I Need You - Novas Espécies
10 Entre meninas
Notas iniciais
Jericho se despiu devagar, Slade lhe dissera mais uma vez que ele precisava conhecer o seu corpo. E ele estava de frente ao espelho, sua pele era bem mais escura do que a de outros espécies, e ele se identificava mais com humanos negros, seus músculos saltavam esticando a pele ao máximo e dando um brilho natural. Seus ombros eram largos comparados com fêmeas e até mais largos do que da maioria dos espécies que vivam ali. Analisou a barriga, era firme e seus músculos ressaltavam formando gomos perfeitos. Soubera que humanos lutavam muito para conseguir aquela forma que para ele era mais do que normal. Seus olhos foram para as coxas grossas, e ele pensou nas coxas de Francine, eram tão diferentes, fortes, maciças, enquanto as delas pareciam roliças e macias. Olhou para seus pés, pareciam duas lanchas, eram ligeiramente mais compridos que os de outros, assim como as mãos de dedos longos que ele analisou em seguida. Não eram anormais, mas sua palma era maior, seus dedos eram grossos, e tinham a famosa calosidade dos espécies nas pontas dos dedos. Levou as mãos gigantes ao rosto. Sua face era forte, firme, grande e proporcional ao resto do seu corpo. Seus cabelos formavam cachos que lhe caiam pelos ombros, eram muito escuros, e contrastava bem com seus olhos e a cor de sua pele. Seus lábios eram grossos, e ele expôs as presas para que ele mesmo apreciasse. Aquele corpo causaria medo em qualquer um. Seus olhos eram mais redondos que a maioria, e a estrutura óssea da sua face diferente nessa região. Seus olhos eram de uma cor diferente, entre o marrom e o vermelho, cor que lhe lembrava de terra molhada. E ele desejou ter os olhos charmosos de um grande felino. Talvez fosse mais atraente. Seus olhos se encaminharam para o meio de suas pernas. O membro estava amolecido, apenas uma extensão dele mesmo, comprido e inútil. Tentou se lembrar da sensação agradável de tocá-lo e ela não existia mais em suas lembranças. Segurá-lo era apenas algo fisiológico que ele não precisava no momento. E quando seu cérebro registrou a vontade de tocá-lo seu pênis se moveu como se fosse um incentivo. E ele fechou os olhos, sua palma rodeando o membro longo e sem rigidez. Fez dois movimentos, o primeiro incerto e no segundo ele gemeu, sentindo o sangue encher aquela região, e a carne dentro de sua palma, se enrijecer. Gemeu novamente a necessidade de ver de que tamanho ele ficaria o fez tremer. Agradeceu mentalmente aos céus por aquela parte sua não ter seguido a genética de alguns primatas. Pois o gorila apesar do tamanho tinha o pênis muito pequeno, e o dele bem... Talvez a genética de um elefante. Ele sorriu do pensamento e se acariciou sem culpas pela primeira vez.
E a urgência o atingiu como um raio, bem em sua coluna, e suas presas se prenderam em seus lábios, de forma urgente e ele prendeu a respiração. Pedindo calma a si mesmo ele continuou devagar. Porem desistiu e caminhou para o box, abriu o chuveiro no morno, e entrou debaixo, com as mãos em forma de concha molhou o rosto. E seus pensamentos foram em Francine, seu sorriso, seus lábios, seus seios, seu traseiro. Gemeu mais uma vez e se tocou. Dessa vez com urgência, queria ela ali, queria as mãos dela no corpo dele, queria seus dedos entre as pernas dela, imaginou o cheiro de fêmea. E seu joelho cedeu. Sua mente se abrindo como uma câmera enquanto ele se via completamente nu, seu corpo completamente dominando o dela, e ela gemia baixo dele. E ele estocava com força. Por um momento não era a sua mão grossa envolta de seu membro. Era a maciez e umidade do corpo dela. Seu joelho direito estava no chão, sua mão esquerda na parede, o jato morno em sua nuca, e a sua mão direita indo e vindo ao redor do membro enorme e duro como rocha.
