I Need You - Novas Espécies
28 O retorno
Notas iniciais
Jericho fechou os olhos e anos de sua vida se passaram como um filme em uma tela de cinema, anos de experiências, onde o incomodavam, o feriam, tudo em nome de uma tal ciência que ele nem se quer sabia o que era. Eles destruíram sua vida, o impediram de sonhar, até que um dia estava livre. Sem amarras, sem correntes. E aquilo ele não esperava. Descobrir que não estava sozinho, que havia outros, que por fim ele chamou de família, irmãos, novas espécies. E assim foram seus dias lutando contra a humanidade que os recusavam como parte dela, ser aceito pelos mesmos humanos que os criaram, ver que existia tanto além das jaulas e paredes frias que conheciam, e ainda assim o mundo era pequeno. Pequeno para a ambição que os cercavam se sentira sempre uma mercadoria em exposição ou em fase de testes, só não sabia o que aquele sentimento significava, era difícil se expressar em palavras quando conheciam tão pouco do mundo. E enfim ele se vira com medo de que Mercille recomeçasse seu ciclo vicioso e terrível de maldades. Mas o que encontrou foi fragilidade, meiguice, ternura, que o transformaram por completo. Melissa revirara seus sentimentos, e ele que jurara a si mesmo que nada o abalaria. Ela tão pequena, balançara o fundo de seu ser. E veio Francine, terminando de minar suas forças, abalando como um terremoto em escala richter, derrubando fronteiras, derrubando tudo que ele já fora, e fazendo com que ele, pudesse conhecer ele mesmo, mostrando forças que nunca imaginou que as tivesse.
Agora ela era a sua fêmea, e imagina-la presa, experimentando drogas, passando horas em um laboratório, fez seu estômago revirar. Se fosse uma escolha dele ela não passaria por isso. Os novas espécies eram um mistério não eram? A Mercille tentava desesperadamente repetir a façanha, mas não haviam sido bem sucedidos, e se fossem eles libertariam cada ser, que eles tentassem usar como experimentos. Que fosse uma única célula eles libertariam. E assim que deveria ser. Alguma alteração genética acontecera com Francine e sua cria, o sangue em seu organismo tivera reação. Se aquilo se espalhasse publicamente certamente não venceriam os manifestantes que pensariam se tratar de um apocalipse nova espécie. E ela seria o marco zero. E aquilo não aconteceria.
Não se ele pudesse impedir...
Não se passaram muito mais do que 50 minutos e ele ouviu algo se quebrando no quarto. Ainda estava sentado na porta e com um salto estava dentro do banheiro já que com um segundo notara o quarto vazio. O vidro estava quebrado e os pulsos fechados traziam algumas marcas de sangue. Não como se ela os tivesse cortado, mas sim socado o espelho com força.
_Francine o que fez?
_Eu não sei o que está havendo comigo. – ela respondeu com voz fraca – Sinto raiva. Tesão. Quero você Jer, por favor!
Os olhos vermelhos brilharam incandescentes e ela sorriu com um rosnado.
_Você também quer! Me monta! Agora! E a única forma de eu não atacar ninguém. Estou prestes a... – antes que ela pudesse falar, ele empurrou a porta com um estrondo e a segurou pelo braço, sua mão grande e pesada se fechando firmemente sobre o pulso levemente ferido.
Nesse momento ela demonstrou sua força, e quase o fez se desequilibrar, ele mediante tanta força rosnou, e a puxou firmemente a apertando em um abraço forte. Sussurrou em seu ouvido entre suas presas:
_Vou cuidar de você! – sua voz ficou perdida entre um tom de ameaça e promessa.
Francine sentiu a cabeça rodar, e em um segundo estava deitada de costas da cama, sentiu Jericho rasgando suas próprias roupas, já que ela estava apenas com a camisola de hospital. E no instante seguinte sentiu os dentes dele em sua nuca, numa mordida forte, algo que chegava a dor, porém elevou seus níveis descontrolados de hormônios aos extremos. E ela gozou violentamente.
Ele sorriu. Um sorriso entre dentes sabia que tinha atingido algo importante e seu ego masculino não poderia deixar de exaltar. Uma das mãos dele procurou a intimidade pulsante quente e úmida pelo orgasmo avassalador de poucos segundos atrás. Francine apertou sua intimidade ao redor dos dedos dele o fazendo suspirar, a mão direita dele que estava próximo ao cabelos dela. Ela a puxou para si e colocou o dedo indicador na boca. Suas presas sobressaídas roçando devagar o dedo grosso e um pouco áspero.
Sem rodeios, sem preliminares, sem esperar qualquer conversa, tudo restrito a rosnados e suspiros, o membro dele a penetrou duro como rocha, longo, grosso exigente. Com um movimento ela retesou o corpo o apertando ainda mais, e foi à vez dele gozar violentamente dentro dela com apenas um uivo que certamente foi ouvido por todo aquele andar.
