I Need You

12 Capítulo 12


Notas iniciais
olá kridjassss♥ Obrigada pelos comentários ! Bem, o capítulo de hoje tem algumas surpresinhas e espero que vocês gostem! Boa leitura♥ *Terminei de ler convergente hoje e meu core está despedaçado ;( * Estou pirando com o Trailer que saiu hoje, com os stills e com os pôsteres *---* mesmo não parecendo muito com o livro, eu estou amando muuuito! #Tonochão

Pov Beatrice Prior

8 meses de gestação. Daqui à duas semanas meus pais chegam de viagem e se a criancinha não tiver nascido eu vou ter que contar pra eles sobre meus planos e pelo que conheço não vão se importar muito ou vão se importar demais.

À dois meses atrás passei muito mal na faculdade e os meus ex companheiros Will, Al e Chris acabaram me ajudando e então fizemos as pazes novamente. Eu tranquei meu curso de publicidade depois desse dia.

Christina voltou aqui pra casa e sempre fica me enchendo o saco falando sobre maternidade.

Não adianta muito porque eu não vou cuidar do bebê, mesmo que eu tenha até a hora do parto pra decidir mesmo se quero ou não ficar com ele, minha vontade continua a mesma.

Tomei um banho e coloquei um vestidinho soltinho, já está de noite e hoje está fazendo muito calor.

– Estou indo ali na praia curtir um brisa — digo descendo as escadas com uma pitadinha de dificuldade. Minhas pernas já estão ficando um pouco inchadas.

Drea e Chris estão na sala assistindo TV.

– Vou com você!

– Eu também!

– Não vão mesmo. Estou grávida mas não estou doente, sei me cuidar.

– Beatrice... — Drea se levanta e vem andando até mim — Já está de noite é perigoso!

– Ela tem razão Tris.

– Perigoso pra quem? Só se for pra vocês porque eu sempre vou pra lá de noite é não dá nada.

– Acontece que você está quase ganhando o bebê, e se a bolsa estourar lá?

– Não vai estourar Chris. Eu vou rapidinho, prometo. Preciso de um tempo só pra mim.

– Tudo bem, mas se alguma coisa acontecer a culpa é sua! — Drea diz convencida.

Pego o carro e dirijo até a praia. Não costumo vir de carro pra cá, sempre venho de moto mas ultimamente está meio difícil andar de moto com uma barriga enorme desse jeito.

Estacionei o carro, tirei o sapato e fui andando descalça na areia quentinha.

Hoje está bem movimentado, não está muito deserta como de costume.

Molho os pés na água e encaro o horizonte, o céu está cheio de estrelas e a brisa que sopra meu cabelo me refresca.

– É uma pena a gente não poder ficar juntinhos, não é? — digo conversando com minha barriga– Vai ser melhor pra você se você tiver pais que estão totalmente dispostos a cuidar e te dar muito... amor, como qualquer criança normal merece. Mas quem sabe quando você crescer, eu possa te levar pra dar uns rolé comigo... A gente pode ser amigo, você pode dormir lá em casa... vai ser bem legal.... Que idiota, estou falando sozinha... — sinto a barriga mexer — Então quer dizer que você está me ouvindo? — digo sorrindo.

– Beatrice!? — olho para o lado e vejo Tobias, ele não mudou muito nesses cinco meses, só o fato de que está mais gato e mais fortinho. Ele me olha de cima a baixo com uma expressão bem assustada.

– Oi Tobias! — dou um sorriso — A culpa é sua! — digo sorrindo e apontando para minha enorme barriga.

– Como assim a culpa é minha? Pera... — ele se aproxima — É meu? — pergunta meio assustado.

– Claro que é seu — reviro os olhos — Mas não se preocupe, já dei um jeito.

– Deu um jeito? Como assim?- quando ele começa a se aproximar mais ainda a barriga mexe mais.

– Olha só — pego a mão dele e coloco na parte da barriga que mexe, parecem vários chutes. Ele fica boquiaberto e logo abre um sorriso, seus olhos ficam brilhosos — Acho que alguém gostou de ouvir sua voz.

– Eu não... — ele tenta falar mas vários sorrisos invadem sua boca — Porque não me disse antes? Beatrice eu vou ser pai!? — ele começa a acariciar a minha barriga todo orgulhoso e os chutes aparecem com mais frequência a medida que ele fala.

– Tobias... Não se preocupa com isso, não perde seu tempo.

– Não perder meu tempo? É meu filho! — ele sorri todo bobo- É uma menina? Ou um menino? Já pensou no nome?