As sensações se avolumaram, sua coluna ficando rígida, suas presas prendendo seus lábios, sua respiração pesada. Um soluço escapou de sua garganta quando o primeiro espasmo surgiu o tirando do chão. No próximo ele rugiu como se o seu animal interior estivesse enfim livre. Queria pensar no barulho que provavelmente estava fazendo. Mas que se danasse. Alias os banheiros eram revestidos a prova de som não eram? Nunca entendera os motivos, mas agora podia jurar que os encanamentos estremeciam e chacoalhavam levemente. E ele gritou sentindo o semêm deixar seu corpo em jatos fortes e atingir a parede de azulejos azuis. Engoliu em seco, a única coisa que queria era sair dali, encontrar Francine e despejar aquilo dentro dela. Era tão errado. Mas era tão certo. Ele ofegou diminuindo o ritmo quando o turbilhão passou. Mas não demorou muito e ele simplesmente quis de novo. E ele aumentou o ritmo devagar até alcançar o clímax mais uma vez. E dessa vez ele chamou o nome dela, quando a primeira onda deixou seu corpo.
Francine estava no refeitório mais uma vez, dessa vez, estava sentada em um grupo com Trisha, Ellie, Breeze, e Bella. Enquanto elas falavam animadamente as três crianças brincavam com um jogo musical encima de uma mesa ao lado.
_Gente. Essas crianças espécies são lindas! – ela comentou sem pensar muito – Será que meu filho se parecera com o quê? Que aparência ele terá?- ela disse pesarosa.
_Sabemos que os bebês espécies são idênticos aos pais, coisa de genética! – Ellie fez uma careta.
_Mas isso faz dele uns metidos! – Breeze disse.
_Estou louca para que descubram porque nós as fêmeas espécies ainda não podemos gerar com nossos machos. Estou louca para ter um bebê! Shadow, meu companheiro também quer. Eu adotaria uma bebezinha humana. Como a Mel!
_E porque não podem ter seus próprios bebês? Oh desculpe, não queria ser indiscreta é só que isso é tudo tão novo para mim.
_Não se preocupe. As fêmeas espécies ainda não podem procriar. Os machos com humanas sim, mas eu e meu companheiro somos espécies. Então por enquanto, nada de bebês nossos.
_Sinto muito.
_Está tudo bem. Nem todas nós estamos preparadas para ter esses montes de filhotes catarrentos. – Breeze fez uma careta e as outras riram.
_Você já viu esses dois juntos, entretidos com uma única atividade por tanto tempo? – Ellie perguntou para Trisha.
_Acho que Mel arrumou um namorado. E nossos filhos uma boa luta!
_Que horror! Porque eles lutariam? São amigos como irmãos. – Francine.
_São espécies. E espécies tem o hábito de disputarem qualquer diferença com socos, pontapés e mordidas. São bem violentos.
_Minha nossa!
_Deveria se acostumar. Esta quase indo morar com um deles. – Bella disse.
_Não sei bem o que esperar. – Francine disse tímida alisando a barriga.
_Bem... Proteção... Super proteção! – Bella disse rindo.
_Os homens espécies são devotados, não traem. Só tem uma companheira, e ficam viciadas nelas, nos cheiros. – Trisha disse sorrindo.
_Nem venha com esse sorriso Trisha não vou falar sobre o bolso do Fury. – Ellie disse com um meio sorriso.
_O bolso do Fury?
_Há quem diz que o pobre Fury anda com uma calcinha da Ellie no bolso. A fim de sentir o cheiro dela quando sente saudade.
_OH!- Francine se assustou e as outras riram.
_Não é bem assim... — Ellie disse enrubescendo – Ele só é um grande canino mimado. Só isso!
Todas riram.
_Mas brincadeiras a parte, Francine você precisa entender um pouco mais sobre os espécies. Uma vez que esteja ligada a um deles. Vai ser difícil tomar um caminho de volta. Você o mataria. Ele mataria pra ficar perto de você. – Trisha disse seria.
