim, apenas uma miragem da loira.

O pior de tudo? Era que ela havia virado o rosto na direção do rosado, mas ele não encontrara aquele sorriso que aquecia seu coração sempre que o via... Encontrara o rosto dela encharcado por lágrimas.

O rosado balançou a cabeça e olhou para o outro lado, encontrando-se plantado na frente da porta do comum apartamento da loira.

Ele voltou a sorrir, imaginando a loira voltando da Guilda e deparando-se com ele deitado dormindo em sua cama e, em seguida, expulsá-lo de sua casa puxando-o pelo cachecol; ou talvez pegasse ela saindo do banho enquanto ele entrava pela janela — ela provavelmente lhe mandaria voltar pelo caminho que acabara de fazer ou simplesmente teria um ataque do coração.

Com esses pensamentos, o rosado correu até a janela da loira, espiando por ela, tentando ver se a encontrava. Em seguida, abriu a janela e gritou:

— Lucy! — com um sorriso no rosto, esperando encontrá-la em algum lugar do apartamento, já esperando o típico Lucy Kick bem no meio da cara, mas passados alguns segundos, ele somente recebeu a mesma resposta tortuosa: o silêncio.

Decepcionado, entrou no apartamento — mesmo sabendo que a loira não estava ali, esperaria na esperança de acordar no dia seguinte vendo o lindo sorriso dela ou um grito assustado mandando-o sair de sua cama.

Um vento gelado entrou pela janela junto com Natsu, mas fez as narinas dele encherem-se do cheiro natural do apartamento, que estava impregnado com o cheiro dela.

Baunilha e morango.

Esse era o cheiro delicioso que a loira tinha. Natsu adorava acordar com aquele cheiro fazendo-se presente.

O apartamento lhe lembrava da loira mais que qualquer coisa, porém havia algo em particular que ele sempre gostou: sua cama. Ela era confortável e cheirava completa e unicamente como a loira. Sempre gostava de deitar-se ali quando invadia o apartamento dela esperando-a voltar da Guilda ou durante a noite quando por ali passava.

Começou a andar pela casa. Encontrava coisas que o faziam se lembrar dela — de suas aventuras juntos, do primeiro dia em que se conheceram, das coisas boas que fizeram, das coisas ruins que viveram juntos.

Encontrou aquele vestido cor-de-rosa que a loira deixava dentro do armário — aquele mesmo vestido que ela usou na peça fajuta que eles fizeram juntamente com Erza e Gray. Ele riu lembrando daquele momento.

Um dos piores momentos até agora que passaram, foi quando a Phantom tentou tirá-la de perto dele. O grito dela ecoando pela Guilda enquanto era praticamente torturada. Outro momento fora em Edolas, quando descobriu o que iriam fazer com a loira.

Desistindo de procurá-la pelo apartamento, sentou-se na cama, com os cotovelos nos joelhos e as mãos nos cabelos, com a cabeça abaixada, deixando sua mente viajar pelos momentos em que vivera com a loira, antes dele arruinar tudo.

[ flashbacks ]

O sorriso dela ao convidá-la para a Guilda. A primeira missão juntos. O primeiro abraço que a loira o dera. Quando caíram da cachoeira na durante a luta contra a Oración Seis. Quando ela trocou o encontro que tinha por ir numa missão com ele.

De todas as gritarias entre os dois. Os socos e chutes trocados. As provocações e sorrisos. As lágrimas e os abraços que ela sempre lhe direcionava.

"Venha comigo para a Fairy Tail"

"Vamos formar um time"

As frases faziam-se presentes na cabeça dele junto com as lembranças.

Não se importava de fraquejar naquele momento, ele somente queria que ela volta-se.

"Eu amo a Fairy Tail"

Ele sorria com cada lembrança em que ela estava sorrindo — para ele, para qualquer um. A cada palavra que ela dizia nas memórias eram um motivo para um sorriso, pois agora ele podia somente ficar com as lembranças... Nada mais.

Levantou a cabeça e suspirou.

Quando moveu o olhar para o travesseiro, na esperança de pegá-lo e sentir o embriagante cheiro da loira, encontrou um pedaço de papel com algumas palavras escritas e um envelope ao lado.

Uma carta.

