I Need Your Love
1 Droga de Escola
Notas iniciais
Espero que vocês gostem.
Beijos de luz e pisca-pisca aoskapskapos (=
Era manhã quando fora acordado aos berros por sua tia, Clarice. Murmurou alguns xingamentos que não se poderia entender, e se arrastou da cama até o banheiro do outro lado do corredor. Fez sua higiene matinal, voltou ao quarto e colocou suas vestes. Desceu as escadarias de cara fechada, mal humor típico de Marshall, observando sua tia, Clarice, preparar o café da manhã. Sentou—se ao lado do primo, de frente para o tio que escondia seu rosto gordo e bigodudo por trás do jornal diário.
— Olhe Clarice! Ainda não prenderam aquele cafajeste, o tal do ‘Chama’. Não acredito que pensam que ele pode não ser o assassino. — Revirou os olhos ao ouvir o comentário do tio, sempre preocupado com coisas inúteis.
Se preocupava apenas com sua cama quentinha no andar superior da casa. O primo Gumball o encarava de cima a baixo, com um olhar de desprezo. Era a segunda vez que revirara os olhos nesta manhã, mas dessa vez para o primo idiota que não cansava de o olhar com aquela cara ridícula.
— Ah, você está aqui marginal?
— Mal posso esperar para não estar mais, acredite. — Bufou.
— Ah, ainda está nervoso pelo colégio novo?
— Não, não, claro que não! — Pelo menos não perdera o seu sarcasmo.
Mas perdera todos os seus amigos, o que já era grande coisa. Expulso de seu terceiro colégio, por brigar com os alunos. “A Culpa não é minha se eles me provocam”. E agora, em cerca de quinze minutos ele caminharia para seu novo colégio, particular e idiota, onde seu tio conseguira uma bolsa. Mas, no fundo Abadeer sabia que aquilo era para lhe provocar. Ele odiava os arrogantes pertencentes a colégios particulares, odiava seus professores bem pagos, odiava as peruas, odiava os ricos, odiava tudo.
Talvez ele fosse ingrato, mas sabia que o tio não fizera aquilo para seu bem. Porque não morrera junto a seus pais? Porque não pudera sair da casa daquela família insuportável junto a sua irmã, Marceline? Ah, ele tinha só dezessete anos. Merda. Quem sabe ano que vem Marshall, quem sabe.
Perdido em pensamentos, não ouviu as três vezes que fora chamado por Gumball, avisando-o que era hora de sair para conhecer seu novo colégio. Ah, maravilha, agora ele teria de estudar junto a seu primo “aquele viado”. Sábias palavras Sr. Lee, sábias palavras.
Parou de enrolar, levantou-se e deu cerca de cinco passos até a porta. Recusou a carona do idiota cor-de-rosa e foi caminhando até a escola, ouvindo sua playlist de Paramore.
Deu um riso sarcástico ao sentir os cabelos batendo na testa, por causa do vento. Lembrou-se das inúmeras vezes que tia Clarice o deixara quase careca quando criança. “Parece que o jogo virou, não é mesmo, vadia?”. Ele não tinha dó dela, do mesmo jeito que ela não tinha dele. Ele sabia que assim que completasse 18 ela teria a chance de joga-lo no olho da rua, rir de sua cara e deixar que ele morresse de fome, ou de frio. Talvez até atropelado pelo carro caríssimo de seu tio, Carlos.
Olhou para o papel com o endereço do colégio por alguns segundos, mas não precisou confirmar o endereço, vira o carro, também caríssimo, do primo estacionar a alguns metros de distância. “Ah Gumball, eu te amo” “Oh Gumball, você é tão perfeito”.
Parece que alguém já odeia as patricinhas do colégio novo, não é mesmo? Ouviu algumas risadinhas e tento não ligar para os olhares alheios. Observou com o canto do olho, todas as garotas com roupas curtas, maquiagens exageradas e saltos que só não eram maiores que a língua (e o ego).
Lembrou-se do número de armário e procurou pelo seu. Abriu e tossiu, havia mais poeira do que no quarto em que ele dormia. Maravilhoso, ótimo – pensou. Jogou seus pertences dentro do mesmo, coçando o nariz após, e fechando-o. Ficou encostado em seu armário esperando que tocasse o sino. Observava os “machos” ricos, as peruas, e os professores nerds.
Observou a garota de cabelos louros seguida por muitas outras, e ao seu lado uma ruiva. Ah, aquelas eram sem dúvida as piores, as patricinhas, rainhas da classe (e da chatice). Elas pararam por ali, enquanto ele observava fixamente a loira. Ela parecia entediada. Ele também ficaria se tivesse de aguentar aquelas patricinhas chatas todos os dias. Mas quem diria que ela também não era uma delas?
O sinal bateu, mas Marshall mal conseguiu se movimentar, eram tantas pessoas que ele se perdera por ali. Segurava seus cadernos quando tropeçou em alguém e caiu. Abriu os olhos e esfregou a testa, aquilo havia doído.
— Ei, tá tudo bem? Me desculpa, eu não te vi e... — Fionna, não dê bola para esses novatos idiotas! — fora interrompida por uma garota de vestido curto roxo, cabelos com as pontas também roxas e uma cara de algo que ele não poderia mencionar porque o horário não o permite.
Mas, a garota não ouvira a menina de roxo, ela pegou seus cadernos e não parava de o perguntar se estava tudo bem. Fez que sim com a cabeça e percebeu que ela sibilou um “ufa”. Ela o devolveu os cadernos, lhe deu uma última olhada e se levantou, se afastando cada vez mais pelos enormes corredores do novo colégio.
Deu um meio sorriso ao lembrar da cara de preocupação da doida, mas depois pensou “ela deve ser maluca mesmo”, levantou-se e se dirigiu a classe.
Notas finais
Aceito todo o tipo de opinião e crítica.
Comentem o que acharam, e até o próximo capítulo >-
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