_Mas ficar com ele seria muito bom para você e sua filha. Vocês seriam protegidas e cuidadas. A segurança de um homem espécie é tudo que você precisa. – Ellie disse e Francine gemeu.
_Se não gosta se Jericho podemos arrumar outros machos. Existem vários espécies que aceitaria uma humana como fêmea. Vengheance é um deles, temos também o Bestial, o Night. – Breeze.
_Não é isso meninas. Gosto de Jericho. Acho ele lindo, mas fico com medo. Ele é tão... Enorme.
_Sim, ele é assustador. E eu o acho metido e carrancudo demais. – Breeze disse – Ele não merece você.
_Melissa não tem essa opinião. – Trisha.
_Minha filha não sabe nem limpar o próprio nariz.
_ Ahh sabe sim. Às vezes em que você esteve fora do ar, ela escolheu um colinho bem aconchegante para se distrair. – Trisha disse sorridente- Menina esperta.
_Oh Jesus! A criança é inocente, quem em sã consciência escolheria aquele...
_Espero que não esteja se referindo a minha pessoa Breeze. — a voz fria assustou todas as mulheres.
Mas a voz de Melissa acabou com o momento tenso. Ao descer depressa da cadeira gritando o nome de Jericho e se agarrando a ele.
_Eu ainda assim, adoraria vencê-lo em uma boa luta! – Breeze saiu rosnando.
_Uma luta que terminaria na cama, se Francine e Mel não tivessem chegado. – Ellie sussurrou, e se levantou para pegar o filho, que veio correndo para seu colo. – Vamos! Francine, Mel e Jericho precisam passar um tempo juntos. E além do mais está na hora de você ir para a cama.
_Concordo. Vamos também Forest!
Não demorou muito para que as despedidas fossem feitas e Jericho, Francine e Mel estivessem sozinhos.
_Podemos caminhar um pouco, minhas costas estão reclamando o tempo que estou aqui sentada.
_Talvez fosse melhor se deitar.
_Vamos passear? Por favor, mamãe. Quero passear e ver a lua!
Os três passearam por quinze minutos, Melissa tagarelando o tempo inteiro, contando coisas sobre Salvation e Forest como se os conhecesse há anos. Jericho não olhou muito para Francine. E logo ele as deixou no quarto, sã e salvas.
Na manhã seguinte Trisha entrou no quarto. E cumprimentou Francine que estava saindo do banho e se penteando.
_Passei para ver como estão. Pelo jeito teremos um dia agitado e a sua saúde e da sua criança estão com status de atendimento prioritário. – ela sorriu.
_Que bom que veio. Precisava mesmo conversar com você. Sobre eles. — Francine disse tímida e Trisha se sentou na poltrona próxima a cama.
_Porque ele se interessaria por mim? Jericho!
_Você é uma mulher bonita! Tem um rosto angelical... E curvas de dar inveja! É natural!
_Natural? Estou grávida. Me submeti a um experimento tedioso por dinheiro. Estou na maior enrascada da minha vida, me sentindo sozinha...
_Mas não é menos mulher por isso. Francine olha para você. Mesmo estando grávida podemos notar os seios avantajados, o traseiro, as coxas! Claro que isso não me interessa nem um pouco. Mas já vi vários espécies te olhando de lado. E se Slade te olhar eu furo os olhos dele! – ela brincou com um careta.
_Não entendo e isso me dá medo.
_Como não entende. Apesar de tudo você tem se mostrado uma pessoa boa, doce. E vai superar isso.
_E se esse desejo dele for pelo bebê? Se depois ele simplesmente não me quiser mais.
_Espécies não são assim. Eles não são totalmente humanos. E os animais são selvagens e fieis. Francine, se ele demonstrou interesse ele realmente quer você. E se ele te quer, não será em vão. Espécies são protetores, e você inspira necessidade de proteção.
_Já viu o tamanho dele? Ele é muito maior e mais forte do que eu?