Uma das cartas que ela escrevia para a mãe.

Em segredo, ele gostava de ver Lucy fazendo isso — mostrar o quanto amava a mãe a ponto de escrever coisas para ela, mesmo sabendo que ela nunca realmente poderia ler as palavras escritas. Era uma das coisas que mais gostava em Lucy... Sua bondade.

O rosado esticou a mão em direção ao papel.

Sabia que era pessoal, mas não conseguia evitar. Ele queria saber como ela se expressava, afinal, após fazer aquilo, ele certamente guardaria a carta junto com as demais.

Passando os olhos de leve pela carta ele conseguia pegar algumas palavras, palavras que o faziam começar a ler todas as linhas, palavras, letras e sentimentos colocados ali.

"(...) Eu não sei mamãe, eu não sei o porquê. Talvez eles simplesmente não perceberam que deixaram de falar comigo. Desde que Lisanna voltou de Edolas, da sua suposta morte, eles simplesmente me esqueceram.

Eu me pergunto se eu era uma mera substituta, talvez eu seja, talvez não, mas é assim que me sinto. Dói muito pensar que eu era somente um "tapa-buraco" para todos eles, que eles somente sentiam falta dela e enquanto não tinham ela de volta, eu poderia ficar no lugar.

Talvez eles só estejam animados com a volta dela, mas... Fazem meses que ninguém fala comigo como antes, meses que ninguém invade minha casa, meses que ninguém nota ou se preocupa que estou viva (...)"

— Lucy... – o rosado suspirava durante a leitura, corroendo-se por dentro por simplesmente não ter notado que a "melhor amiga" se sentia assim.

Ela era sua melhor amiga, como ele não pode perceber o sofrimento dela?

Que tipo de melhor amigo ele era?

"(...) Eu não a culpo mamãe. Eu sei que ela não tem culpa de nada.

Talvez eu somente não seja mais "boa o suficiente" para estar junto deles, junto do "Time mais forte" (...) Eu estava suportando tudo bem, mamãe, de verdade, eu sabia que eles sentiam falta dela, claro, quem não sentiria falta dela? Ela voltou da suposta morte e eu entendia a felicidade, mas era necessário eles me deixarem de fora dessa felicidade que sentiam? Eu já estava sendo como um pote d'água, pronto para transbordar, e isso aconteceu. Aconteceu quando eles simplesmente caminharam até mim e me "pediram" para sair da equipe para a Lisanna poder entrar.

Aquele era o último contato, o último elo que eu tinha com eles, e eles simplesmente jogaram fora, para o alto, como se não fosse nada, simplesmnete com poucas palavras fora quebrado. Eu simplesmente que senti sem chão quando ouvi aquelas palavras saindo dos lábios dele.

Por que ele também, mamãe? (...)"

Ele apertou um dos punhos por lembrar-se daquele dia. Fazia alguns meses já, dois ou três — talvez quatro —, ele nem ao menos se lembrava de quanto tempo fazia... Era o que deixava mais pasmo.

"Lucy, você poderia sair do time para a Lisanna entrar no seu lugar, por favor?"

Ele não acreditava que aquelas palavras foram proferidas por ele e, principalmente, com tanta naturalidade.

Ele não havia conseguido perceber os sentimentos da amiga, não conseguira sentir a dor que ela passou quando aquelas palavras atingiram seus ouvidos.

"(...) Mamãe, isso é difícil para mim, mas acho que sair de lá seria a opção que mais se encaixa. Eu sinceramente não sei quando deixei de pensar neles como minha família e a Guilda minha casa, mas eu simplesmente não aguento mais ser ignorada. Eu não sou mais importante, para ser bem direta, eu não tenho certeza se algum dia eu realmente fui.

Meu lugar não é mais lá, eu preciso achá-lo, mas sabe... É difícil fazer isso.

Eu sempre amei a Fairy Tail. Todos. Sempre amei-os com todo meu coração, eu não consigo pensar que eles simplesmente não se lembram de mim.