– Ei, Tobias. Não pensei em nome, nem sei o sexo. A única coisa que eu sei é que não vai ser eu e você os pais dele ou dela.

– Como assim? — ele fica sério e se distância um pouco tirando as mãos da barriga — Beatrice, o que você quer dizer com isso?

– Quero dizer que eu achei um casal que não pode ter filhos e que eu vou doar ele pra esse casal. Não vem com história, você é novo, eu também sou. Não temos tempo pra...

– Para! — ele me interrompe — Eu não vou deixar você fazer essa loucura! Ele é meu, então tenho todo o direito de interferir nessa escolha.

– Chegou tarde demais, já está decidido- dou as costas e ele me para puxando pelo braço.

– Você não vai fazer isso com meu filho — diz me olhando nos olhos e eu o empurro.

– Vou fazer o que eu quiser! Já assinei os documentos, já está tudo decidido Tobias. A Guarda é deles — minto pra ele que fica desolado — Adeus.

Você não fez isso Beatrice, diz pra mim que é mentira... — Ouço ele reclamar e vou pegar meu carro pra ir pra casa.

– Quando disse que iria ser rapidinho, não achei que fosse verdade — diz Christina tomando alguma coisa na xícara quando entro na cozinha.

– Ah, você nem sabe o que aconteceu — sento na bancada da cozinha exausta — Encontrei com Tobias lá e contei pra ele tudo. Sobre ele ser o pai, sobre eu dar a criança pra outro casal...

– E como ele reagiu? — Drea fica ao lado de Christina.

– Ele pirou. Tive que mentir sobre os documentos já estarem assinados e sobre a Guarda da criança já ser do outro casal.

– Tadinho Tris! — Christina fala- Isso é uma péssima ideia garota. Ele é um cara tão bonzinho, deve ter ficado todo besta quando descobriu que ia ser pai.

– Sim, o bebê ficou chutando quando ouvia ele falar... Tobias ficou todo bobo- começo a sorrir ao lembrar.

– Beatrice — Drea se aproxima de mim e segura minhas mãos, ela olha no fundo dos meus olhos — Você está cometendo um grande erro. Eu sei que aí dentro dessa alma fria ainda bate um coração cheio de amor pra dar. Todo mundo tem a chance de aprender a amar e com essa criança vai ser bem fácil. Não deixe que a falta dos seus pais te torne essa pessoa sem sentimentos que eu sei que você não é. Seu bebê precisa muito de você e do pai dele. Ninguém além de vocês dois vão poder cuidar melhor dele.

Todas as palavras de Drea invadem minha cabeça e tocam meu coração. Ela está certa, não posso deixar que meus pais interfiram tanto assim nos meus sentimentos.

Desço da bancada e subo com um pouco de dificuldade para o meu quarto.

Me deito na cama e fico pensando em tudo que ela disse. Ela tem razão, muita razão. Odeio ter que admitir isso.

Mas eu não quero cometer o erro de ficar com a criança e não saber ama-la, dar carinho e atenção assim como meus pais.

Eu não quero cometer o mesmo erro deles.

– Ei, amor... — Christina entra no quarto e se senta ao meu lado.

– Eu não posso fazer isso com ele Chris -Ela me olha cabisbaixa.

– Não, você não pode fazer isso com ele. Você não pode abandonar ele. Vem cá — Ela abre os braços e eu abraço ela — Fica tranquila. A Drea tem razão, você não pode deixar seus pais interferirem nisso. Não é porque eles são assim que você também vai ser — Não consigo controlar minhas lágrimas. Me dói tanto quando lembro todas as vezes que meus pais ignoraram o amor que eu tinha por eles, todas as vezes que eles não ligaram pra mim e fingiram que eu nem existia... E me dói mais ainda quando eu me lembro a pessoa fria e sem sentimentos que eu me tornei, sou igual à eles e talvez meu filho fique igual a mim. Não quero isso.

– Essa gravidez me deixou muito sentimental — digo limpando as lágrimas- Talvez a Drea tenha razão.

– E ela tem — Christina sorri.

Notas finais
Ain tadim do Tubaias! Tomara que a Tris tome juízo depois do que a Drea disse né gente? Sabemos que por dentro ela é uma boa pessoinha.... BEM! Espero que tenham gostado do capítulo, fiz com muito carinho pra vocês ♥ Não deixem de comentar, deixar a opinião de vocês aqui, quero saber se estão gostando ! Beijinhos no pâncreas, I love vocês