_Você já viu Brawn e Bella? Olhe para os casais a sua volta. Não parecemos compatíveis. Mas os machos espécies sabem como ajeitar as coisas e fazem dar certo. – ela disse com uma piscadinha — O que não quer dizer que não possamos impor algumas maneiras nossas. – Trisha sorriu.
_Quanto tempo ele vai esperar até que eu possa ter sexo com ele? Eles me parecem sempre tão afim. – Francine disse cabisbaixa.
_Francine bem... Não quero te assustar, mas o sexo com os espécies é bem.. Ah... Digamos... Intenso. Mas eles são respeitadores, se você impuser o limite eles vão seguir. Cada um tem suas particularidades, mas...
_Particularidades?
_Bom felinos eles... São bons atiradores, e são quentes. O semêm tem a temperatura muito mais elevada do que o normal. Já os caninos eles incham um pouco na base do pênis no final da relação, o que deixa o casal unido por alguns minutos. Mas nada incomodo.
_O quê? Como assim?
_Não é nada com o que deva se preocupar. Não posso te dizer nada sexualmente relativo aos primatas, porque são a minoria e ninguém fala muito de sua vida sexual para ma fêmea que tenha um companheiro mesmo que ela seja uma médica. Isso nos levaria a sérios problemas.
_Não ajudou muito. – ela disse tensa.
_Talvez ajude saber que você pode ter sexo normalmente. Só não pode extravagar ok! – Trisha deu uma piscadinha e saiu – Te vejo assim que se aprontar estaremos no refeitório, e a maioria dos machos em uma reunião com Justice e alguns membros da força tarefa humana. Portanto poderemos falar mais sobre as habilidades masculinas dos machos antes que eles cheguem e acabem com a brincadeira.
Justice North presidia a reunião com maestria e cautela, eram assuntos sérios e delicados naquela manhã. E tinham presa para o café que tomariam todos juntos.
_Então assim fica dada a notícia que estamos no rastro das empresas Mercille ou do que sobrou dela. E conseguimos as provas de que apenas uma fêmea humana tenha sido inseminada. O governo do país tem nos ajudado bastante nessa busca e sem eles... Estaríamos ainda sem quaisquer novidades. Já disponibilizamos equipes da força tarefa para vasculhar locais que possam ter sido utilizados. Agora nos resta é aguardar. – alguns pigarrearam, mas ninguém ousou falar — Sobre a fêmea humana que carrega um de nós. Ela e a sua filhote não podem ficar vivendo aqui nas instalações principais desse prédios, nos quartos destinados a tratamentos médicos. Elas precisam de um lar para garantir a sobrevivência do filhote. Portanto Jericho se demonstrou disposto a acolhe-la e cuidar dela e da sua cria.
_A fêmea o quer? Não acho que seja justo Jericho simplesmente se declarar dono da fêmea e da cria humana. – Bestial disse em alto e bom som.
Jericho se virou rapidamente. E rosnou.
_Ela é minha. Elas são minhas. E a cria na barriga dela também é minha.
_Idiota. Ela precisa escolher. Acha que ela vai te escolher? Olha o seu tamanho, o quanto é desengonçado. As fêmeas humanas preferem os mais próximos ao que elas são e você está longe disso.
Antes que Justice ou qualquer um pudesse fazer alguma coisa. Jericho saltou pela sala, dando um pulo na mesa. Um único que atravessou o ambiente de uma só vez, e no instante seguinte ele estava agarrado ao pescoço do macho.
Francine havia terminado de deixar Bella sair do quarto levando Melissa. Queria ficar só, talvez se olhar no espelho se analisar. Ou simplesmente pensar. Vestiu e se olhou no espelho do banheiro. Era um vestido liso, verde claro, ela gostava da cor. A saia rodada realçava sua barriga e o decote seus seios fartos. Talvez Jericho gostasse. E pensando nele ouviu a porta se abrir. Fechou os olhos, esperando ele se aproximar. Os novas espécies falam tanto em cheiros sensações que por um momento ela quis sentir parte disso. Respirou fundo, mas não reconhece nada, o perfume... Nada. Abriu os olhos no momento em que dizia o nome dele:
_Jericho!
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