Eu adoro a Cana, mesmo com aquela sua mania de beber compulsivamente. Mirajane com seu jeito meigo com todos. A Erza, com a "bipolaridade" dela, sua paixão por bolos e mania de pedir para nós a socarmos quando ela não é uma "verdadeira amiga". A Wendy... Sempre doce com todos e vivendo corada quando via o Gray nu ou conversava por mais tempo com o Romeo — tenho certeza de que algum dia eles ficaram juntos, mamãe, mas pelo jeito não estarei lá para ver isso.

Levy, minha melhor amiga, sempre com vários livros e sempre fofa por ser pequenina — sim, até ela, minha melhor amiga, me esqueceu, isso não ajuda em nada. Gray mesmo com aquela mania de tirar as roupas toda hora, ele sempre foi como um irmão para mim, como um irmão se esquece tão facilmente de uma irmã?

Eu sempre amei todos mamãe, até mesmo Lisanna — nós nunca conversamos, mas eu sei que ela deve ser uma garota incrível, afinal todos adoram ela, principalmente o Natsu... O Natsu com certeza ama ela de um jeito especial — ela é especial para ele, mamãe. Sim, ela. Isso me deixa triste de certa forma, afinal, você já sabe dos meus sentimentos, mas pouco importa, ainda sim, fico feliz por eles, pelo menos sei que serão felizes, não serei eu que atrapalharei (...)"

— Lisanna? – o rosado ficou um tanto confuso com aquelas palavras da loira.

Ela achava que ele gostava de Lisanna?

Espera...

Ela estaria indo embora da Guilda? Por causa deles? Dele?

Ela iria embora da Guilda pois se sentia excluída, se sentia como uma substituta, um "tapa-buraco" da Lisanna?

Que tipo de amigos eles eram se a faziam pensar em abandonar seu lar? Péssimos, isso sim.

"(...) Mas mamãe, se eu sair, eu imagino quanto tempo levará para eles notarem que eu fui embora. Bom, fazem quase seis meses que eu estou lá e não sou notada... Acho que demoraria mais seis para notarem que eu saí...

É, eu noto agora escrevendo para você, mamãe, eu não sou realmente importante — ninguém precisa me convencer do contrário, seria uma mentira (...)"

— Anata wa juyode. – o garoto sussurrava para a carta, na esperança da garota ouvir aonde quer que ela esteja.

Como ela pensava que não era importante, é claro que ela era, eles somente... Eles... Eles somente se esqueceram de demonstrar.

Sim, ela tinha todos os motivos do mundo para ir embora.

Eles não mereciam alguém como ela na família. Ele não merecia alguém como ela por perto. Ela tinha razão — por mais vergonhoso que seja — ele simplesmente não podia mais negar... Ele havia se esquecido dela, mas ele se arrependia disso.

Queria somente uma segunda chance de fazer as coisas diferentes, será que era pedir demais? Claro que sim.

— Anata wa juyode, Lucy!

"(...) Mas mamãe, eu só queria que fosse diferente.

Eu queria muito ter sido alguém forte e importante para a Guilda, mas eu simplesmente... Eu simplesmente não mereço estar na Guilda. Eu sou fraca e impotente.

O que alguém como eu faria na Fairy Tail? No que eu poderia ajudar? Em nada.

Simplesmente assim... Eu era inútil, sempre fui.

Eles tem razão em me ignorarem. Eu não mereço estar na Fairy Tail, mamãe! (...)"

O rosado continuava lendo a carta — os olhos arregalando-se e estreitando-se a cada linha e palavra escrita.

Como ela poderia falar que não merecia estar na Fairy Tail?

As outras linhas eram piores. O coração do rosado despedaçava-se ao saber que ele havia feito a loira sofrer tanto. Algumas folhas estavam levemente encharcadas por lágrimas, provando que não eram meras palavras em vão que ela colocava ali, era tudo que ela sentia. As dores expostas em um simples pedaço de papel.

Como alguém poderia sofrer tanto e continuar vivo? Na verdade, não... Ela não estava... — pensou ele.

O punho do garoto foi de encontro ao chão com o último pensamento, mas, mesmo assim, a raiva repentina dissipou-se quando ele se pôs a ler as últimas linhas...

Elas eram somente sobre ele.

Ela revelava tudo que sentia, toda a dor que sentiu ao ouvir as palavras proferidas por ele — quando ele falou que ela era somente a donzela em perigo.

"E-então é assim que você pensa?"