Não houve intervalos o jato de esperma ainda era expelido quando ele começou a se mover em um vai e vem, sua boca firme na mordida na nuca dela. Movimentos bruscos, ele era pesado sabia, mas naquele momento não poderia ser controlado, sim por alguns instantes temeu feri-la, mas era tarde demais suas feras estavam soltas. E pelo modo que ela gemia e sugava seu dedo sabia que ela estava gostando tanto quando ele. Mudando o ritmo, ele parou, quase saiu de cima dela, soltou suas presas da pele dela que protestou. A beijou suavemente e se arremeteu fundo novamente, no terceiro movimento ela gritou e ele sentiu o corpo dela estremecer. E como uma extensão do corpo dela o estremecimento o sacudiu e ele gozou. Se segurando para manter seu membro dentro dela, enquanto seu semem parecia demais para que ela suportasse, mas as paredes da vagina dela o fecharam o prendendo, tornando o movimento de entra e sai praticamente impossível. Permaneceram assim atados por minutos que pareceram eternos. Até que por fim ele rolou para o lado. Logo ela sentiu falta do peso delicioso dele a suas costas, mas apenas se aconchegou a ele, embora suas peles parecesse em chamas.
_Eu não sei o que está havendo comigo, mas eu precisava disso. – ela disse ofegante – O que está havendo comigo? Eu me transformei? Meu Deus!
_Seja o que for eu amei. Você... Selvagem, e não vou deixar ninguém te machucar. Ninguém vai te levar a lugar nenhum.
_Deus... Que mãe horrível eu sou. Não vi meus filhos! Meu Deus como pude pensar em sexo! – ela choramingou.
_Foi um instinto animal. Fique calma, logo conseguira se controlar mais.
_Preciso tomar um banho. Conseguiram pegar aqueles filhos da puta? – ela perguntou se levantando e indo para o banheiro pulou os cacos e abriu o chuveiro. — Se disser que não eu mesmo saio à caça deles e arranco a garganta de cada um. Oh meu deus não acredito que disse isso!
_Eles estão mortos! – ele sombrio tomando conta da entrada do Box de banho. – Todos eles.
_Ele estava lá também?- ele perguntou seria e imparcial.
E eles sabiam de quem estavam falando.
_Um residente o matou.
_Bom! Eu mesma faria isso!- ela disse dando as costas a ele e enxaguando o cabelo.
_Ele atirou na Mell!
_Ele o que? – ela se virou para ele enquanto a água do chuveiro caia sobre sua cabeça.
_A Mellissa foi baleada por ele. Esteve entre a vida e a morte.
_Onde está aminha filha?- ela tentou sair do Box, mas ele a impediu, ela estava nua, e ele não permitiria que ela saísse assim.
_Fica fria ai! Eu já te dei o que queria agora me ouça!- ele disse baixo e controlado.
_Eu não quero ouvir nada!- ela gritou quebrando o Box do banheiro com um golpe de antebraço.
Jericho cobriu o rosto evitando os estilhaços, que voaram em ambos, logo que a olhou pode ver vários pontos sangrando em seu rosto e seus seios e barriga, provavemente onde os estilhaços passaram. Seu antebraço sangrava mais e havia um corte profundo.
_Ei moça, melhor parar de quebrar tudo a cada vez que te digo algo.
_Eu vou quebrar alguém se no sair da minha frente e me deixar ver minha filha. — ela rosnou e tentou passar sem se importar com os cacos no chão.
_Não vai chegar perto das crianças assim! Tem que esfriar a cabeça primeiro!- ele gritou.
_Ele. Machucou. A. Minha. Filha.- ela disse pausadamente.
_E está morto por isso! E eu também tive que conter minha fúria de não mata-lo outra vez! Cem vezes seria pouco por ele ter ferido minha filhote! — ele disse apontando para o próprio peito.
_Só sai da frente Jericho! – ela disse dando um passo até ele.
Ele a segurou pela cintura num aperto firme enquanto ela relutava e a tirou do banheiro evitando que ela pisasse nos cacos espalhados.
_Me solta!- ela o mordeu no ombro com força e ele a soltou ao mesmo tempo que se jogava na cama com ela por cima.
_Morde de novo! Me deixa com um tesão sem limites!
Antes que ela pudesse reagir ele estava sobre ela,as pernas delas escancaradas ao máximo, sua intimidade latejante como se estivesse sem ele há décadas.
_Você não vai me distrair com sexo.- ela afirmou e suspirou quando a grossura dele a invadiu por completo.
_Nesse momento? Vou sim. — ele disse se movendo enquanto ela se abria ainda mais para recebê-lo, e emitia um rosnado baixo de aceitação.
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