Ele se lembrara da garota com os olhos avermelhando-se junto com o leve lacrimejar deles, a voz engasgada e o espanto em sua face. Outro momento que ele gostaria de mudar, pois as últimas palavras da vida dela, as últimas palavras proferidas para ele foram:

"Me perdoe então... Por ser somente um inútil fardo."

O rosado fechara os olhos com força, levantando-se repentinamente, abrindo a porta da casa da loira sem a menor calma ou delicadeza.

Ele simplesmente atravessou a porta e correu em direção ao local da morte da loira o mais rápido que podia.

Natsu corria sem fazer questão de parar as lágrimas, ele simplesmente as deixava correr pelo rosto, fazendo a visão ficar levemente embaçada.

Foi tudo minha culpa, somente minha culpa.

Foi minha a ideia de tirá-la do time. Minha culpa por ter me irritado e não controlado minha estúpida boca, eu perdi o controle e quase a machuquei no dia em que ela morreu.

Foi minha culpa ela ter caído daquele penhasco, ela fugiu de mim e ninguém mais.

Minha culpa.

Tudo minha culpa.

Ele simplesmente se desesperava nos pensamentos, mas as palavras da carta eram tão profundas, aquelas três palavras eram tão profundas, tão verdadeiras, ele somente queria que ela estivesse viva e que ele pudesse dizer que sentia o mesmo.

Não era pela Lisanna! Não é a Lisanna que eu amo de um modo especial, Lucy!

Eu somente tinha um medo idiota dos meus sentimentos, dos sentimentos que percebi que tinha por você, sua baka!

Baka! Baka! Baka!

Eu sou o rei dos bakas desse planeta!

O garoto corria mais que os pés pudessem aguentar. Era difícil não ver que ele chorava, que ele estava imerso nos pensamentos, discutindo com sigo mesmo.

Me desculpe, Lucy! Por favor! Me perdoe e volte!

Por favor, eu só peço que volte!

— Ahhhhhhhhhhh. – o garoto gritou quando tropeçou e rolou um pouco pela subida que havia feito, voltando alguns metros para baixo, ganhando alguns arranhões pelas pedras pontiagudas que ali havia, mas nenhuma dor física se comparava a dor que o coração dele sentia.

Ele não conseguia pensar direito, não conseguia tirar aquelas palavras da cabeça.

Como ele poderia ter sido tão idiota a ponto de machucar a loira, a ponto de não notar que ela simplesmente correspondia aos seus sentimentos?

— LUCY!

O grito dele poderia ser ouvido por qualquer um, era um grito sofrido, doloroso, cheio de culpa e desespero.

Era um grito que ele queria que ela ouvisse onde quer que ela estivesse, mas queria muito que ele ouvisse outro em resposta.

Ele somente queria uma resposta, uma prova de que ele somente estava preso numa porcaria de pesadelo. Que ele simplesmente acordaria e encontraria com os olhos chocolates intensos dela, os cabelos loiros macios dela, a pele clara e sentiria o mesmo cheiro de morango e baunilha, enquanto sentia o coração disparar quando encontrasse aquele sorriso maravilhoso que somente ela poderia dar, que somente ela sabia dar e aquecer seu coração com ele.

Ele somente queria retribuir aquelas últimas palavras que ela havia escrito.

"Eu o amo" – essas foram as últimas palavras, as palavras que Lucy terminou sua carta, as palavras que ela nunca teve coragem de proferi-las a Natsu e nem mesmo, ele a ela.

.

The End

Notas finais
Yaroo → babaca | idiota Anata wa juyode → você era importante — Eu espero, mesmo, que tenham gostado da estória. Eu tive essa ideia do nada, eu fiquei pensando em como seria se a Lucy morresse no mangá e percebi que não tem história sem ela, portanto não haverá continuação pessoal, eu achei simplesmente impossível continuar sem a Lucy na estória, principalmente porque - pra mim - Tio Hiro tinha que juntar ela e o Natsu de uma vez, porque eles são simplesmente perfeitos juntos! Muito obrigado pelo apoio. Adoro vocês pessoal! Até uma próxima e, se Deus quiser, vou voltar a escrever em breve. Au Revoir! — — Atualizado: 22/01/2014
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!